Militarismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde outubro de 2010).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Militarismo ou ideologia militarista é a ideia de que uma sociedade é melhor servida (ou de maneira mais eficiente) quando governada ou guiada por conceitos incorporados na cultura, na doutrina ou no sistema militares. Militaristas sustentam que a segurança é a mais alta prioridade social, e alegam que o desenvolvimento e a manutenção do aparato militar assegura essa segurança.

Religiões e Mitologias[editar | editar código-fonte]

Na história das religiões e nas mitologias mais diversas, são conhecidos centenas de deuses protetores das atividades bélicas, chamados também de deuses marciais. Acredita-se que a sociedade militarista surgiu na Grécia Antiga. O maior exemplo deste fenômeno foi Esparta, entre o século IX a.C. e o IV a.C.. Naquele povo havia uma sociedade de guerreiros que estruturalmente se organizava como uma casta. Estes se identificavam como uma sociedade de iguais. Na Bíblia também existe menção ao Deus dos exércitos no Antigo Testamento, enquanto que no Novo Testamento este foi substituído por um Deus de paz, benevolência e perdão. Entre os cristãos, Santo Agostinho considerou a guerra uma manifestação da vontade divina, São Bernardo pregava guerra santa e as cruzadas e São Tomás elaborou a teoria da guerra justa. Para os islamitas, a guerra para a propagação da é dever de todo religioso.

Revolução burguesa e Napoleão Bonaparte[editar | editar código-fonte]

Modernamente, acredita-se que o militarismo assumiu o poder nacional pela primeira vez em 1799 com Napoleão Bonaparte na França. Desta forma, a revolução burguesa atingiu seu objetivo, isto é, a derrubada da monarquia absolutista, entregando o poder político aos militares para garantir os privilégios recém-conquistados. Houve a partir daí uma ruptura da índole mercenária dos exércitos. Estes acabaram por se transformar em instituições nacionais, onde a profissionalização dos militares trouxe a consolidação e a construção das nacionalidades, aprofundando e fortalecendo sua influência sobre as nações.

Prússia e Bismarck[editar | editar código-fonte]

Na Prússia, partir de meados do século XVIII até Bismarck assumir o poder nacional em 1871, houve a confirmação de que o militarismo estava iniciando seu domínio sobre algumas nações, ou seja, as Forças Armadas nacionais estavam impondo uma nova concepção de domínio.

Carl von Clausewitz, no início do século XIX, afirmou (sic)..."a subordinação da guerra à política" na sua obra clássica Der Krieg (A guerra) (1832-1837), afirmando que (sic)..."a guerra é a continuação da política com o emprego de outros meios", ainda que "é o político que comanda o fuzil, não o inverso".

A revolução russa e a bipolarização[editar | editar código-fonte]

Depois da revolução russa de 1917, houve um substancial crescimento da importância do domínio das Forças Armadas sobre as nações. Além do aumento do poder do militarismo, ainda houve o início da influência ideológica sobre seus componentes. Entre a revolução russa e a segunda guerra mundial, a ideologia nas forças armadas iniciou uma importante escalada em rumo à bipolarização mundial.

Guerra fria[editar | editar código-fonte]

Finda a guerra, e aumentando a polarização ideológica, o mundo se dividiu em dois blocos. Iniciou assim a guerra fria por influência militar e ideológica dos Estados Unidos e da União Soviética.

O militarismo e as ditaduras militares[editar | editar código-fonte]

O militarismo e a escalada armamentista foram constantemente financiados e utilizados nos países do terceiro mundo, ou em desenvolvimento, em que as forças armadas nacionais se fortaleceram e ampliaram sua atuação interna com a justificativa de combater, ora o comunismo, ora o imperialismo capitalista.

Ou seja, no século XX, o militarismo encontrou um terreno fértil política e ideologicamente tanto nos países socialistas como nas potências hegemônicas do sistema capitalista, para implantar ditaduras militares que se submeteram à influência e dominação de cada uma daquelas superpotências.

Referências[editar | editar código-fonte]


Ver também[editar | editar código-fonte]