Billy Graham

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Billy Graham
Nome completo William Franklin Graham Jr
Nascimento 7 de novembro de 1918 (95 anos)
Charlotte, Carolina do Norte, Estados Unidos
Nacionalidade  Estados Unidos
Cônjuge Ruth Graham (1943–2007)
Ocupação Evangelista
Prêmios Prêmio Sylvanus Thayer (1972)

William Franklin "Billy" Graham Jr (Charlotte, 7 de Novembro de 1918) é um pregador batista norte-americano. Foi conselheiro espiritual de vários presidentes americanos. Foi ainda o mais proeminente membro da Convenção Batista Sulista dos EUA.

Graham já pregou pessoalmente para mais pessoas do que qualquer pregador da história ao redor do mundo. De acordo com a sua equipe, a partir de 1993, mais de 2,5 milhões de pessoas tinham "Um passo à frente em suas cruzadas para aceitar Jesus Cristo como seu Salvador pessoal". A partir de 2008, a audiência de Graham's lifetime, incluindo rádio e televisão, superou 2,2 bilhões.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Nascido em uma fazenda leiteira em Charlotte, Carolina do Norte, Billy Graham foi levado pelos pais para a Associação de Igrejas Presbiterianas Reformadas, Frank Graham e Morrow Coffey Graham, que mudou a denominação Batista Sulista em 1934 durante um encontro presbiteriano, conduzido pelo pastor Mordecai Ham. Graham foi ordenado no ministério Batistas Sulista em 1939.

Após terminar o ensino médio na Escola Sharon (Sharon High School) em Maio de 1936, Graham foi para a Faculdade Bob Jones (Bob Jones College), agora chamada de Universidade Bob Jones (Bob Jones University), localizado na cidade de Cleveland, no Tennessee, mas achou extremamente sectário e transferiu para o Instituto Bíblico da Flórida, agora Faculdade Trinity da Flórida (Trinity College of Florida), e terminou o curso de teologia na Faculdade de Wheaton (Wheaton College), no estado de Illinois em 1943. Durante o tempo que esteve na Faculdade de Wheaton, Graham afirmou que a Bíblia é a "palavra infalível de Deus".

Ainda em 1943, Graham se juntou à Henrietta Mears da Primeira Igreja Presbiteriana de Hollywood que foi de ajuda imprenscindível para a escolha do primeiro acampamento criado por ele chamado de Forest Home Christian Camp (agora chamado de Forest Home Ministries), às margens do lago Big Bear (Grande Urso) localizado no sudoeste da Califórnia.

Família[editar | editar código-fonte]

Billy Graham casou-se em 1943 com Ruth Bell que depois passou a se chamar Ruth Graham, filha de missionários presbiterianos na China, o pai dela L. Nelson Bell era cirurgião geral e destacado membro na história da antiga Presbyterian Church in the United States. Poucas pessoas tiveram mais influência em Billy Graham do que o Dr. Bell.[1] O casal tem 5 filhos, 19 netos e 28 bisnetos. Os filhos Franklin Graham e Anne Graham Lotz também são evangelistas, e atualmente controlam os negócios do pai, parcialmente aposentado devido à idade avançada, ao mal de Parkinson e a outras doenças. Em 14 de junho de 2007, faleceu a Sra. Ruth Bell Graham em Montreat, Carolina do Norte, na casa do casal Graham.

Ministério[editar | editar código-fonte]

Após graduar em Wheaton, Graham foi co-fundador da Youth for Christ (Mocidade para Cristo) junto com o evangelista Charles Templeton. Ele viajou como evangelista por todo os Estados Unidos e Europa levando os ensinamentos cristãos. Graham planejou uma série de missões em Los Angeles em 1949 e as missões levaram 8 semanas, mais do que o planejado que eram 3 semanas. Ele liderou as missões em Londres que duraram 12 semanas, e uma missão na cidade de Nova York na Madison Square Garden em 1957 que durou 16 semanas. Do começo até o fim do seu ministério, Graham desfrutou de uma reputação privilegiada devido às suas cruzadas serem feitas em lugares onde outros evangelistas consideravam impossível. Durante a Guerra Fria, Graham falava a grandes multidões em países da Europa Oriental e na União Soviética. Durante o Apartheid, Graham foi constantemente recusado à visitar a África do Sul, até que o governo finalmente permitiu que pudessem fazer a cruzada. A primeira cruzada de Graham na África do Sul ocorreu a partir de 1973. Ele usou a cruzada para denunciar o Apartheid ocorrido no mundo. Graham foi um dos poucos pregadores que conseguiram falar na Coréia do Norte. Graham se opôs a segregação racial durante os anos 1960 e pagava fiança de Martin Luther King, sempre quando era preso nas cadeias do sul dos Estados Unidos durante a era dos direitos civis nos anos 1960.

Vida empresarial[editar | editar código-fonte]

Graham foi presidente da faculdade batista, a Faculdade do Noroeste em Minnesota entre 1948 e 1952. Fundou a Associação Evangelística Billy Graham, em 1950, tendo como sede na cidade de Minneapolis. A Associação mudou-se para a cidade de Charlotte, na Carolina do Norte. Na AEBG (em inglês BGEA) estão incluídos:

  • 'Hour of Decision', programa de rádio ouvido em todo o mundo há mais de 50 anos.
  • Especiais de missões na televisão que são regularmente transmitidos nos horários nobres em quase todos os comerciais dos Estados Unidos e Canadá.
  • Uma coluna semanal de jornal, chamada 'My Answer', feito por notícias de jornais de todo os EUA.
  • Uma revista, chamada 'Decision magazine', que é a publicação oficial da AEBG.
  • O periódico evangélico mensal 'Founded Christianity Today' criado em 1956 tendo Carl Ferdinand Howard Henry como primeiro editor.
  • O site Passageway.org, um site dedicado ao público jovem da AEBG.
  • A produtora de cinema 'World Wide Pictures', responsável pela criação e distribuição de mais de 130 filmes dedicados ao evangelismo.

Cruzadas[editar | editar código-fonte]

Billy Graham junto com Richard Nixon em 28 de Maio de 1970 em uma das suas cruzadas

Em suas chamadas "cruzadas", eventos evangélicos de massa que organizava desde 1948 em estádios, parques e outros locais públicos, Billy Graham já alcançou uma audiência direta de quase 210 milhões de pessoas em 185 países. O foco de seus sermões geralmente é "Jesus Cristo é o único Caminho de Salvação."

A primeira "cruzada" feita com sucesso ocorreu na Austrália, em 1959. Esta cruzada foi considerada o início da evangelização em massa na história australiana e teve efeitos consistentes no crescimento do protestantismo em todo o mundo, tendo como consequência uma criação de numerosas igrejas em um período de 15 anos.

A partir de 1949, Graham sai da obscuridade devido a influência dos dois principais jornalistas americanos da época, William Randolph Hearst e Henry Luce. O interesse de Hearst em Grahan permanece um mistério, porque ambos nunca se encontraram. Muitos acreditam, entretanto, que as falas patrióticas do pastor vieram ao encontro do pensamento anti-comunista de Hearst. O fato é que, depois de ter visto uma de suas cruzadas em Los Angeles em 1949, William Randolph Hearst enviou um telegrama aos editores do jornal com a seguinte mensagem: "Puff Graham"(promovam Graham), e o resultado foi o aumento da exposição da mídia que causou ao evento uma duração de 8 semanas - 5 semanas mais longa do que o planejado. Já Henry Luce definiu seu apoio ao colocar Billy Graham como capa da revista Time em 1954.

Em 24 de Junho de 2005, Billy Graham iniciou o que seria a sua última cruzada pela América do Norte, no Flushing Meadows Park em Nova York. Mas em Março de 2006, Billy Graham organizou o "Festival da Esperança", junto com o seu filho, Franklin Graham. O festival organizado em Nova Orleans, tinha como objetivo a recuperação da cidade depois da passagem do Furacão Katrina. Mais de 1.360 pessoas foram convertidas durante o evento, que foi apoiado nas 215 igrejas em volta da aérea metropolitana de Nova Orleans.

Após a doença do pai, Franklin Graham cuida da instituição e das cruzadas e seu filho , Will Graham, organiza cruzadas entre os jovens. As cruzadas não tem lugar específico, podendo ser em uma larga avenida, estádio, parque ou na rua. Graham conseguiu organizar um "exército" de mais de 5 mil pessoas formando um gigantesco coral que cantam músicas, convidando as pessoas a participar.

Lugares onde ocorreram as Cruzadas[editar | editar código-fonte]

Cidade País Ano da Cruzada
Los Angeles Estados Unidos 1949
Londres Inglaterra 1954
Glasgow Escócia 1955
Nova York Estados Unidos 1957
Rio de Janeiro Brasil 1960
Paris França
Melbourne Austrália
Zurique Suíça
Frankfurt Alemanha
Roterdã Holanda
Gotemburgo Suécia
Aarhus Dinamarca
Rio de Janeiro Brasil 1974
Little Rock [[united states

]]||1990

Buenos Aires Argentina
San Juan Porto Rico 1995
Toronto Canadá
Ontário Canadá
Cleveland Estados Unidos
Anaheim Estados Unidos
Atlanta Estados Unidos
Sacramento Estados Unidos
Charlotte Estados Unidos
Minneapolis Estados Unidos
San Jose Estados Unidos 1997
San Diego Estados Unidos
Pasadena Estados Unidos
Nova York Estados Unidos
St. John's Canadá
Recife Brasil 2000
Angola 2006
Manila Filipinas 2006
Nova Orleans Estados Unidos 2006
São Paulo Brasil 2008

Política[editar | editar código-fonte]

Politicamente, Graham foi registrado como membro do Partido Democrata Americano, apesar de que nos últimos anos, ele adotou uma posição flexível, escolhendo o partido mais apropriado para expor as suas idéias. Ele tem relações com os ex-presidentes Dwight Eisenhower, Richard Nixon, Lyndon B. Johnson, Bill Clinton, e da família Bush. Ele desfrutou de um relacionamento extremamente restrito com o ex-presidente Richard Nixon e em 1960 ajudou-o na campanha para presidente dando um forte suporte dos protestantes evangélicos, principalmente presbiterianos e batistas, que estavam preocupados com a candidatura do católico romano, John Kennedy. Após a vitória presidencial de Nixon em 1968, Graham foi o conselheiro oficial, visitando com frequência a Casa Branca, servindo ocasionalmente serviços privativos religiosos para os presidentes americanos desde então. A apenas dois dias das eleições presidenciais de 2000, Graham foi chamado para fazer a oração no café da manhã presidencial na Flórida com George W. Bush que depois foi chamado formalmente para endossá-lo pelos seus atendimentos espirituais.

Funerais de estado[editar | editar código-fonte]

Em 14 de Setembro de 2001, após os ataques de 11 de Setembro, Graham organizou um culto na Washington National Cathedral (Catedral Nacional de Washington) a pedido do presidente George W. Bush e de outros líderes políticos dos Estados Unidos.

Graham foi ministro de vários presidentes, sendo responsável pelo culto religioso por um funeral presidencial e um enterro presidencial. Graham presidiu os serviços funerários do ex-presidente Lyndon B. Johnson em 1973 e tomou parte no funeral do governador texano John Connally, que foi um grande amigo de Lyndon Johnson e que se feriu no assassinato do presidente John F. Kennedy.

Em Junho de 1993, Graham realizou dois cultos funerários oficiais em menos de um mês: primeiro foi o funeral de de John Connaly e uma semana depois, o da primeira-dama Pat Nixon.

Ele realizou também o culto funerário de Richard Nixon em 1994. Devido ao mal de Parkinson, Graham ficou incapaz de comandar o funeral de estado de Ronald Reagan em 11 de Junho de 2004 que foi substituído pelo reverendo John Danforth que é senador repúblicano do estado do Missouri, e recebeu a sugestão de uma possível substituição para comandar os próximos funerais de estado americanos, aconselhado pelo ex-presidente George H. W. Bush. Devido à problemas de saúde, Billy Graham não pode celebrar o culto do funeral de estado do ex-presidente Gerald R. Ford em Washington em 2 de Janeiro de 2007.

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Em 2002, Billy Graham foi alvo de polêmica nos Estados Unidos, devido à divulgação de algumas fitas ("Richard Nixon tapes") por parte da Casa Branca, gravadas 30 anos antes, em que ele conversava com o ex-presidente em tom que foi considerado anti-semita, sobre um alegado "controle dos judeus sobre a mídia norte-americana", o qual deveria "ser quebrado", caso contrário "terminaria afundando o país". Quando da divulgação das fitas, Graham reuniu-se com líderes judeus, disse não se lembrar do conteúdo das conversas, mas pediu perdão pelos comentários, que "não refletiam seu pensamento".

Outra polêmica suscitada em relação a Billy Graham teria sido sua aproximação com os católicos ao encontrar-se com o Papa João XXIII em 1963, retornando ao Vaticano, em janeiro de 1982. Para alguns grupos de evangélicos estas visitas aos papas são até hoje interpretadas como atos de apostasia, bem como os seus posicionamentos mais flexíveis dentro da doutrina cristã.

Doença[editar | editar código-fonte]

Graham já planejava a sua saída devido a problemas de saúde. Ele sofre de mal de Parkinson há mais de 15 anos, causando acúmulo de fluido em seu cérebro e com isso pneumonia, osteoporose, ossos quebradiços e recentemente revelado que ele sofre de câncer de próstata. Devido à sua doença, Billy Graham entregou o cargo para o seu filho mais velho, Franklin Graham.

Medalhas e honras[editar | editar código-fonte]

Billy Graham recebeu Congressional Gold Medal (Medalha de Ouro Congressista); o prêmioTempleton Foundation Prize for Progress in Religion (Prêmio Fundação Templeton para o progresso da religião); o Prêmio Sylvanus Thayer para o compromisso do "Cargo, Honra e País" e o prêmio Ronald Reagan Presidential Foundation Freedom Award (Prêmio Fundação da Liberdade Ronald Reagan) pelas contribuições para as causas da fé e da liberdade.

Graham recebeu o prêmio Big Brother of the Year Award (Prêmio Grande Irmão do Ano) pelo o seu trabalho em nome do bem-estar das crianças. Ele foi citado no George Washington Carver Memorial Institute (Instituto Memorial George Washington Carver) pela suas contribuições as relações entre os povos.

Em 1999, Graham foi introduzido no Hall da Fama da música Gospel[2] pelo seu incentivo à carreira de diversos artistas deste segmento.

Em Dezembro de 2001 foi presenteado com a honraria Knight Commander of the Order of the British Empire (Comandante Fidalgo da Ordem do Império Britânico), pela suas contribuições internacionais civis e religiosas durante os 60 anos. Ele foi reconhecido pela Anti-Defamation League (Liga Anti-Defamatória) e a National Conference of Christians and Jews (Conferência Nacional dos Cristãos e Judeus) pela sua dedicação para um melhor entendimento de todas as religiões.

Billy Graham esteve por 4 vezes no Brasil, a ultima vez foi em 2008, essa foi a sua ultima cruzada no Brasil, ocorreu no Rio de Janeiro.

Juliana Miranda

Referências

  1. The Billy Graham Museum (em Português, "O Museu Billy Graham"), Wheaton, Illinois.
  2. Billy Graham - Gospel Music Hall of Fame