Ravena

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Ravena
Representação da fachada do Palácio de Teodorico em Ravena num mosaico da Basílica de Sant'Apollinare Nuovo.
Representação da fachada do Palácio de Teodorico em Ravena num mosaico da Basílica de Sant'Apollinare Nuovo.
Localização de Ravena
País  Itália
Região Flag of Emilia-Romagna.svg Emília-Romanha
Província Não disponível
Área
 - Total 652 km²
População
 - Total 144 457
    • Densidade 221,56/km2 
Código Postal 48100
Código ISTAT 039014
Comunas limítrofes Alfonsine, Argenta (FE), Bagnacavallo, Bertinoro (FC), Cervia, Cesena (FC), Comacchio (FE), Forlì (FC), Russi
Prefixo telefônico 0544
Fiscal H199
Orago padroeiro São Apolinário (Sant'Apollinare)

Ravena (em italiano: Ravenna) é uma comuna da província homônima, na região da Emília-Romanha, na Itália.[1] [2] [3] Possui 144 457 habitantes. Estende-se por uma área de 652 km², tendo uma densidade populacional de 221,56 hab/km². Faz fronteira com Alfonsine, Argenta (FE), Bagnacavallo, Bertinoro (FC), Cervia, Cesena (FC), Comacchio (FE), Forlì (FC) e Russi.[1] [2] [3]

História[editar | editar código-fonte]

Ravena foi a terceira capital do Império Romano do Ocidente (402 - 476), depois de Roma e de Milão (286 - 402). Aí, o último imperador romano, Rômulo Augusto, foi destronado por Odoacro, que o humilhou publicamente, fazendo-o desfilar prisioneiro, vestido de camponês.

Teodorico, o Grande, rei bárbaro que destruiu as pretensões de outros invasores, teria sido cativado pela cidade e a elegeu como sua capital, embelezando a sua corte com aspectos arquitetônicos bizantinos, protegendo artistas de renome, sábios e eruditos que o presentearam elevando-a à outrora grandeza imperial, pérola do seu reino bárbaro, em pleno século V. Nesta cidade, encontra-se a magnífica catedral, em estilo gótico, que foi concebida para dignificar o imperador Teodósio I, o seu primeiro grande morador. Nesta cidade, encontram-se, ainda hoje, resquícios das grandes muralhas que foram erguidas para defender o importante arcebispado que existiu no século X.

Importante rota comercial e militar, Ravena sempre foi palco de intrigas palacianas. Conhecida por ser, do século VIII até o XIX, uma notória concorrente da cidade de Roma pelo prestígio de ser aclamada como sede do Império Romano e, séculos depois, centro cultural de primeira importância com o estabelecimento provisório do Sacro Império Romano-Germânico.

Carlos Magno descansava nesta cidade durante as campanhas bélicas que empreendia. Baseado na imponente catedral erguida a Teodósio, ergueu ele mesmo uma para si. A cidade foi por ele escolhida como a primeira capital política, antes de se estabelecer em Aquisgrano.

Commons
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Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências