Estratégia militar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde setembro de 2013).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

Estratégia militar é uma designação abrangente para o planejamento de atuação em uma guerra. Deriva do grego estratego, a estratégia era vista como a arte do general. A estratégia militar lida com o planejamento e condução de campanhas, o movimento e divisão de forças, e a burla do inimigo. O pai do estudo moderno da estratégia, Carl von Clausewitz, define estratégia militar como o emprego de batalhas para obter o fim da Guerra. Portanto, ele deu a preeminência de objetivos políticos em relação a conquistas militares, garantindo controle civil sobre os militares. Estratégias militares se baseiam em um tripé: a preparação das táticas militares, a aplicação dos planos no campo de batalha e a logística envolvida na manutenção do exercito.

Fundamentos da estratégia militar[editar | editar código-fonte]

Estratagema Militar da Batalha de Waterloo.
Cquote1.svg Não repita as táticas as quais o levaram a ganhar uma batalha, mas deixe seus métodos preparados para uma infinita variedade de circunstâncias. Cquote2.svg

Estratégia e tática militar estão intimamente relacionadas. Ambas lidam com a distância, tempo e força, mas a estratégia é empregada em larga escala enquanto a tática atua em pequena escala. Originalmente a estratégia era entendida como a organização do prelúdio para a batalha enquanto a tática controlava a sua execução. Contundo, nas guerras mundiais do século 20, a distinção entre manobra e batalha, estratégia e tática tornaram-se obscuras. Táticas que se originaram da tropa de cavalaria poderia ser aplicada para uma divisão panzer.

Em sua forma mais pura, estratégia somente lida com problemas militares. Em sociedades primitivas, um rei ou líder político eram freqüentemente também o líder militar. Se ele não era, a distância de comunicação entre o líder político e militar eram pequenas. Mas com a necessidade de profissionalização do exercito aumentando, a distância entre os políticos e militares começaram a aparecer. Em muitos casos, se decidiu que uma separação era necessária.

Como o estadista Francês Georges Clemenceau disse:

Isto deu origem ao conceito da grande estratégia a qual engloba o gerenciamento dos recursos de uma nação inteira para a condução de uma guerra. No ambiente da grande estratégia, o componente militar é grandemente reduzido para estratégia operacional – o planejamento e controle de grandes unidades militares tais como tropa e divisões. Com o aumento em tamanho e número dos exércitos e melhoramento da tecnologia de controle e comunicação, a diferença entre estratégia militar e a grande estratégia diminuiu.

Os fundamentos para a grande estratégia é a diplomacia através da qual a nação deve forjar alianças ou pressionar outras nações a ceder, desta forma alcançando a vitória sem a necessidade do combate. Outro elemento da grande estratégia é o gerenciamento da paz no pós-guerra. Como Clausewitz estabeleceu, uma estratégia militar de sucesso deve ser um meio para um fim, mas ela não é um fim em si mesmo. Há numerosos exemplos na história onde a vitória no campo de batalha não se traduziu em uma paz de longa duração e segurança.

Estratégia (e tática) deve constantemente estar desenvolvendo-se em resposta a avanços tecnológicos militares (ver: ciência militar). Uma estratégia bem sucedida de uma era tende a se tornar obsoleta logo após novos desenvolvimentos em armas e materiais. A Primeira Guerra Mundial viu as táticas Napoleônicas de ofensiva a todo custo anulada em relação ao poder defensivo da trincheira, metralhadora e barragem de artilharia. Como uma reação a sua experiência na Primeira Guerra Mundial, a França entrou na Segunda Guerra Mundial com uma doutrina puramente defensiva, encabeçada pela inexpugnável Linha Maginot, mas unicamente para ser completamente lograda pela a blitzkrieg Alemã.

Princípios da estratégia militar[editar | editar código-fonte]

Muitos estrategistas militares tentaram resumir uma estratégia de sucesso em um conjunto de princípios. Sun Tzu definiu 13 princípios em sua A Arte da Guerra, enquanto Napoleão listou 115 máximas, já general Nathan Bedford Forrest da Guerra Civil Americana preconizava somente um: "pegue o primeiro com o maior". Para maioria das listas atuais de princípios, inclusive o exército português, os conceitos fundamentais são:

  1. O objetivo
  2. Ofensiva
  3. Cooperação
  4. Concentração (massa)
  5. Economia
  6. Manobras
  7. Surpresa
  8. Segurança
  9. Simplicidade

Alguns estrategistas asseguram que a aderência aos princípios fundamentais garante a vitória enquanto outros argumentam que a guerra é imprevisível e o general deve ser flexível na formulação de uma estratégia. Helmuth von Moltke expressa a estratégia como um sistema de expediente ad hoc pelo qual o general deve atuar enquanto se encontra sob pressão. Os princípios básicos da estratégia independem das armas e tecnologias utilizadas, pode-se observar que os mesmos permanecem relativamente inalterados através das eras.

Descrição mais detalhada de princípios estratégicos:

  • O principio da massa – dado que todas as coisas começam iguais, enviar uma única unidade tática aliada para combater uma única unidade táticainimiga resultará em uma chance de 50% de derrota, resultando em uma razão de 1 para 1 deperda em nível estratégico. Contudo, enviar duas ou mais unidades para combater uma única unidade inimiga ira resultar em um razão de perda menor que 1 para 1.
  • Selecionar objetivos decisivos
  • Tomar a iniciativa de seu inimigo.
  • Concentrar suas forças em um ponto decisivo.
  • Economizar seus recursos pela redução dos gastos
  • Coordenar o movimento de seus recursos para alcançar seu objetivo.
  • Manter a cadeia de comando.
  • Coordenar suas tarefas para alcançar a máxima eficiência.
  • Manter segredo até que seja tarde para seu oponente reagir.
  • Empregar elementos inesperados tais como burla, velocidade, criatividade e audácia.
  • Manter seus planos tão simples quanto possível para completar sua tarefa.
  • Escolher estratégias flexíveis para você poder se adaptar as mudanças de condições.
  • Organize para maximizar a eficiência.
  • Mantenha a moral alta mesmo em face dos revezes.
  • Saiba a hora certa de atacar.

Desenvolvimentos da estratégia militar[editar | editar código-fonte]

Primeiros desenvolvimentos da estratégia militar[editar | editar código-fonte]

Os princípios da estratégia militar podem ser retrocedidos até 500 a.C. nas palavras de Sun Tzu e nos primeiros pensadores em Esparta. As campanhas de Alexandre o Grande, Aníbal, Júlio César e Qin shi Huang demonstram o planejamento estratégico e a movimentação. Mahan descreve no prefácio de The Influence of Sea Power upon History como os Romanos usavam seu poderio marítimo para efetivamente bloquear as linhas de comunicação marinha de Aníbal com Cartago; e então via uma estratégia marítima alcançar expulsão de Hannibal da Itália, a despeito de nunca tê-lo derrotado com suas legiões.

Em 1520 Dell'arte della guerra (Arte da Guerra) de Niccolò Machiavelli lidava com a relação entre os assuntos civis e militares e a formação de uma grande estratégia. Na Guerra dos Trinta Anos, Gustavo Adolfo II da Suécia demonstrou uma avançada estratégia operacional que o levou a vitórias na área do Sacro Império Romano.

Foi somente no século XVIII que a estratégia militar foi sujeita a estudos sérios. Na Guerra dos Seis Anos (1756-1763), Frederico o Grande empreendeu a estratégia da exaustão para se livrar de seus oponentes e conservar suas forças Prussianas. Atacado por todos os lados pela França, Áustria, Rússia e Suécia, Frederico explorou sua posição central a qual o possibilitava mover seus exércitos ao longo de linhas interiores e concentrá-los contra um oponente de cada vez. Incapaz de alcançar a vitória, ele foi capaz de empreender uma defesa até que uma solução diplomática fosse alcançada. A vitória de Frederico levou a um grande início da estratégia geométrica a qual enfatiza linhas de manobra, conhecimento dos terrenos e obtenção de pontos críticos.

Genghis Khan e os Mongóis[editar | editar código-fonte]

Como um contraponto aos desenvolvimentos Europeus na arte da estratégia, o Imperador Mongol Genghis Khan fornece um exemplo útil. Os sucessos de Genghis Khan e de seus sucessores foram baseados na dominação e no terror. O aspecto da estratégia de assalto de Genghis Khan era nada menos que a psicologia de contrapor-se a população. Através de uma implementação meticulosa e cuidadosa de sua estratégia, Genghis Khan e seus descendentes foram capazes de conquistar a maior parte da Eurásia.

Os blocos de construção do exercito de Genghis Khan e sua estratégia eram levas tribais de arqueiros montados e (o ponto importante) o vasto rebanho de cavalos da Mongólia. Cada arqueiro tinha pelo menos um cavalo extra; (havia uma média de 5 cavalos por homem) portanto o exército inteiro poderia se mover com inacreditável rapidez. Alem disto desde o leite dos animais e seu sangue eram os pratos principais da dieta mongol. As tropas de cavalos de Genghis Khan funcionavam nem somente como seu meio de movimentação, mas também como seu suporte logístico. Todas as outras necessidades poderiam ser exploradas ou saqueada.

Comparado aos exércitos de Genghis Khan, todos os outros exércitos eram passados e comparativamente imóveis. Através de assaltos contínuos, os exércitos europeus, chineses, persas e árabes puderam ser estressados até sua queda, e então aniquilados em perseguição. Quando se confrontavam com cidades fortificadas, os imperativos mongóis de manobrabilidade e velocidade que possuíam eram facilmente superados. Aqui o medo engendrado pela terrível reputação dos mongóis ajudava. Também uma primitiva guerra biológica era utilizada. Uma trebuche ou outros tipos de armas de balística poderia ser usada para lançar animais mortos e corpos em dentro de uma cidade sitiada, espalhando doenças e morte entre seus habitantes. Se uma cidade ou vila em particular desagradasse o Ka Mongoliano, todos na cidade poderiam ser mortos para servir de exemplo para todas as outras cidades. Isto pode ser encarado como uma forma de guerra psicológica.

A estratégia mongol era direcionada a um objetivo (no qual o (foco principal) era inicialmente e nada menos que a psicologia de contrapor-se a população) alcançado através da ofensiva; a ofensiva era caracterizada pela concentração de forças, manobras, surpresas e simplicidade. Por isto as hordas mongóis alcançaram por dois séculos um domínio sem paralelo na Eurásia.

Estratégia Napoleônica[editar | editar código-fonte]

A Revolução Francesa e as Guerras Napoleônicas que se seguiram revolucionaram a estratégia militar. O impacto deste período foi ainda sentido na Guerra Civil Americana e nas primeiras fases da Primeira Guerra Mundial. Com o advento de armas pequenas baratas e o surgimento de tropas de soldados civis, os exércitos cresceram rapidamente em tamanho tornando-se formações de massa. Isto trouxe a divisão dos exércitos primeiro em divisões e mais tarde em batalhões. Juntamente com as divisões veio a divisão de artilharia; leve, móvel e com grande alcance e poder de fogo. A rígida formação de lanceiros com piques e mosqueteiros disparando conjuntamente abriu caminho para infantaria leve combater na linha de frente.

Napoleão I da França obteve vantagem destes desenvolvimentos para prosseguir em uma brutalmente efetiva estratégia de aniquilação que pouco se importa com a perfeição matemática da estratégia geométrica. Napoleão invariavelmente buscava obter o controle na batalha, usualmente alcançando o sucesso por meio de manobras superiores. Como regra geral, ele lidava com a grande estratégia como também com a estratégia operacional, fazendo uso de meios políticos e econômicos. Napoleão só foi finalmente derrotado quando seus oponentes adotaram a estratégia que ele tinha desenvolvido.

O triunfo da estratégia pratica de Napoleão inspirou um novo campo de estudo na estratégia militar. Os dois estudos mais significativos de seu trabalho foram feitos por Carl von Clausewitz, um Prussiano como formação em filosofia, e Antoine-Henri Jomini, que foi um dos oficiais sob seu comando. On War de Clausewitz tornou-se uma bíblia da estratégia, dividindo-se entre a liderança militar tanto quanto política. Um das suas mais famosas afirmações é:

Clausewitz categorizou a geometria como um fator insignificante na estratégia, acreditando ao invés disto no conceito Napoleônico da vitória através do confronto e destruição da força de oposição, a qualquer custo. Contudo, ele também reconheceu que um conflito limitado poderia influenciar politicamente pela eliminação da oposição através de uma estratégia de atrito.

Em contraste á Clausewitz, Antoine-Henri Jomini lidava principalmente com a estratégia operacional, inteligência & planejamento, a condução da campanha, e liderança ao invés da política. Ele propôs que a vitória poderia se obtida pela ocupação do território do inimigo ao invés da destruição de suas armas. Tal que, considerações estratégicas foram proeminente em sua teoria da estratégia. Os dois princípios básicos da estratégia de Jomini era a concentração contra a fragmentação das forças do inimigo de uma única vez e atacar o objetivo mais decisivo.

Uma notável exceção da estratégia de aniquilação de Napoleão e uma precursora da guerra de trincheiras foi a Linha de Torres Vedras usada durante a campanha Peninsular. O exercito Francês se encontrava fora de seu território e quando eles foram confrontados por uma linha de fortificações as quais não poderiam ser flanqueadas, eles foram incapazes de continuar o avanço e foram forçados a se retirar uma vez que consumiram todas as provisões da região na linha de frente.

A campanha peninsular foi notável para o desenvolvimento de outros métodos de Guerra os quais permaneceram intocados com passar do tempo, mas tornaram-se mais comuns no século XX. Foi a ajuda e encorajamento que os Britânicos deram para os Portugueses o que forçou os Franceses a desperdiçar a maioria dos bens da armada Espanhola na proteção das linhas de comunicação de seus exércitos. Isto foi um custo muito efetivo movido pelos Britânicos, porque era mais barato para ela ajudar os insurgentes de Portugal do que equipar e pagar uma unidade exercito Britânico para ocupar o mesmo número de tropas Francesas. Como o exercito Britânico poderia ser correspondentemente menor ele seria capaz de abastecer suas tropas por mar e terra sem ter que abandonar território como era norma naquele tempo. Alem disto, por eles não terem de procurar por alimento eles não tinham o antagonismo dos moradores locais e por isto eles não tinham que guarnecer suas linhas de comunicação da mesma forma que os Franceses. Então a estratégia de ajudar seus aliados Portugueses na guerrilha beneficiou os Britânicos de muitas formas, algumas das quais não são imediatamente obvias...

Estratégias na era industrial[editar | editar código-fonte]

A evolução da estratégia militar prosseguiu com a Guerra Civil Americana (1861-65). A pratica da estratégia militar foi melhorada por generais tais como Robert E. Lee, Ulysses S. Grant e William Tecumseh Sherman, todos estes foram influenciados pelas façanhas de Napoleão. Contudo, a aderência aos princípios de Napoleão em face aos avanços tecnológicos tais como o rifle de infantaria de longo alcance geralmente levou a consequências desastrosas. O tempo e espaço no qual estas guerras foram travadas também mudaram. Ferrovias possibilitaram movimentos de troca de grandes forças, mas as manobras estavam restringidas a corredores estreitos e vulneráveis. A energia a Vapor e encouraçados transformaram o combate no mar.

Havia ainda abertura para triunfos da estratégia de manobra tais como Marcha ao Mar de Sherman em 1864, mas estas dependiam da falta de vontade do inimigo cavar trincheiras. Mais próximo ao termino da guerra, especialmente na defesa de alvos estáticos como nas batalhas de Cold Harbor e na Vicksburg, as trincheiras de ambos os lados proliferaram em uma escala semelhante a da Primeira Guerra Mundial. Muitas das lições da Guerra Civil Americana foram esquecidas quando de guerras tais como Guerra Austro-Prussiana ou das manobras vencedoras da Guerra Franco-Prussiana.

Nos períodos precedentes a Primeira Guerra Mundial, dois dos mais influente estrategistas foram os generais Prussianos, Helmuth von Moltke e Alfred von Schlieffen. Sob o comando de Moltke o exercito Prussiano alcançou a vitória na guerra Austro-prussiana (1866) e na guerra franco-prussiana (1870-71), a campanha final é largamente aceita como um exemplo clássico da concepção e execução da estratégia militar. Em conjunto com a exploração de rodovias e ferrovias, Moltke utilizou o telegrafo para controle de grandes exércitos. Ele reconheceu a necessidade de aumentar a delegação de controle para comandantes subordinados e cunhar diretivas para tratamento de problemas do que gerar ordens especificas. Moltke é mais lembrado como um estrategista por sua crença na necessidade de flexibilidade e que nenhum plano, não importa quão bem preparado seja, pode garantir a sobrevivência alem do primeiro encontro com o inimigo.

O Marechal de campo Schlieffen, que sucedeu Moltke, dirigiu o planejamento Germânico na condução para a Primeira Guerra Mundial. Ele defendia a estratégia de aniquilação mas foi forçado a uma guerra em duas frentes contra inimigos numericamente superiores. A estratégia formulada por ele foi o Plano Schlieffen, defendendo-se a leste enquanto agrupava-se para uma decisiva vitória no oeste, depois da qual os Germânicos poderiam ir para a ofensiva no leste. Influenciado pelos sucessos de Hannibal na Batalha de Canas, Schlieffen preparou-se para uma única grande batalha de envolvimento, levando a aniquilação de seu inimigo.

Outro grande estrategista Alemão do período foi Hans Delbrück que expandiu o conceito de Clausewitz de conflito limitado para produzir uma teoria da estratégia de exaustão. Sua teoria desafiava o pensamento militar popular na época, que era amplamente favorável a vitória em batalha. Ainda na Primeira Guerra Mundial ficaria demonstrado as falhas da desastrosa estratégia da aniquilação

Quando a industrialização trouxe novos avanços na tecnologia naval, um estrategista Americano, Alfred Thayer Mahan, trouxe novidades para o campo da estratégia naval. Influenciado pelos princípios de estratégia de Jomini, ele visualizou que nas próximas guerras, onde a estratégia econômica poderia ser mais importante que estratégia militar, o controle dos mares daria o poder para controlar o comércio e os recursos necessários para travar a guerra. Mahan lançou o conceito da grande marinha, em uma visão expansionista onde a defesa era alcançada pelo controle da aproximação marítima do que pela a fortificação das costas. Suas teorias contribuíram para a corrida armamentista naval entre 1898 e 1914.

Estratégia na Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

No início da Primeira Guerra Mundial a estratégia era dominada por um pensamento ofensivo em voga desde 1870, a despeito de experiências mais recentes da Segunda Guerra da Boemia (1899-1902) e na Guerra Russo-Japonesa (1904-05), onde as metralhadoras demonstraram sua capacidade defensiva. Ao fim de 1914, o Front Oeste estava em um impasse e todas as possibilidades de manobras estratégicas tinham sido perdidas. Os combatentes lançaram mão de uma estratégia de desgaste. A batalha Alemã em Verdun, e a Britânica em Somme e Passchendaele estão entre as primeiras batalhas em grande escala, dirigidas para exaurir o inimigo. O desgaste consumia tanto tempo que a duração da batalhas na Primeira Guerra Mundial frequentemente se estendiam por semanas e meses. O problema com o desgaste era que o uso de Defesas fortificadas em profundidade geralmente requer uma razão de dez atacantes para um defensor para ser ter qualquer chance razoável de vitória. A habilidade dos defensores para mover suas tropas usando linhas interiores previne a possibilidade de atalhos.

Em outras frentes, havia ainda espaço para o uso de estratégia de manobras. Os germânicos executaram uma perfeita batalha de aniquilação contra os Russos na Batalha de Tannenberg (1914). Os Britânicos e Franceses lançaram a desastrosa Campanha Dardanelles, combinando poder naval e desembarque de anfíbio, num esforço de ajudar seus aliados Russos e golpear o Império Otomano para fora da Guerra. A campanha Palestina foi dominada pela cavalaria e os Britânicos alcançaram duas vitórias de infiltração na Gaza (1917) e em Megiddo (1918). O coronel T. E. Lawrence e outros oficiais britânicos guiaram tropas paramilitares Árabes numa campanha de guerrilha contra os Otomanos, usando estratégias e tática desenvolvidas na Guerra da Boêmia.

A Primeira Guerra Mundial presenciou exércitos em uma escala nunca antes vista. A Inglaterra, que sempre contou com uma marinha forte e um pequeno exercito regular, experimentou uma rápida expansão que extrapolou o treinamento de seus generais e a capacidade de seus auxiliares em lidar com tal força monumental. Os avanços tecnológicos também tiveram uma larga influência na estratégia: reconhecimento aéreo, técnicas de artilharia, gás venenoso, o automóvel e o tanque, o telefone e a rádio telegrafia.

Mais do que nas guerras anteriores, a estratégia militar na Primeira Guerra Mundial foi dirigida pela grande estratégia de uma aliança de nações, a tríplice Entente de um lado e o Impérios centrais do outro. A sociedade e a economia estavam mobilizadas para uma guerra total. O ataque à economia do inimigo incluía o uso pela Inglaterra de um bloqueio naval e o emprego Germano de submarinos de guerra contra marinha mercante.

A unidade de comando tornou-se uma questão importante quando várias nações iniciaram assaltos e defesas e coordenados. A Entente foi eventualmente comanda pelo Marechal de Campo Foch. Os Germânicos geralmente comandavam o Império central, embora a autoridade Germânica diminuísse e as linhas de comando tornaram-se confusas ao fim da guerra.

A Primeira Guerra Mundial terminou quando a vontade dos soldados Germânicos para lutar diminui tanto que os Germânicos buscaram a paz. O ímpeto dos militares Germânicos foi destruído durante a batalha de Amiens (de 8 a 11 de Agosto de 1918) quando a frente germânica entrou revolta geral contra a falta de comida e a destruição da economia. A vitória para a Entente foi, contudo, assegurada por este ponto. Entretanto, era somente uma questão de tempo antes que o tanque re-introduzisse a manobra como uma estratégia viável.

Também foi a época da guerra de trincheiras

Estratégia desenvolvidas entre as guerras[editar | editar código-fonte]

Nos anos que se seguiram a Primeira Guerra Mundial, duas das tecnologias que foram introduzidas durante aquele conflito, o avião de combate e o tanque, tornaram-se objeto de estudo na estratégia.

A principal teoria de poder aéreo foi a do general Italiano Giulio Douhet. Ela pregava que no futuro as guerras poderiam ser ganhas ou perdidas no ar. A força aérea comandaria o ataque e o conjunto das forças terrestres seriam simplesmente defensivas. A doutrina de Douhet do bombardeio estratégico implicava acertar a terra natal do inimigo; suas cidades, indústrias e comunicações. A força área poderia com isto reduzir sua disposição e capacidade para a luta.

O general britânico J. F. C. Fuller arquitetou a primeira grande batalha de tanques em Cambrai, e seu contemporâneo B. H. Liddell Hart estava entre um dos mais proeminentes defensores da motorização e mecanização do exercito Britânico. Na Alemanha, grupos de estudo estavam sendo preparados por Von Seekt para as 34 áreas da estratégia e táticas aprendidas na Primeira Guerra Mundial, de forma a adaptá-las para evitar o impasse e a derrota que eles haviam sofrido. Todos pareciam ter visto o valor da estratégia de choque de mobilidade e as novas possibilidades apresentadas pelas forças motorizadas. Ambos também perceberam que os veículos armados de combate demonstraram seu poder, mobilidade e proteção. Os Alemães pareciam ter visto mais claramente a necessidade de tornar todas as ramificações do exercito tão moveis quanto possível para maximizar o resultados de sua estratégia. Isto destruiria as defesas estáticas de trincheiras e metralhadoras e restaurava os princípios da estratégia de manobra e ofensiva.

As inovações do General Alemão Heinz Guderian tiveram sua estratégia desenvolvidas, sendo incorporadas as ideias de Fuller e Liddell Hart de forma a amplificar o revolucionário efeito blitzkrieg que foi usado pela Alemanha contra a Polônia em 1939 e depois contra a França em 1940, que ainda usava a estratégia estacionaria da Primeira Guerra Mundial, foi completamente surpreendida e sobrepujada pela mobilidade alemã combinada a doutrina de armas e divisões Panzer.

As transformações tecnológicas tiveram um enorme efeito na estratégica, mas pouco efeito na liderança. O uso do telegrafo e mais tarde do rádio, juntamente com melhoria nos transportes, possibilitaram a movimentação rápida de grande número de homens. Um das chaves para possibilitar a mobilidade Alemã na guerra foi o uso de rádios, ao quais eram colocados em cada tanque. Contudo, o número de homens que um oficial poderia efetivamente controlar tinha diminuído. O aumento no tamanho do exercito levou a um aumento no número dos oficiais. Embora a quadro dos oficiais no exercito Americano tenha inchado, no exercito germânico a razão de oficiais para o totais de homens permaneceu a mesma.

Estratégias na Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Durante a Segunda Guerra Mundial, levado pela inteligência Britânica, as forças aliadas desenvolveram e aplicaram sofisticados estratagemas e estratégias de despistamento, projetadas para enganar os planos do Eixo resultando em ações mal sucedidas.

Uma das estratégias dos Aliados, era Ao invés de bombardear com a aviação pontos estratégicos e militares, os bombardeios aconteciam nas casas dos operários. Mate o operário na casa dele, assim o esforço de guerra fica mais prejudicado do que com a destruição das fábricas, além do aspecto moral pois o soldado não ficava feliz quando informavam a ele que sua família, crianças, idosos e mulheres, tinham sido massacrados por ataques áreos. Funcionava assim, primeiro um onda de ataque, 1.000, 1200, aviões despejando bombas incendiárias, duas horas depois mais uma onda, e assim sucessivamente até acabar com toda chance de socorro que pudesse vir para as populações civis que eram o alvo preferencial como dissemos pois além de destruir casas também atingiam hospitais e bombeiros, o espaço de tempo entre uma onda e outra era para que houvesse tempo de chegar socorro de cidades vizinhas, já que que o da cidade atingida tinha sido destruido, de forma que o próximo ataque acabasse de vez com qualquer chance de sobrevivência.

Churchill, Roosevelt, Stalin e outros líderes de estado se encontraram em diversas conferências para priorizar as estratégias.

Estratégia da Guerra Fria[editar | editar código-fonte]

A Guerra Fria foi o primeiro período dominado pelo temor da total aniquilação do mundo através do uso de armas nucleares, numa política conhecida como garantia de aniquilação mutua. Uma outra consequência disto foi uma guerra na qual os ataques não poderia ser trocados entre os dois principais rivais, o Estados Unidos e a União Soviética. Ao contrário disto, a guerra se deu através de procuração. Ao invés de iniciar um conflito principal confinado na Europa ou no Pacífico, o mundo inteiro era o campo de batalha, com nações no lugar de exércitos atuando como os jogadores principais. A única regra constante era que tropas da União Soviética e dos Estados Unidos não poderiam se confrontar diretamente.

Combatentes Americanos da Guerra fria como Dean Acheson e George C. Marshall rapidamente reconheceram que a chave para vitória era derrota econômica da União Soviética. A União Soviética tinha adotado uma postura defensiva após o fim da Segunda Guerra Mundial, com Estados Unidos e sua forte marinha rapidamente adotando uma postura agressiva de defesa da maior parte do mundo contra a União Soviética e a expansão do Comunismo. Isto era uma das muitas aparentes contradições na lógica desta estratégia.

Estratégias durante a Guerra fria também lidava ataque nucleares e retaliação. Os Estados Unidos mantinha uma política de ataque inicial limitado durante a Guerra Fria. Em um eventual ataque dos Soviéticos ao Front Ocidental, resultando em uma invasão, os Estados Unidos poderia usar armas nucleares táticas para interromper o ataque. A União Soviética respondeu pela adoção da política do não usar primeiro, envolvendo o retaliação massiva resultando em mutua destruição assegurada. Então, se o Pacto de Varsóvia atacar usando armas convencionais, a OTAN poderá usar armas táticas. A União Soviética poderia responder com ataque nuclear massivo, resultando em um ataque similar dos Estados Unidos, com todas as consequências que advenham do fato. Os Estados Unidos continuam mantendo esta política do primeiro ataque limitado ate hoje.

Estratégias pós Guerra Fria[editar | editar código-fonte]

As estratégias no pós Guerra Fria estão sendo definidas pela situação de superpotência dos Estados Unidos.

Estão progredindo os avanços tecnológicos para minimizar as baixas e melhorar a eficiência.

Os avanços trazidos pela revolução digital tornaram-se essenciais para esta estratégia.

Estrategistas militares[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]