Xangai

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Se procura o filme com Loretta Young, consulte: Shanghai (filme). Ainda, se procura o cantor, violeiro e compositor baiano, consulte: Xangai (músico).


Xangai (上海)
Pudong, o principal centro financeiro de Xangai.
Pudong, o principal centro financeiro de Xangai.
Localização da cidade na China
Localização da cidade na China
País República Popular da China
Prefeito Han Zheng
Área  
  Cidade 6.340,50 km²
População  
  Cidade (2007) 18.670.000
    Densidade   2.945/km²
  Urbana 13.447.000
Fuso horário +8 (UTC)
Website: [1]

Xangai (chinês 上海; Shànghǎi em pinyin; AFI: [zɑ̃'he], no dialeto wu local) é a maior cidade da República Popular da China e uma das maiores áreas metropolitanas do mundo, com mais de 20 milhões de habitantes.[1] Localizada na costa central da China oriental, na foz do rio Yangtze, a cidade é administrada como um município da República Popular da China com um estatuto do nível de uma província.[2]

Originalmente uma vila cuja economia era baseada na pesca e no setor têxtil, Xangai cresceu de importância no século XIX devido à sua localização favorável do seu porto e como uma das cidades abertas ao comércio exterior em 1842 pelo Tratado de Nanquim.[3] A cidade floresceu como um centro de comércio entre o oriente e o ocidente e tornou-se um hub multinacional de finanças e negócios na década de 1930.[4] No entanto, a prosperidade de Xangai foi interrompida após a tomada comunista em 1949 devido à cessação de investimentos estrangeiros. As reformas econômicas em 1990 resultaram em um intenso desenvolvimento da cidade e, em 2005, Xangai tornou-se o maior porto de carga do mundo.[5]

A cidade é um destino turístico famoso por seus marcos históricos, como o Bund, o Templo da Cidade de Deus, o moderno e em constante expansão centro financeiro de Pudong, onde está localizada a famosa Torre Pérola Oriental, e por sua nova reputação como um centro cosmopolita da cultura e do design.[6][7] Hoje, Xangai é o maior centro comercial e financeiro na China continental e tem sido descrita como o grande exemplo da pujança da economia Chinesa.[8]

Índice

[editar] História

O seu desenvolvimento mercantil e financeiro iniciou-se quando, no fim da guerra do Ópio (Tratado de Nanquim, 1842), teve de se abrir ao tráfico comercial com os países ocidentais. Em breve adquiriu o monopólio de metade do comércio externo da China, atingindo um grande desenvolvimento urbano e demográfico. Antes da Segunda Guerra Mundial, era o maior centro comercial do Extremo Oriente, com 4 300 630 habitantes, e constituíam-na uma parte chinesa e outra europeia, gozando esta do direito de extraterritorialidade, com um regime jurídico próprio.

Este aspecto peculiar da cidade nasceu dos excessos praticados pelos rebeldes taipingues durante o período de domínio que exerceram sobre ela, de Setembro de 1853 a Fevereiro de 1855. Xangai foi então internacionalizada, e o serviço da Alfândega marítima passou a mãos estrangeiras, regime que se tornou extensivo, em 1858, a todos os portos incluídos no contrato que se celebrou. Depois de criada esta situação, uma nova tentativa de conquista da cidade, levada a efeito, em 1860-1861, pelos mesmos rebeldes, foi repelida por voluntários e por forças da marinhas inglesa e francesa.

Xangai 1937: num das mais famosas fotos da Segunda Guerra Sino-Japonesa, bebê chora abandonado em meio aos destroços da estação ferroviária da cidade, bombardeada pelos japoneses.

Assim se transformou Xangai, com carácter efectivo e permanente, numa colónia cosmopolita, em cuja administração intervinham as potências signatárias do Tratado, por intermédio dos seus representantes consulares. Esta posição especial permitiu-lhe observar a neutralidade durante a guerra sino-japonesa de 1894-1895 e a revolta dos boxers de 1900. O mesmo não sucedeu, porém, no decurso das guerras civis que se seguiram à proclamação da República, em que a cidade sofreu muito, sobretudo em 1925 e 1926, quando uma sangrenta vaga de xenofobia a assolou, o que foi pretexto para o desembarque de forças expedicionárias estrangeiras, que, nos arredores, se empenharam em vigorosos combates.

Na década de 1930, Xangai tornou-se um dos maiores portos marítimos da Ásia, com opulentos bancos e edifícios de escritórios ladeando o porto nas margens do rio Huangpu.

Em 1945, após a rendição japonesa, a cidade foi ocupada por forças americanas, a pedido de Chiang Kai-shek, a fim de impedir que essa ocupação fosse levada a efeito por Mao Zedong e as suas tropas comunistas, há muito já em armas que nesse momento se evitou veio a verificar-se em 1949, depois da definitiva derrota das forças nacionalistas e a sua retirada para a Taiwan. A partir desse ano, pois, dada a profunda reorganização do país, as condições de vida da cidade mudaram totalmente, passando a fazer a partir daí parte integrante da República Popular Chinesa. A maioria dos cidadãos estrangeiros abandonaram a cidade, também o fizeram alguns empresários chineses que preferiram organizar os seus negócios em Hong Kong.

[editar] Política

[editar] Cidades irmãs

[editar] Economia

A sua riqueza baseia-se mais na produção industrial do que nas trocas comerciais com o exterior. As principais indústrias são as de construção de maquinaria, de mecânica (bicicletas), de têxteis (seda, juta, , algodão), de electrónica, da borracha, do couro e alimentares. Conta também com instalações siderúrgicas, metalúrgicas e químicas (fertilizantes, fibras, plástico, tintas, tinturas) e com estaleiros navais.

Atualmente tem se destacado como um importante centro de negócios no cenário global, sendo classificada como uma Cidade Global. O principal centro financeiro da cidade é o distrito de Pudong.

Vista do distrito financeiro Lujiazui em Pudong. Na foto, em destaque, a Torre Pérola Oriental.
Vista do distrito financeiro Lujiazui em Pudong. Na foto, em destaque, a Torre Pérola Oriental.

Referências

  1. Shanghai population tops 20m. China Daily (2003-12-05). Página visitada em 2008-03-22.
  2. Shanghai. Encyclopædia Britannica Online (2008). Página visitada em 2008-03-22.
  3. Mackerras, Colin. The New Cambridge Handbook of Contemporary China.  pp. 242.
  4. A Glimpse at 1930s Shanghai. Yoran Beisher (2003-09-24). Página visitada em 2008-03-20.
  5. Shanghai now the world's largest cargo port. Asia Times Online (2006-01-07). Página visitada em 2008-03-20.
  6. Caroline Bremner (2009-01-07). Trend Watch: Euromonitor International’s Top City Destinations Ranking. Euromonitor International. Página visitada em 2009-01-16.
  7. Look! It's the brand new face of China. The Guardian (2008-03-09). Página visitada em 2008-03-20.
  8. Shanghai: China's capitalist showpiece. BBC News (2008-05-21). Página visitada em 2008-08-07.
    Of Shanghai... and Suzhou. The Hindu Business Line (2003-01-27). Página visitada em 2008-03-20.
  9. Prefeitura vai estreitar relações comerciais. Prefeitura de Manaus.

[editar] Ver também


Flag of the People's Republic of China.svg Este artigo é um esboço sobre geografia da República Popular da China. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.