Partido Social-Democrata da Alemanha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Partido Social-Democrata da Alemanha
Sozialdemokratische Partei Deutschlands
SPD logo.svg
Líder Sigmar Gabriel
Fundação 27 de maio 1875 (unificação )
Sede Willy-Brandt-Haus, Wilhelmstraße 141,
10963 Berlim
Alas Jusos
Membros  (2012) 477 803
Afiliação internacional Internacional Socialista
Grupo no Parlamento Europeu Partido Socialista Europeu
Cores Vermelho
Site http://www.spd.de/

O Partido Social-Democrata da Alemanha (em alemão Sozialdemokratische Partei Deutschlands, cuja sigla é SPD) é um partido politico alemão. O SPD é um dos partidos dominadores da cena política alemã, tem uma história centenária. É o partido alemão mais antigo ainda em funcionamento, tendo completado em 2005 cento e trinta anos de existência. Foi impiedosamente perseguido durante o Terceiro Reich (1933-1945) e na antiga Alemanha Oriental foi obrigado pelas forças de ocupação soviéticas a se fundir com os comunistas. É filiado à Internacional Socialista. Eleitoralmente forte junto à população alemã de confissão luterana e nas regiões norte e leste da Alemanha. Seu maior rival é a CDU, o partido democrata cristão alemão.

Historia[editar | editar código-fonte]

Inícios[editar | editar código-fonte]

Oficialmente, nasceu no ano de 1875; contudo, devido ao facto de resultar da fusão de duas organizações, a sua história pode recuar alguns anos. Em 1863 emergia na Alemanha a social-democracia. A 7 de agosto de 1869, August Bebel e Wilhelm Liebknecht fundaram o SDAP com a meta de abolir o Estado de classes e implantar um "Estado livre popular". Em 1890, o partido transformou-se para Partido Social Democrata da Alemanha (SPD). Era um partido de orientação marxista, revolucionário, anticlerical e pacifista.[1]

Nesse ano, Ferdinand Lassalle (1825-1864)[2] fundava o Allgemeiner Deutscher Arbeiterverein (ADAV) em Leipzig que, em 1875, viria a juntar-se ao Sozialdemokratische Arbeiterpartei, organização surgida em 1869 e dirigida por August Bebel.[3] Nos primeiros anos da sua existência a sua ideologia era socialista; o partido viria a manter uma orientação marxista até final dos anos 50 do Século XX.

O ano de 1878 marca o início de uma fase atribulada na vida desta organização política. Otto von Bismarck, Chanceler da Alemanha, conservador, aproveita duas tentativas de assassinato contra o Guilherme II da Alemanha para eliminar adversários; na sequência destes atentados, faz aprovar diversas leis "anti-socialistas", apesar de nunca se ter provado qualquer ligação destes com os acontecimentos. Até 1890 a clandestinidade é o campo onde se movem os activistas partidários de esquerda.

Por essa altura, o SPD conseguira atrair a simpatia de um vasto número de apoiantes; nas eleições desse ano é o partido mais votado, com 19,7% dos votos; em 1912 esses números aumentam para os 34,8%. Entre esta data e os anos 30 o SPD estará ligado a importantes mudanças sócio-políticas no país. A 12 de novembro de 1918, o Governo revolucionário social democrata aprovou o direito de voto das mulheres; em Novembro desse mesmo ano um militante do partido, Friedrich Ebert, é eleito primeiro presidente da República de Weimar.

A ascensão dos nazis na Alemanha trouxe grandes perturbações; o SPD foi das únicas vozes que se levantou contra o totalitarismo hitleriano e sofreu as consequências dessa atitude. Muitos dos seus membros foram presos, torturados e mortos. Nos cerca de 12 anos compreendidos entre 1933 e 1945, a história do partido e da social democracia caracterizou-se pela emigração, clandestinidade e resistência. Depois da guerra, o SPD surgiu com um papel de primeira grandeza na reconstrução do país e a sua linha de actuação, claramente oposta à dos comunistas, começa a esboçar o seu posicionamento futuro. À sua frente estão líderes de grande capacidade, marcantes na sua História; entre eles, destacam-se homens como Kurt Schumacher (o secretário-geral),[4] Egon Franke, Erich Ollenhauer, Fritz Heine.

Pos-guerra[editar | editar código-fonte]

Em 1946, a ruptura com o Leste foi inevitável após os comunistas, no Poder, terem ordenado a prisão de cerca de cinco mil membros do SPD. Outros militantes do partido acabaram por se juntar aos seus camaradas do Ocidente, onde participaram activamente no processo de criação e desenvolvimento da República Federal da Alemanha. Nas primeiras eleições para o Bundestag (o novo Parlamento da República) o SPD consegue 29,2 % dos votos; é o maior partido da oposição, exercendo essa função de forma construtiva.

A partir de 1959, depois de alguns anos em que a Alemanha vive um período de grave agitação social (registando-se um importante levantamento operário em 1953), ao adoptar o chamado Programa Godesberg,[5] o partido "abre-se ao povo", dirigindo-se a uma camada mais vasta do eleitorado, incluindo grupos cristãos; a orientação socialista e socializante era posta de parte e a social-democracia era agora a palavra de ordem. O partido aceitou a economia de mercado, embora defendesse uma intervenção do Estado para manter a ordem e o bem-estar geral.

Em 1969 a política conservadora cristalizara. Pela primeira vez na história da República Federal, o SPD ganhou as eleições; Willy Brandt é nomeado chanceler, cargo que ocupará até 1974, altura em que é substituído pelo também social-democrata Helmut Schmidt. As políticas seguidas por estes dois chanceleres, num compromisso entre a economia de mercado e o Estado-providência, dinamizaram o país; a Alemanha modernizou-se e tornou-se um modelo seguido por outras nações.

De 1982 em diante a Alemanha virou à direita. O SPD voltou à oposição e conheceu uma fase de relativo apagamento, emergindo algumas disputas e sucedendo-se os líderes. A unificação da Alemanha com a queda do muro de Berlim em 1989 levou à fundação, a 7 de outubro (logo, ainda na ilegalidade), do Partido Social Democrata na moribunda República Democrática Alemã. A união dos partidos dos dois lados da Alemanha será entusiasticamente saudada por Willy Brandt e conduzida pelo novo líder Björn Engholm. Depois de vários anos em combate político contra os governos da CDU de Helmut Kohl, o SPD, com Gerhard Schröder chegou ao Governo.

Ficou no poder de 1918 a 1920, de 1928 a 1930, de 1969 a 1982 e de 1998 a 2005. O actual presidente é Sigmar Gabriel.[6]

Elegeu três presidentes da Alemanha: Friedrich Ebert (1919-1925), Gustav Heinemann (1969-1974) e Johannes Rau (1999-2004).[7]

Candidatos do SPD[editar | editar código-fonte]

Candidatos à Chancelaria Federal da Alemanha

Presidentes do SPD[editar | editar código-fonte]

Desde 1946

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://www.dw.de/1869-funda%C3%A7%C3%A3o-do-partido-social-democrata-dos-trabalhadores/a-604941
  2. http://www.spd.de/partei/grundsatzprogramm/
  3. http://www.spd.de/partei/grundsatzprogramm/
  4. http://historiaupf.blogspot.pt/2011/10/1895-nasce-o-lider-social-democrata.html
  5. http://www.spd.de/partei/grundsatzprogramm/
  6. http://www.spd.de/partei/Personen/968/sigmar_gabriel.html
  7. http://www.spd.de/partei/Personen/Groessen_der_Sozialdemokratie/

Weblinks[editar | editar código-fonte]