Edmund Burke
| Edmund Burke | |
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| Retrato de Edmund Burke | |
| Nascimento | 12 de Janeiro de 1729 Dublim, Irlanda |
| Morte | 09 de julho de 1797 (68 anos) Beaconsfield |
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| Ocupação | Filosofo |
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Edmund Burke (Dublim, 12 de janeiro de 1729 — Beaconsfield, 9 de julho de 1797) foi um filósofo e político anglo-irlandês.1 2 Advogado, dedicou-se primeiramente a escritos filosóficos dos quais destaca-se An Inquiry into the Origin of Our Ideas of the Sublime and the Beautiful ("Investigação filosófica sobre a origem de nossas ideias do Sublime e do Belo") (1757).3 O livro é citado no filme de 2011 Seeking Justice estrelado por Nicolas Cage.
Iniciou sua carreira política em 1761 como primeiro-secretário particular do governador da Irlanda, Willian Gerard Hamilton. Rompe com Hamilton em 1765 e é nomeado, neste mesmo ano, secretário do Primeiro-Ministro e líder do partido Whig; Rockingham. Foi depois eleito para a Câmara dos Comuns, onde tornou-se conhecido por suas posições economicamente liberais e politicamente de cunho libertário: era favorável ao atendimento das reivindicações das colônias americanas, à liberdade de comércio, era contra a perseguição dos Católicos, etc. Chegou mesmo a denunciar as injustiças cometidas pela administração inglesa na Índia. No entanto, não podia aceitar facilmente os excessos da Revolução Francesa de 1789, expondo tais críticas na obra Reflexões sobre a revolução na França, de 1790. Burke acreditava que a revolução francesa foi um marco de ignorância e brutalidade, acusando principalmente a execução brutal de "homens bons" como Lavoisier e a opressão do chamado "Reino do Terror" .
De temperamento impetuoso e pouco inclinado à sistematização, Burke não escreveu nenhum tratado sobre teoria política. Seus pensamentos são expostos em cartas, discursos, panfletos e obras de circunstância. Expressa-se através de aforismos, por efusões líricas ou polêmicas, visando a maior parte das vezes a um resultado prático.
As aparentes contradições de seus pensamentos tem origem nas diferentes circunstâncias que nortearam suas emoções. A inspiração, no entanto, é sempre a mesma. Em primeiro lugar, tinha desprezo aos filósofos iluministas (em especial Rousseau e Voltaire), que denomina "audaciosos experimentadores da nova moral" e "confusos decadentes".
Burke advoga a teoria da soberania do povo, embora sustentada na ideia de que a razão e a teoria não são referências válidas por si mesmas para a vida das sociedades. Afirma que a história é feita de um longo depósito de tradições, de prudência, de moral, incorporadas nos usos e nas civilizações, e não da elaborações intelectuais, como querem os filósofos. Nessa mesma linha de raciocínio, Burke nega que as constituições possam ser feitas ou produzidas; uma constituição só pode surgir graças à experiência acumulada durante séculos.
Burke opõe à Revolução Francesa, para ele um edifício erguido sobre mentiras e violência. Para ele a democracia era "capaz de expressar as mais cruéis opressões sobre a minoria." Considerava a Constituição Inglesa, cuja sabedoria profunda não reside num certo universo de regras e princípios gerais, mas em uma vasta e sutil harmonia de costumes, de preconceitos, de instituições concretas estruturadas no decurso dos séculos. Essa antítese das duas constituições é o pano de fundo no qual Burke projeta, a propósito dos inícios da Revolução Francesa, os principais temas de uma filosofia do conservadorismo.4
É considerado pelos conservadores como o pai do conservadorismo anglo-americano.
Frases Célebres:
"Para o triunfo do mal só é preciso que homens bons não façam nada."
"Aqueles que não conhecem a história estão fadados a repeti-la."
Ver também [editar]
Referências
- ↑ Clark, J.C.D. Edmund Burke: Reflections on the Revolution in France: a Critical Edition (em inglês). Stanford: Stanford, 2001. p. 25. ISBN 0-8047-3923-4}
- ↑ Christopher Hitchens (abril 2004). Reactionary Prophet (em inglês). The Atlantic. Página visitada em 12 de janeiro de 2013.
- ↑ James Prior, Life of the Right Honourable Edmund Burke. Fifth Edition (London: Henry G. Bohn, 1854), p. 47.
- ↑ J. C. D. Clark, English Society, 1660–1832 (Cambridge University Press, 2000), p. 5, p. 301.
Ligações externas [editar]
- Edmund Burke Society de Universidade de Columbia
- Textos baseados nos pensamentos de Burke
- Edmund Burke ensaios no Gettysburg College
- Obras de Burke na The Online Library of Liberty
Obras de Edmund Burke no Projeto Gutenberg (incluindo suas obras em doze volumes)