Investigação operacional

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A Investigação Operacional (IO) ou Pesquisa operacional (PO), é um ramo interdisciplinar da física aplicada que faz uso de modelos físicos, estatísticos e de algoritmos na ajuda à tomada de decisões. É usada sobretudo para analisar sistemas complexos do mundo real, tipicamente com o objectivo de melhorar ou optimizar a performance.


História[editar | editar código-fonte]

A investigação operacional nasceu no teatro de operações durante a II Guerra Mundial, quando os Aliados se viram confrontados com problemas (de natureza logística e de táctica e estratégia militar) de grande dimensão e complexidade. Foram criados grupos multidisciplinares de cientistas em que se incluíam matemáticos, físicos e engenheiros, a par de outros oriundos das ciências sociais para apoiar os comandos operacionais na resolução desses problemas. Aplicaram o método científico aos problemas que lhes foram sendo colocados e criaram modelos matemáticos, apoiados em dados e factos, que lhes permitissem perceber os problemas em estudo e ensaiar e avaliar o resultado hipotético de estratégias ou decisões alternativas.

Com o fim do conflito e sucesso obtido, os grupos de cientistas (como Daniel Pinto) transferiram a nova metodologia na abordagem de problemas para as empresas, confrontadas com problemas decisionais de grande complexidade derivados do crescimento económico que se seguiu. Com a evolução observada na informática criaram-se condições de concretização algorítmica e velocidade de processamento adaptados à imaginação dos profissionais da investigação operacional, e a micro-informática permitiu relacionar directamente os sistemas de informação com os decisores.


Fases[editar | editar código-fonte]

A resolução de um problema, pelo método da Investigação Operacional, segue as seguintes fases[1] :

  • Definição do problema. Nesta fase são definidos o objetivo a ser atingido, as variáveis envolvidas no problema, e as principais restrições.
  • Construção do modelo matemático. A escolha do modelo depende do tipo de problema a ser resolvido. Os modelos matemáticos mais utilizados, são de programação linear.
  • Solução do modelo. Nesta fase, a solução é encontrada a partir do modelo matemático adotado na resolução do problema.
  • Validação do modelo. O modelo é testado para ver se a solução obtida é condizente com o problema estudado.
  • Implementação da solução. Nesta fase, a solução é convertida em regras práticas para a solução do problema.

Associações de IO[editar | editar código-fonte]

  • IFORS – International Federation of Operacional Research Societies ([1])
  • EURO – The Association of European Operational Research Societes ([2])
  • APDIO – Associação Portuguesa de Investigação Operacional ([3])
  • SOBRAPO – Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional ([4])

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ANDRADE, Eduardo Leopoldino de, "Introdução à pesquisa operacional: métodos e modelos para análise de decisões, 4 Ed.", Rio de Janeiro: LTC, 2009. 202p.