Galério

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Galério
Imperador romano
Romuliana Galerius head.jpg
Busto de Galério em pórfiro
Governo
Reinado 305311
Consorte Galéria Valéria
Antecessor Maximiano e Diocleciano
Sucessor Maximino, Constantino e Licínio
Vida
Nome completo Caio Galério Valério Maximiano
Nascimento ca. 260
Sérdica (Sófia, na Bulgária)
Morte 311 (51 anos)
Sérdica
Sepultamento Sérdica ou Felix Romuliana
Filhos Candidiano
Valéria Maximila
Mãe Rômula?

Galério Maximiano (em latim: Gaius Galerius Valerius Maximianus; 260311) foi um imperador romano. Governou, junto de outros, de 305 a 311.

Com a reorganização política chamada tetrarquia, promovida por Diocleciano, Galério foi nomeado césar, com a atribuição de administrar as províncias balcânicas, com capital em Sirmio (atual Sremska Mitrovica).[carece de fontes?]

Com a abdicação de Diocleciano em 305, que forçou o outro augusto, Maximiano, a abdicar, os dois césares, Constâncio Cloro e Galério, foram elevados à posição de augustos. Como novos césares, foram eleitos Severo e Maximino.[1]

Quinze meses após receber a púrpura imperial, Constâncio Cloro morreu, e seu filho Constantino (mais tarde cognominado o Grande) foi saudado pelo exército de Iorque como augusto e imperador. Galério pretendia se tornar imperador único após a morte de Constâncio, mas após receber notícias da eleição de Constantino, foi obrigado a dar a Constantino o título de césar, e elevar Severo como augusto, com o controle da província da Itália.[1]

Magêncio, filho do velho Maximiniano, iniciou a revolta em Roma, e Severo teve que se refugiar em Ravena, onde é forçado a se suicidar. Maximiniano, que estava infeliz com a obscuridade após sua abdicação, visitou Constantino e celebrou o casamento deste com sua filha Fausta. Maximiniano, então, por causa de sua autoridade anterior, elevou Constantino à posição de augusto, dando legitimidade à eleição feita pelo exército.[1]

Enquanto isto, a partir do Leste, Galério, ao receber a notícia da morte de Severo, invadiu a Itália, mas foi obrigado a recuar. Em seguida, ele nomeou Licínio como Augusto, para a província da Ilíria. O último césar, Maximino, exigiu, e recebeu também o título de augusto, para as províncias do Egito e Síria. Em Roma, Magêncio se proclamou Imperador da Itália, e convenceu seu pai a reassumir a púrpura imperial. Deste modo, nesta época havia seis imperadores ao mesmo tempo, um estado de total confusão.[1]

Magêncio e seu pai brigaram, e guarda pretoriana se decidiu pelo mais jovem. Maximiniano se retirou para Illiricum, foi expulso por Galério, viajou até Arles, no sul da Gália, e renunciou à púrpura a favor do seu genro, Constantino. Maximiniano depois tentou se tornar de novo Imperador, e foi executado por Constantino, com Fausta, aparentemente, apoiando o marido em vez do pai.[1]

Em 311, Galério morreu em seu palácio, em Nicomédia, comido pelos vermes, como se disse na época. Segundo H. B. Cotterill, ele parecia ter uma personalidade orgulhosa porém dinâmica, e seu reino se caracterizou por várias obras de utilidade pública, como a drenagem dos pântanos entre os rios Drave e Danúbio e a devastação de várias áreas de floresta.[1]

Após sua morte, sobraram quatro imperadores: Maximino na Ásia e Egito, Licínio no Leste Europeu, Constantino no Oeste, e Magêncio como tirano da Itália e África do Norte. Após várias lutas, em 324, Constantino se tornou o único imperador.[1]

Referências

  1. a b c d e f g H. B. Cotterill, Medieval Italy, Part I: Historical Outline, 305-476 [em linha]
Precedido por
Diocleciano
Maximiano
SPQRomani.svg
Imperador romano
co-imperador com
Constâncio Cloro
Licínio
Constantino I, o Grande
Maximino Daia

305 — 311
Sucedido por
Constantino I, o Grande
Licínio
Maximino Daia
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