Chicago

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Chicago
Localidade dos Estados Unidos Estados Unidos
Chicago montage.jpg
Do topo, em sentido horário: Centro de Chicago; Chicago Theatre; Metro de Chicago; Navy Pier; Millennium Park; Museu Field de História Natural e Willis Tower.
Cognome(s): The Windy City
(Do inglês: A Cidade dos Ventos)
Lema(s): Urbs In Horto
(Do latim: A Cidade num Jardim)
Chicago está localizado em: Illinois
Chicago
Localização de Chicago em Illinois
Chicago está localizado em: Estados Unidos
Chicago
Localização de Chicago nos Estados Unidos
Dados gerais
Fundado em 1803 (211 anos)
Incorporado em 4 de março de 1837 (177 anos)
Prefeito Rahm Emanuel
Localização
41° 54' N 87° 39' O
Condado Cook (99,03%)
DuPage (0,97%)
Estado  Illinois
Tipo de localidade Cidade
Fuso horário -6/-5
Características geográficas
Área 606,34 km²
- terra 589,56 km²
- água 16,78 km²
- urbanizada 5 498 km²
- metrópole 28 163,5 km²
População (2010[1] ) 2 695 598 hab. (4 572,23 hab/km²)
- urbanizada 8 711 000
- metrópole 9 461 105[2]
Altitude 179 m
Códigos
código FIPS 17-14000
Sítio web http://www.cityofchicago.org
US-IL-Chicago.png
Localização da cidade em Chicagoland, Illinois

Portal Portal Estados Unidos

Chicago é a cidade mais populosa do estado de Illinois, nos Estados Unidos. É a sede do Condado de Cook, o segundo condado mais populoso dos Estados Unidos depois do Condado de Los Angeles, na Califórnia. Possui menos de 1% de seu território no Condado de DuPage. Foi fundada em 1833, perto de um varadouro entre os Grandes Lagos e a bacia do rio Mississipi.[3]

Com cerca de 2,7 milhões de habitantes, segundo o censo de 2010, é a cidade mais populosa da região Centro-Oeste e a terceira mais populosa dos Estados Unidos,[1] depois de Nova York e Los Angeles. É a quinta localidade mais densamente povoada de Illinois. Sua área metropolitana, vulgarmente conhecida por "Grande Chicago", é a 27ª aglomeração urbana mais populosa do mundo,[4] abrigando um número estimado de 9,5 milhões de pessoas espalhadas pelos estados estadunidenses de Illinois, Indiana e Wisconsin[5] .

Hoje, a cidade mantém o seu status como um importante pólo para a indústria das telecomunicações e infra-estrutura, com o Aeroporto Internacional O'Hare, sendo o segundo mais movimentado aeroporto, em termos de movimentos de tráfego, em todo o mundo. Em 2008, a cidade recebeu 45,6 mil visitantes nacionais e estrangeiros.[6] Em 2010, a área metropolitana de Chicago tinha o 4º maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as áreas metropolitanas do mundo.[7]

A cidade é um centro de negócios e finanças e é listada como um dos dez melhores do mundo pela Índice de Centros Financeiros Globais. O Grupo de Estudos de Cidades Globais da da Universidade de Loughborough avaliou Chicago como uma "cidade global alfa".[8] Em uma pesquisa de 2010 feita pela Foreign Policy e a A.T. Kearney, Chicago foi classificada na sexta posição, logo depois de Paris e Hong Kong.[7] A classificação avalia cinco dimensões: valor de mercado de capitais, a diversidade do capital humano, recursos de informação internacionais, recursos internacionais culturais e influência política. Chicago foi classificado pela revista Forbes como a quinta cidade mais economicamente poderosa do mundo.[9] Chicago é um reduto do Partido Democrata e foi o lar de muitos políticos influentes, incluindo o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

A notoriedade da cidade expressa na cultura popular é encontrada em romances, peças teatrais, filmes, músicas, vários tipos de revistas (por exemplo, esportes, entretenimento, negócios, comércio e acadêmicas), e nos meios de comunicação. Chicago tem apelidos numerosos, que refletem as impressões e opiniões históricas e contemporâneas sobre Chicago. Os nomes mais conhecidos incluem: "Chi-town", "Windy City" e "Second City". Chicago também tem sido chamada de "a mais americana das grandes cidades."[10] [11]

História[editar | editar código-fonte]

Até século XIX[editar | editar código-fonte]

Nativos americanos potawatomis habitavam a região, antes da chegada dos primeiros europeus. A presença destes nativos data desde 3000 a.C. Perto do final do século XVII, exploradores passaram pela região, onde nativos potawatomis viviam perto do atual Rio Chicago. O nome dado pelos nativos ao rio era Checagou, sendo que o nome da cidade tem sua origem nesta palavra nativa. Os encontros entre tais nativos e exploradores eram amistosos.

Os primeiros europeus a passarem pela região onde atualmente fica a cidade de Chicago são os franceses Louis Joillet, um explorador, e Lacques Piquette, um missionário. Ambos estavam a caminho de Quebec, em 1673. Desde então, até 1698, caçadores e missionários usaram frequentemente um porto instalado no Lago Huron. Em 1683, jesuítas franceses fundaram um assentamento na região, o Fort de Chicago.

Devido a conflitos entre os nativos Fox e os comerciantes franceses, os nativos bloquearam o acesso do forte ao porto da cidade, em 1698. O forte, então, foi abandonado, em 1705. Pouco se sabe sobre a história da região, desde então, e até 1779, quando um comerciante, Jean Baptiste Pointe du Sable, um colono haitiano, fundou o primeiro assentamento permanente, na foz do Rio Chicago.

No final do século XVIII, conflitos entre nativos e forças militares americanas ocorreu, em caráter geral, no norte dos Estados Unidos. Como parte do acordo de paz que terminou o conflito, a área onde Chicago atualmente localiza-se foi cedida pelos nativos ao governo dos Estados Unidos, no Tratado de Greenville.

1800 - 1850[editar | editar código-fonte]

Chicago em 1838.

Em 1803, o governo construiu um posto militar ao sul da foz do Rio Chicago, nomeado Fort Dearborn. Por volta de 1812, um pequeno assentamento agropecuário e comercial havia desenvolvido-se perto do Forte Dearborn. Mas em 1812, com os Estados Unidos em guerra com o Reino Unido, o governo ordenou que toda a população do forte fosse evacuada. Em 15 de agosto de 1812, um contingente de 150 assentadores e soldados, em rumo sul ao Fort Wayne, estado de Indiana, foi atacado por cerca de 500 nativos. Cerca da metade do contingente foi assassinado pelos nativos, sendo o restante capturado.

O Fort Dearborn foi somente reconstruído em 1816, por soldados americanos, sendo que de 1812 até então, a região de Chicago ficou mais uma vez inabitada. Neste ano, os sobreviventes do massacre foram liberados pelos nativos, muitos dos quais decidiram voltar para o forte. Outras pessoas também moveram-se para o assentamento, tendo uma nova comunidade crescido em torno do Fort Dearborn. Em 12 de agosto de 1833, já com uma população de aproximadamente 200 habitantes[12] , o Fort Dearborn foi elevado a posto de vila, sendo o assentamento renomeado de Chicago.

Em 1834, o governo americano forçou os potawatomi, fox e outros nativos que viviam na região a venderem suas terras. Como pagamento, os nativos receberam uma pequena soma em dinheiro. Foram forçados também a moverem-se para reservas nativas, localizadas em Kansas. Um total de 3 mil nativos migraram forçadamente, e a pequena vila de Chicago então cresceu bastante. Apenas três anos após a saída dos nativos, a vila de Chicago tinha já aproximadamente 4 mil habitantes. Em 4 de março de 1837, Chicago foi elevada ao posto de cidade.

Por volta de 1848, um canal foi construído, conectando o Lago Michigan com o sistema hidroviário do Rio Mississippi-Missouri, tornando a cidade de Chicago um centro primário nacional de transportes.

1850 - 1900[editar | editar código-fonte]

Chicago em 1858.

Por volta da década de 1850, grandes quantidades de ferrovias foram construídas, conectando a cidade com outras regiões do Estado. A primeira delas foi inaugurada em 1848. Por volta de 1856, a cidade de Chicago já era o centro primário de uma malha de 10 linhas ferroviárias, cuja extensão total era de 4,8 mil quilômetros. A cidade tornou-se o centro ferroviário mais movimentado do mundo, e o mais importante do país. Dezenas de trens partiam e chegavam à estação central de Chicago. Então, Chicago já era a maior cidade do estado de Illinois, com uma população de mais de 100 mil habitantes.

Porém, o crescimento acelerado da cidade tinha seu lado negativo. A cidade possuía um péssimo sistema de saneamento básico, com esgoto infiltrando e contaminando o solo da cidade. Logo, Chicago adquiriu a reputação de ser a cidade mais suja dos Estados Unidos. Nisso, a municipalidade da cidade desenvolveu um massivo programa, cujo objetivo era a criação de uma grande e eficiente sistema de esgoto. Canos foram espalhados pela cidade, com a gravidade forçando os dejetos acima dentro dos canos. Em 1855, o terreno da cidade como um todo foi elevada de um a dois metros, para cobrir o recém-criado e definitivo sistema de esgoto da cidade.

Chicago cresceu enormemente durante a Guerra Civil Americana (1861 - 1865). O sistema ferroviário foi modernizado e expandido, bem como depósitos de carga, de modo a acomodar com mais facilidade carga procedente de várias partes do país, e remetidas às frentes de batalha. O comércio de trigo e a indústria da cidade também cresceram bastante, por causa da guerra.

Após a guerra, imigrantes europeus instalaram-se em grandes números em Chicago. Apartamentos pequenos, lotados, em bairros pobres, localizados perto de fábricas e comerciais, tornaram-se uma cena comum na cidade. Em 1870, Chicago era o principal fornecedor de cereais, gado e madeira, e possuí a uma população de cerca de 300 mil habitantes.

Representação artística do Grande incêndio de Chicago, em 1871.

Prédios, casas e até mesmo ruas, em Chicago, eram quase todas construídas de madeira - fato natural ao maior fornecedor mundial dessa matéria prima. No verão de 1871, uma temporada anormalmente e extremamente seca, com apenas um quarto da precipitação normal, criou o cenário propício para um grande incêndio, que inicou-se na zona sul e, rapidamente, engolfou toda a cidade. O Grande incêndio de Chicago, que iniciou-se num estábulo, logo espalhou-se devido a ventos secos e fortes. O incêndio causou a morte 300 pessoas, além de tornar 90 mil desabrigadas, e causar mais de 200 milhões de dólares em danos.

A cidade foi porém rapidamente reconstruída.[13] Chicago atraiu muitos arquitetos de renome, que queriam participar ativamente do processo de reconstrução. Um detalhado plano de planejamento urbano foi criado e desenvolvido. A engenharia e a arquitetura da cidade tornaram-se conhecidas mundialmente. Em 1885, o primeiro arranha-céu de metal foi construído no centro da Chicago. Cada vez mais indústrias e firmas instalavam-se na cidade, e mais migrantes de outras partes do país e do mundo iam à Chicago. Por volta de 1890, Chicago já era a segunda maior cidade dos Estados Unidos, superada apenas por Nova Iorque. Mais de um milhão de pessoas então habitavam Chicago e arredores.

1900 - 1950[editar | editar código-fonte]

A Avenida Wabash na década de 1900.

Na Primeira Guerra Mundial, a capacidade industrial de Chicago foi expandida de modo a atender às necessidades de guerra, enquanto milhares de afro-americanos, vindos do sul do país, instalaram-se na cidade para trabalhar nas indústrias, e em busca de uma vida melhor. Porém, os afro-americanos eram segregados do restante da população, sendo que a massiva maioria habitavam um bairro pobre na região sul da cidade.

Em 27 de julho de 1919, um jovem afro-americano que estava nadando em uma praia de um bairro afro-americano nadou, por engano, rumo ao sul, desembarcando em outra praia, localizada em um "bairro branco" da cidade. Pessoas brancas lançaram pedras em direção ao garoto, que foi forçado a recuar, e voltar para seu bairro a nado, tendo afogado-se no caminho. Isto gerou um enorme conflito racial que causou a morte de 23 afro-americanos, 15 brancos, além da destruição de aproximadamente mil casas.

A década de 1920 foi um tempo de prosperidade na cidade, bem como nos Estados Unidos em geral. A indústria ainda prosperava, os habitantes da cidade gastavam seu dinheiro sem pensar. Bons tempos criados pela primeira guerra mundial que pareciam que iriam durar para sempre. A década de 20 também foi marcada por altas taxas de criminalidade, com diversas gangues lutando entre si, pelo controle regional de drogas e álcool (então proibido no país).[14]

A Grande Depressão, em 1929, e que durou até 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, foi um duro golpe para a economia da cidade. Indústrias, lojas e firmas iam à falência diaramente. A taxa de desemprego era de 40%. Mesmo assim, uma grande Feira Mundial foi organizada em 1933, no centenário da cidade. Crescimento econômico voltou a ocorrer com a Segunda Guerra Mundial. Em 1942, a cidade foi palco da primeira fissão nuclear controlada, no que ajudou no desenvolvimento da bomba atômica.

1950 - Tempos atuais[editar | editar código-fonte]

A cidade continuou um período de desenvolvimento moderado, porém, contínuo, desde o final da Segunda Guerra Mundial até os tempos atuais. Com a eleição do prefeito Richard J. Daley, em 1955, que governou a cidade até sua morte, em 1976, Chicago teve quatro grandes vias expressas, e o Aeroporto Internacional O'Hare construídos, além da inauguração da Torre Sears, que seria o arranha-céu mais alto do mundo até 1998, quando foi superada pela Petronas Towers.

Desde a década de 1950, muitos cidadãos de classe média e alta deixaram Chicago, movendo-se em direção aos subúrbios, deixando atrás muitos bairros empobrecidos. Porém, desde o início da década de 1990, a cidade tem-se recuperado do declínio que afetara muito das cidades centrais dos Estados Unidos desde o final da Segunda Guerra Mundial. Muitos bairros anteriormente abandonados passaram a mostrar sinais de revitalização, e a diversidade cultural da cidade tem crescido, graças ao aumento das percentagens de grupos étnicos-raciais tais como os asiáticos e os hispânicos na cidade.

Em abril de 1968, uma grande manifestação popular ocorreu na cidade, em prol do assassinato do ativista social Martin Luther King Jr.. Onze pessoas morreram, bem como danos de dez milhões de dólares foram causados. Medidas foram implementadas para melhorar serviços sociais, como educação, saúde e abrigo aos necessitados, mas até hoje, grandes diferenças sociais e econômicas existem entre a população branca e afro-americana da cidade. Em 1983, Harold Washington tornou-se o primeiro prefeito afro-americano da cidade, e em 1989, Richard M. Daley, filho de Richard J. Daley, foi eleito prefeito, cargo que exerceu até 2011.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Chicago está localizada no nordeste do Estado americano de Illinois, à extremidade sudoeste do Lago Michigan, e em torno do Rio Chicago. A área total da cidade é de 606,1 km², sendo que deles, 588,3 km² são terra, e 17,8 km² são cobertos por corpos d' água (2,94% da área da cidade). Além do Rio Chicago, o Rio Calumet também corta a cidade, no extremo sul da cidade.

A região metropolitana de Chicago espalha-se por onze condados diferentes, localizados em três Estados americanos: Os condados de Cook (onde a cidade de Chicago em si está localizada), Du Page, Kane, Kendall, Lake, McHenry e o Will, no Estado de Illinois; os condados de Lake, Poter e LaPorte, no Estado de Indiana, e o condado de Kenosha, no Estado de Wisconsin.

A região metropolitana de Chicago possui 9 286 207 habitantes, enquanto o Condado de Cook possui cerca de 5,2 milhões de habitantes, o segundo maior condado dos Estados Unidos em população, perdendo apenas para o Condado de Los Angeles. A região metropolitana de Chicago possui uma área de 17 951 km².

A cidade de Chicago apresenta crescimento populacional mínimo dentro de seus limites populacionais desde a década de 1940. A maior parte do crescimento populacional da região metropolitana de Chicago ocorreu principalmente em seus subúrbios, onde muitos shopping centers, edifícios comerciais e modernos complexos industriais estão localizados.

Panorama de Chicago a partir da Willis Tower.

Parques[editar | editar código-fonte]

Vista do Millennium Park.

Chicago possui a maior quantidade de área destinada a parques dos Estados Unidos. São cerca de 220 facilidades ao longo da cidade, que possuem uma área total de 30 km² área verde. Chicago também é a cidade americana que mais gasta (per capita) em seus parques. Os parques mais famosos da cidade são:

  • O Millennium Park, que ocupa uma grande área (101 000 m²) entre o centro financeiro e o litoral da cidade. Foi aberta em 2004.
  • Grant Park, construído sobre um antigo aterro sanitário, em 1901.
  • Lincoln Park, ocupa 4,9 km² no norte da cidade, ao longo do litoral do Lago Michigan. Possui um zoológico, de acesso livre à população o ano inteiro, além de inúmeras facilidades esportivas e residenciais, e uma pista de golfe.
  • Garfield Park, ocupa 748 000 m² no oeste da cidade. Possui um dos maiores conservatórios do país.

Clima[editar | editar código-fonte]

Chicago possui um clima temperado continental, com quatro estações bem definidas. Como em cidades do interior do continente americano, mudanças súbitas na temperatura e um padrão de precipitação instável são características consideradas normais na cidade.

A temperatura média na cidade é de -5°C no inverno e de 23 °C no verão. A média anual de chuva na cidade é de 84 centímetros. A maior temperatura já registrada na cidade foi de 44 °C, em 24 de julho de 1935, tendo alcançado em tempos recentes uma máxima de 42 °C em 17 de julho de 1995. A menor temperatura já registrada na cidade foi de -33 °C, registrada em 11 de janeiro de 1982.

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura média mínima (°C) -8 -4 0 6 11 16 19 18 14 8 2 -4 6
Temperatura média máxima (°C) 0 3 8 15 19 27 29 28 24 18 9 3 16
Precipitação (cm) 5,5 4,5 7,7 9,3 9,4 10,9 9,4 9,8 8,2 6,9 8,4 6,7 96,5
Fonte: Weatherbase

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1840 4 470
1850 29 963 570,3%
1860 112 172 274,4%
1870 298 977 166,5%
1880 503 185 68,3%
1890 1 099 850 118,6%
1900 1 698 575 54,4%
1910 2 185 283 28,7%
1920 2 701 705 23,6%
1930 3 376 438 25,0%
1940 3 396 808 0,6%
1950 3 620 962 6,6%
1960 3 550 404 -1,9%
1970 3 366 957 -5,2%
1980 3 005 072 -10,7%
1990 2 783 726 -7,4%
2000 2 896 016 4,0%
2010 2 695 598 -6,9%
Fonte: US Census[1] [15]

Etnias[editar | editar código-fonte]

Segundo o censo nacional de 2000, 41,97% dos habitantes da cidade são brancos, 36,77% são afro-americanos, 0,36% nativos americanos, 4,35% asiáticos, 0,06% nativos polinésios, 13,58% são de outras etnias, e 2,92% de descendentes de duas ou mais etnias. 26,02% da população da cidade são hispânicos de qualquer etnia.

Os afro-americanos constituem o maior grupo étnico da cidade, cerca de um milhão de pessoas.

Estes sofreram muito, a falta de educação apropriada, discriminação racial, bem como segregação racial. Porém, um número cada vez maior de afro-americanos alcança sucesso profissional, tendo um padrão de qualidade de vida cada vez mais alto, e em bairros multiculturais de classe alta. Porém, a maioria da população afro-americana da cidade continua a viver em bairros predominantemente afro-americanos . Alguns desses bairros possuem alto padrão de vida, enquanto outros não passam de favelas.

Mercado polonês em Chicago.

Outros grupos étnicos maioritários são irlandeses, alemães, italianos e poloneses. Muitos políticos da cidade são descendentes de irlandeses, inclusive o atual prefeito da cidade, Richard M. Daley. Chicago possui a maior população polonesa fora de Varsóvia, a capital e maior cidade da Polônia. É também considerada a segunda maior cidade sérvia do mundo, após Belgrado.

Chicago possui também a maior comunidade sueca dos Estados Unidos - a cidade abriga aproximadamente 123 mil americanos com ascendência sueca. Após o Grande Incêndio de Chicago, muitos carpinteiros de ascendência sueca ajudaram a reconstruir a cidade, o que levou ao ditado popular the Swedes built Chicago (os suecos construíram Chicago). Chicago possui também a segunda maior comunidade lituana, e a terceira maior comunidade grega, do mundo.

Os hispânicos são atualmente o grupo étnico-racial em maior crescimento populacional. São cerca de 750 mil vivendo atualmente em Chicago, um crescimento de 300% desde 1970. 70% destes latinos são mexicanos, 15%, porto-riquenhos, e 1%, cubanos, sendo o resto de outros países da América Latina.

Outros grupos étnicos minoritários incluem indianos, chineses, filipinos, coreanos, russos, noruegueses e ucranianos.

Problemas sociais[editar | editar código-fonte]

Policias de Chicago no Marquette Park.

Os principais problemas sociais de Chicago são a criminalidade, a pobreza, discriminação racial e a desigualdade socio-econômica entre os habitantes da cidade.

As taxas de criminalidade de Chicago tem sido altas desde a década de 1960. O número de homicídios chegou a um máximo de 970, em 1974 (a população da cidade então era de pouco mais de três milhões de habitantes, resultando em uma taxa de 29 homicídios para cada 100 mil habitantes), e chegando a um máximo de 34 homicídios para cada 100 mil habitantes novamente em 1992 (943 homicídios), quando a cidade possuía menos de três milhões de habitantes. Após 1992, o número de homicídios cairia gradualmente para 705 homicídios em 1999 - ainda assim, registrando mais homicídios do que qualquer outra cidade americana (até mesmo Nova Iorque, cuja população é aproximadamente três vezes maior do que a de Chicago). O número de homicídios cairia para 448 em 2004, embora a taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes de Chicago ainda seja a maior entre as grandes cidades dos Estados Unidos.

Chicago possui um dos menores índices de desemprego dos Estados Unidos. Mas um quinto dos habitantes da cidade precisam receber algum tipo de assistência (benefício) social, para poderem sobreviver. Altos preços em geral tornam a vida em Chicago (bem como em outros grandes centros urbanos) proibitiva para pessoas de renda baixa. Os hispânicos e principalmente os afro-americanos são os mais atingidos pela pobreza. Um terço dos afro-americanos estão abaixo da linha de pobreza americana, e metade das pessoas afro-americanas do sexo masculino estão desempregadas.

A segregação étnica e racial é muito alta em Chicago, com pessoas brancas morando em bairros com uma população predominantemente branca; hispânicos, em bairros predominantemente hispânicos, e afro-americanos, em bairros predominantemente negros. A criminalidade e problemas de saúde afetam muito mais bairros hispânicos e afro-americanos. A taxa de mortalidade infantil é sensivelmente mais alta entre a população afro-americanos do que entre a população branca.

Outro grande problema em Chicago são as altas taxas de problemas familiares na cidade. Um problema em particular é a alta taxa de divórcio da cidade. Metade das pessoas que recebem ajuda municipal são mulheres que não conseguem sustentar a si próprios e suas crianças.

Política[editar | editar código-fonte]

Praça Daley com a estátua de Picasso e a prefeitura ao fundo. Os tribunais do Estado estão no edifício à direita.

Chicago é administrada por um prefeito e por um conselho municipal, que consiste em um representante de cada um das 50 zonas da cidade. Os habitantes da cidade elegem os prefeitos e os representantes, além de um tesoureiro, para mandatos de quatro anos.

Cidades irmãs[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Centro financeiro de Chicago.

A cidade de Chicago é o segundo maior centro financeiro dos Estados Unidos, superada apenas por Nova Iorque, e o segundo maior centro industrial do país, superada apenas pela região metropolitana de Los Angeles. A produção anual de produtos e serviços na região metropolitana de Chicago é de aproximadamente 150 bilhões de dólares americanos.

Somente cerca de 40% das oportunidades de trabalho na região metropolitana de Chicago estão localizadas dentro dos limites municipais da cidade, sendo os outros 60% nos subúrbios da cidade. Para efeito de comparação, na década de 1950, mais de 80% das oportunidades de trabalho estavam dentro da cidade.

Este grande crescimento dos subúrbios da cidade, muito maior do que a ocorrida em Chicago e semelhante à outras grandes cidades dos Estados Unidos, ocorreu por valor da terra muito alta e alta taxa de criminalidade dentro dos limites da cidade, enquanto baixo valor da terra e de criminalidade nos subúrbios atraíram indústrias e comerciantes para cidades vizinhas.

Edifício da Chicago Board of Trade.

Finanças e comércio[editar | editar código-fonte]

A Bolsa de valores de Chicago, a Chicago Stock Exchange, é a terceira mais movimentada dos Estados Unidos (superada pela bolsa de valores de Nova Iorque, e da Nasdaq), e uma das mais movimentadas do mundo. Três dos principais bancos do país, bem como doze das maiores empresas do mundo, estão sediadas na cidade.

O Chicago Board of Trade, fundado em 1848, é o centro monetário mais antigo do país, e movimenta cerca dos 45% dos future contracts movimentados nos Estados Unidos, e o Chicago Mercantile Exchange movimenta outros 25% do mercado nacional de future contracts, fazendo da cidade a capital mundial da venda e compra de tais contratos.

Cerca de 13,5 companhias e 47,2 mil estabelecimentos comerciais operam na cidade de Chicago e arredores, tornando a cidade uma dos centros comerciais mais movimentados do mundo. A Sears, uma das maiores empresas de varejo do mundo, foi fundada na cidade, em 1893, e atuamente está sediada na cidade de Hoffman Estates, um subúrbio de Chicago.

Como um dos maiores centros financeiros do mundo, cerca de três milhões de pessoas visitam anualmente Chicago, exclusivamente ou primariamente a negócios.

Manufatura[editar | editar código-fonte]

Cerca de 14 mil fábricas estão instaladas na cidade, que emprega, cerca de 28% da força de trabalho da cidade. Além disso, Chicago possui mais de 1,2 mil centros de pesquisa, sendo um líder na pesquisa nuclear, desde que o físico italiano Enrico Fermi produziu a primeira reação de fissão nuclear, na Universidade de Chicago, em 1942. Cerca de 60% da energia elétrica consumida pela região metropolitana de Chicago é produzida por reatores nucleares instalados na cidade. O acelerador de partículas do Fermi National Accelerator Laboratory, um dos maiores do mundo, está instalada em Batavia, parte da região metropolitana de Chicago.

A indústria de processamento de alimentos, produção de equipamentos eletrônicos e de maquinário são outros pontos fortes da indústria de Chicago, que é a maior produtora de produtos alimentícios dos Estados Unidos.

Centro financeiro de Chicago.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Escolas[editar | editar código-fonte]

Chicago possui o terceiro maior sistema de escolas públicas dos Estados Unidos, e a quinta maior da América do Norte (superada apenas pela Cidade do México, Nova Iorque, Los Angeles e Toronto, no Canadá). Este sistema é comandada por sete pessoas, que são diretamente escolhidas pelo prefeito da cidade, e é responsável da administração de cerca de 410 mil estudantes, bem como de 550 escolas.

Cerca de 80 mil estudantes na cidade estudam em escolas católicas, na cidade, que é suportada economicamente pelo município. Outras 25 mil estudam em escolas particulares.

Bibliotecas[editar | editar código-fonte]

Chicago possui uma biblioteca central, bem como outras 80 bibliotecas menores espalhadas pela cidade.

O sistema de biblioteca pública de Chicago é uma das maiores do país, com cerca de seis milhões de livros, e mais um total de seis milhões de revistas, recortes, filmes e jornais. Ela está localizada no centro da cidade. Foi completamente destruída no Grande Incêndio de Chicago, em 1871, mas foi reconstruída no ano seguinte, com os ingleses doando cerca de oito mil livros para a biblioteca.

Muitas outras bibliotecas privadas existem na cidade, sendo a maioria delas especializada em uma certa área, como matemática, geografia, artes ou história, por exemplo. Elas estão localizadas primariamente em universidades e faculdades.

Instituições de educação superior[editar | editar código-fonte]

A maior instituição de educação superior em Chicago é a Universidade de Chicago, que têm cerca de 25 mil estudantes. Além disso, outras três universidades estaduais, a Chicago State, a Northeastern Illinois e a Universidade de Illinois, bem como uma universidade privada, a Universidade Roosevelt, e outras duas instituições católicas, a Universidade DePaul e a Universidade Loyola, estão localizadas na cidade. O The School of the Art Institute of Chicago, considerada uma das melhores escolas de Belas Artes dos Estados Unidos, também está localizada na cidade.

Chicago é o maior centro de treinamento médico e dentário dos Estados Unidos, com cerca de seis faculdades de treinamento médico, que fazem da cidade um líder mundial em educação e pesquisa médica. A Universidade de Illinois assume ser maior o centro de treinamento médico do país, com seus 1,3 mil estudantes. Quatro grandes associações médicas americanas estão sediadas em Chicago.

Muitas faculdades, entre públicas e privadas, estão instaladas na cidade. Entre elas, estão um sistema de sete faculdadades comunitárias, que possuem um total de 200 mil estudantes, incluindo 50 mil pessoas recém-chegadas ao país, e que estão ainda aprendendo inglês.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Chicago é o maior centro de transportes dos Estados Unidos, possuíndo a mais movimentada malha ferroviária do país, bem como o segundo aeroporto mais movimentado do mundo.

Transporte público[editar | editar código-fonte]

O órgão público Chicago Transit Authority (CTA), é o responsável de administrar o sistema de transporte público da cidade, operando todas as linhas de ônibus, metrô e trens inter-urbanos na cidade. Aproximadamente 375 mil pessoas usam o transporte público de Chicago para locomoção dentro da cidade.

A CTA é uma subsidiária da Regional Transport Authority, que controla a CTA, bem como outras companhias de transporte público que operam em outras cidades da região metropolitana de Chicago.

Vias públicas[editar | editar código-fonte]

Congestionamento em uma auto-estrada de Chicago.

Aproximadamente três quartos dos habitantes da região metropolitana de Chicago usam carros como meio de locomoção, principalmente para irem ao local de trabalho. Porém, um sistema eficiente de ruas e avenidas, suplementadas com um sistema extensivo de vias expressas e auto-estradas evitam problemas maiores de trânsito, tal como grandes congestionamentos.

A invovação da cidade de Chicago na arquitetura e engenharia mundial afetou também suas vias públicas. Para minimizar problemas de trânsito, ruas com dois ou três andares correm ao longo da cidade.

Porto[editar | editar código-fonte]

Chicago, desde primórdios de sua fundação em 1833, foi um centro portuário movimentado, tendo sido o porto madereiro mais movimentado do mundo no final do século 19 e no começo do século 20, e mesmo atualmente, Chicago continua a ser um dos mais movimentados centros portuários do país. Isto deve-se à sua localização estratégica, com o Canal de Illinois-Michigan conectando os Grandes Lagos com o sistema hidroviário do Rio Mississipi Missouri.

O porto da cidade movimenta cerca de 24 milhões de toneladas de carga anualmente, possuindo 84 terminais capazes de receber navios fluviais de pequeno porte a gigantescos navios oceânicos.

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

Os terminais ferroviários de Chicago movimentam cerca de 25 milhões de toneladas de produtos anualmente, fazendo a cidade o principal terminal ferroviário dos Estados Unidos, sem contar mais os mais de 37 milhões de toneladas movimentadas por caminhões de carga.

Aeroportos[editar | editar código-fonte]

Chicago é um dos centros aeroportuários mais movimentado do mundo, desde o término da Segunda Guerra Mundial. Na década de 1950, o Aeroporto Internacional Midway foi o mais movimentado do mundo, até 1962, quando o Aeroporto Internacional O'Hare superou Midway, e que continuou até 1998 como o aeroporto mais movimentado do mundo (por número de passageiros), quando foi superada pelo Aeroporto Internacional de Atlanta.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

A arquitetura da cidade de Chicago é a mais influente no país, bem como uma das mais influentes do mundo, tendo sido assim desde o fim do século XIX, com a construção dos primeiros arranha-céus do mundo, no centro financeiro de Chicago. Novas técnicas de engenharia e estilos arquitetônicos foram criadas nesta cidade, para depois espalhar-se para outras cidades. Engenheiros, arquitetos e designers de todo o mundo visitaram e continuam a visitar a cidade, buscando estudar os edifícios construídos na cidade.

A tradição de Chicago como um pioneiro na arquitetura e engenharia mundial vêm de 1871, quando boa parte da cidade havia sido destruída no Grande Incêndio de Chicago. Arquitetos e engenheiros de renome ajudaram a reconstruir a cidade, tendo o trabalho deles produzido um famoso estilo arquitetônico, conhecido como Chicago Style.

Chicago foi uma pioneira na construção de grandes arranha-céus, possuíndo um esqueleto central feito de aço. Os arquitetos e engenheiros que trabalharam na reconstrução da cidade removeram os alicerces e muros feitos de pedra, para dar espaço aos novos edifícios. O primeiro deles foi o Home Insurance Building, com seus dez andares. Em 1973, a Sears Tower foi inaugurada na cidade, e foi o prédio mais alto do mundo desde então até 1998, com a construção da Petronas Towers.

Chicago em 9 de agosto de 2009, vista do John Hancock Center.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Times profissionais representam Chicago em todos os quatro esportes mais praticados nos Estados Unidos. A cidade possui um time professional de basquete, o Chicago Bulls, que compete na NBA; dois times de basebol, o Chicago Cubs, da National League, e o Chicago White Sox, que compete na American League; um time de hóquei no gelo, o Chicago Blackhawks, que compete na NHL; um time de futebol americano, o Chicago Bears, que compete na NFL; e o Chicago Fire, da Major League Soccer.

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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