Legio II Augusta

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Legio II Augusta
Caerleon plaque2.JPG
Placa em Caerleon
País República Romana e Império Romano
Corporação Legião romana (Mariana)
Missão Infantaria (com alguma cavalaria de apoio)
Denominação Augusta, "de Augusto" sob Augusto
Antonina, "Antoniana" sob Caracala e Elagábalo
Criação 43 a.C. até alguma data no século IV d.C.
Patrono Augusto
Mascote Capricornus[1]
História
Guerras/batalhas Batalha de Filipos (42 a.C.)
Batalha de Perúgia (41-40 a.C.)
Guerras Cantábricas (25-19 a.C.)
Invasão da Britânia (43-66)
Campanha escocesa de Sétimo Severo (208)
Logística
Efetivo Aprox. 3500 combatentes, mais apoio quando foi criada.
Comando
Comandante Tiberius Claudius Paulinus
Comando em campanha Sétimo Severo
Sede
Guarnições Hispânia Tarraconense (25 a.C. - 9 d.C.)
Germânia (9 - 17)
Argentorato (17-43)
Britânia (43-66)
Glevum (66-74)
Isca Augusta (Caerleon) (74 - c. 208)
Carpow (c. 208-c. 235)
Isca Augusta (235 - após 255)

Legio secunda Augusta (Segunda Legião de Augusto) foi uma legião romana, recrutada por Caio Víbio Pansa Cetroniano em 43 a.C. e que ainda operava na Britânia no século IV Seus emblemas eram o Capricornus[2] :p. 128, Pégasus[2] :p. 129 e Marte.

História inicial[editar | editar código-fonte]

A II Augusta foi originalmente formada por Otaviano e o cônsul Caio Víbio Pansa Cetroniano para lutar contra Marco Antônio. Ela lutou então na Batalha de Filipos e na batalha de Perúgia. No começo do reinado de Augusto, em 25 d.C., esta legião foi realocada para Hispânia para lutar nas guerras cantábricas, que firmaram definitivamente o poder de Roma na região, ficando aquartelada em seguida em Hispânia Tarraconense. Com a aniquilação das legiões XVII, XVIII e XIX na batalha da floresta de Teutoburgo (em 9 d.C.), a II Augusta foi novamente realocada, agora para a Germânia, possivelmente na área onde hoje está Mogúncia. Após 17 d.C., ela ficou em Argentorato (atual Estrasburgo).

Invasão da Britânia[editar | editar código-fonte]

A legião participou então da Conquista romana da Britânia em 43 d.C. O futuro imperador Vespasiano era o comandante da legião na época e liderou a campanha contra as tribos Durotriges e Dumnônios. Embora esteja nos registros que ele sofreu uma derrota pelas mãos dos Silures em 52 d.C., a II Augusta se mostrou uma das melhores legiões, mesmo após sua desgraça durante o levante da rainha Boudica, quando seu prefeito do castro (praefectus castrorum), que era então o comandante em exercício (seus legados e tribunos provavelmente ausentes com o governador Caio Suetônio Paulino), desobedeceu uma ordem de Suetônio para que se juntassem a ele e, por isso, cometeu o suicídio posteriormente.

Após a derrota de Boudica, a legião foi dispersada em diversas bases. De 66 até 74, ela esteve em Glevum (moderna Gloucester). Em seguida, foi realocada para Isca Augusta (moderna Caerleon), construindo lá uma fortaleza que os soldados ocuparam até o final do século III A legião também tinha conexões com o campo em Alchester, em Oxfordshire, teve seu selo estampado em tijolos no século II em Abonas (Abonae; um subúrbio de Bristol) na costa de Avon[3] .

Séculos II e III[editar | editar código-fonte]

Mapa do Império Romano em 125, sob o imperador Adriano.
LEGIO II AUGUSTA estacionada em Isca Siluro (Caerleon, Wales), na província da Britânia, de 74 até pelo menos 269

Em 122, a II Augusta ajudou a construir a Muralha de Adriano.

Em 196, ela apoiou o golpe do governador da Britânia, Clódio Albino, que foi derrotado por Sétimo Severo. Durante a campanha escocesa de Severo, a Segunda mudo-se para Carpow, retornando para Caerleon durante Alexandre Severo.

Estela funerária do legionário Caio Largênio da Legio II Augusta, encontrada em Estrasburgo (distrito de Kœnigshoffen)
(Museu Arqueológico de Estrasburgo)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. O Capricórnio (astrologia) foi escolhido como emblema da legião devido ser o símbolo astrológico do patrono da II Augusta, Augusto.
  2. a b Legions and Veterans: Roman Army Papers 1971-2000 By L. J. F. Keppie
  3. In: Richard Stillwell. Abonae (Sea Mills, Bristol), England (em ). [S.l.: s.n.], 1976. Visitado em 02/01/2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dorset and the Second Legion, N.Field (1992), ISBN 1-871164-11-7 (em inglês)
  • Lawrence Keppie: Legions and Veterans: Roman Army Papers 1971-2000, Franz Steiner Verlag, 2000, ISBN 3-515-07744-8; chapter The Origins and Early History of the Second Augustan Legion, pages 123 - 147 (in Google Books). (em inglês)