Catarina de Alexandria

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Santa Catarina de Alexandria
Grande Mártir; Virgem; Santa auxiliar
Nascimento 287 em Alexandria,Egipto
Morte 305 (18 anos) em Alexandria,Egipto
Principal templo Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina, no Monte Sinai ,Egipto
Festa litúrgica 25 de Novembro
Atribuições A roda de tortura é o principal atributo. Também espada; uma coroa em seu pés; véu e anel; pomba; flagelo; livro; mulher argumentando com filósofos pagãos.
Padroeira Apologética, artesãos que trabalham com uma roda (ceramistas, fiação, etc), arquivistas, moribundos, educadores, jovens, juristas,advogados, bibliotecários, bibliotecas, Balliol College em Oxford, trituradores, enfermeiros, filósofos, pregadores, acadêmicos, estudantes, escribas, secretários, taquigrafia, estudantes, professores, teólogos, Universidade de Paris, jovens solteiros, Estado de Santa Catarina.
Gloriole.svg Portal dos Santos
Igreja em homenagem à santa, no bairro Itararé, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil.

Santa Catarina de Alexandria, também conhecido como A Grande Mártir Santa Catarina (do grego ἡ Ἁγία Αἰκατερίνη ἡ Μεγαλομάρτυς) é uma santa e mártir cristã que se alega ter sido uma notável intelectual no início do século IV. Passados 1.100 anos, Joana d'Arc disse que Santa Catarina apareceu-lhe várias vezes. A Igreja Ortodoxa a venera como uma "grande mártir", e na Igreja Católica, ela é tradicionalmente reverenciada como um dos Catorze santos auxiliares.

Vida[editar | editar código-fonte]

Catarina nasceu na cidade egípcia Alexandria e cresceu como uma pagã, mas em sua adolescência converteu-se ao cristianismo. Diz-se que ela visitou seu contemporâneo, o imperador romano Maximiano, e tentou convencê-lo do erro moral na perseguição aos cristãos. Ela conseguiu converter a Imperatriz, esposa de Maximiano,e muitos pagãos que o Imperador enviou para disputar com ela.

Conversão[editar | editar código-fonte]

Numa visão, Catarina foi transportada para o céu, encontrou-se com o menino Jesus e a Virgem Maria e, em êxtase, casou-se misticamente com Cristo, convertendo-se ao Cristianismo. Ela tinha , na época, dezoito anos de idade.

A Condenação[editar | editar código-fonte]

Foi então à "presença do imperador romano Maximino Daia, que perseguia violentamente os cristãos, censurando-o por sua crueldade. Apontou a limitação do imperador, por ser pagão, e afirmou que o seu Deus era o único realmente vivo e o seu Rei era Jesus Cristo".

O imperador mandou prendê-la no cárcere até que viessem os 50 maiores sábios do mundo e a humilhassem por causa da sua argumentação aparentemente simples.

Quando chegaram, os sábios riram-se do imperador por tê-los convocado para contra-argumentar com uma simples garota. Porém, o imperador os advertiu que, se conseguissem convencê-la, ele os presentearia com os melhores bens do mundo; mas se não conseguissem, ele os condenaria à morte. Catarina foi tão plenamente sábia nas suas colocações e argumentos que mesmo perante esta ameaça os sábios não conseguiram convertê-la aos ídolos. Pelo contrário, vencidos pela eloquência de Catarina, converteram-se ao cristianismo. Frustrado, o imperador mandou prender e torturar Catarina na masmorra. Visitada na prisão pela esposa do imperador e pelo chefe de sua guarda, Catarina os converteu, fazendo o mesmo com inúmeros soldados. Mais enfurecido ainda, o imperador mandou assassinar os sábios e sua esposa, lançou os guardas aos leões no Coliseu" e condenou a Santa à morte lenta na roda (instrumento de tortura que mutilava e causava grande sofrimento). Mas quando foram amarrar Catarina na roda, ela fez o sinal da cruz e a roda quebrou. Ao determinar sua execução, apareceu-lhe o Arcanjo Miguel para confortá-la e Catarina rezou suplicando que, em nome do seu martírio, Deus ouvisse as orações de todos aqueles que a ele recorressem e que tudo obtivessem por sua intercessão. Por fim, Catarina de Alexandria morreu decapitada mas ao invés de sangue saiu leite; por isso, as mães que amamentam recorrem também à sua intercessão.

O corpo de Catarina desapareceu milagrosamente, sendo transportado por anjos para o topo de Jebel Katerina, o pico mais alto da península do Sinai. Três séculos mais tarde, o seu corpo, incorrupto, foi encontrado por monges e levado para o Mosteiro da Transfiguração, onde algumas das suas relíquias e o seu nome ficaram até hoje.

Foi ouvindo a voz de Santa Catarina que Joana d'Arc encontrou a espada que usaria em sua missão e que mudaria a história da França. Junto de Santa Margarida e do Arcanjo São Miguel, era uma das vozes que falavam com ela e a instruíram na sua missão de salvar a França.

Santa Catarina é considerada padroeira dos estudantes, filósofos e professores e também invocada pelos que trabalham com rodas e contra acidentes de trabalho. No Brasil, é a padroeira principal do Estado e da Ilha de Santa Catarina e co-padroeira da Catedral metropolitana de Florianópolis.

A Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Historiadores e pesquisadores de tendência materialista acreditam que Catarina possa não ter existido de fato. Para eles a escassez de documentos históricos e o aspeto lendário de sua vida levam a crer que ela representa um ideal, talvez a versão cristã da filósofa Hipátia de Alexandria, cuja biografia apresenta exatamente os mesmos elementos da lenda de Catarina.

Em 1969, a Igreja Católica eliminou do Calendário Litúrgico Universal a celebração do dia 25 de novembro, em memória de seu martírio, em função da falta de documentos históricos de sua época. Essa retirada foi mal interpretada como uma cassação, pois Santa Catarina de Alexandria continua a ser legitimamente venerada nos calendários particulares das dioceses e paróquias. As razões da atual revisão histórica são: a) a descoberta de frescos dos séculos IX e VIII, em Roma e Nápoles, com a identificação de seu nome Ekaterina; b) perante essa descoberta, hoje não é mais possível afirmar sua inexistência com a falsa ideia de que seu culto começou apenas na época dos cruzados (que era justamente um dos argumentos para a tese de que ela não existia); c) devemos salientar o princípio de que não é o documento que está na origem do culto e que não parece científico negar sua historicidade a partir do argumento de escassez documental; d) devemos também frisar a distinção hermanêutica entre o núcleo histórico e lendário nas narrativas. Recentemente o Papa Bento XVI recolocou sua memória no calendário litúrgico mas como memória facultativa, mostrando claramente a fé da Igreja Católica em sua existência e intercessão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Catarina de Alexandria