Legio III Parthica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Legio III Parthica
Roma in Oriente 127aC.png
Fronteira oriental do Império Romano. A cidade de Resaena está bem no centro (Clique no mapa para ampliar).
País Império Romano
Missão Infantaria (com algum apoio de cavalaria)
Unidade Legião romana Mariana
Denominação Parthica, "Parta" (desde 197)
Severiana, "de Severo" (sob Alexandre Severo)
Criação 197 d.C.
Extinção séc V d.C.
Mascote Touro
História
Guerras/batalhas Campanha parta de Sétimo Severo (197)
Campanha sassânida de Caracala (217)
Campanha sassânida de Alexandre Severo (231)
Batalha de Resaena (243)
Campanha sassânida de Odenato (264)
Campanha sassânida de Diocleciano (298)
Logística
Efetivo Variado. Aprox. 3 500 soldados + grupo de apoio quando foi criada.
Comando
Comandantes
notáveis
Sétimo Severo (campanha)
Caracala (campanha)
Alexandre Severo (campanha)
Odenato (campanha)
Diocleciano (campanha)
Sede
Guarnição Resaena, Mesopotâmia (197 - ca. séc. IV)
Apatna, Osroena (séc. V)

Legio tertia Parthica ("Terceira Legião Parta") foi uma legião romana criada por Sétimo Severo em 197 para sua campanha contra o Império Parta, de onde ela tirou o seu cognome. Ela ainda estava ativa nas províncias orientais no início do século V e seu símbolo era, provavelmente, o touro.

Criação[editar | editar código-fonte]

Juntamente com suas legiões-irmãs, a I Parthica e a II Parthica, a terceira legião parta foi criada para o ataca às fronteiras orientais. A campanha foi um sucesso e Ctesifonte, a capital parta, foi capturada e saqueada. A III Parthica permaneceu na região depois disso, guarnecendo a nova província da Mesopotâmia. A sua base principal era Resaena, onde ela era encarregada também de garantir a segurança das estradas principais e de defender a província contra os sassânidas.

Contra os sassânidas[editar | editar código-fonte]

Durante o século III, a III Parthica participou de diversas campanhas contra o Império Sassânida; mesmo com poucas provas diretas de seu envolvimento, a região era sua base e ela foi obviamente utilizada nas guerras entre os dois impérios rivais.

A primeira campanha, de resultado indefinido, foi liderada pelo imperador Caracala, que foi assassinado no decorrer das operações. Em 230, os sassânidas invadiram a província da Mesopotâmia e derrotaram a Terceira. O imperador Alexandre Severo então organizou uma bem-sucedida campanha para restaurar o jugo romano sobre a região.

O imperador Gordiano III organizou uma nova campanha em 243 e a III Parthica venceu a batalha de Resaena, mas, no ano seguinte, Gordiano morreu durante a campanha e seu sucessor, Filipe, o Árabe, cuja posição no trono foi confirmada por Sapor I, recuou.

Os sassânidas conseguiram uma grande vitória em 256, quando derrotaram a XV Apollinaris, conquistando sua fortaleza, Satala, e saqueando Trapezo em 258. O imperador Valeriano tentou recuperar o território perdido, mas foi derrotado e levado prisioneiro dois anos depois. Os romanos conseguiram finalmente desafiar o poder sassânida na região, primeiro com Odenato (261-267), líder do secessionista Império de Palmira, e, depois, com o imperador Diocleciano (284-305), que firmou um tratado de paz em 298, marcando assim a volta da influência romana na Mesopotâmia Setentrional.

No início do século V, a legião provavelmente ainda estava ativa na região, sob o comando do "duque de Osroena (dux Osrhoenae), baseada em Apatna (atual Tell Fdyin, no Iraque). A Notitia Dignitatum está corrompida, mas atesta que havia uma legião ali e a III Parthica não aparece em nenhum outro local.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]