Maputo
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| Município de Moçambique |
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| Panorama de Maputo em 2006 | |||
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| Dados gerais | |||
| Fundado em | 1782 | ||
| Localização | |||
| Província | Maputo (cidade) | ||
| Características geográficas | |||
| Área | 347,69 km² | ||
| População (2007) | 1 094 315 hab. | ||
Maputo é a capital e a maior cidade de Moçambique. Localiza-se no sul do país, na margem ocidental da Baía de Maputo. Os seus limites são: a norte, o distrito de Marracuene; a noroeste e oeste, o município da Matola; a oeste, o distrito de Boane; a sul, o distrito de Matutuíne.
A cidade constitui administrativamente um município com um governo eleito e tem também, desde 1980, o estatuto de província[1]. Não deve ser confundida com a província de Maputo que ocupa a parte mais meridional do território moçambicano, exceptuando a cidade de Maputo.
O município tem uma área de 347,69 km² e uma população de 1 094 315 (Censo de 2007)[2] o que representa um aumento de 13,2% em dez anos. A sua área metropolitana, que inclui o município da Matola, tem uma população estimada em 1 744 000 habitantes.
Índice |
[editar] História
Foi fundada em 1782, na forma de uma feitoria com o nome de Lourenço Marques. Em 1877 foi elevada a vila e em 10 de Novembro de 1887 a cidade, por meio de um Decreto do Rei de Portugal (formalmente intitulado Decreto Régio). Deste modo, esta última data é considerada "natal" pelo município. E em 1898 tornou-se a capital da colónia portuguesa de Moçambique. A partir dos anos 40 e 50, do século XX, e sobretudo ao longo dos anos 60 e 70, a cidade expandiu-se comercial, industrial e residencialmente, beneficiando do crescimento económico e investimento que a colónia então sofreu.
A cidade passou a designar-se Maputo depois da independência nacional, uma decisão anunciada pelo então presidente Samora Machel num comício a 3 de Fevereiro de 1976[3] e formalizada em 13 de Março[4]. O nome provém do Rio Maputo, que marca parte da fronteira sul do país e que, durante a guerra pela independência de Moçambique, adquirira grande ressonância através do slogan Viva Moçambique unido do Rovuma ao Maputo (o Rovuma é o rio que forma a fronteira com a Tanzânia, a norte). Com a independência, a cidade sofreu um imenso afluxo populacional, devido à guerra civil travada no interior do país (1976-1992) e à falta de infra-estruturas nas zonas rurais. O natural crescimento demográfico faria também com que a cidade se transformasse muito ao longo dos anos 80 e 90.
Para além destas duas designações, a cidade e a sua área também foram conhecidas por outros nomes, tais como Baía da Lagoa, Xilunguíne ou Chilunguíne (local onde se fala a língua portuguesa), Mafumo, Camfumo ou Campfumo (do clã dos M'pfumo, o reino mais importante que existia nesta região), Delagoa e Delagoa Bay, sendo esta designação mais conhecida internacionalmente pelo menos até aos primeiros anos do século XX.[5]
[editar] Património da cidade de Maputo
A cidade de Maputo conta com alguns monumentos importantes para a compreensão da história, não só da cidade, mas do próprio país. Ainda que boa parte do património esteja degradada, a cidade exibe exemplares interessantes da arquitectura modernista portuguesa que floresceu nos anos 60 e 70 do século passado. Alguns dos monumentos mais importantes da cidade são:
- A Fortaleza de Maputo
- A Casa Amarela (que alberga o Museu Nacional da Moeda)
- O Monumento aos Mortos da Primeira Guerra Mundial
- O Museu de História Natural de Moçambique
- A Igreja da Polana
- O Palácio da Ponta Vermelha
- O Hotel Polana
- A Casa de Ferro
- A Estação do Caminho de Ferro
- O Edifício do Conselho Municipal de Maputo
- A Catedral de Maputo
- O Bloco Habitacional O Leão Que Ri
- O Jardim Tunduro
- A Estação de Biologia Marítima
Ver ainda a Lista do património edificado em Moçambique.
[editar] Governo da cidade de Maputo
[editar] Município
A autarquia de Maputo é dirigida desde Novembro de 1998 por um Conselho Municipal e é presidida por um Presidente do Conselho Municipal, cuja governação é monitorizada por uma Assembleia Municipal. Antes desta data a cidade era dirigida por um Conselho Executivo nomeado pelo governo central. Os seguintes presidentes dos conselhos executivo e municipal dirigiram a cidade:
| Data da tomada de posse |
Presidente do Conselho Executivo (Nomeado) |
|
|---|---|---|
| 17 de Junho de 1980 | António Hama Thay | |
| 1 de Dezembro de 1982 | Gaspar Horácio Mateus Zimba | |
| 28 de Maio de 1983 | Alberto Massavanhame | |
| 12 de Março de 1987 | João Baptista Cosme | |
| 20 de Novembro de 1997 | Artur Hussene Canana | |
| Data da tomada de posse |
Presidente do Conselho Municipal (Eleito) |
Partido |
| 27 de Novembro de 1998 | Artur Hussene Canana | Frelimo |
| 19 de Novembro de 2003 | Eneas da Conceição Comiche | Frelimo |
| 7 de Fevereiro de 2009 | David Simango | Frelimo |
[editar] Província
Apesar da cidade de Maputo ter estatuto de província desde 1980, só em Fevereiro de 2005 foi nomeada Rosa Manuel da Silva como sua primeira governadora (o cargo esteve vago até essa altura).
[editar] Divisão administrativa
Maputo está dividida em sete distritos municipais, que se encontram, por sua vez, divididos em bairros e povoações:
| Unidade Administrativa Autárquica | População (Censo 2007)[6] |
Bairros/Povoações |
|---|---|---|
| Distrito Urbano nº1 | 107 530 | Central A, B e C; Alto Maé A e B; Malhangalene A e B; Polana Cimento A e B, Coop e Sommerchield. |
| Distrito Urbano nº2 | 155 385 | Aeroporto A e B; Xipamanine; Minkadjuíne; Unidade 7; Chamanculo A, B, C e D; Malanga e Munhuana. |
| Distrito Urbano nº3 | 222 756 | Mafalala; Maxaquene A, B, C e D; Polana Caniço A e B e Urbanização. |
| Distrito Urbano nº4 | 293 361 | Mavalane A e B; FPLM; Hulene A e B; Ferroviário; Laulane; 3 de Fevereiro; Mahotas, Albazine e Costa do Sol. |
| Distrito Urbano nº5 | 290 696 | Bagamoyo; George Dimitrov (Benfica); Inhagoia A e B; Jardim, Luís Cabral; Magoanine; Malhazine; Nsalane; 25 de Junho A e B; e Zimpeto. |
| Distrito Municipal da Catembe (Distrito Urbano nº6) |
19 371 | Gwachene; Chale; Inguice; Ncassene e Xamissava. |
| Distrito Municipal da Ilha da Inhaca (Distrito Urbano nº7) |
5 216 | Ingwane; Ribjene e Nhaquene. |
[editar] Economia
Maputo não é só a capital política de Moçambique, mas ocupa também uma posição central em termos de infraestrutura, actividade económica, educação e saúde. Aqui se concentra a maior parte dos serviços e sedes dos grandes grupos económicos e empresas, públicas e privadas.
A cidade alberga o segundo porto da costa oriental de África, ao qual confluem três linhas ferroviárias ligando aos vizinhos Suazilândia, África do Sul e Zimbabwé. A rede rodoviária permite a ligação aos dois primeiros países e o resto de Moçambique. Em termos de ligações aéreas, Maputo é servida pelo Aeroporto Internacional de Mavalane[7]
[editar] Ver também
[editar] Referência
- ↑ Resolução da Comissão Permanente da Assembleia Popular (CP AP) n° 5/80, de 26/06/1980,
- ↑ População Total por Sexo, Segundo Idade. Maputo Cidade, Censo 2007 [1]
- ↑ Corvaja, Luigi (2003), Maputo: Desenho e Arquitectura. Edições FAPF, Maputo, p. 58.
- ↑ Decreto-Lei nº 10/76 de 13 de Março de 1976.
- ↑ Sopa, António e Bartolomeu Rungo (2006), Maputo — Roteiro Histórico Iconográfico da Cidade. Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil, Maputo.
- ↑ População Total por Distritos, Sexo Segundo Idade. Maputo Cidade [2]
- ↑ Ministério da Administração Estatal. 2002. Folha Informativa dos Municípios II. Maputo.
[editar] Ligações externas
- Página oficial do Município de Maputo
- Imagens de Maputo Fotografias e Mapa de Maputo
- Tudo sobre Maputo
- De la Núcleo de Arte en Maputo (en)
- Imagens de Maputo Retrospectiva a Lourenço Marques (1950-1975)

