Maximino Daia

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Maximino Daia
Imperador Romano
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Imperador Maximino Daia, busto no Museu do Cairo.
Governo
Reinado 305-308 (como César no Ocidente, sob Galério;
310-Maio de 312 (como Augusto no Ocidente, competindo com Licínio)
Antecessor Galério
Sucessor Licínio
Vida
Nome completo Gaius Valerius Galerius
Maximinus Daia
Nascimento 20 de novembro ca. 270
perto de Félix Romuliana (atual Gamzigrad, Sérvia)
Morte agosto de 313 (42 anos)

Caio Valério Galério Maximino (em latim: Gaius Valerius Galerius Maximinus) ou Caio Valério Daia Maximino (em latim: Gaius Valerius Daja Maximinus; ca 20 de novembro de 270 - julho ou agosto de 313), frequentemente chamado de Maximino Daia ou Maximino II foi um imperador romano de 308 até 313. Ele nasceu de uma linhagem camponesa de uma meia-irmã do imperador Galério perto das terras da família em Félix Romuliana, uma região rural agora na região danubiana da Mésia[1] .

Vida[editar | editar código-fonte]

Ele se distinguiu após ter se alistado no exército e, em 305, ele foi adotado pelo seu tio materno, o imperador Galério, e foi alçado à posição de César, governante da Síria e do Egito. Em 308, após a elevação de Licínio ao título de Augusto, Maximino e Constantino foram declarados "Filhos dos Augustos" (filii Augustorum), ainda que Maximino provavelmente tenha começado a se intitular como Augusto após a campanha contra os sassânidas em 310. Com a morte de Galério em 311, Maximino dividiu o império do oriente entre ele e Licínio. Quando este e Constantino começaram a se aproximar, Maximino forjou uma aliança secreta com o César usurpador Magêncio, que controlava a Itália. Em 313, ele rompeu totalmente com Licínio e convocou um exército de 70.000 homens, com o qual sofreu uma grande derrota na batalha de Tzíralo - nas redondezas de Heracleia Pôntica em 30 de abril - e fugiu, primeiro para Nicomédia e em seguida para Tarso, onde ele morreu em julho ou agosto. Sua morte tem sido atribuída à uma variedade de motivos, "ao desespero, veneno e à justiça divina"[2] .

Perseguição aos cristãos[editar | editar código-fonte]

Maximino tem uma péssima reputação entre os cristãos, pois ele renovou as perseguições após a publicação do édito de tolerância de Galério (veja Édito de Tolerância de Galério). Eusébio de Cesareia[3] , por exemplo, escreveu que Maximino foi tomado por uma "paixão insana" por uma garota cristã em Alexandria, que era uma nobre de notável riqueza, educação e castidade - Santa Catarina de Alexandria. Quando a garota recusou seus avanços, ele a exilou na Arábia e tomou toda a sua fortuna[1] [4] .

Referências

  1. a b Wikisource-logo.svg "Caius Valerius Daja Maximinus" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
  2. Edward Gibbon. A História do Declínio e Queda do Império Romano. [S.l.: s.n.]. Capítulo: 14. ,
  3. Eusébio de Cesareia. História Eclesiástica: The Character of the Enemies of Religion. (em inglês). [S.l.: s.n.]. Capítulo: 14. , vol. VIII.
  4. Santa Dorotea di Alessandria (em italiano) Santi Beati. Visitado em 16/09/2010.. Esta garota também já foi identificada como sendo a lendária Dorotéia de Alexandria.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Galério
Constantino
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Imperador romano
co-imperador com
Galério
Licínio
Constantino

305 - 308
Sucedido por
Constantino
Licínio