Luteranismo

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Luteranismo
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Selo de Lutero
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O luteranismo é um ramo do cristianismo ocidental, identificado pela teologia de Martinho Lutero, pioneiro da Reforma da Igreja Católica na Alemanha, sendo a base teológica de todas as Igrejas Luteranas no mundo todo. Os esforços de Lutero para reformar a teologia e a prática na Igreja Católica deram início à Reforma Protestante, a partir de 95 Teses escritas em 1517, que foram disseminadas internacionalmente, difundindo as ideias da Reforma além da capacidade de controle por parte das autoridades governamentais e eclesiásticas.

A divisão entre os luteranos e os católicos romanos iniciou-se com o Édito de Worms,de 1521 que condenou Lutero e oficialmente proibiu cidadãos do Sacro Império Romano de defenderem suas ideias.

A divisão é centrada na Doutrina da Justificação. O luteranismo defende a doutrina da justificação " pela graça, somente através da fé em Cristo", o que ia contra a visão católica romana da " fé formada pelo amor " ou " fé e obras ".[1]

Ao contrário das Igrejas Reformadas, os luteranos mantêm um alto respeito pela autoridade dos Padres da Igreja, bem como por muitas das práticas litúrgicas e ensinamentos sacramentais pré-Reforma da Igreja Católica, com particular ênfase a Eucaristia, ou Santa Ceia. A Teologia luterana difere da Teologia Reformada na Cristologia, na finalidade da Lei de Deus, na graça divina, no conceito de perseverança dos santos e na predestinação. Como na maioria ramos do cristianismo, o luteranismo é dividido entre os campos Liberal e Conservador/Confessional.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo "luteranismo" foi cunhado como um termo pejorativo usado contra Lutero por Johann Eck, durante o Debate de Leipzig, em julho de 1519.

Lutero não concordava com o termo, descrevendo o movimento reformista como "Evangélico", palavra derivada do grego "εὐαγγέλιον", cujo significado é "boas novas". Os luteranos passaram a se auto-denominar assim apenas após o século XVI com o intuito de se diferenciar de outros grupos como os Calvinistas. Em 1597, teólogos em Wittenberg utilizaram o termo "Luterana" se referindo à verdadeira igreja.

Luteranismo[editar | editar código-fonte]

Martinho Lutero, um Católico Romano fervoroso, decidiu entrar para o claustro num mosteiro Agostiniano, sendo ordenado padre em 1507. Segundo alguns historiadores, isto ocorreu devido a um acontecimento sobrenatural, no qual ele sobreviveu a uma tempestade na estrada, após ter dito: "Ajuda-me Santa Ana! E torna-me-ei monge!".

No mosteiro, Lutero vivia em angústias e desespero por dúvidas que tinha sobre seus méritos espirituais. Quanto mais refletia, tanto mais cresciam suas dúvidas e incertezas. Não possuía, por isso, paz de alma e via Deus como um severo juiz pronto a castigar os pecadores.

Lutero tornou-se Doutor em Teologia e passou a lecionar na Universidade de Wittenberg. Sendo um dos privilegiados a ter acesso a uma Bíblia, Lutero desenvolveu nova visão teológica lendo as palavras de Romanos 1.17: "mas o justo viverá pela fé".[2] Ele dizia que o perdão e a vida eterna não são conquistados por nós mediante as obras, mas nos são dados gratuitamente mediante a fé em Jesus Cristo, o que Lutero afirmou com base na Epístola aos Efésios, capítulo 2, versículos 8 e 9: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie."[3]

Em 1517, na Alemanha, o professor e monge Martinho Lutero fixou à porta da Catedral de Wittenberg 95 teses criticando a atuação do Papa e do alto clero. Elas se propagaram rapidamente, mesmo com a intervenção da Igreja. Lutero foi apoiado por parte da população e pela nobreza que, desejosa de conquistar novas terras sob domínio de Roma (na região da atual Alemanha), o protegeram da perseguição do papa, poupando-o da fogueira, mas não da excomunhão.

Alguns exemplos dessas teses:

"Tese 27: Pregam a doutrina humana os que dizem que, tão logo seja ouvido o tilintar da moeda lançada na caixa, a alma sairá voando."

"Tese 32: Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de cartas de indulgência."

"Tese 86: Por que o papa, cuja fortuna é hoje maior que a dos mais ricos crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos a Basílica de São Pedro, em vez de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?"

Lutero, então, passou a participar de vários debates teológicos com autoridades civis e eclesiásticas que tentavam fazê-lo abrir mão de suas ideias e retratar-se de críticas à Igreja e ao Papa. Em 1520, Lutero foi excomungado pelo Papa e, no mesmo ano, queimou a Bula de Excomunhão em praça pública, rompendo assim com a Igreja Católica da época. Em 1530, surgiu a Confissão de Augsburgo que foi escrita por Lutero e Melanchthon, um fiel companheiro seu. Este documento trazia um resumo dos ensinos luteranos.

Uma das principais preocupações de Lutero era que todas as pessoas pudessem ler o livro no qual os ensinamentos da Igreja Católica estariam escritos e assim poderem tirar suas próprias conclusões. Por isto Lutero traduziu a Bíblia para o alemão para que todos pudessem lê-la em sua própria língua. Alguns anos mais tarde, a bíblia foi traduzida para o inglês, francês e espanhol as pessoas passaram a ler a Bíblia e terem suas próprias conclusões. Aos poucos a Igreja Católica foi perdendo poder e influência. Depois de Lutero, a Igreja Católica nunca mais conseguiu exercer o forte domínio sobre a Europa como tinha antes da Reforma Protestante.

As Confissões Luteranas[editar | editar código-fonte]

As Confissões Luteranas podem também ser consideradas como estandarte, em torno do qual os luteranos cerram fileiras em defesa de suas visões doutrinárias da Escritura sagrada contra o erro, ou podem ser consideradas como uma bandeira, à qual os mestres da igreja prestam juramento de fidelidade. Cada membro da Igreja Luterana deve subscrever não apenas a Bíblia, mas também as confissões como exposição correta das doutrina bíblicas. Para o leigo isto significa, ao menos, o Catecismo de Lutero; para o pastor e professor significam todas as confissões adotadas pela Igreja Luterana.

Em suas constituições, os grupos luteranos – congregações, bem como sínodos – geralmente definem sua posição doutrinária mais ou menos nestas palavras: "Confessamos que os livros canônicos do Antigo e do Novo Testamento são a palavra de Deus inspirada e, portanto, a única regra de fé e vida, e que as confissões da Igreja Luterana são uma exposição correta das doutrinas desta palavra". Por que esta firme insistência, como resumido nas confissões luteranas? Porque para luteranos não pode haver nada mais importante do que as doutrinas expostas conforme sua interpretação da Bíblia.

Em vista do precedente, segundo sua interpretação, o termo "igreja" jamais deveria ser empregado para definir um grupo religioso que não pertence ao Senhor como seu corpo (Ef. 1.22,23). Uma seita que, de acordo com sua visão, nega a divindade de Jesus, como a dos unitaristas não deveria ser chamada igreja.

Escreve Lutero nos Artigos de Esmalcalde: "Graças a Deus, (hoje) uma criança de sete anos de idade sabe o que é a igreja, a saber, os santos crentes e cordeiros que escutam a voz do seu Pastor" (parte III, art. XII, cf. Livro de Concórdia, p. 338). Em seu Catecismo Maior, ele apresenta essa definição clássica: "Eu creio que há sobre a terra um pequeno grupo santo e congregação de santos puros sob uma cabeça, Cristo, chamados pelo Espírito Santo para uma fé, uma mente e uma compreensão, com dons multiformes, entretanto concordando em amor, sem seitas nem cismas. Também faço parte do mesmo, sendo participante e co-proprietário de todos os bens que possui, trazido a ele e incorporado nele pelo Espírito Santo pelo ouvir e pelo continuar a ouvir a palavra de Deus, que é o processo de iniciação nele. Pois, anteriormente, antes de termos alcançado isto, pertencíamos ao diabo, nada sabendo de Deus e de Cristo. Assim, até o último dia, o Espírito Santo permanece com a santa congregação, ou cristandade, por intermédio da qual ele nos traz a Cristo, e é ela que o Espírito Santo utiliza para nos ensinar a pregar a palavra; pela igreja ele age e promove a santificação, fazendo-a crescer diariamente e fortalecendo-a na fé e nos frutos que ele faz produzir". (O Credo. Art. III, cf. Livro de Concórdia, p. 454).

A Confissão de Ausburgo[editar | editar código-fonte]

A Confissão de Ausburgo é o documento que Felipe Melanchton escreveu e que foi apresentado, como sendo o testemunho luterano, ao imperador Carlos V e à Dieta do Santo Império Romano, a 25 de junho de 1530. Compõe-se de vinte e oito artigos. Destes, os primeiros vinte e um apresentam a doutrina luterana e sintetizam os ensinamentos de Lutero. Eles tentam provar que os luteranos não estavam ensinando novas doutrinas, contrárias às Escrituras Sagradas, e que não constituíram uma nova seita religiosa. Os artigos XXI a XXVIII pretendem tratar dos abusos medievais que os luteranos tinham corrigido.[4]

Sua leitura angariou prosélitos importantes. O bispo Stadion de Ausburgo teria afirmado: "O que foi lido é a pura verdade, e nós não podemos negá-lo". Quando João Eck, um dos mais ativos adversários de Lutero, supostamente disse ao duque Guilherme da Baviera que ele era capaz de refutar a Confissão de Ausburgo com os pais eclesiáticos, mas não com as Sagradas Escrituras, Guilherme teria respondido: "Assim, pois, ouço que os luteranos estão com a Escritura e nós, que seguimos o pontífice, fora dela".

Os credos ecumênicos[editar | editar código-fonte]

Em resposta à acusação de que a Igreja Luterana se desviou da antiga fé da Igreja Cristã e era, por isso, uma nova seita, os pais luteranos oficialmente declararam sua concordância total com os credos ecumênicos. No prefácio da Fórmula de Concórdia declararam: "E porque imediatamente depois do tempo dos apóstolos e mesmo enquanto eles ainda viviam, falsos mestres e hereges se levantaram, símbolos, isto é, confissões breves e concisas, foram compostos contra eles na igreja primitiva, que foram considerados como a unânime, universal fé cristã e a confissão da Igreja Ortodoxa e verdadeira, a saber, o Credo Apostólico, o Credo Niceno, e o Credo Atanasiano; juramos fidelidade a eles, e deste modo rejeitamos todas as heresias e doutrinas, que, contrárias a eles, têm sido introduzidas na igreja de Deus".

A primeira confissão da fé cristã foi o Credo Apostólico. Divergências posteriores levaram à formulação do Credo Niceno (325) e do Credo Atanasiano (451). Essas três confissões são conhecidas como Credos Ecumênicos ou Universais.

Contudo, com o passar dos tempos, segundo a visão Luterana, a igreja foi se desviando da verdade bíblica. Vozes que clamavam contra o erro foram silenciadas. Martinho Lutero, monge agostiniano, doutor em Teologia e professor da Bíblia na Universidade de Wittemberg, Alemanha, postulou que a igreja estava desviada da verdade bíblica. A Igreja Luterana vê em Lutero um instrumento de Deus para reconduzir a igreja às verdades bíblicas e considera ainda que Deus preparou outros homens fiéis que participaram da causa da Reforma.

Os seguintes documentos formam as Confissões Luteranas:

  • Catecismo Menor (1529), um resumo de interpretações bíblicas, escritas para o povo[5] .
  • O Catecismo Maior (1529), as mesmas interpretações detalhadamente explicadas para adultos.
  • A Confissão de Augsburgo (1530), a principal confissão luterana.
  • A Apologia (1531), uma defesa da Confissão de Augsburgo.
  • Os Artigos de Esmalcalde (1537) reafirmam os ensinos da Confissão de Augsburgo e expõem, com mais profundidade, a doutrina da Ceia do Senhor, segundo a visão Luterana.
  • A Fórmula de Concórdia (1577), que define o pecado original, a impossibilidade de o homem salvar-se por suas próprias forças e a pessoa e obra de Cristo.

As Confissões foram reunidas no Livro de Concórdia, em 1580, que é aceite hoje por muitas igrejas luteranas no mundo. Essas igrejas afirmam: " Aceitamos todos os livros canônicos das Escrituras Sagradas do Antigo e Novo Testamentos, como palavra infalível de Deus e, como exposição correta da Escritura Sagrada, aceitamos os livros simbólicos reunidos no Livro de Concórdia." A Escritura ou Bíblia Sagrada é a única norma na igreja para doutrina e praxe.

Luteranismo mundial[editar | editar código-fonte]

Atualmente, a Igreja Luterana está presente em todos os continentes habitados, congregando milhões de pessoas. De acordo com a Federação Luterana Mundial (LWF), o número total de luteranos, incluindo os não membros da LWF, é de aproximadamente 75 milhões.

Segundo alguns dados levantados no período de 2011/2013 o número de Luteranos ultrapassa a marca dos 80 000 000.

Hoje, mundo afora, existem cerca de 250 ramos Luteranos, entre estes, mais de 160 igrejas estão filiadas a (LWF) Federação Luterana Mundial e mais 50 fazem parte do (ILC) Concílio Luterano Internacional. As demais Igrejas Luteranas estão na sua maioria filiadas à Conferência Luterana Confessional e várias outras se intitulam Comunidades Luteranas Independentes.

As maiores igrejas de cunho luterano atualmente são as igrejas da Suécia (6,4 milhões); Tanzânia (6,2 milhões); e Etiópia (6,1 milhões).

Recentemente, os Luteranos veem um singelo crescimento no número de seguidores ao redor do mundo. A Igreja Luterana na América do Norte, América Latina, Caribe e Europa vem experimentando uma redução no número de membros, no entanto vem apresentando um grande crescimento no continente asiático e africano.

O luteranismo é o maior grupo religioso na Dinamarca, nas Ilhas Faroé, na Gronelândia, na Islândia, na Noruega, na Suécia, na Finlândia, na Estônia, na Letônia, na Namíbia, e em alguns estados no norte do EUA.

O luteranismo ainda é o maior grupo cristão protestante da Alemanha (20% da população), da Lituânia, da Polônia, da Áustria, da Eslováquia, da Eslovênia, da Croácia, da Sérvia, do Cazaquistão, do Tajiquistão, de Papua Nova Guiné, do norte de Sumatra na Indonésia, e da Tanzânia.

Embora a Namíbia seja o único país fora da Europa a ter uma maioria luterana, há número considerável de ​​luteranos em outros países africanos como Nigéria, República Centro Africana, Chade, Quênia, Malawi, Congo, Camarões, Etiópia, Zimbabwe e Madagáscar, nações onde a população luterana ultrapassa dos 100. 000.

Além destes, os seguintes países também têm considerável população ​​luterana: Holanda, Canadá, Reino Unido, França, República Checa, Hungria, Eslováquia, Brasil, Malásia, Índia, Indonésia, África do Sul e os Estados Unidos

O luteranismo é a religião oficial do Estado na Noruega, Islândia, Dinamarca, Groenlândia e nas Ilhas Faroé.A Finlândia tem a sua igreja luterana estabelecida como igreja nacional. Da mesma forma, a Suécia também tem sua igreja nacional, que era a religião oficial do Estado até o ano de 2000. A igreja da Suécia ainda não é inteiramente livre, seu status como "Igreja Evangélica Luterana" ainda é regida pela lei civil. Mas, desde 2000, nomeia seus próprios bispos, etc.

A distribuição dos Luteranos hoje se encontra da seguinte forma:

Europa: 37 milhões; África: 22 milhões; Ásia: 11 milhões; América: 10 milhões.

Os países com o maior número de Luteranos hoje são:

Igreja da IECLB em Carambeí

1º) Alemanha: 13,0 milhões; 2º) Estados Unidos: 7,9 milhões; 3º) Suécia: 6,4 milhões; 4º) Tanzânia: 6,1 milhões; 5º) Etiópia: 6,1 milhões; 6º) Indonésia: 6,0 milhões; 7º) Finlândia: 4,4 milhões; 8º) Dinamarca: 4,2 milhões; 9º) Madagascar: 4,0 milhões; 10º) Noruega: 3,9 milhões;

O luteranismo brasileiro[editar | editar código-fonte]

No ano de 1532 chegou ao Brasil o primeiro luterano, Heliodoro Heoboano, filho de um amigo de Lutero, que aportou em São Vicente.

A primeira comunidade Luterana foi a de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro organizada em 1824 por Friedrich Osvald Sauerbronn o primeiro pastor luterano no Brasil. O luteranismo se estabeleceu e expandiu em solo brasileiro através da Imigração alemã no Brasil. No Rio Grande do Sul o primeiro pastor luterano Georg Ehlers chegou com a terceira leva de imigrantes à São Leopoldo em 1824.

Dessas comunidades luteranas iniciais, surgiram vários sínodos que foram se aglutinando e hoje formam especialmente duas igrejas: Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) e, posteriormente, a Igreja Evangélica Congregacional do Brasil (IECB) e o Cristianismo Decidido. Existem outras igrejas menores como a Igreja Luterana Livre, a Igreja Evangélica Luterana Independente que é proveniente das comunidades livres, a Igreja Luterana Nova Aliançaigreja-evangelica-ielli.comunidades.net Espaço Esperança - Igreja da Renovação Luterana do Brasil e a Igreja Luterana da Renovação.

No século XIX, após a ordem de unificação dos luteranos com os reformados sob o comando do estado, na Prússia, o maior estado da Alemanha desta época, muitos dos que não concordaram com esta decisão, defendendo a distinção entre Igreja e Estado, emigraram para a América do Norte, fundando, em 1849, o "Sínodo de Missouri, Ohio e outros estados", que hoje é a LC-MS (Lutheran Church - Missouri Synod).

Assim,enquanto a maioria dos luteranos que chegaram ao Brasil em 1824 eram provenientes da linha estatal alemã, que gerou os diversos sínodos que deram origem à IECLB, a IELB é fruto de missão da igreja norte-americana a partir de 1900, que veio atendendo pedidos de luteranos no Brasil que desejavam atendimento daquele Sínodo Luterano[6] . Como haviam poucos pastores para tantas comunidades, algumas inicialmente atendidadas pela IECLB passaram a fazer parte da IELB, a exemplo da Igreja Luterana do Bom Jardim, em Ivaí, PR.

Ocorreu, também, a carência de pastores para atender a demanda dos imigrantes alemães ante a ausência de uma Escola Superior de Teologia, que formasse pastores no Brasil. Assim, comunidades luteranas foram atendidas pela Igreja Congregacional Argentina, formando, posteriormente, a Igreja Congregacional do Brasil, a IECB no Rio Grande do Sul, considerada luterana na sua essência. Vale destacar, ainda, o Cristianismo Decidido, que é um movimento jovem surgido na igreja luterana no Paraná, inspirado pelo mesmo movimento na Alemanha.

Em 1 de julho de 1900, foi fundada uma congregação luterana no município de São Pedro, RS. Esta congregação enviou o chamado para um pastor do Sínodo de Missouri. Este pastor, reverendo W. Mahler, veio em 1901.

Templo da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), em Schroeder - SC. Congregação Cristo. Atualmente o maior templo da IELB na América Latina.

O número total de luteranos no Brasil, atualmente, é de aproximadamente 1 milhão[7] .

Distribuição de luteranos no Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Martinho Lutero. Catecismo Menor - 36ªedição. São Paulo: [s.n.], 2013.
  2. Bíblia Sagrada, Versão por João Ferreira de Almeida, Revisada e Atualizada (RA)
  3. Bíblia Sagrada, Versão por João Ferreira de Almeida, Revisada e Atualizada (RA)
  4. Portal Luteranos - História e Prefácio.
  5. Portal Luteranos - Catecismo Menor.
  6. Portal Luteranos - IECLB.
  7. JACOB, C.R.; HEES, D.R.; WANIEZ, P.; BRUSTLEIN, V.. Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais no Brasil. São Paulo: PUC-Rio - Edições Loyola, 2003. ISBN 85-15-02719-4.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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