Xangai

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Xangai (上海)
Do topo, sentido horário: Centro financeiro de Pudong; Bund em Puxi; Jardim Yuyuan; Placas de neon na Rua de Nanquim; e Pavilhão Chinês no Eixo da Expo 2010.
Do topo, sentido horário: Centro financeiro de Pudong; Bund em Puxi; Jardim Yuyuan; Placas de neon na Rua de Nanquim; e Pavilhão Chinês no Eixo da Expo 2010.
Localização da cidade na China
Localização da cidade na China
País República Popular da China
Prefeito Han Zheng
Área  
  Total 6 340,5[1] km²
    Água   697 km²
População  
  Cidade (2012) 23 710 000[2]
    Densidade   3 739,45/km²
Fuso horário +8 (UTC)
Website: www.shangai.gov.cn

Xangai (em chinês: 上海; pinyin: Shànghǎi Ltspkr.png ouça; no dialeto wu: Zanhe, AFI[z̥ɑ̃̀hé]), por vezes também designada pela forma inglesa Shanghai, é a maior cidade da República Popular da China e uma das maiores áreas metropolitanas do mundo, com mais de 20 milhões de habitantes.[3] Localizada na costa central da China oriental, na foz do rio Yangtze, a cidade é administrada como um município da República Popular da China com um estatuto do nível de uma província.[4]

Originalmente uma vila cuja economia era baseada na pesca e no setor têxtil, Xangai cresceu de importância no século XIX devido à sua localização favorável do seu porto e como uma das cidades abertas ao comércio exterior em 1842 pelo Tratado de Nanquim.[5] A cidade floresceu como um centro de comércio entre o oriente e o ocidente e tornou-se um hub multinacional de finanças e negócios na década de 1930.[6] No entanto, com a aquisição do Partido Comunista do continente em 1949, a influência internacional da cidade declinou. As reformas econômicas introduzidas por Deng Xiaoping em 1990 resultaram em um intenso desenvolvimento da cidade e, em 2005, Xangai tornou-se o maior porto de carga do mundo.[7]

A cidade é um destino turístico famoso por seus marcos históricos, como o Bund, o Templo da Cidade de Deus, o moderno e em constante expansão centro financeiro de Pudong, onde está localizada a famosa Torre Pérola Oriental, e por sua nova reputação como um centro cosmopolita da cultura e do design.[8] [9] Hoje, Xangai é o maior centro comercial e financeiro na China continental e tem sido descrita como o grande exemplo da pujança da economia chinesa.[10]

História[editar | editar código-fonte]

Período imperial[editar | editar código-fonte]

A Cidade Antiga de Xangai durante a Dinastia Ming.

Durante a dinastia Song (960-1279) Xangai era originalmente uma vila e ganhou o estatuto de "cidade-mercado" em 1074. Em 1172 um segundo quebra-mar foi construído para estabilizar o litoral, complementando um dique anterior.[11] A partir da Dinastia Yuan em 1292 até se tornar oficialmente uma cidade pela primeira vez em 1927, Xangai foi designada meramente como um condado, administrado pela prefeitura de Songjiang.[12]

Dois eventos importantes influenciaram o desenvolvimento de Xangai durante a dinastia Ming. A muralha da cidade foi construída pela primeira vez em 1554 para proteger a cidade das invasões de piratas japoneses. A muralha media 10 metros de altura e cinco quilômetros de circunferência.[13] Durante o reinado Wanli (1573-1620), Xangai ganhou um importante impulso cultural com a construção do Templo da Cidade de Deus em 1602. Este privilégio era geralmente reservado para lugares com status de uma cidade, como a capital de uma prefeitura, normalmente não concedido a uma cidade-condado, como Xangai era naquela época. Provavelmente refletia a sua importância econômica, em oposição ao seu baixo estatuto político.[13]

Durante a dinastia Qing, Xangai tornou-se um dos portos marítimos mais importantes da região do Delta do Rio Yangtze, devido a duas importantes mudanças políticas do governo central: Em primeiro, o imperador Kangxi em 1684 inverteu a proibição anterior de navegação oceânica de carga - uma proibição que estava em vigor desde 1525. Em segundo, em 1732 o imperador Yongzheng transferiu a aduana marítima da província de Jiangsu para Xangai, e deu ao Xangai o controle exclusivo sobre a coleta de impostos do comércio exterior da província de Jiangsu. Como resultado dessas duas decisões críticas, em 1735 Xangai tornou-se o porto marítimo mais importante de toda região sul do rio Yangtzé, apesar de estar ainda no nível mais baixo na hierarquia administrativa política.[14]

Século XIX[editar | editar código-fonte]

O Bund em 1928.

O seu desenvolvimento mercantil e financeiro internacional no século XIX iniciou-se quando, no fim da Guerras do Ópio (Tratado de Nanquim, 1842), teve de se abrir ao comércio e tráfico de Ópio com os países ocidentais. Em breve as forças britânicas adquiriram o monopólio de metade do comércio externo da China, atingindo um grande desenvolvimento urbano e demográfico.

Antes da Segunda Guerra Mundial, era o maior centro comercial do Extremo Oriente, com 4 300 630 habitantes, e constituía uma parte chinesa e outra europeia, gozando esta do direito de extraterritorialidade, com um regime jurídico próprio.

Este aspecto peculiar da cidade nasceu dos excessos da Rebelião Taiping durante o período de domínio que exerceram sobre ela, de Setembro de 1853 a Fevereiro de 1855. Xangai foi então internacionalizada, e o serviço da Alfândega marítima passou a mãos estrangeiras, regime que se tornou extensivo, em 1858, a todos os portos incluídos no contrato que se celebrou. Depois de criada esta situação, uma nova tentativa de conquista da cidade, levada a efeito, em 1860-1861, pelos mesmos rebeldes chineses, foi repelida por voluntários e por forças da marinhas inglesa e francesa.

Assim se transformou Xangai, com carácter efectivo, numa colónia cosmopolita, em cuja administração intervinham as potências signatárias do Tratado, por intermédio dos seus representantes consulares. Esta posição especial permitiu-lhe observar a neutralidade durante a Primeira Guerra Sino-Japonesa de 1894-1895 e a revolta dos boxers de 1900.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Durante a República da China (1912-1949), o estatuto político de Xangai foi finalmente elevado ao de um município em 14 de julho de 1927. Embora o território das concessões estrangeiras estivessem excluído do seu controle, este novo município chinês ainda cobria uma área de 828,8 quilômetros quadrados, incluindo os bairros modernos de Baoshan, Yangpu, Zhabei, Nanshi e Pudong. Chefiada por um prefeito chinês e um conselho municipal, a primeira nova tarefa da prefeitura foi a de criar um novo centro na vila de Jiangwan, distrito de Yangpu, fora dos limites das concessões estrangeiras. Este novo centro da cidade foi planejado para incluir um museu público, uma biblioteca, um ginásio de esportes e a sede da prefeitura.[15]

Em 28 de janeiro de 1932, as forças japonesas atacaram e os chineses resistiram, lutando para uma paralisação, quando um cessar-fogo foi negociado em maio. A Batalha de Xangai, em 1937, resultou na ocupação das partes chinesas de Xangai, administrados fora do Acordo Internacional e da Concessão Francesa. O Acordo Internacional foi ocupada pelos japoneses em 8 de dezembro de 1941 e permaneceu ocupado até a rendição do Japão, em 1945, período em que crimes de guerra foram cometidos.[16]

Em 27 de maio de 1949, o Exército Popular de Libertação assumiu o controle de Xangai, que se tornou um dos três municípios da antiga República da China que não se fundiram com províncias vizinhas ao longo da próxima década (os outros são Pequim e Tianjin).[17] Xangai foi submetida a uma série de alterações nos limites das suas subdivisões, especialmente na década seguinte. Depois de 1949, a maioria das empresas estrangeiras mudou seus escritórios de Xangai para Hong Kong, como parte de um desinvestimento estrangeiro devido à vitória comunista no país.

Durante os anos 1950 e 1960 , Xangai tornou-se um centro industrial e da esquerda radical; o esquerdista Jiang Qing e seus três companheiros, que junto formavam o Bando dos Quatro, estavam baseados na cidade.[18] No entanto, mesmo durante os tempos mais tumultuosos da Revolução Cultural promovida pelo Partido Comunista, Xangai foi capaz de manter a alta produtividade da sua economia e a estabilidade social relativa. Na maior parte da história da República Popular da China (RPC), a fim de canalizar a riqueza para as áreas rurais, Xangai tem sido um importante contribuinte na receita fiscal do governo central chinês. A sua importância para o bem-estar fiscal do governo central também propiciou liberalizações econômicas iniciadas em 1978. Xangai foi finalmente autorizada a iniciar reformas econômicas em 1991, iniciando o desenvolvimento maciço ainda visto hoje, principalmente com o nascimento e desenvolvimento de Lujiazui em Pudong.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área urbana de Xangai pode ser vista nesta imagem de satélite em falsa cor.

Xangai está localizada na foz do Delta do Rio Yangtze na costa leste da República Popular da China, está no eixo entre Pequim e Hong Kong e tem praticamente a mesma distância entre a Região Autónoma e a capital. O município está dividido na península entre o Yangtze e a Baía de Hangzhou, Chongming (a terceira maior ilha da China), e uma série de ilhas menores. Faz fronteira ao norte pela Província de Jiangsu, a sul pela Província de Zhejiange a leste pelo Mar da China Oriental. A cidade é dividida pelo Rio Huangpu, um afluente do Yangtze. O centro histórico da cidade, chamada de Puxi, está localizada no lado oeste do Huangpu, enquanto o novo centro financeiro, chamado de Pudong, está sendo desenvolvido na margem oriental.

A grande maioria dos 6 218 km ² da área terrestre de Xangai é plana, além de alguns morros no sudoeste, com uma altitude média de quatros metros. A posição da cidade em planície aluvial praticamente obrigou que os novos arranha-céus fossem construídos com bases de concreto para se assentarem sem nenhum problema no terreno plano. O ponto mais alto é de 103 m que se encontra na Ilha Dajinshan. A cidade possui muitos rios, canais, córregos e lagos e é conhecida por sua riqueza de recursos hídricos e está englobada na bacia hidrográfica do Lago Taihu.

Os investimentos públicos em meio ambiente na cidade tem tido um grande crescimento, inclusive a conscientização de seus residentes. Entre esta série de investimentos recentes, está a limpeza do Rio Suzhou, que passa pelo centro da cidade e está avaliada em US$ 1 bilhão e tem previsão de durar dez anos. A poluição em Xangai é baixa em comparação com outras cidades chinesas, como Pequim, mas o rápido desenvolvimento nas últimas décadas, significa que ainda é alta em padrões mundiais, e é comparada regularmente aos níveis de Los Angeles.

O clima de Xangai é subtropical úmido (Cfa na classificação climática de Köppen-Geiger), com as quatro estações bem definidas. No inverno, os ventos frios do norte da Sibéria fazem com que as temperaturas noturnas sejam negativas, embora a maioria dos anos, há apenas um ou dois dias de neve. O verão é muito quente e úmido, com chuvas ocasionais e trovoadas fracas. A cidade também está na rota de tufões, mas nenhum nos últimos anos tem causado danos consideráveis. As estações mais agradáveis são a primavera, que não tem padrões climáticos fixos, e o outono, que é geralmente ensolarado e seco. Xangai possui, em média, 1 878 horas de sol por ano, com a temperatura mais alta já registrada em 40 °C, e a menor em -12 °C. O número médio de dias chuvosos é de 129 por ano, enquanto o mês mais chuvoso é junho.

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Xangai (1971-2000) Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 8,1 9,2 12,8 19,1 24,1 27,6 31,8 31,3 27,2 22,6 17 11,1 20,2
Temperatura mínima média (°C) 1,1 2,2 5,6 10,9 16,1 20,8 25 24,9 20,6 15,1 9 3 12,9
Precipitação (mm) 50,6 56,8 98,8 89,3 102,3 169,6 156,3 157,9 137,3 62,5 46,2 37,1 1 164,7
Dias com chuva 9,7 10,3 13,9 12,7 12,1 14,4 12 11,3 11 8,1 7 6,5 129
Umidade relativa (%) 75 74 76 76 76 82 82 81 78 75 74 73 76,8
Horas de sol 123 115,7 126 156,1 173,5 147,6 217,8 220,8 158,9 160,8 146,6 147,7 1 894,5
Fonte: China Meteorological Administration.[19]

Demografia[editar | editar código-fonte]

A única rua pedestre em Nanjing.

A população de Xangai é 19 213 200. O censo de 2000 colocou a população do município de Xangai em 16,738 milhões, incluindo a população migrante, o que contam 3,871 milhões. Desde o censo de 1990, a população total teve um aumento de 3,396 milhões, ou 25,5%. Os homens representam 51,4% e o sexo feminino 48,6% da população. 12,2% estavam na faixa etária de 0-14, 76,3% entre 15 e 64 anos e 11,5% tinham mais de 65 anos. A partir de 2008, a população de residentes de longa duração atingiu 18,88 milhões, incluindo uma população oficialmente registadas permanente de 13,71 milhões e 4,79 milhões de imigrantes registrados a longo prazo de outras províncias, muitos de Anhui, Jiangsu e Zhejiang. De acordo com o Bureau de Estatísticas Municipal Xangai, havia 133.340 estrangeiros em Xangai em 2007. Além disso, há um grande número de pessoas a partir de Taiwan para as empresas (as estimativas variam de 350 000 a 700 000). Até 2009, as comunidades sul-coreano em Xangai também aumentou para mais de 70 000. A esperança média de vida em 2006 era de 80,97 anos, 78,67 para homens e 82,29 para as mulheres. A renda anual média disponível dos residentes de Xangai, com base nos três primeiros trimestres de 2009, é 21 871 RMB.

Idiomas[editar | editar código-fonte]

A maioria dos residentes de Xangai são os descendentes de imigrantes provenientes das duas províncias adjacentes de Jiangsu e Zhejiang que se mudou para Xangai no final do século XIX e início do século XX, as regiões que geralmente falam também chinês Wu. Nas últimas décadas, muitos migrantes de outras regiões da China têm vindo a Xangai para o trabalho. Eles muitas vezes não são capazes de falar o dialeto local e, portanto, utilizam o mandarim como língua franca.

A linguagem vernacular é o dialeto de Xangai, um dialeto do Wu chinês, enquanto a língua oficial é o mandarim padrão. O dialeto local é mutuamente inteligível com o mandarim, e é uma parte inseparável da identidade de Xangai. O moderno Xangai dialeto é baseado no dialeto Suzhou de Wu, o dialeto de prestígio de Wu falado na cidade chinesa de Xangai antes da expansão moderna da cidade, o dialeto de Ningbo Wu, e no dialeto de áreas tradicionais de Xangai, agora dentro do Hongkou, Baoshan e distritos de Pudong, que é simplesmente chamado de "Bendihua", ou "no dialeto local". Ela é influenciada em menor medida pelo dialetos de outras regiões próximas, a partir do qual um grande número de pessoas que migraram para Xangai, desde o século XX. Quase todos os habitantes da cidade com idade inferior a 40 pode falar mandarim fluentemente. Fluência em línguas estrangeiras é desigualmente distribuída. A maioria dos residentes idosos que receberam uma universidade educação antes da revolução, e aqueles que trabalhavam nas empresas estrangeiras, pode falar inglês. Aqueles com idade inferior a 26 tiveram contato com o Inglês desde a escola primária, como o inglês é ensinado como uma disciplina obrigatória a partir de primeiro grau.

Religião[editar | editar código-fonte]

Yuyuan Garden. Embora muitas vezes vista como uma metrópole moderna, Xangai ainda tem muitas áreas antigas.

Devido à sua história cosmopolita, Xangai tem uma mistura rica de património religioso como mostram os edifícios e instituições religiosas ainda espalhadas pela cidade. O taoísmo está presente em Xangai, na forma de vários templos, incluindo a Templo da Cidade de Deus, no coração da cidade velha, e um templo dedicado ao general Guan Yu dos Três Reinos. O Wenmiao é um templo dedicado a Confúcio. O budismo está presente em Xangai desde tempos antigos. O Templo Longhua, o maior templo de Xangai, e o Templo Jing'an, foram construídos no período dos Três Reinos. Outro templo importante é o Templo do Buda de Jade, que é nomeado em homenagem a uma grande estátua de Buda esculpida em Jade no templo. Nas últimas décadas, dezenas de templos modernos foram construídos em toda a cidade.

Xangai é também um importante centro do cristianismo na China. Igrejas pertencentes a várias denominações são encontrados em toda Xangai e fazem congregações significativas. Entre as igrejas católicas, a Catedral Santo Inácio em Xujiahui é uma das maiores, enquanto a Basílica She Shan é o único local ativo de peregrinação na China. Xangai tem o maior percentual de católicos na China Continental (2003). A cidade é também o lar de comunidades muçulmanas, judaícas e ortodoxas.

A religião predominante em Xangai é budismo maaiana e taoísmo também é seguido por muitos moradores.

Política[editar | editar código-fonte]

Prédio do Governo Municipal de Xangai.

Xangai foi um centro político da China desde o século XX. O primeiro Congresso Nacional do Partido Comunista da China foi realizado em Xangai. Além disso, muitos dos mais altos funcionários do governo chinês em Pequim são conhecidos por terem subido em Xangai nos anos 1980 em uma plataforma que era crítica pelo esquerdismo extremo da Revolução Cultural, dando-lhes a tag "Clique Xangai" na década de 1990. Muitos observadores da política chinesa veem o direista Clique Xangai como uma facção oposta e concorrente do atual governo chinês sob a presidência de Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao. Empregos top de Xangai, o chefe do partido e da posição do prefeito, sempre foram destacados em escala nacional. Quatro secretários do comitê do partido municipal ou prefeitos de Xangai, eventualmente, passou a assumir posições de destaque do Governo Central, incluindo o ex-presidente Jiang Zemin, ex-Primeiro-ministro Zhu Rongji, e actual Vice-Presidente Xi Jinping. Os trabalhos administrativos de topo são sempre nomeados directamente pelo Governo Central.

O governo atual em Xangai sob o prefeito Han Zheng tem defendido abertamente a transparência no governo da cidade. No entanto, em anos anteriores, um sistema complexo de relações entre o governo de Xangai, bancos e outras instituições da sociedade civil tem estado sob controlo da corrupção, motivada pela política facção em Pequim; estas alegações de Pequim não deram em nada até o final de 2006. Desde a partida de Jiang do escritório tem havido uma quantidade significativa de conflito entre o governo local em Xangai, e o Governo Popular Central, um exemplo de evolução de fato do federalismo chinês. O governo de Xangai administra quase todos os interesses económicos da cidade sem interferência de Pequim.

Em 2006, o nível real de Xangai de autonomia aumentou e superou a de qualquer região autónoma, elevando os sinais de alarme, em Pequim. Em setembro de 2006, o Secretário do Partido Comunista Xangai Chen Liangyu, de Xangai, muitas vezes entrando em conflito com funcionários do governo central, juntamente com um número de seus seguidores, foram removidas de suas posições depois de uma sonda no fundo de pensão da cidade. Mais de uma centena de investigadores, enviada pelo Governo Central, teria descoberto indícios de desvio de dinheiro do fundo de pensão da cidade de empréstimos e investimentos aprovados. Abrupto afastamento de Chen é visto por muitos chineses como uma manobra política do presidente Hu Jintao para proteger ainda mais seu poder no país, e manter o centralismo administrativo. Em março de 2007, o governo central nomeou Xi Jinping, que não é um nativo de Xangai, para se tornar o secretário do Partido Comunista, o cargo mais poderoso da cidade. Xi acabaria por ser transferido para trabalhar para o governo central em Pequim e foi substituído por Yu Zhengsheng em novembro de 2007.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Centro financeiro de Pudong, em Xangai.
Fachada da Bolsa de Valores de Xangai, a maior da China e uma das cinco maiores do mundo.

Xangai é o maior centro comercial e financeiro da China, e ocupa o 5o lugar na edição de 2011 do Índice de Centros Financeiros Globais publicado pela City de London[21] . Era a maior e mais próspera cidade do Extremo Oriente durante a década de 1930, e a com mais rápido desenvolvimento em 1990[22] . Isto é exemplificado pelo Distrito de Pudong, que se tornou uma área piloto para reformas econômicas integradas. Até o final de 2009, havia 787 instituições financeiras instaladas na cidade, dos quais 170 eram estrangeiras[23] .

Em 2009, a Bolsa de Valores de Xangai ficou em terceiro lugar entre as bolsas de valores em todo o mundo em termos de volume de negociação e sexto em termos de capitalização total — e o volume de comércio de seis produtos básicos, incluindo o cobre, borracha e zinco na Shanghai Futures Exchange estavam todos os classificados em primeiro lugar no mundo[24] .

Nas últimas duas décadas Xangai foi uma das cidades com o mais rápido desenvolvimento no mundo. Desde 1992, Xangai registrou crescimento económico de cerca de 10% todos os anos, exceto durante a recessão global de 2008 e 2009[25] , em que o crescimento da economia de Xangai ficou entre 8 e 9,5%. Em 2010, o Produto Metropolitano Bruto total de Xangai ficou em ¥1,6 trilhão (o que equivale a cerca de US$256 bilhões), com um PIB per capita de cerca de ¥7,6 mil (quase US$1 mil)[26] . As três maiores indústrias de serviços são os serviços financeiros, os de varejo e o imobiliário. O setor industrial e o agrícola representaram 39,9% e 0,7% do PIB, respectivamente[27] . A renda anual média dos moradores da cidade, com base nos três primeiros trimestres de 2009, era ¥21,8 mil (ou algo perto de US$3,8 mil)[24] .

Localizado no coração do rio Yangtze, Xangai é o principal porto da China, e, consequentemente, o mais movimentado do mundo, com movimento de pouco mais de 29 milhões de conteiners só em 2010[28] .

Xangai é um dos principais centros industriais da China, desempenhando um papel fundamental em indústrias pesadas do país. Um grande número de zonas industriais, incluindo a Zona de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Xangai-Hongqiao e a de Minhang, a Zona Jinqiao de Exportação e Processamento da Economia e Zona de Desenvolvimento de Alta Tecnologia de Xangai-Caohejing, são pilares da indústria secundária da região metropolitana de Xangai. As atividades indústriais pesadas, como por exemplo a indústria química e metalurgica, foi responsável ​​por cerca de 78% da produção bruta industrial de Xangai em 2009. A Baosteel Group., a maior empresa do ramo siderugico da China e o estaleiro de Jiangnan, um dos mais antigos estaleiros da China são ambos localizados em Xangai[29] .

A atividade automobilistica é outro setor importante na economia da cidade. A Shanghai Automotive Industry Corporation, a SAIC, é uma das "três grandes" do setor na China. A empresa tem uma parceria estratégica com a Volkswagen e com a General Motors.

Porto de Xangai, em uma ilha da Baía de Hangzhou, se tornou o mais movimentado do mundo em 2010

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Apesar de Pequim e Hong Kong serem considerados os centros educacionais da China, Xangai também é lar de algumas das mais prestigiadas universidades do país, incluindo Universidade Fudan, Universidade Jiao Tong de Xangai e Universidade de Tongji.

Transportes[editar | editar código-fonte]

O Metrô de Xangai é dos sistemas que crescem mais rápido do mundo.

Xangai tem um extenso sistema de transporte público, largamente baseada em ônibus, ônibus elétricos, táxis, e um sistema de metro em rápida expansão. Todas estes meios de transportes públicos podem ser acessados usando o bilhete de transporte público de Xangai, que utiliza frequências de rádio para que o bilhete não precisa de tocar fisicamente o scanner. O sistema do Metrô de Xangai e os trilhos elevados tem dez linhas (linhas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 11), no presente e se estende a todos os distritos do núcleo urbano como bem como os distritos vizinhos suburbanos como Songjiang, Minhang e Jiading. De acordo com o cronograma de desenvolvimento do governo municipal, até o ano 2010, outras duas linhas (números 10 e 13) serão construídas, enquanto as extensões estão também em curso para as linhas 2, 6, 8, 9. É um dos sistemas de metropolitano de mais rápido crescimento do mundo, a primeira linha inaugurada em 1995, e a partir de 2009 o Metro de Xangai é o nono sistema mais movimentado. Xangai também tem o mais extenso sistema de ônibus do mundo com cerca de mil linhas de ônibus, operadas por numerosas empresas de transporte. Nem todas as rotas de ônibus de Xangai são numeradas, algumas têm nomes exclusivamente em chinês. Passagens de ônibus custam geralmente ¥ 1, ¥ 1,5 ou 2 ¥, às vezes mais, enquanto as tarifas Mêtro custam entre ¥ 3 a 9 ¥ dependendo da distância.

Os táxi em Xangai são abundantes e a regulamentação do governo fixou tarifas de táxi a um preço acessível para os residentes média de ¥ 14 por 3 km, ¥ 16 depois das 23:00, e 2.4RMB/km depois. Antes da década de 1990, a bicicleta era a forma mais utilizada de transporte em Xangai, mas a cidade tem bicicletas proibidas em muitas das principais estradas da cidade para diminuir o congestionamento. No entanto, muitas ruas têm ciclovias e cruzamentos são monitorados por assistentes de tráfego que ajudam a fornecer segurança para a travessia. Além disso, a prefeitura comprometeu-se a acrescentar 180 km de ciclovias ao longo dos próximos anos. É interessante notar que algumas das principais zonas comerciais e ruas turísticas, Nanjing Road e Huaihai Road não permitem bicicletas.

Com o aumento da renda, os automóveis particulares em Xangai, também aumentou nos últimos anos. O número de carros é limitado, entretanto, pelo número de matrícula, disponíveis em leilão. Desde 1998, o número de matrículas de veículos novos é limitado a 50 000 veículos por ano.

Em cooperação com o Município de Xangai e de Xangai Maglev Transportation Development Co. (SMT), a alemã Transrapid construiu o primeira ferrovia de alta velocidade Maglev no mundo em 2002, da estação de metrô de Xangai Longyang Road em Pudong para Aeroporto de Pudong. A operação comercial foi iniciada em 2003. A viagem de 30 km em 7 minutos e 21 segundos e atinge uma velocidade máxima de 431 km/h. A velocidade normal é de 431 kmh, mas durante um teste, o Maglev alcançou uma velocidade máxima de 501 km/h.

Duas ferrovias se cruzam em Xangai: a Ferrovia Jinghu (Pequim-Xangai) passando por Nanquim e Ferrovia Huhang (em Xangai Hangzhou). Xangai é servida por duas estações ferroviárias principais, Estação Ferroviária de Xangai e a Estação Ferroviária de Xangai do Sul. O serviço expresso para Pequim através de comboios Z-series é bastante conveniente. A rota do trem maglev para Hangzhou (Xangai-Hangzhou Maglev Train) pode começar a construção em 2010. A ferrovia de alta velocidade para Pequim também está em obras.

Mais de seis vias expressas nacionais (prefixados com "G") de Pequim conectam-se com Xangai desde Pequim e da região em torno de Xangai. Xangai tem seis vias expressas elevadas (skyways) no núcleo urbano e 18 vias expressas municipais (prefixado com "A"). Há planos ambiciosos para construir vias expressas conectando Shanghai Island com o núcleo urbano. Para uma cidade do tamanho de Xangai, o tráfego ainda é bastante suave e conveniente, mas ficando cada vez mais congestionado com o número de carros aumentando rapidamente.

Xangai tem dois aeroportos comerciais: Aeroporto de Hongqiao e o Aeroporto de Pudong, o último dos quais tem o terceiro maior tráfego na China, na sequência do Aeroporto Internacional de Pequim e Aeroporto Internacional de Hong Kong. O Aeroporto de Pudong no entanto tem mais tráfego internacional do que o Aeroporto de Pequim, com mais de 17,15 milhões de passageiros internacionais transportados em 2006 em comparação com 12,6 milhões de passageiros do Aeroporto de Pequim. Hongqiao serve principalmente para rotas domésticas, com alguns voos para Tóquio Aeroporto de Haneda e para Seul. O Aeroporto de Hongqiao dista cerca de 10 quilômetros a oeste da cidade. Uma das vantagens do aeroporto é que é muito mais próximo do centro da cidade que o aeroporto de Pudong.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Land Area. Basic Facts. Shanghai Municipal Government. Página visitada em 19 de julho de 2011.
  2. Current Demographic Situation of Shanghai(2012) (em inglês). Shanghai Population and Family Planning Commission. Página visitada em 06 de dezembro de 2013.
  3. Shanghai population tops 20m. China Daily (5 de dezembro de 2003). Página visitada em 22-3-2008.
  4. Shanghai. Encyclopædia Britannica Online (2008). Página visitada em 22-3-2008.
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