Legio V Alaudae

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Legio V Alaudae (ou quinta legião, as cotovias), por vezes conhecida como Legio V Gallica (ou quinta legião gálica) foi uma legião romana [1] recrutada por Júlio César em 52 a.C. O último registo da actividade desta legião data da revolta dos batavos (70), onde foi destruída. O símbolo desta legião foi o elefante.

A V Alaudae foi a primeira legião romana recrutada numa província a partir de uma população que não detinha cidadania romana. Os legionários gauleses marcaram a sua origem ao usar a pena no capacete que deu o nome de cotovias à legião. Numa atitude inédita, Júlio César mobilizou a legião utilizando o seu dinheiro pessoal, o que o tornava numa espécie de patrão dos seus legionários, por oposição ao restante exército romano que servia o senado. Roma acabou mais tarde por legalizar a existência da unidade atribuindo-lhe o cognome V Gallica, que nunca foi muito usado.

A legião permaneceu fiel a César até ao fim das Guerras da Gália em 49 a.C., e depois durante a guerra civil contra a facção conservadora do senado liderada por Pompeu. Durante este conflito, a legião esteve presente na batalha de Tapso (46 a.C.), onde ganhou o emblema do elefante pela coragem demonstrada ao aguentar com sucesso uma carga de elefantes de guerra, e na batalha de Munda (45 a.C.). Após o fim da guerra civil, a V Alaudae foi transferida para a Hispânia.

Entre 41 e 31 a.C., a V Alaudae serviu sob o comando de Marco António, tendo estado presente na batalha de Áccio. Depois do suicídio de António, a legião foi integrada no exército de Augusto. Por volta de 19 a.C., a legião foi transferida para a fronteira do Reno.

Em 69 d.C., a população local da Germânia Inferior sublevou-se no que ficou conhecido como revolta dos batavos. A V Alaudae estava nesta altura estacionada em Xanten juntamente com a XV Primigenia. O campo foi cercado pelas tropas de Caio Júlio Civil, um príncipe batavo romanizado e educado em Roma, e no meio da já de si complicada situação do ano dos quatro imperadores, foi impossível enviar reforços para a área. As duas legiões acabaram por se render pela fome em 70 d.C. e destruídas pouco depois numa emboscada, enquanto retivaram para Mogúncia.

Referências

  1. Grandes Impérios e Civilizações: Roma - Legado de um império. 1.ed. Madri: Ediciones del Prado, 1996. pp.112 p.. 2 v. v. 1 ISBN 84-7838-740-4
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