Ravena
| Ravena | |
|---|---|
| Região: | |
| Província: | Não disponível |
| Coordenadas: | 44° 25' N 12° 12' E |
| Área: | 652 km²: |
| População: | 144 457 hab. |
| Densidade: | 221,56 hab./km² |
| C. limítrofes: | Alfonsine, Argenta (FE), Bagnacavallo, Bertinoro (FC), Cervia, Cesena (FC), Comacchio (FE), Forlì (FC), Russi |
| Orago (padroeiro) : | São Apolinário (Sant'Apollinare) |
Ravena (em italiano: Ravenna) é uma comuna da província homônima, na região da Emília-Romanha, na Itália. Possui 144 457 habitantes. Estende-se por uma área de 652 km², tendo uma densidade populacional de 221,56 hab/km². Faz fronteira com Alfonsine, Argenta (FE), Bagnacavallo, Bertinoro (FC), Cervia, Cesena (FC), Comacchio (FE), Forlì (FC) e Russi.
História [editar]
Ravena foi a terceira capital do Império Romano do Ocidente (402 - 476), depois de Roma e de Milão (286 - 402). Aí, o último imperador romano, Rômulo Augusto, foi destronado por Odoacro, que o humilhou publicamente, fazendo-o desfilar prisioneiro, vestido de camponês.
Teodorico o Grande, rei bárbaro que destruiu as pretensões de outros invasores, teria sido cativado pela cidade e a elegeu como sua capital, embelezando a sua corte com aspectos arquitetônicos bizantinos, protegendo artistas de renome, sábios e eruditos que o presentearam elevando-a à outrora grandeza imperial, pérola do seu reino bárbaro, em pleno século V. Nesta cidade, encontra-se a magnífica catedral, em estilo gótico, que foi concebida para dignificar o Imperador Teodósio I, o seu primeiro grande morador. Nesta cidade, encontram-se, ainda hoje, resquícios das grandes muralhas que foram erguidas para defender o importante arcebispado que existiu no século X.
Importante rota comercial e militar, Ravena sempre foi palco de intrigas palacianas. Conhecida por ser, do século VIII até o XIX, uma notória concorrente da cidade de Roma pelo prestígio de ser aclamada como sede do Império Romano e, séculos depois, centro cultural de primeira importância com o estabelecimento provisório do Sacro Império Romano-Germânico.
Carlos Magno descansava nesta cidade durante as campanhas bélicas que empreendia. Baseado na imponente catedral erguida a Teodósio, ergueu ele mesmo uma para si. A cidade foi por ele escolhida como a primeira capital política, antes de se estabelecer em Aachen.