Aimee McPherson

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Aimee Semple McPherson
Conhecido(a) por Fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular
Nascimento 9 de outubro de 1890
Ingersoll, Ontário, Canadá
Morte 27 de setembro de 1944 (53 anos)
Oakland, Califórnia, Estados Unidos
Residência Forest Lawn Memorial Park (Glendale)
Progenitores Mãe: Mildred Ona Pearce
Pai: James Morgan Kennedy
Cônjuge Robert James Semple (morto 1910)
Harold Stewart McPherson (divorciado 1921)
David Hutton (divorciado 1931)
Filho(s) Roberta Semple Salter
Rolf McPherson

Aimee Semple McPherson (Ingersoll, Ontário, Canadá, 9 de Outubro de 1890 – 27 de Setembro de 1944), nascida como Aimee Elizabeth Kennedy e também conhecida como Irmã Aimee foi uma evangelista e celebridade de mídia entre os anos de 1920 e 1930.[1] Ela fundou a Igreja do Evangelho Quadrangular.[2] Aimee tem sido destacada como uma pioneira no uso da mídia moderna, especialmente rádio, o qual ela inspirou-se pelo seu crescente uso no entretenimento popular norte-americano.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e Juventude[editar | editar código-fonte]

Aimee Elizabeth Kennedy nasceu em uma fazenda em Salford, Ontario, Canada.[3] Seu pai, James Kennedy, era um fazendeiro.[4] A jovem Aimee foi primeiramente exposta a religião através da sua mãe Mildred, conhecida como "Minnie". O trabalho posterior de McPherson na difusão do Evangelho foi o resultado da observação do trabalho de sua mãe com os pobres no Exército da Salvação cozinhando sopas.

Quando criança ela brincava de "Exército da Salvação" com seus colegas de classe e em casa reunia uma congregação com as suas bonecas, dando-lhes um sermão.[5] Na adolescência, Aimee desviou-se dos ensinamentos da sua mãe lendo romances, indo ao cinema e à bailes, os quais eram fortemente desaprovados pelo Exército da Salvação. No colegial, ela foi ensinada sobre a Teoria da Evolução de Charles Darwin[6] , isto lhe fez questionar os pastores locais sobre fé e ciência, contudo ficou descontente com a falta de respostas que recebeu.[7] Ela, então, enviou uma carta ao jornal canadense, Family Herald and Weekly Star, perguntando por que os contribuintes apoiavam o ensino da evolução nas escolas públicas.[8] Ainda estando no colegial, Aimee iniciou uma cruzada contra a evolução, iniciando uma labuta por toda a vida.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Robert e Aimee Semple (1910)

Em dezembro de 1907, foi com seu pai a uma Reunião de Avivamento, promovida por Robert Semple, evangelista irlandês. A mensagem de Robert, a toca profundamente, mas, ainda assim Aimee tentou fugir procurando por três dias se distrair das palavras do evangelista em músicas de jazz. Mas três dias após aquela pregação, voltando para casa de trenó, Aimee se converteu.

Daí pôr diante Aimee passou a buscar a presença de Deus. Muitas indagações surgiram na mente de Aimee sobre o Ministério da Mulher, sanadas pela Bíblia.

Na primavera, Robert Semple, o evangelista, vindo de Stanford, vai visitar algumas crianças doentes.

Conversando, Robert lhe diz: Sei que tem apenas 17 anos, mas eu a amo de todo coração. Logo vai fazer 18. Quer casar-se comigo e ir em minha companhia para a China? Aimée o aceitou.

Robert falou com os pais de Aimée, pedindo consentimento, e de maneira simples e franca tiveram sua bênção. No dia 22 de agosto de 1908 se casaram. E, segundo Aimée, ele foi o seu Seminário Teológico, seu mentor espiritual, seu marido terno, paciente e dedicado. Para ajudar no salário como evangelista, Robert trabalhou numa fábrica de caldeiras. Os dias melhoraram e ele foi chamado para Londres, Ontário e Chicago. Ele trabalhava incansavelmente para Deus, e Aimée fazia as tarefas menores, cuidava da casa, tocava piano e orava com os convertidos. "Vamos para a China em seis semanas", anunciou Robert certa noite. "Vamos colher pérolas amarelas para a coroa que depositaremos aos pés do Salvador".

Na China[editar | editar código-fonte]

Ao pregarem numa igreja de italianos, para se despedirem, foram surpreendidos com ofertas em dinheiro, cheques, ouro, etc. Quando chegaram em casa, a soma deu para as passagens e um pouco mais. Depois de pregarem no Canadá voltaram a Ingersoll para se despedirem dos pais de Aimée. Daí seguiram para Irlanda, a fim de visitar e também se despedirem da família de Robert. Aimee está grávida.

Primeiro passariam na Inglaterra. Em Londres iriam procurar Cecil Polhill, o milionário cristão que, com certeza, os ajudaria a chegar ao seu almejado destino. Ali, Aimée fez a sua primeira pregação, numa convenção onde estavam reunidas cerca de 15 mil pessoas.

A oferta feita pôr Polhill os levara à China. Lá chegando, os missionários vestidos de branco, exclamaram: "Ei, vocês aí. Bem vindos à China!" Ficaram algum tempo numa grande missão e foram iniciados sobre a maneira e os meios de começar suas tarefas. Logo depois de sua chegada, Robert começou a pregar o Evangelho através de um intérprete, e Aimée a procurar uma casa.

Foi acometida de malária tropical, ficando um mês, dia e noite, no leito. A sua única preocupação era a criança. Robert também caiu doente, tentou relutar e, com muito esforço, deixou a cama para lutar pela vida, mas a cada dia foi piorando, prostando-se no hospital, mas Robert acabou morrendo desta doença.

Devagar, ganhando velocidade aos poucos, o Empress foi deixando a linha costeira da China, levando Aimée e sua filha com apenas 13 semanas, de volta para América, ela pensava que agora teria que decidir tudo sozinha, resolvendo procurar bons amigos de Robert, buscando uma orientação para sua nova vida.

Dificuldades pessoais e ministeriais[editar | editar código-fonte]

Com a morte de Robert Semple, Aimée começa a passar por dificuldades financeiras e também necessita dedicar mais tempo a sua filha, pois estava com a saúde muito fragilizada, seus problemas pessoais cada dia mais dificultavam sua vida ministerial.

Em meio a tantas dificuldades pessoais e ministeriais, Aimee Semple aceitou casar-se com Harold McPherson; seria a oportunidade de reconstruir um lar seguro para ela e sua filha, também a oportunidade de desenvolver o seu ministério com mais tranqüilidade. Durante algum tempo o marido de Aimée passou por dificuldades financeiras, ela começou a arrecadar ofertas para o Exército de Salvação, com isso conseguia ajudar nas despesas da casa. Neste período engravidou; quando seu filho Rolf McPherson nasceu teve que parar de trabalhar. Dedicando-se totalmente aos filhos e a rotina do lar, tendo que deixar sua chamada, Aimée caiu num estado de depressão, adoecendo gravemente e foi levada a um hospital. Aimée pedia a cura a Deus, mas a cada pedido ouvia o Senhor dizendo: "Tu irás? Pregarás a palavra?". Mas somente depois de um ataque repentino de apendicite que a levou a 5 operações em um mesmo dia, chegando ao ponto de pedir a morte, durante a madrugada ouviu a voz do Senhor: "Agora tu irás?"; quase sem forças respondeu-lhe: "Sim, Senhor, eu irei".

Em 15 dias ela estava totalmente recuperada. Não se sentindo forte, para entrar em discussão com seu marido e sogra quanto ao seu chamado, resolveu partir com seus filhos, voltando para o ponto de origem, Canadá. Encontrou total apoio de seus pais, que se ofereceram para cuidarem de seus filhos, telegrafou para seu marido pedindo que ele fosse ao seu encontro. Aimée participou de um encontro pentecostal em Ontário, onde teve um novo encontro com Deus, assim iniciando o seu ministério no Canadá, apesar de na época ser raro uma pregadora, foi respeitada e aceita pelos sinais que Deus operava através de sua vida.

Ministério[editar | editar código-fonte]

Em sua primeira campanha em Mount Forest, em 1915, McPherson mandou-lhe um telegrama para que voltasse para sua casa. Ela não aceitou, e ele veio ao seu encontro e ouvindo uma de suas pregações reconheceu o chamado de Deus na vida dela, estimulando-a a continuar.

A primeira Edição da revista Bridall Call foi lançada em 1917, Aimée fez sua primeira viagem transcontinental em 1918, atravessou o continente em seu carro com uma frase: "Carro do Evangelho" e "Jesus voltará, prepare-se!", acompanhada pelo casal de filhos, sua mãe e uma secretária. Entre 1918 e 1923 realizou 38 campanhas; no ano 1922 o seu ministério tornou-se internacional quando realizou uma campanha na Austrália. Neste mesmo ano na Califórnia quando pregava sobre a visão de Ezequiel 1:1-28 foi inspirada a denominar o seu ministério como Quadrangular.

No dia 1 de janeiro de 1923, foi inaugurado o templo Sede Internacional Angelus Temple com capacidade para 5000 pessoas. Aimée dirigia 21 cultos por semana, nos primeiros meses 7000 pessoas encontraram a salvação em Jesus Cristo. Trinta e três dias depois foi inaugurado o Instituto de Treinamento Evangelistico e Missionário, Aimée também consagrou uma sala de oração baseada no versículo "Orar sem Cessar". Em 6 de fevereiro de 1924 consagrou a primeira rádio pertencente a uma igreja nos Estados Unidos e a terceira de emissora em Los Angeles, a KFSG.

Aimée também foi autora de vários livros, 105 hinos e 13 opéras sagrada.

Sequestro[editar | editar código-fonte]

O sumiço inexplicado de Aimee por um mês inteiro trouxe muito constrangimento a seus familiares e adeptos. A sua versão pessoal afirma que durante um passeio na praia foi abordada por uma senhora que chorava muito e pedia para que fosse orar pela sua filha que estava morrendo no carro, chegando ao carro percebeu que era uma cilada e foi sequestrada.

Chegando ao cativeiro indagou aos sequestradores a razão do seu sequestro, e eles disseram que pediriam um resgate e ficariam com o Templo. Ficou presa por quase um mês em uma casa, depois levada para uma cabana primitiva por dois ou três dias, quando se viu sozinha pulou a janela, conseguindo escapar para o deserto, onde andou o dia inteiro, passando por muitos perigos. Já era madrugada quando avistou uma casa, onde foi pedir ajuda.

O senhor Gonçales chamou a policia do Arizona para registrar o sequestro e avisar sua mãe; a polícia registrou o sequestro e a encaminhou para o hospital, não acreditando que tratava da senhora McPherson, chamaram um editor para identificá-la, ele confirmou e assim ela pode entrar em contato com sua mãe pelo telefone.

Todos quando souberam da notícia no Templo, ficaram muito felizes com a volta da irmã McPherson. Nesta época ela foi muito perseguida pelos jornalistas e autoridades que não acreditaram em sua história.

Contudo, outra história foi apurada pela polícia, dando conta de que Aimee esteve com um funcionário de sua emissora de rádio, que coincidentemente também havia sumido no mesmo período. Neste meio tempo, sua mãe recebera um bilhete exigindo resgate pela filha. Foi a história que mais comprometeu sua pessoa e que nunca conseguiu ser apagada pelos líderes de sua igreja.

Volta ao Ministério[editar | editar código-fonte]

Aimée voltou à suas viagens evangelísticas. Uma parada nessa viagem foi na cidade Baltimore, onde os jornais divulgaram-na como "Mulher Milagrosa", através desse anuncio o teatro ficou repleto de paralíticos e doentes.

Durante as viagens evangelísticas, sua mãe cuidava com eficiência do Templo em Los Angeles. Com a morte de sua mãe, Aimée assumiu o Templo, tendo um desgaste físico e mental, adoecendo gravemente e seu filho Rolf, que havia voltado de uma viagem evangelística assumiu a liderança.

Sua Morte[editar | editar código-fonte]

Na noite de 26 de setembro de 1944, Aimée pregou o seu último sermão perante uma multidão na Califórnia.

Esta foi a mesma cidade em que 22 anos antes recebeu a visão do Evangelho Quadrangular.

Igreja do Evangelho Quadrangular[editar | editar código-fonte]

A Igreja do Evangelho Quadrangular se encontra hoje em 146 países ao redor do mundo. Sua sede está localizada em Los Angeles.

Obras sobre McPherson[editar | editar código-fonte]

Livros, periódicos, filmes[editar | editar código-fonte]

  • O caráter de Sharon Falconer em Elmer Gantry de Sinclair Lewis (1926) foi baseado em McPherson. (Lingeman, p. 283)
  • A evangelista de cura pela fé Irmãzona em The Day of the Locust de Nathanael West foi baseado em McPherson.
  • Upton Sinclair era fascinado por sua história. Após escrever uma poema sobre o seu sequestro, chamado "An Evangelist Drowns", ele escreveu para o seu romance de 1927, Oil!, no personagem de Eli Watkins, um corrupto ministro de uma pequena cidade. Esse personagem é chamado Eli Sunday no filme de 2007, There Will Be Blood.[9]

O personagem da evangelista americana Sr. Melrose Ape em Vile Bodies (1930) de Evelyn Waugh pensa-se ser baseado em McPherson.

  • Vanity Fair publicou uma satírica boneca de papel baseada nela.[10]
  • Aimee Semple McPherson apareceu em The Voice of Hollywood No. 9 (1930), uma série da documentários populares lançados pela Tiffany Studios.[11]
  • No filme The Miracle Woman (1931) de Frank Capra, estrelado por Barbara Stanwyck, baseou-se na peça Bless You, Sister de John Meehan que teria sido inspirada na vida de McPherson.
  • O papel de Agnes Moorehead como Irmã Alma no suspense de 1971 What's the Matter with Helen? foi construído a partir de McPherson.
  • Um telefilme sobre os acontecimentos que envolveram o seu desaparecimento, The Disappearance of Aimee (1976) estreou Faye Dunaway como McPherson e Bette Davis como sua mãe.
  • Uma adaptação da história de sua vida, intitulado Aimee Semple McPherson (2006) foi dirigido por Richard Rossi. O mesmo diretor filmou o curta Saving Sister Aimee de 2001. (O filme foi reintitulado "Sister Aimee: The Aimee Semple McPherson Story" e lançado em DVD em 22 de Abril de 2008.) Rossi posteriormente escreveu a premiada peça "Sister Aimee," homenageado com um prêmio em dinheiro no Bottletree One-Act Competition de 2009, um concurso internacional de dramaturgia.[12] [13]
  • Um documentário sobre McPherson, intitulado Sister Aimee, feito para a PBS da série American Experience, estreou em 2 de Abril de 2007.[14]
  • Muitas biografias tem sido escritas sobre McPherson.[9]
  • Na história alternativa Back in the USSA, ela aparece como a Secretária de Recursos Humanos do Presidente Al Capone.
  • Escape from Hell (novela de ficção) por Larry Niven e Jerry Pournelle (Tor, 2009), apresenta "Irmã Aimee" no inferno após a sua morte, em um papel de apoio como guia e santo que está ensinando os condenados sobre a rota de Dante para fora do inferno.
  • Saving Aimee é um musical sobre a vida e ministério de McPherson com o script e letras escritas por Kathie Lee Gifford e música escrita pelo compositor David Friedman.
  • "An Evangelist Drowns" (2007) uma peça baseada na vida de McPherson. Inclui relatos fictícios de relações com Charlie Chaplin e David Hutton.

Publicações[editar | editar código-fonte]

  • Aimee Semple McPherson. The Second Coming of Christ (em inglês). [S.l.]: A. McPherson, 1921.
  • The Service of the King (1927)
  • The Story of My Life (1951)
  • This is That (revised 1923)
  • Give Me My Own God (1936)

Referências

  1. Obituary Variety, 4 de Outubro de 1944.
  2. "Poor Aimee", Time (revista), 22 de outubro de 1928. Página visitada em 2007-08-21. “Os da nobreza, da aristocracia e da classe média que refletiam sobre o assunto pareciam sentir que a Bíblia Sagrada ainda oferecia uma escolha suficiente dos Evangelhos. But of course the London mob, as classes mais baixas, correram para assistir a evangelística Primeira Noite de Aimee Semple McPherson”
  3. Matthew Avery Sutton, Aimee Semple McPherson and the Resurrection of Christian America (Cambridge: Harvard University Press, 2007), página 9
  4. Ibid, 9.
  5. Ibid, p. 9
  6. Ibid, p. 9-10
  7. Ibid , p. 10.
  8. Ibid, p. 10.
  9. a b Caleb Crain. Notebook: Aimee Semple McPherson. Steamboats Are Ruining Everything. Página visitada em 25 de setembro de 2013.
  10. Vanity Fair's Cutout Dolls - no. 2. Vanity Fair. Página visitada em 2008-01-06.
  11. The Voice of Hollywood No. 9 (1930) (em inglês) no Internet Movie Database
  12. Bottle Tree Productions Richard Rossi
  13. Bottle Tree Productions Script Contest
  14. American Experience: PBS' Sister Aimee
  • Richard R. Lingeman, Sinclair Lewis: Rebel from Main Street, Minnesota Historical Society Press, June 2005, ISBN 9780873515412.

Leitura recomendada[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]