Caio Mário

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Caio Mário
Caio Mário
Cônsul romano
Mandato 107 a.C.
Antecessor(a) Sérvio Sulpício Galba
Marco Aurélio Escauro
Sucessor(a) Quinto Servílio Cépio
Caio Atílio Serrano
Cônsul romano
Mandato 104 a.C.
Antecessor(a) Cneu Málio Máximo
Públio Rutílio Rufo
Sucessor(a) Lúcio Aurélio Orestes
Cônsul romano
Mandato 103 a.C.
Antecessor(a) Caio Flávio Fímbria
Sucessor(a) Quinto Lutácio Catulo César
Cônsul romano
Mandato 102 a.C.
Antecessor(a) Lúcio Aurélio Orestes
Sucessor(a) Mânio Aquílio
Cônsul romano
Mandato 101 a.C.
Antecessor(a) Quinto Lutácio Catulo César
Sucessor(a) Lúcio Valério Flaco
Cônsul romano
Mandato 100 a.C.
Antecessor(a) Mânio Aquílio
Sucessor(a) Aulo Póstumo Albino
Marco Antônio Orador
Cônsul romano
Mandato 86 a.C.
Antecessor(a) Lúcio Cornélio Cina
Cneu Octávio
Sucessor(a) Lúcio Valério Flaco
Vida
Nascimento 157 a.C.
Arpino
Morte 86 a.C. (71 anos)
Roma
Dados pessoais
Partido Populares
Profissão General

Caio Mário (Latim: C·MARIVS·C·F·C·N[1]) (Cereátas, Arpino, c. 157 a.C. - Roma, 13 de janeiro de 86 a.C.) foi um político e general da República Romana.

Origem[editar | editar código-fonte]

De origem volsca, Mário não pertencia à aristocracia tradicional de Roma, a sua família provinha da região de Arpino, onde detinha importantes negócios. Por este motivo, a sua progressão política na elitista República estava a princípio limitada. Segundo Eliano, o seu pai era desconhecido[1]

Carreira militar[editar | editar código-fonte]

Mário fez no entanto o serviço militar durante a Terceira Guerra Púnica, onde participou no cerco de Numância. Ao fazer 30 anos, Mário entrou para o senado romano e cumpriu o seu mandato de tribuno da plebe em 119 a.C.. O seu percurso foi feito a pulso, perdendo várias eleições, visto que lhe faltava um apelido aristocrático que captasse os eleitores. Em 116 a.C., Mário consegue eleger-se pretor, embora com acusações de corrupção e suborno eleitoral, e no ano seguinte torna-se governador, com estatuto propretor, da província romana da Hispânia Ulterior. Este mandato ofereceu-lhe hipóteses de negócio que vão aumentar a sua fortuna consideravelmente.

De regresso a Roma, Mário consegue dar um importante passo em frente na hierarquia social de Roma ao casar com a patrícia Júlia Caesaris (tia de Júlio César). Talvez devido a este suporte familiar, Mário conseguiu uma nomeação como legado militar do ex-cônsul Quinto Cecílio Metelo Numídico na campanha da Numídia, que se saldou num sucesso ao enfrentar Jugurta na Guerra de Jugurta. Esta sua vitória granjeou-lhe a fama necessária para ser eleito cônsul [2] em 107 a.C. e no ano seguinte, foi ele próprio a encabeçar a expedição final contra o rei Jugurta da Numídia. É nesta altura que aparece a primeira evidência da relação de amizade com Lúcio Cornélio Sula. De regresso a Roma, Mário consegue um triunfo para celebrar os seus êxitos.

Entretanto, no Norte de Itália aparecia um perigo sem precedentes para Roma: uma confederação de tribos germânicas,compreendendo cimbros (os mais numerosos), teutões, marcomanos e tigurinos, com cerca de um milhão de pessoas aproximava-se dos Alpes com a clara intenção de invadir a península Itálica.

Em 105 a.C., devido à inepta actuação dos comandantes romanos (o cônsul sénior, Cneu Málio Máximo e Quinto Servílio Cipião) o exército romano sofreu uma estrondosa derrota que quase aniquilou toda uma geração de homens. O pânico era generalizado e provocou a eleição de Mário em 104 a.C., considerado o único general capaz de lidar com a ameaça, para um segundo consulado, apesar de se encontrar ainda em África e de o primeiro ter sido há menos de 10 anos. Mário aceitou a nomeação mas impôs a condição de ver o seu mandato renovado até a ameaça ter desaparecido. Exigiu ainda carta branca para a reorganização do exército e criou a primeira legião romana profissional, integrando na legião os capite censi (o proletariado romano). Em 102 a.C., na batalha de Águas Sextias (Aix-en-Provence), derrotou a tribo dos teutões e no ano seguinte aniquilou os cimbros na batalha de Vercelas (Vercelas), pondo fim à ameaça germânica.

Mário entre as ruínas de Cartago por John Vanderlyn

Nos anos seguintes, Mário regressou à vida privada apesar de se manter um cidadão influente. Mas a ambição de novas vitórias esteve sempre presente e, 88 a.C., quando rebentou a Primeira Guerra Mitridática (contra Mitrídates VI do Ponto), Mário ambicionou o comando. Desta vez, devido à idade e ao facto de ter já sofrido uma trombose que lhe paralisou o lado esquerdo do corpo, Mário falhou a nomeação. O general indicado para este comando foi Lúcio Cornélio Sula, seu antigo legado, que se tornou num alvo político a abater. Através do suborno de um tribuno da plebe, Mário legislou que o comando mitridático fosse removido de Sula e entregue a si próprio. Mas Sula tomou a espectacular decisão de recusar cumprir a directiva e em vez disso invadiu Roma com o seu exército. A cidade foi tomada à força e Mário teve de fugir para África com os seus colaboradores para evitar o assassinato. Sula abandonou Roma em direcção ao Oriente em 87 a.C., e Mário desembarcou na Etrúria retomando o controlo de Roma com Lúcio Cornélio Cina, um dos seus aliados políticos de maior confiança. Juntos organizaram uma limpeza de todos os aliados de Sula, assassinando muita gente. Mário conseguiu ainda o tão ambicionado sétimo consulado (a 1 de Janeiro de 86 a.C,), apesar das suas capacidades físicas e mentais estarem obviamente perturbadas. Mas durante uma guerra de repressão por parte de Cina para com os romanos que estavam pilhando e saqueando a cidade, Mário acabou morrendo, já estando completamente destruído pelos problemas físicos e mentais (cirrose, problemas com a bebida que criaram isto, depressão e complexos).

Legado[editar | editar código-fonte]

O legado de Mário na história da República Romana é ímpar. As suas reformas no exército deixaram as bases do exército profissional que haveria de servir Caio Júlio César nas suas conquistas e, mais tarde, na expansão do Império Romano. Do ponto de vista político, foi a cabeça da facção dos Populares e os sete consulados de Mário abriram um precedente político para a quebra das rigorosas regras eleitorais de Roma, que haveria de resultar numa sucessão de guerras civis e na queda da República em 27 a.C..

Charges de Caio Mário[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Nome oficial depois de Gaius Marius, em português, Gaius Marius Gaii Filius Gaii Nepos, em português, "Caio Mário, filho de Caio, neto de Caio".

Referências

  1. Cláudio Eliano, Varia Historia, Livro XII, Capítulo VI, Sobre os pais de Mário e Cato
  2. Salústio, Guerra contra Jugurta, 73.1-7

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por:
Sérvio Sulpício Galba e Marco Aurélio Escauro
Cônsul da República de Roma com

Lúcio Cássio Longino
107 a.C.

Sucedido por:
Quinto Servílio Cépio e Caio Atílio Serrano
Precedido por:
Cneu Málio Máximo e Públio Rutílio Rufo
Cônsul da República de Roma com

Caio Flávio Fímbria
104 a.C.

Sucedido por:
Ele mesmo com Lúcio Aurélio Orestes
Precedido por:
Ele mesmo com Caio Flávio Fímbria
Cônsul da República de Roma com

Lúcio Aurélio Orestes
103 a.C.

Sucedido por:
Ele mesmo com Quinto Lutácio Catulo César
Precedido por:
Ele mesmo com Lúcio Aurélio Orestes
Cônsul da República de Roma com

Quinto Lutácio Catulo César
102 a.C.

Sucedido por:
Ele mesmo junto a Mânio Aquílio
Precedido por:
Ele mesmo junto com Quinto Lutácio Catulo César
Cônsul da República de Roma com

Mânio Aquílio
101 a.C.

Sucedido por:
Ele mesmo junto a Lúcio Valério Flaco
Precedido por:
Ele mesmo junto com Mânio Aquílio
Cônsul da República de Roma com

Lúcio Valério Flaco
100 a.C.

Sucedido por:
Aulo Póstumo Albino e Marco Antônio Orador
Precedido por:
Lúcio Cornélio Cina e Cneu Octávio
Cônsul da República de Roma com Lúcio Cornélio Cina
86 a.C.
Sucedido por:
Lúcio Valério Flaco


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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