Efígie da República

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A Liberdade guiando o Povo de Eugène Delacroix, inspiração da imagem da República
Efígie da República Portuguesa ao centro, aquando da Proclamação da República
Efígie da República Federativa do Brasil na cédula de 100 reais
Efígie da República Portuguesa na moeda de 50 centavos, de 1912 a 1968
Efígie da República Argentina 20 centavos 1883

Em muitos países, a efígie ou imagem da República é a personificação do regime republicano e do próprio Estado onde esse regime vigora. Geralmente a imagem da República é representada, iconograficamente, por uma mulher, ostentando um barrete frígio, tendo como inspiração a imagem da Liberdade na obra A Liberdade guiando o Povo, pintada em 1830 por Eugène Delacroix.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Marianne é a figura alegórica feminina que simboliza a Liberdade da República Francesa, inspirada na obra “A Liberdade Guiando o Povo”, pintada em 1830 por Ferdinand Victor Eugène Delacroix. Sua Efígie é uma Personificação Nacional Francesa. Usando um Barrete Frígio (Carapuça Vermelha), Marianne encarna a República Francesa e representa a permanência dos Valores da República e dos cidadãos franceses.

A República Brasileira adotou a Alegoria Republicana Francesa Marianne, cuja sua Efígie com o seu Barrete Frígio (carapuça vermelha), está estampada em vários Brasões e Bandeiras de Cidades, Municípios e Estados brasileiros. Este Símbolo também é utilizado impresso em todas as cédulas do Real (unidade monetária nacional), e cunhado na moeda de R$1,00.

Portugal[editar | editar código-fonte]

A imagem da República foi adoptada como símbolo da República Portuguesa, na sequência da implantação do novo regime, a 5 de Outubro de 1910. A imagem da República Portuguesa foi representada de várias formas, seguindo o modelo genérico da Liberdade de Eugéne Delacroix, individualizando-se, apenas, pelas cores vermelha e verde das suas roupas (cores da nova Bandeira Nacional). A partir de 1912 o busto da República, esculpido por Simões de Almeida, torna-se o padrão oficial da imagem da República Portuguesa, sendo usado como efígie nas moedas de escudo e de centavos e colocado nas repartições públicas.

O busto da República passou a ser considerado um dos símbolos nacionais de Portugal, a par do retrato oficial do Presidente da República, do brasão de armas, da bandeira e do hino. Tornou-se obrigatória a existência de uma reprodução do busto da República, em local de destaque, em todos os edifícios públicos.

Entretanto, o uso da imagem da República foi caindo em desuso, apesar de estar presente em todas as sedes dos órgãos de poder .

Argentina[editar | editar código-fonte]

Efígie da República conhecida também na Argentina como Efígie da Liberdade, figurou em muitas moedas argentinas e foi criada pelo artista francês Eugène-André Oudiné. Representada com o perfil sereno e cabelo abundante soltos ao vento e um barrete frígio como tocado.

Oudiné trabalhou na Efígie da Liberdade em 1881 por ordem do engenheiro Eduardo Castilla, o primeiro presidente da Casa da Moeda, para ilustrar o reverso da moeda moedas de Peso argentino , cuja criação tinha sido sancionado no mesmo ano para unificar o sistema monetário do país.

A Liberdade Oudiné permaneceu até 1942, quando foi substituído por um busto mais moderna feita em 1940 pelo escultor francês Lucien Bazor, no entanto, em 1957, as moedas de Oudiné voltaram a ser cunhadas. Efígie da Liberdade de Oudiné também aparece no logotipo do Banco Central da Argentina.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Real no site Portal Brasil