Corporativismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Este artigo ou secção possui passagens que não respeitam o princípio da imparcialidade. Tenha algum cuidado ao ler as informações contidas nele. Se puder, tente tornar o artigo mais imparcial. |
O corporativismo é um sistema político criado na Itália Fascista, no qual o poder legislativo é atribuído a corporações representativas dos interesses econômicos, industriais ou profissionais, nomeadas por intermédio de associações de classes, e que através dos quais os cidadãos, devidamente enquadrados, participam na vida política, através dos representantes por si escolhidos.
Assim sendo, propôe-se eliminar a luta de classes mediante um modelo de colaboração entre elas. Esse meio de organização das relações entre empresários e trabalhadores na sociedade capitalista industrial entrou em ascensão com o declínio da doutrina liberal, no final do século XIX e início do século XX.
Atualmente, nas sociedades capitalistas vigentes, o corporativismo significa a função da classe trabalhadora organizada ao Estado, de funcionamento capitalista, maximizando o crescimento econômico e possibilitando o equilíbio das classes diante das suas divergências. Num suposto equilíbrio, os interesses conflitantes entre capital e trabalho seriam, na perspectiva corporativista, atenuados e direcionados positivamente pelo Estado - aqui visto como uma entidade neutra.
O regime que vigorou em Portugal até à revolução de 25 de Abril de 1974 mostrava fortes aspectos corporativistas. Também no Brasil, entre os anos de 1937-45, o chamado Estado Novo, sob a liderança do presidente Getúlio Vargas apelava para um modelo corporativo de Estado, sendo a sua legislação trabalhista claramente inspirada na "Carta del Lavoro" de Mussolini. De igual forma, a França sob o governo do Marechal Pétain (1940-1945) tentou desenvolver um regime corporativista. A palavra "corporativismo" provém da palavra latina corpus, corpo.

