Legião romana

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Dramatização de uma legião romana.

A legião romana era a divisão fundamental do exército romano. As legiões variavam entre os 1.000 e os 8.000 homens, dependendo das baixas que eventualmente sofressem nas batalhas.[1] Para além dos soldados, há que contar com os inúmeros servos, escravos e seguidores que os acompanhavam. Durante as suas campanhas na Gália, as legiões de Júlio César eram compostas por não mais de 3.000 soldados.

Raiz dos exércitos modernos[editar | editar código-fonte]

Durante a República e certos períodos do Império Romano, não havia um exército romano propriamente dito. Cada general, ou alto magistrado, possuía uma ou mais legiões que lhe eram fiéis e obedeciam antes as suas ordens que as de um comandante geral. Durante a República, cada cônsul era responsável por suas próprias legiões, devendo também comandá-las.

As legiões romanas venceram gregos, cartagineses, gauleses, bretões, sírios, egípcios, lusitanos e hispânicos. Sua força ocupou dez mil quilômetros de fronteiras e saiu da Europa rumo à África e ao Oriente Médio: eram os grupos de guerreiros que formavam o exército do império. Em seu auge, século I, organizadas para realizar manobras bastante difíceis, cada legião tinha até seis mil homens distribuídos em três grandes grupos: as coortes, os manípulos e as centúrias. Suas duas maiores lições são copiadas, até hoje, pelos exércitos do mundo todo: disciplina e estratégia.

Dos, em média, 5.000 homens em uma legião, cerca de 300 eram provenientes de cidades ou estados vassalos, e faziam o papel de auxiliares de infantaria ou cavalaria.

O componente principal da legião era a infantaria pesada, formada por soldados que lutavam a pé, armados com pilo e gládio, protegidos por uma lorica segmentata, um escudo retangular convexo e um capacete, sendo que o mais utilizado no período foi o modelo imperial gálico. A infantaria era organizada em forma de xadrez, com as tropas intercaladas. Na primeira linha de combate ficavam os guerreiros mais jovens, chamados de hastados. Homens mais resistentes, chamados príncipes, formavam a segunda linha de combate e entravam em ação quando os hastados falhavam. Na terceira linha, os soldados mais experientes entravam na briga nos momentos decisivos. Faziam, ainda, parte da infantaria, as bandeiras coloridas que, no meio do caos(da guerra), mostravam onde estava cada um dos grupos de soldados. Uma legião era dividida em centúrias (divisões com 80 a 100 legionários), comandada pelos centuriões. Também essas eram, eventualmente, divididas em grupamentos de dez.

Cinco a oito centúrias formavam a coorte, geralmente comandada por um tribuno; seis a oito coortes em média formavam uma legião.

Origem das legiões[editar | editar código-fonte]

As legiões tiveram origem quando Roma era ainda uma cidade modesta, que enfrentava constantes conflitos com povos vizinhos, como etruscos, samnitas, vênetos e outros. Começaram com um dever patriótico, pelo qual todo romano livre, do sexo masculino e maior de idade tinha o dever de pegar em armas, quando necessário, para defender a cidade. Passado o perigo, o exército dispersava-se e cada um voltava às suas atividades normais. Mais tarde, com a expansão territorial que viria a dar origem ao Império Romano, surgiu a necessidade de um exército profissional, que estivesse disponível permanentemente e pudesse ser enviado para onde fosse necessário. Daí em diante, as legiões passaram a ter caráter voluntário. Em geral não havia falta de interessados, já que o soldo de um legionário era consideravelmente superior ao salário dos trabalhadores comuns, além de (salvo exceções) ser pago com regularidade. Inicialmente só cidadãos romanos podiam ingressar nas legiões, o que não significa que exclusivamente italianos as integrassem: filhos de cidadãos romanos nascidos nas províncias, muitas vezes de mães nativas, eram igualmente cidadãos.

Os legionários[editar | editar código-fonte]

O exército romano, para melhorar os pontos fracos da cavalaria, alistava soldados dos povos dominados. Quem lutasse na legião e saísse vivo, ganhava a cidadania romana. Para lutar, os legionários usavam uma lança, uma espada curta e um pequeno punhal. Para se defender, uma armadura e um escudo gigantesco.

Não havia uma idade determinada para alistar-se, mas a maioria dos candidatos a legionários sentava praça logo ao atingir a maioridade, o que, entre os romanos, acontecia aos 17 anos. Embora tenha havido variações ao longo do tempo, durante a maior parte da história das legiões o tempo de serviço regulamentar era de vinte anos. Ao dar baixa, o legionário fazia jus a uma recompensa em dinheiro equivalente a um ano de soldo, por vezes com um bônus para os que concordassem em fixar residência na província onde houvessem servido por último. Com isso, o ex-soldado podia comprar um pedaço de terra ou abrir um negócio. Legionários reformados morando nas províncias tornavam-se, assim, fazendeiros, comerciantes ou artesãos, geralmente casavam-se com mulheres locais, e era muito provável que seus filhos viessem futuramente a se tornar também legionários. Dessa forma, as legiões, além de sua importância militar, também se constituíram num poderoso elemento de difusão da cultura romana.

Evolução da legião[editar | editar código-fonte]

O exército no período monárquico[editar | editar código-fonte]

Legião era a palavra que, nos primeiros tempos, designava o exército inteiro. O antigo romano era civis e miles: cidadão e soldado. O exército era organizado especialmente para a defesa do Estado. Estava formado pelo conjunto de cidadãos: era, antes, uma guarda nacional composta de pequenos proprietários.

Segundo a tradição, até Sérvio Túlio, os efetivos do exército abrangiam três mil infantes (milles) comandados por três tribuni mílitum e trezentos cavaleiros (céleres) comandados por um tribunas celerum. A constituição atribuída ao supracitado soberano deu uma nova organização militar a Roma. Os cidadãos, divididos de acordo com seus haveres, formavam a cavalaria e a infantaria. A primeira era constituída pelos mais ricos: mil e oitocentos homens integravam as dezoito centuriae equitum (centúrias de cavaleiros). Os cidadãos pertencentes às cinco classes seguintes serviam à infantaria na seguinte ordem: duas legiões de juniores (cidadãos de 17 a 45 anos) formavam o exército ativo, as tropas de choque; duas legiões de seniores (cidadãos de 46 a 66 anos) integravam as tropas de reserva e de defesa territorial.

O armamento de bronze ou de ferro variava de acordo com a classificação do cidadão. Nos primeiros tempos, a infantaria atacava sem ordem definida de batalha, sendo frequentes os combates singulares. Ao depois, foi adotada a disposição da falange na ordem de combate.

O exército no período republicano[editar | editar código-fonte]

Reforma de Camilo[editar | editar código-fonte]

Atribui-se a Marco Fúrio Camilo uma nova reforma na constituição do exército romano. Vejamos, brevemente, as inovações introduzidas.

a) O exército se compunha de legiões articuladas em manipules e centúrias. Cada legião abrangia trinta manipules e cada manipulo duas centúrias. O manipulo era a unidade tática: um quadrado de oito a doze homens de frente e de profundidade. Cada linha de batalha abrangia 10 manípulos dispostos em quincunce (quincunx): aos claros de uma linha correspondem os manípulos da seguinte.

b) Os legionários propriamente ditos formavam a infantaria pesada e se distribuíam em três filas segundo a idade:

  • hastados, os mais moços, à frente;
  • príncipes, os homens de idade madura, na segunda fila;
  • triários ou pilanos, os mais velhos, na terceira fila.

“Esses nomes devem ter sido tomados de alguma organização anterior, pois, na legião posterior a Camilo, os hastados não têm hasta (isto é, lança); os príncipes não se acham na frente, como indica o nome, e os pilanos não têm pilo (dardo). Pelo contrário, os hastados e os príncipes, também chamados antipilanos (antepilani), usavam pilo, ao passo que os triários eram armados de hasta. O gládio, ou espada curta, de origem hispânica, só foi introduzido no exército romano após a Segunda Guerra Púnica”.

c) A infantaria ligeira (vélites) compreendia os cidadãos pobres que faziam parte da antiga quinta classe. Os vélites se distribuíam, de acordo com a necessidade, pelas três filas da infantaria pesada.

d) A cada legião acrescentava-se um corpo de cavalaria dividido em dez esquadrões (turmas) de três decúrias (decuriae), num total de trezentos homens.

O exército romano era completado pelas tropas aliadas (sócios) e pelas tropas auxiliares (auxilia), formadas de mercenários bárbaros, tais como os arqueiros (sagitários; sagittarii) cretenses e os fundibulários (íunditores) das Ilhas Baleares.

Reforma de Mário[editar | editar código-fonte]

Caio Mário introduziu uma reforma revolucionária no exército romano quando, em vez de fazer o recrutamento na ordem das classes censitárias, aceitou simplesmente o ingresso de linha de frente contínua com cinco fileiras de profundidade, todos os cidadãos. Permitiu, assim, pela primeira vez, a incorporação dos proletários nas legiões. Desde então, foi surpresa a diferença entre hastados, príncipes e triários e o armamento foi uniformizado. Os vélites foram extintos e, em seu lugar, ficaram os contingentes dos soberanos vassalos ou de povos submetidos.

O manípulo foi substituído como unidade tática pela coorte (cohors), formada por dois manípulos (Júlio César elevou esse número para três). Uma legião passou a ter, então, dez coortes: cada corte continha dois (ou três) manípulos; cada manipulo era integrado por duas centúrias. A legião assim organizada tornou-se o grande instrumento de vitória, não só no último século da República mas durante grande parte do Império. "A força, divisão e armamento da legião mal variaram durante toda a época imperial até Diocleciano".

Observe-se que no século I, a antiga cavalaria legionária foi cedendo lugar à cavalaria fornecida por forças auxiliares como, por exemplo, os cavaleiros númidas, ibéricos, germanos ou trácios. "De sorte que já César teve necessidade de dar à sua fiel Legião Décima os cavalos dos povos tributários para poder apresentar-se, durante seu encontro com Ariovisto, protegido e escoltado pela cavalaria romana. Nos primeiros tempos da época imperial voltou-se a introduzir a arma da cavalaria nas legiões, agregando-se a cada uma delas cento e vinte cavaleiros".

O legionário romano, a partir de Mário, é movido não só pelo dever mas também pelo interesse: os pobres que haviam ingressado na vida militar encaravam a guerra como uma indústria cujo produto deveria reverter em seu favor, pondo-lhes fim à miséria. "O exército profissional que Mário criou, sob o aguilhão da necessidade, conduziria fatalmente, um dia, aos pronunciamentos e à ditadura militares. Era, em potência, um exército monárquico, e se não gerou, logo em seguida, a monarquia, foi porque seu chefe Mário, tanto por indigência intelectual como por convicção, ficava preso às formas políticas que tinha sempre conhecido e porque, de resto, vivendo o presente sem preocupação do futuro e tendo alma de guerreiro, não possuía outra ambição que a de acumular as expedições felizes e de eternizar-se, para sua glória de parvenu, nos comandos externos".

Características do exército republicano[editar | editar código-fonte]
O recrutamento

Até a época de Mário, o exército era organizado anualmente na primavera (mês de março) e licenciado no outono. A partir de Mário, o exército tornou-se praticamente permanente, com a possibilidade da incorporação dos proletários, que se fizeram soldados profissionais.

Auxiliados pelos tribunos militares (eleitos pelos comícios tributos), os cônsules, instalados no Capitólio, procediam à incorporação (agere dilectus). O contingente necessário era obtido por sorteio. Aceitavam-se voluntários (volones). Alguns magistrados e sacerdotes, em virtude de suas funções, os doentes, os fisicamente incapazes, e os pobres (até a época de Mário) estavam isentos do serviço militar.

Um veterano prestava o juramento militar (sacramentam) e os demais repetiam: “ldem in me” (Da mesma forma para mim).

Após o juramento, seguia-se a revista (exercitam recensere) e o sacrifício (lustratio).

O armamento
Espada dos romanos
Um gládio.

O legionário romano possuía armas defensivas (arma) e ofensivas (tela). Entre as primeiras enumeremos:

  • lorica (couraça de metal e couro que protegia a parte superior do corpo);

Entre as armas ofensivas, havia:

a) gládio: espada curta bigume usada por todos os soldados;

b) pilo: dardo de madeira com ponta de ferro;

c) hasta: lança. "A hasta era de madeira, às vezes de ferro, com ponta (cuspis) e, geralmente, na outra extremidade, uma peça metálica, também aguda (spiculum), que servia para fincar a hasta no chão. Da hasta que, com telum, pode ser designação genérica de toda arma de arremesso, são variedades a lancea, lança; o sparum, rojão; o iaculum, dardo, cujo nome se prende ao verbo iacere, atirar; a framea, lança germânica de ferro estreito e curto, etc."

Além do armamento individual, os soldados romanos usavam, nas operações militares, diversas máquinas, entre as quais vamos citar: o aríete (aries), a torre (turris mobilis), a catapulta (catapulta), a balista (balista) que faziam parte do complexo arsenal utilizado no ataque (oppugnatio) e no assalto (expugnatio) às cidades.

O soldo

Primitivamente o serviço militar era prestado a título gratuito. Atribui-se a instituição do stipendium a Camilo. César aumentou consideravelmente o soldo de seus soldados. Convém lembrar que os militares participavam da presa de guerra e eram regiamente premiados por ocasião do triunfo.

A disciplina e as recompensas

Os legionários romanos estavam enquadrados numa rigorosa disciplina em que penas e recompensas se alternavam conformes as faltas e os méritos. Entre as penas, podemos citar: a redução ou privação do soldo e da participação na presa de guerra, o açoite, dizimação, a degradação e a decapitação.

Entre as recompensas, podemos mencionar: elogios (laudes), condecorações (phalerae), braceletes (armillae), coroas (coronae) e outros distintivos. A maior recompensa que um general vitorioso podia obter era o triunfo: o chefe vencedor, com coroa de louros e em carro puxado por quatro cavalos brancos, partia do Campo de Marte para o desfile triunfal. “Precedido de magnífico cortejo, atingia pela Via Sacra o Capitólio e aí oferecia solene sacrifício de touros brancos”.

A hierarquia
Centurião romano.

Os graus da hierarquia militar no exército republicano eram, em linhas gerais, os seguintes:

  • General em chefe: cônsul ou pretor. Comandava todas as legiões do exército. Estava, em geral, acompanhado de ajudantes de campo e de uma guarda de honra.
  • Tribunos militares (oficiais superiores): Cada legião possuía seis tribunos militares, cabendo a cada um o comando de dez centúrias e, por rodízio, o comando da legião.
  • Centuriões (oficiais subalternos): Cada centurião comandava uma centúria. No manipulo era considerado superior (prior) o chefe da centúria direita e inferior (posterior) o chefe da centúria esquerda.
  • Suboficiais: Optiones (ajudantes), signíferos (alferes), campidoctores (instrutores). Esses oficiais, em geral, não dispunham de comando, mas dirigiam os serviços gerais. Figuravam entre os mesmos os arquitetos e os médicos militares.

Entre os soldados rasos havia uma graduação: soldados de primeira classe (immunes), isentos de certos serviços, e os de segunda classe (munifices).

Na cavalaria, cada turma era comandada por um prefeito (oficial superior) e as decúrias por decuriões (oficiais subalternos).

O exército no período imperial[editar | editar código-fonte]

O Império Romano sob Adriano (reinou de 117 a 138) mostrando a localização das legiões romanas em 125

O exército, durante o Império Romano, tornou-se permanente (exercitas perpetuas). Embora teoricamente todos os cidadãos estivessem sujeitos ao serviço militar, praticamente o efetivo das tropas era formado quer por voluntários, quer por recrutamentos feitos nas províncias.

A partir de Vespasiano, "os italianos são raros nas legiões que se transformam em milícia provincial. A partir de Trajano, acolhem até mesmo numerosos provinciais do Oriente. A partir de Adriano, prevalece o recrutamento regional. A homogeneidade do exército é assegurada pelos quadros, sobretudo pelos centuriões, que são transferidos de legião em legião".

A legião imperial, organizada, em linhas gerais, nos moldes da reforma de Mário, era identificada pelo número, por um nome (exemplo: Galica, Augusta), e por um sobrenome (exemplo: pia, felix).

Augusto introduziu uma nova organização na cavalaria distribuindo-a em quatro corpos diferentes:

  • coortes mistas (compostas de infantes e cavaleiros);
  • cavalaria legionária (120 a 300 cidadãos por legião);
  • cavalaria das alas (compostas de voluntários);
  • corpos de cavaleiros indígenas (não eram permanentes).

No Império, foram criados corpos de milícias locais destinadas a fins especiais. As mais famosas foram as coortes pretorianas, corpo de elite formado, a princípio, por itálicos e, mais tarde, de provinciais escolhidos. Cada coorte pretória (cohors praetoria) compreendia infantes e cavaleiros. A guarda pretoriana desempenhou, muitas vezes, papel decisivo na escolha do imperador.

A hierarquia militar sofreu alterações no Império. O imperador era o generalíssimo. Foi criado o cargo de prefeito do acampamento (praefectus castrorum) com a incumbência de administrar os acampamentos fixos situados ao longo das fronteiras. Augusto tornou a função de legado (legatus) permanente. Em cada legião havia um legado (legatus legionis), representante do imperador, oficial experimentado a quem os tribunos estavam subordinados.

Note-se que o exército permanente durante o Império teve, muitas vezes, principalmente em pleno esplendor da pax romana, que ficar inativo. Para combater a nefasta ociosidade, os soldados eram obrigados a manobras (decursiones) e a outras espécies de exercícios militares (exercitationes) como marcha, manejo de armas, prática de esportes. Fortificações, estradas e outros trabalhos de interesse público (aquedutos, anfiteatros) foram também realizados pelos soldados.

Na época do Baixo-Império acentuou-se o desinteresse do cidadão romano pela carreira militar. As tropas auxiliares adquiriram cada vez mais importância. Algumas são até mesmo elevadas à dignidade de legiões. Entre as legiões estabelecem-se distinções de acordo com o local em que estão sediadas. Assim, por exemplo, as legiões palatinas se encontram mais próximas do imperador, as riparienses situam-se nos confins do Império e as comitatenses estão alojadas no interior.

A hierarquia militar sofreu também modificações: enquanto que anteriormente o simples soldado só podia atingir a categoria de centurião, agora podia ultrapassá-la. O comando da legião passa do legado para o prefeito do acampamento que se tornou prefeito da legião (praefectus legionis). O comando supremo vai mesmo ficar ao alcance de bárbaros.

Hierarquia militar[editar | editar código-fonte]

Em termos militares, a hierarquia romana é simples. Acima do soldado raso está o decano, que comanda 10 soldados (decúria), depois o centurião, que comanda 10 decanos (centúria); em alguns momentos o tribuno comandava 4 ou 5 centuriões, formando uma coorte, e o legado (legatus) comandava 10 tribunos, formando uma legião. Legados prestavam contas ao primeiro escalão político - aos cônsules na época republicana, e aos comandantes gerais na época imperial. A marinha possuía como chefes os cônsules da marinha.

Armas e equipamentos[editar | editar código-fonte]

Armas de defesa[editar | editar código-fonte]

Todas as armas dos legionários romanos tiveram uma evolução ao longo da história da República Romana e do Império Romano. As armas de defesa do legionário romano eram:

Armas ofensivas[editar | editar código-fonte]

Os legionários romanos dispunham de três tipos diversos de armas ofensivas:

  • O gládio: uma espada com uma lâmina longa (50-55 cm]), a arma por excelência do legionário romano, levado à direita da cintura;
  • O pilo, que tinha a função de, depois de lançado, fixar-se no escudo do adversário que era obrigado a privar-se dele, caso o escudo do mesmo fosse resistente; caso não fosse, o pilo atravessava o escudo do adversário, atingindo-o mortalmente.
  • O púgio, punhal que era levado na cintura.

Referências

  1. Princípios de Defesa Militar. J. S. Vasconcellos. Editora Biblioteca do Exército Brasileiro. 3ª Edição (1942)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GIORDANI, Mário Curtis. A História de Roma

Ver também[editar | editar código-fonte]

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