Espectro político
Espectro político é a gama de posições políticas representadas em um país, região ou localidade. A classificação das correntes políticas geralmente se faz através da sua localização sobre um ou mais eixos, cada um representando um aspecto da política.[1]
Pode ser feita a representação por um diagrama político ou gráfico político,[carece de fontes] que mostra onde se situa uma pessoa, um partido político ou um governo no que diz respeito à sua ideologia política (em relação às liberdades civis e econômicas, por exemplo).
O diagrama do Espectro - político do professor Lauro Campos na disciplina "História do Pensamento Econômico", autor de livro editado pela Universidade de 1967 a 1970, Chefe do Departamento de Ciências Políticas da Universidade de Brasília, Senador pelo PT-DF e depois pelo PDT-DF, pesquisador da área política, considerava segundo seu ponto de vista que o "Espectro político" no que concerne a linha que liga a esquerda com a direita não era "uma planar", mas "espacial (3 dimensões)", curva e em forma de um, que ele chamava em seu livro de "anel - ferradura", em que no ápice desse "arco - ires"( digamos assim, de forma didática), estaria a Democracia e em suas "duas caudas estatísticas ( considerando de forma didática, a 'Curva de Gauss')", estariam à Direita, a Esquerda, os Chamador Libertários ( Extrema-direita ) e os Populistas ( Extrema-esquerda ), esses quatro grupos no mesmo patamar, para Lauro Campos, Senador e Professor PHD em Políticas por Columbia, Estados Unidos da América do Norte.
Existem diversos tipos de diagramas, sendo o diagrama de Nolan um dos mais conhecidos.[2][3] Este possui duas dimensões: liberdade econômica e liberdade individual. O World's Smallest Political Quiz, com seu gráfico feito a partir do diagrama de Nolan, é bastante conhecido e usado em mais de 420 escolas.[4]
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[editar] Histórico
O primeiro modelo de espectro político coloca as diversas vertentes ao longo de um eixo cujos extremos são esquerda e direita. Esta distinção surgiu originalmente no parlamento francês no século XVIII, onde os parlamentares alinhados com certas correntes políticas sentavam-se à esquerda ou à direita no plenário.
A distribuição do espectro político entre esquerda e direita originalmente opunha os reformadores que defendiam a liberdade do cidadão comum com fim dos privilégios da aristocracia (esquerda) e os defensores do ancién regime, os conservadores que defendiam a nobreza feudal. Desta distinção surgiram os termos liberal e conservador, associados com a esquerda e a direita respectivamente.
[editar] Atualidade
Atualmente se associa à esquerda correntes políticas como socialismo e social-democracia. Centro-esquerda, "Terceira Via", centro-direita e suas variantes são consideradas de centro. Libertarianismo, liberalismo, neoliberalismo e conservadorismo são associados à direita.
Segundo o líder soviético Stalin em cada caso há as correntes tidas como extremas. Na extrema-esquerda o comunismo, Socialismo revolucionário e na extrema-direita o fascismo e o nazismo[5][6][7][8]. No entanto, Erik von Kuehnelt-Leddihn, nos seus livros "Liberty or Equality" e "Leftism, From de Sade and Marx to Hitler and Marcuse", defendeu a tese de que o nacional-socialismo seria de esquerda. Essa tese é defendida também por Eric Voegelin, Leo Strauss, Ayn Rand e outros cientistas políticos alemães.
É usual associar à extrema-direita partidos ultraconservadores nos costumes, militaristas, positivistas ou nacionalistas e aqueles que têm como tônica de seu discurso o repúdio a populações de algum modo marginalizadas, como imigrantes, mendigos, prostitutas, culpando-os pelos problemas sociais. A Frente Nacional, da França, comandada por Jean-Marie Le Pen e o PRONA no Brasil são exemplos.
Os nazistas se diziam socialistas, considerando-se nacionalistas em vez de internacionalistas. Por sua vez, os comunistas não os consideram como tal devido a suas características nacionalistas, ao fato de manterem nominalmente a propriedade privada, e por se basearem na noção de hierarquia natural entre seres humanos.
Estas associações, no entanto, são predominantemente tradicionais e não formais. Em relação ao nazismo ou neonazismo, Ludwig von Mises afirma que o nazismo compartilha com o comunismo um viés estatizante e o intervencionismo econômico.
[editar] Hannah Arendt
Hannah Arendt propôs em 1951 em "Origens do Totalitarismo"[9] a classificação do espectro político considerada "consenso entre os historiadores atualmente".[10] Hannah Arendt não utiliza os termos "esquerda" e "direita". Para Arendt temos "o conjunto dos dois regimes totalitários, como nazismo, os regimes liberais e os regimes autoritários (Itália, Espanha, Hungria, América latina) que provêm das categorias clássicas da ditadura e da tirania, organizadas por Aristóteles.”[6]
[editar] Outros modelos
Diversos estudiosos procuraram distribuir o espectro político de maneira formal e objetiva. Alguns critérios propostos são:
- Individualismo versus comunitarismo
- Papel da religião no governo
- Intervencionismo versus multi-lateralismo na política externa
- Pacifismo versus militância na expressão política
- Liberalismo versus protecionismo no comércio internacional
- Multi-culturalismo versus nacionalismo na cultura local
- Centralismo versus federalismo na organização do governo
Dentre os diversos modelos propostos, os modelos em dois eixos propostos por Hans Eysenck e David Nolan se destacam. Eysenck mantém o eixo entre esquerda e direita representando política econômica e acrescenta um eixo vertical, distribuindo as vertentes entre liberais (para cima) e autoritárias (para baixo). O modelo de Nolan, por sua vez, apresenta um eixo associado à liberdade econômica e outro associado à liberdade pessoal.
[editar] Bibliografia
- Pensamento Econômico, Evolução - Histórica, Professor Lauro Campos Editora Universidade de Brasília Edições de 1967 a 1970.
Referências
- ↑ What is Political Spectrum. Página visitada em 3 de junho de 2010.
- ↑ Nolan Chart Video. Página visitada em 3 de junho de 2010.
- ↑ Who should decide?. Página visitada em 3 de junho de 2010.
- ↑ Advocates for Self Government. Página visitada em 31 de maio de 2010.
- ↑ A Situação Internacional, J. V. Stálin, 20 de Setembro de 1924, Marxists Internet Archive (Arquivo da Internet dos Marxistas) em Português
- ↑ a b Besançon, Alain; A infelicidade do século: sobre o comunismo, o nazismo e a unicidade de Shoah. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000. pp. 141
- ↑ DEUTSHER, Isaac; Stalin: uma Biografia Política; Civilização Brasileira, 2006;
- ↑ Reformismo ou Revolução? (Para transformar o mundo é indispensável o Poder político nas mãos da classe operária), J. V. Stálin, 23 de julho de 1934, Marxists Internet Archive (Arquivo da Internet dos Marxistas) em Português
- ↑ ARENDT, Hannah. The Origins of Totalitarianism (1951). Rev. ed.; New York: Schocken, 2004; ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
- ↑ Besançon, Alain; A infelicidade do século: sobre o comunismo, o nazismo e a unicidade de Shoah. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.
[editar] Ligações externas
- O Capitalista: Espectro Político – análise baseada no modelo de Nolan
- World's Smallest Political Quiz
- The Political Compass - Test