Gordiano III

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Gordiano III
Imperador romano
Busto de Gordiano III, no Museu do Louvre
Governo
Reinado 238 v 244
Consorte Tranquilina
Antecessor Pupieno
Sucessor Filipe, o Árabe
Vida
Nome completo Marco António Gordiano
Nascimento 224
Morte 244 (20 anos)
Filhos Fúria
Mãe Antónia Gordiana

Marco António Gordiano (224244) foi um imperador romano, filho de Antónia Gordiana que era filha do imperador Gordiano I e irmã de Gordiano II. O nome de seu pai é desconhecido, assim como seu próprio antes de assumir o nome do avô em 238.

Ascensão ao poder[editar | editar código-fonte]

Moeda celebrando o casamento de Gordiano com Sabina Tranquilina

Depois do assassinato de Alexandre Severo em Mogúncia, capital da província da Germânia Inferior, Maximino Trácio foi aclamado imperador, apesar da forte oposição do senado romano e da maioria da população. Em resposta no que foi considerado em Roma uma rebelião, seu avô e tio Gordiano I e Gordiano II foram proclamados co-imperadores na África. Essa revolta foi combatida por Capeliano, governador da Numídia, aliado legal de Maximino Trácio. Os Gordianos mais velhos foram assassinados, mas a opinião pública salvou sua memória como grandes homens defensores da paz, amantes da literatura e vítimas da opressão de Maximino.

Entrementes, Maximino estava pronto para marchar em Roma e o senado elegeu Pupieno e Balbino como co-imperadores. Estes senadores não eram homens populares e Roma ficou chocada pelo fato do Gordiano mais velho eleger seu neto como imperador ao lado de Pupieno e Balbino e elevá-lo ao título de césar.

Tornou-se césar e, pouco depois, augusto quando tinha ainda treze anos de idade, no ano de 238. Tal sucedeu na sequência da morte de Maximino Trácio e do assassínio de dois outros imperadores, posteriormente, Balbino e Pupieno, todos sucumbindo às mãos da guarda pretoriana, muito activa naquele fatídico ano de 238, um dos mais sangrentos e turbulentos da história de Roma.

Busto do jovem Gordiano III, no Museu Arqueológico Regional Antonio Salinas.

Com Gordiano III, apesar de jovem, conheceu-se alguma estabilidade imperial e um período de relativo êxito, nomeadamente nos três primeiros anos (238-241), em que o imperador e seus conselheiros continuaram essencialmente a política de Gordiano I.

Mas 241 acabaria por ser um ano de mudança. Gordiano III nomeou para prefeito do pretório Caio Fúrio Timesiteu, um reputado administrador público romano, especialista em finanças, e um militar bem sucedido e eficiente, ainda que com alguma ambição à mistura. Ainda nesse ano, Gordiano III contraiu matrimónio com Tranquilina, filha deste alto funcionário romano e seu aliado.

No ano seguinte, encontramos Gordiano III e Timesiteu a empreenderem uma grande campanha militar de Roma contra o Império Sassânida, que acabou bem sucedida. Gordiano, apoiado em Timesiteu, reforçou as fronteiras africanas do império, recuperou a Síria, reconquistou Carras (atual Harã) e conseguiu mesmo reocupar toda a Mesopotâmia.

Malgrado estes sucessos, Timesiteu foi acometido em 243 por malária, que o acabou por vitimar de forma fatal. Ficando vago o cargo de prefeito do pretório, a ele acedeu então Filipe, o Árabe, figura ambiciosa e sedenta de poder, principalmente o imperial. Gordiano, fragilizado pela morte do seu aliado pretoriano, não mais conheceu a tranquilidade imperial dos primeiros anos.

Segundo inscrição persa em Naqsh-i-Rustam, Gordiano III foi derrotado e morto na Batalha de Misiche (244). As fontes romanas, porém, mencionam o local de morte como Circésio a 300 quilômetros de Peroz-Xapur, mas não citam a causa da morte do imperador, ainda que seu sucessor Filipe, o Árabe seja frequentemente descrito como assassino.


Precedido por
Pupieno e Balbino
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Imperador romano
238 — 244
Sucedido por
Filipe, o Árabe