Efígie da República
Em muitos países, a efígie ou imagem da República é a personificação do regime republicano e do próprio Estado onde esse regime vigora. Geralmente a imagem da República é representada, iconograficamente, por uma mulher, ostentando um barrete frígio, tendo como inspiração a imagem da Liberdade na obra A Liberdade guiando o Povo, pintada em 1830 por Eugène Delacroix.
Brasil [editar]
Esse símbolo está impresso em todas as cédulas do Real, unidade monetária deste país, e cunhado na moeda de R$1,00. A Efígie foi usada, primeiramente, como um ícone republicano com a proclamação da república, ela se tornou um dos símbolos do país.
Portugal [editar]
A imagem da República foi adoptada como símbolo da República Portuguesa, na sequência da implantação do novo regime, a 5 de Outubro de 1910. A imagem da República Portuguesa foi representada de várias formas, seguindo o modelo genérico da Liberdade de Eugéne Delacroix, individualizando-se, apenas, pelas cores vermelha e verde das suas roupas (cores da nova Bandeira Nacional). A partir de 1912 o busto da República, esculpido por Simões de Almeida, torna-se o padrão oficial da imagem da República Portuguesa, sendo usado como efígie nas moedas de escudo e de centavos e colocado nas repartições públicas.
O busto da República passou a ser considerado um dos símbolos nacionais de Portugal, a par do retrato oficial do Presidente da República, do brasão de armas, da bandeira e do hino. Tornou-se obrigatória a existência de uma reprodução do busto da República, em local de destaque, em todos os edifícios públicos.
Entretanto, ao contrário do que aconteceu com os restantes símbolos nacionais, o uso da imagem da República foi caindo em desuso, sendo, hoje, raro.
Argentina [editar]
Efígie da República conhecida também na Argentina como Efígie da Liberdade, figurou em muitas moedas argentinas e foi criada pelo artista francês Eugène-André Oudiné .Com o perfil sereno e cabelo abundante soltos ao vento e um barrete frígio como tocado. Oudiné trabalhou na Efígie da Liberdade em 1881 por ordem do engenheiro Eduardo Castilla, o primeiro presidente da Casa da Moeda, para ilustrar o reverso da moeda moedas de Peso argentino , cuja criação tinha sido sancionado no mesmo ano para unificar o sistema monetário do país.
A Liberdade Oudiné permaneceu até 1942, quando foi substituído por um busto mais moderna feita em 1940 pelo escultor francês Lucien Bazor, no entanto, em 1957, as moedas de Oudiné voltaram a ser cunhadas. Efígie da Liberdade de Oudiné também aparece no logotipo do Banco Central da Argentina.