Mitrídates VI do Ponto

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Moeda de prata com a efígie de Mitrídates VI do Ponto.

Mitrídates VI ou Mitridates IV (em grego, Μιθριδάτης) (132 a.C.63 a.C.), chamado Eupátor Dionísio, também conhecido como Mitrídates, o Grande, foi rei do Ponto de 120 a 63 a.C. na Anatólia e um dos mais formidáveis e sucedidos inimigos de Roma, havendo enfrentado três dos melhores generais romanos da Baixa República.

História[editar | editar código-fonte]

Mitrídates VI era filho de Mitrídates V do Ponto (150 a.C. - 120 a.C.), conhecido como Euergetes. Viveu de início como um fugitivo, mas logrou ascender ao trono do Ponto após matar diversos de seus irmãos.

Ele tornou-se rei aos treze anos, governando junto com sua mãe, mas mandou prendê-la e a executou, matando também um irmão seu.[1]

Teve duas irmãs de nome Laódice, uma delas foi sua esposa, teve um filho dele em sua ausência, e tentou envenená-lo.[2] Outra irmã foi esposa de Ariarate VI, rei da Capadócia.[3]

Mitrídates expandiu seu reino conquistando os reinos em torno do rio Phasis e nas regiões do Cáucaso.[1] Ambicioso, invadiu alguns de seus vizinhos, inclusive a Bitínia, o que levaria mais tarde ao conflito com a República Romana.

Mitrídates conquistou a Capadócia e matou o rei, Ariarate VII, filho de Ariarate VI e seu sobrinho, com suas próprias mãos.[1] [3] Quando os romanos indicaram Nicomedes, filho de Nicomedes e Nysa, como rei da Bitínia, ele apoiou Sócrates, chamado de Chrestus, como seu rival.[1]

Após conquistar a Anatólia ocidental em 88 a.C., Mitrídates ordenou a execução de todos os habitantes romanos da área. O massacre de 100 000 (80.000, segundo Memnon de Heracleia [1] ) homens, mulheres e crianças romanas foi a causa imediata do confronto com Roma. Durante a Primeira Guerra Mitridática (88 a 84 a.C.), Lúcio Cornélio Sula expulsou Mitrídates da Grécia mas viu-se forçado a retornar à Itália para enfrentar a ameaça de Caio Mário;[1] a derrota de Mitrídates não fora, portanto, definitiva. Aproveitou a paz celebrada entre Roma e o Ponto para recuperar as suas forças e, quando Roma tentou anexar a Bitínia, Mitrídates atacou com um exército ainda maior, no que viria a ser a Segunda Guerra Mitridática(83 a 81 a.C.). Em sucessão, Roma enviou Lúculo, Aurélio Cota [1] e Pompeu para enfrentá-lo; este último derrotou-o afinal na Terceira Guerra Mitridática (75 a 65 a.C.). Mitrídates refugiou-se na cidadela de Panticapau e suicidou-se, sendo sucedido por seu filho Fárnaces II do Ponto.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Busto de Mitrídates VI do Ponto como Herácles. Mármore, século I

Há duas lendas curiosas a respeito de Mitrídates VI do Ponto. Supostamente, sua prodigiosa memória lhe permitia falar vinte e cinco línguas, de modo que podia comunicar-se com cada soldado de seus grandes exércitos no seu próprio idioma. Devido a esta lenda, certos livros que contêm excertos de muitas línguas chamam-se "Mitrídates".

A segunda lenda relata que Mitrídates VI procurou imunizar-se contra um eventual envenenamento, tomando doses crescentes (mas nunca letais) dos venenos de que tinha conhecimento, até que fosse capaz de tolerar até mesmo uma dose mortal. Alguns chamam esta prática de "mitridatismo" (ver Houaiss). Conforme a lenda, após ser derrotado por Pompeu, Mitrídates tentou o suicídio por envenenamento, sem efeito devido a sua imunidade. Teria, então, forçado um de seus servos a matá-lo à espada. Esta história é contada na peça Mitrídates (1673), de Jean Racine, e na ópera Mitridate, re di Ponto (1770), de Mozart.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g Memnon de Heracleia, Livros XV e XVI, citado por Fócio, Biblioteca de Fócio [em linha]
  2. Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 37.3 [em linha]
  3. a b Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 38.1 [em linha]
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Precedido por
Mitrídates V
Rei do Ponto
120 a.C. - 65 a.C.
Sucedido por
Fárnaces II