Belém (Pará)

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Município de Belém
"Cidade das Mangueiras"
"Belém do Pará"
"Terra do Carimbó

Metrópole da Amazônia"

Vista aérea de Belém

Vista aérea de Belém
Bandeira de Belém
Brasão de Belém
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 12 de janeiro de 1616 (398 anos) [1]
Gentílico belenense ou belemense[1]
Lema "Nobiscum et sequátur septentrionem dicitur"

(Os estados do norte estão conosco e nos seguem)

Prefeito(a) Zenaldo Coutinho (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Belém
Localização de Belém no Pará
Belém está localizado em: Brasil
Belém
Localização de Belém no Brasil
01° 27' 21" S 48° 30' 14" O01° 27' 21" S 48° 30' 14" O
Unidade federativa  Pará
Mesorregião Metropolitana de Belém[2]
Microrregião Belém IBGE/2008[2]
Região metropolitana Belém
Municípios limítrofes Ananindeua (leste) e Barcarena (Balsa)
Distância até a capital 2 140 km[3]
Características geográficas
Área 1 064,918 km² [4]
População 1 425 923 hab. IBGE/2013[5]
Densidade 1 339 hab./km²
Altitude 10 m
Clima equatorial Am
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,746 (PA: 1º) – alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 19 666 725 mil (BR: 26º) – IBGE/2011[7]
PIB per capita R$ 14 027,06 IBGE/2011[8]
Página oficial
Prefeitura www.belem.pa.gov.br
Câmara www.cmb.pa.gov.br

Belém é um município brasileiro, capital do estado do Pará, pertencente à Mesorregião Metropolitana de Belém e à Microrregião de Belém.[9] Com uma área de aproximadamente 1 064,918 km², localiza-se no norte brasileiro, distante 2 146 quilômetros de Brasília.[3]

Com uma população de 1 425 923 habitantes, é a metrópole localizada mais ao norte do Brasil, possuindo também a segunda maior densidade demográfica da Região Norte (1307,17 hab/km²).[10] A cidade é sede da Região Metropolitana de Belém, que, com 2 360 250 habitantes, é a mais populosa da Região Norte, a 10ª do país e a 177ª do mundo.[11] A cidade de Belém é classificada como uma das capitais com melhor qualidade de vida do Norte do Brasil.[12] [13]

Em seus quase 400 anos de história, Belém vivenciou momentos de plenitude, entre os quais o período áureo da borracha, no início do século XX, quando o município recebeu inúmeras famílias europeias, que influenciaram grandemente a arquitetura das edificações locais, ficando conhecida na época como Paris n'América. Hoje, apesar de ser cosmopolita e moderna em vários aspectos, Belém não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões, das igrejas e capelas do período colonial[14] .

A cidade exerce significativa influência nacional,influenciando mais de 8 milhões de pessoas em 3 estados brasileiros Pará,Amapá,Tocantins seja do ponto de vista cultural, econômico ou político.[15] Conta com importantes monumentos, parques e museus, como o Theatro da Paz, o Museu Paraense Emílio Goeldi, o mercado do Ver-o-Peso, e eventos de grande repercussão, como o Círio de Nazaré.[16]

História[editar | editar código-fonte]

Forte do Castelo

A região onde atualmente encontra-se a cidade de Belém foi, em meados do século XVIII, um pequeno lugarejo que serviu de morada para os índios xucurus.[4]

O estabelecimento do primitivo núcleo do município remonta ao contexto da conquista da foz do rio Amazonas à época da Dinastia Filipina por forças luso-espanholas sob o comando do capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, que, a 12 de janeiro de 1616, fundou o Forte do Presépio.

A povoação que se formou ao seu redor foi inicialmente denominada de Feliz Lusitânia. Posteriormente foi sucessivamente denominada como: Santa Maria do Grão Pará; Santa Maria de Belém do Grão Pará; até a atual Belém. Belém foi a primeira capital da Amazônia.[17]

Nesse período, ao lado da atividade de coleta das drogas do sertão, a economia era baseada na agricultura de subsistência, complementada por uma pequena atividade pecuária e pesca, praticada por pequenos produtores que habitavam, principalmente, na ilha do Marajó e na ilha de Vigia.[18] . Distante dos núcleos decisórios das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil e fortemente ligada a Portugal, Belém reconheceu a Independência do Brasil apenas a 15 de agosto de 1823, quase um ano após a sua proclamação.

Era da Borracha[editar | editar código-fonte]

Durante o ciclo da borracha, Belém foi considerada uma das cidades brasileiras mais desenvolvidas e uma das mais prósperas do mundo, não só pela sua posição estratégica - quase no litoral -, mas também porque sediava um maior número de residências de seringalistas, casas bancárias e outras importantes instituições.[19]

O apogeu foi entre 1890 e 1920, quando a cidade contava com tecnologias que as cidades do sul e sudeste brasileiros ainda não possuíam. A cidade já possuía: o Cinema Olympia (o mais antigo do Brasil em funcionamento), considerado um dos mais luxuosos e modernos da época, inaugurado em 21 de abril de 1912 no auge do cinema mudo internacional; o Teatro da Paz, considerado um dos mais belos do Brasil, inspirado no Teatro Scala de Milão; o mercado de ferro Ver-o-Peso, a maior feira livre da América Latina; o Palácio Antônio Lemos; a Praça Batista Campos e muitos outros.[20] .

Pela mesma razão, foram atraídas, nesse período, levas de imigrantes estrangeiros, como portugueses, chineses, franceses, japoneses, espanhóis e outros grupos menores, a fim de desenvolverem a agricultura nas terras da Zona Bragantina.

A comarca da capital, com sede em Belém, envolvia, além do seu município, os de Acará, Ourém e Guamá. Possuía quinze freguesias: Nossa Senhora da Graça da Sé, Sant'Ana da Campina, Santíssima Trindade e Nossa Senhora de Nazareth do Desterro, na capital. No interior as de São José do Acará, São Francisco Xavier de Barcarena, Nossa Senhora da Conceição de Benfica, Sant'Ana de Bujaru, Nossa Senhora do Ó do Mosqueiro, Sant'Ana do Capim, São Domingos da Boa Vista, São João Batista do Conde, São Miguel do Guamá, Nossa Senhora da Piedade de Irituia e Divino Espírito Santo de Ourém[18] .

Observa-se que, nessa época, o indígena teve participação direta na economia local, por já estar mais reservado nas áreas afastadas dos centros urbanos, vivendo sua própria cultura, depois de ter enfrentado os colonizadores em muitos conflitos.

Cresceu, em contrapartida, o comércio de escravos, trazidos para os trabalhos gerais necessários e surgiu a figura do caboclo, que já se desenvolvia com a miscigenação.

Cabanagem[editar | editar código-fonte]

A cabanagem foi uma revolta social ocorrida no Império do Brasil, na então Província do Grão-Pará (região norte do Brasil, atual estado do Pará), ocorrendo de 1835 a 1840, durante o período regencial brasileiro. O conflito ocorreu devido à irrelevância política à qual a província foi relegada após a Independência do Brasil e o cenário de pobreza extrema povo paraense. A Cabanagem é um dos maiores conflitos já ocorridos na história do país[21] .

Considerada a de participação mais autenticamente popular da história do país, única em que a população efetivamente derrubou o governo local. Grão-Pará recebeu o título de Imperial Município, conferido por dom Pedro II (1840-1889).

A denominação "cabanagem" remete ao tipo de habitação da população pobre ribeirinha, formada principalmente por mestiços, escravos livres e índios. Embora a elite fazendeira da Província morasse muito melhor, sentia a falta de participação nas decisões do governo central, dominado pelas províncias do Sudeste e do Nordeste[18] .

A guerra durou cerca de cinco anos e provocou a morte de mais de 40 000 pessoas, cerca de 30% da população do Grão-Pará foi dizimada, tribos inteiras foram completamente exterminadas, visto como exemplo a tribo mura.[22]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ocupando uma área de 1 065 km², Belém conta atualmente com 1 425 923 habitantes e é a segunda cidade mais populosa da Amazônia. Limita-se com o município de Ananindeua.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os rios que passam por Belém são o rio Amazonas, rio Maguari e rio Guamá. A Baía do Guajará é uma baía que banha diversas cidades do estado do Pará, inclusive sua capital. É formada pelo encontro da foz do rio Guamá com a foz do rio Acará[23] .

Problema ambiental[editar | editar código-fonte]

A rede de abastecimento chega a 80% das residências, mas somente 6,5% da descarga domiciliar está conectada à rede coletora de resíduos, o que provoca o descarte inadequado dos dejetos em 14 bacias que abastecem a cidade, 11 delas ligadas ao rio Guamá[25] .

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Belém por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 118,2 mm 10/01/1971 Julho 111 mm 13/07/1974
Fevereiro 161,2 mm 13/02/2013 Agosto 80,4 mm 11/08/1969
Março 136,9 mm 23/03/1985 Setembro 67,4 mm 23/09/1964
Abril 200,8 mm 25/04/2005 Outubro 74,4 mm 07/10/2005
Maio 103,5 mm 07/05/1974 Novembro 67 mm 01/11/1995
Junho 99,7 mm 20/06/1996 Dezembro 121,4 mm 21/12/1989
Fonte: Rede de dados do INMET (período: 1961 a 2013).[26]

O clima em Belém é quente e úmido, tipicamente equatorial, influência direta da floresta amazônica, onde as chuvas são constantes. O índice pluviométrico é de 2921,7 mm (ano).[27] As incontáveis mangueiras existentes nas ruas da cidade ajudam a amenizar o calor, principalmente nos meses mais quentes de julho a novembro, quando a temperatura pode chegar a 35 graus, porém a temperatura média anual é de 26 °C. Além de aliviar o calor, as mangueiras ornamentam a cidade e fazem a delícia dos amantes da manga, já que em janeiro e fevereiro, época da safra, Belém é inundada pelo fruto, sendo assim conhecida como Cidade das Mangueiras.[28]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período entre 1961 e 2013, a menor temperatura registrada em Belém foi de 18,5 °C em 26 de agosto de 1984,[29] e a maior atingiu 37,3 °C nos dias 26 de dezembro de 1977 e 12 de dezembro de 2003.[30] Os dez maiores acumulados de chuva registrados em 24 horas foram de 200,8 milímetros em 25 de abril de 2005, 161,2 milímetros em 13 de fevereiro de 2013, 136,9 milímetros em 23 de março de 1985, 133,7 milímetros em 15 de abril de 2000, 131,4 milímetros em 1º de abril de 2008, 121,4 milímetros em 21 de dezembro de 1989, 118,7 milímetros em 18 de abril de 2000, 118,2 milímetros em 10 de janeiro de 1971, 117,5 milímetros em 18 de fevereiro de 1991 e 117,4 milímetros em 11 de fevereiro de 1980.[26] O maior volume de chuva acumulado em um mês foi de 776,2 milímetros em fevereiro de 1980.[31]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Belém Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 35,9 34,8 37,3 35 35,2 35 35,3 36,7 35,4 35,4 36,4 37,3 37,3
Temperatura máxima média (°C) 30,9 30,5 30,4 30,8 31,3 31,7 31,7 32,1 32,1 32,2 32,3 31,9 31,5
Temperatura média (°C) 25,6 25,4 25,5 25,6 25,8 26 25,7 26 26 26,4 26,5 26,2 25,9
Temperatura mínima média (°C) 22,1 22,2 22,4 22,6 22,6 22,1 21,7 21,7 21,7 21,6 21,9 22 22,1
Temperatura mínima registrada (°C) 19,4 18,8 19,8 19,2 20 19,8 18,9 18,5 18,8 18,9 18,6 19 18,5
Chuva (mm) 385,5 412,5 447,1 353,4 305,5 155,3 155,5 126,4 144,8 114,6 118,2 203 2 921,7
Dias com chuva (≥ 1 mm) 24 24 26 24 23 16 15 12 15 12 13 17 221
Umidade relativa (%) 89,7 91 91 91 88 86 85 84 84 83 83 86 86,8
Horas de sol 139,4 102,5 103,6 121,9 181,6 225,9 252,4 263,5 230,5 233,4 204,6 182,3 2 241,6
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas de 1961 a 1990;[32] [33] [34] [27] [35] [36] [37] recordes de temperatura de 1961 a 2013).[30] [29]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Belém, com uma população de 1.425.923 habitantes, é a 11ª cidade mais populosa do Brasil e a 2ª da região Norte. A cidade possui um dos maiores IDH entre as cidades do norte e, nos últimos anos, vem se verticalizando de forma acelerada, pelo fato de não haver mais áreas horizontais, levando investimentos para sua região metropolitana. A cidade tem o 5º metro quadrado mais caro do País.[22]

De acordo com um estudo genético de 2011, a composição genética da população de Belém é 69,70% europeia, 10,90% africana e 19,40% ameríndia.[38] Um estudo mais recente, de 2013, encontrou 53,7% de contribuição europeia, 16,8% africana e 29,5% ameríndia.[39]

Estimativa Populacional da RMB - IBGE

Religião[editar | editar código-fonte]

Círio de Nazaré

É possível encontrar, em toda parte da cidade, pessoas adeptas das mais diversas religiões, como o espiritismo e o protestantismo. Também estão muito presentes as religiões afro-brasileiras trazidas da África pelos escravos. Há ainda manifestações de muitas outras religiões, vindas dos mais diversos lugares do mundo, como o islamismo, o judaísmo (a primeira sinagoga do Brasil independente foi construída em Belém), o neopaganismo ou o mormonismo. Cerca de 72,10% da população de Belém é católica, 18,30% são protestantes, 1,53% são de orientação Espírita, 0,19% são seguidores de religiões de origem africana e 0,1% são judeus.[40]

Católicos

A maior parte da população é católica e o município sedia o Círio de Nazaré, que acontece anualmente no segundo domingo de outubro, reunindo cerca de dois milhões de fiéis. O Círio, em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, é a maior festa cristã do país e a maior procissão católica do mundo, sendo celebrada desde 1793, no município de Belém do Pará.[41]

Atualmente, as manifestações de devoções religiosas estendem-se por quinze dias, durante a chamada quadra Nazarena. Entre os pontos altos dessa manifestação, destacam-se: romaria fluvial, romaria rodoviária, moto-romaria, transladação, procissão do Círio, o Círio propriamente dito e o recírio. A capital paraense possui inúmeras igrejas, capelas e santuários, das quais se destacam a Catedral Metropolitana de Belém, a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré e a Igreja de Santo Alexandre.

Evangélicos

No início do século XX, a Igreja Batista da cidade recebeu dois missionários suecos oriundos dos Estados Unidos: Daniel Berg e Gunnar Vingren. Esse missionários diziam-se batistas suécos e teriam vindo dos EUA embalados pelo trabalho missionário desenvolvido no país. Sob a autorização do reverendo Nelson ficavam à frente do trabalho enquanto esse ia aos EUA em busca de fundos para a obra. Enquanto fora, os missionários aproveitavam a oportunidade para pregar o pentecostalismo ao qual tinha se convertido ainda nos Estados Unidos.

Devido as dissenções acabaram sendo convidados a se retirarem em 1910, formando sua própria congregação com o grupo que concordava com os novos ensinos [42] . Mais tarde essa congregação seria a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, a maior igreja evangélica do Brasil, e a maior igreja pentecostal do mundo. Belém se tornou o berço da doutrina pentecostal evangélica.[43] e já foi palco de grandes eventos evangélicos.

Depois do catolicismo, esta é a segunda religião mais praticada na cidade e possui um grande números de igrejas evangélicas, dentre as quais as principais são: Assembleia de Deus, tendo sua fundação nacional primeiramente em Belém, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular e Igreja Batista.[44]

Judeus

Grande parte dos judeus em Belém chegaram à cidade no século XIX, oriundos do Marrocos, descendentes dos refugiados da Inquisição na Espanha e em Portugal (1496). Os judeus se dirigiram para a região com intuito de poder praticar sua fé com liberdade e enriquecer com o crescente extrativismo da região, facilitados pela carta régia, que abriu os portos do país para nações amigas. Muitos migraram diretamente para Belém e outros se espalharam pelas cidades ao longo do Rio Amazonas, depois migrando para a capital.

Também foi inaugurada em 1824 a primeira sinagoga do Brasil Império, a "Eshel Abraham", e o primeiro cemitério judaico do país em 1842. Com a proclamação da república e a separação da Igreja do Estado, em 1889, esse fluxo foi intensificado, aliado ao Ciclo da Borracha, que estava vivendo seu apogeu nesse período.[45] [46] .

Belém possui três sinagogas — Eshel Abraham, Shaar Hashamaim e uma unidade do Beit Chabad —, a sede da Congregação Israelita do Pará, uma necrópole israelita, um cemitério judeu e uma Hebraica campestre. Com excessão destes dois últimos, todos os cinco anteriores encontram-se dentro de um polígono relativamente pequeno no centro urbano, na tríplice divisa dos bairros da Campina, Batista Campos e Nazaré, a não mais de 830 metros de distância um do outro. Segundo o Censo 2010, a capital paraense é o domicílio de 1.346 judeus, sendo a sexta cidade com o maior número no país, a primeira no Norte e onde a densidade percentual de população judaica é o dobro da média nacional. A comunidade é predominantemente sefaradita, sobretudo de origem marroquina.

Outras

Também estão presentes na cidade a Igreja Universal do Reino de Deus, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Igreja Adventista do Sétimo Dia e Testemunhas de Jeová.

Habitação[editar | editar código-fonte]

Casas na Baía de Guajará, distrito de Icoaraci

Mesmo com um IDH elevado, Belém tem 31,97% de sua população abaixo da linha da pobreza[47] , e índice de Gini de 0,43.[48]

Apesar de a pobreza ter diminuído nos últimos anos[49] , Belém ainda enfrenta grandes problemas relacionados à miséria e à desigualdade social, além da ocupação desordenada e falta de saneamento básico.

Política[editar | editar código-fonte]

Região Metropolitana de Belém[editar | editar código-fonte]

Criada por lei complementar federal em 1973 alterada em 1995, 2010 e em 2011, a Região Metropolitana de Belém (RMB), com 2 360 250 habitantes IBGE/2013, compreende os municípios de Ananindeua, Belém, Benevides, Marituba, Santa Bárbara do Pará, Santa Isabel do Pará e Castanhal. Devido ao intenso processo de conurbação ,hoje a Região Metropolitana de Belém é o maior aglomerado urbano da Região Norte. É a 177ª maior área metropolitana do mundo e 10ª do Brasil[50] .

Área do Entorno

Cidades próximas como Abaetetuba e Barcarena encontram-se sob influência direta de Belém, sendo que as duas já ultrapassaram a marca de cem mil habitantes. A região do "Entorno de Belém", compreende municípios em um raio de até 60 quilômetros a partir da capital paraense, apresentando integração contínua, com uma população que se aproxima de 3 milhões de pessoas.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

O município de Belém possui ao todo, quatro cidades-irmãs [51] , a saber:

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Bairros[editar | editar código-fonte]

A capital paraense possui oficialmente 68 bairros, distribuídos em 8 distritos administrativos[52] .

  • Distrito Administrativo de Belém (DABEL)
  • Distrito Administrativo do Bengui (DABEN)
  • Distrito Administrativo do Entroncamento (DAENT)
  • Distrito Administrativo do Guamá (DAGUA)
  • Distrito Administrativo de Icoaraci (DAICO)
  • Distrito Administrativo de Mosqueiro (DAMOS)
  • Distrito Administrativo de Outeiro (DAOUT)
  • Distrito Administrativo da Sacramenta (DASAC)

Economia[editar | editar código-fonte]

Atividades Economicas em Belem - (2012)[53]

A economia belenense baseia-se primordialmente nas atividades do comércio, serviços e turismo, embora seja também desenvolvida a atividade industrial com grande número de indústrias alimentícias, navais, metalúrgicas, pesqueiras, químicas e madeireiras. A Grande Belém localiza-se na região mais dinâmica do estado e juntamente com o município de Barcarena, integra o segundo maior parque industrial da Amazônia. A cidade conta com os portos brasileiros mais próximos da Europa e dos Estados Unidos (Belém, Miramar e Outeiro), sendo que o Porto de Belém é o maior movimentador de containers da Amazônia. Com a revitalização dos distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua, a implantação da Hidrovia do Tocantins e com a chegada da Ferrovia Norte-Sul, a cidade aguarda um novo ciclo de desenvolvimento.

O Círio de Nazaré, a maior procissão cristã do planeta, movimenta a economia da Cidade. No período há aquecimento na produção industrial, no comércio, no setor de serviços e no turismo.[16] [41] A cidade começa a explorar o mercado da moda, com os eventos Belém Fashion Days (está entre os 5 maiores eventos de moda do País) e o Amazônia Fashion Week (maior evento de moda da Amazônia).

Centros comerciais[editar | editar código-fonte]

Grande porte (mais de 25 000 metros quadrados de ABL - área bruta locável)
  • Castanheira Shopping Center - 42,5 mil m² de ABL[54]
  • Shopping Bosque Grão Pará - 60 mil m² de ABL[55]
  • Shopping Pátio-Belém - 39.980 m² de ABL[54]
  • Boulevard Shopping - 40 mil m² de ABL[56]
  • Parque Shopping Belém - 33 mil m² de ABL[57]
Pequeno e médio porte
  • IT Center[58]
  • Galeria São Pedro
  • Shopping São Brás[59]
  • Small Shopping[60]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Belém, conhecida também como Portão de Entrada da Amazônia, proporciona diversas possibilidades de cultura e lazer.[13] A cidade é rica em construções históricas, praias, cultura, tem a mais original do Brasil e possuí uma exuberante natureza, entricheradas no meio das edificações modernas da capital, podendo ser observado nos seus diversos pontos turísticos. A capital paraense desponta como grande roteiro turístico do Brasil, gerando uma excelente oportunidade para investimentos turísticos e está entre as 10 cidades mais movimentadas e atraentes do Brasil e a mais visitada da amazônia.

Principais atrações turísticas
Interior do Theatro da Paz
  • Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré - A Basílica de Nazaré é a única basílica da Amazônia Brasileira. Sua história, seu simbolismo e sua importância religiosa exercem uma profunda influência no imaginário religioso paraense. Elevada no dia 31 de maio de 2006 à categoria de Santuário Mariano Arquidiocesano, passou a denominar-se Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré.
  • Bioparque Amazônia – Crocodilo Safari
  • Bondinho de Belém[61]
  • Complexo Feliz Lusitânia - Localizado no bairro da Cidade Velha, faz parte do centro histórico revitalizado. O complexo contempla a Catedral Metropolitana de Belém, praça Dom Frei Caetano, Casa das Onze Janelas, Corveta Museu Solimões, Forte do Presépio e o complexo de Santo Alexandre (onde encontra-se a Igreja e o Museu de Arte Sacra do Pará, considerado um dos mais belos do Brasil).
  • Complexo Ver-o-Peso - Composto pela Feira do Açaí, as praças do Relógio (relógio original da Inglaterra), Pescador, dos Velames, o Solar da Beira e o Mercado Municipal. O mercado de Ferro, que completa o Ver-o-Peso, foi todo transportado da Inglaterra e eleito uma das 7 maravilhas do Brasil.
  • Complexo Ver-o-Rio - Numa área de cinco mil metros quadrados de frente para a baía do Guajará, o projeto alia contemplação da natureza com a praticidade na utilização do espaço urbano.
  • Estação das Docas – É um complexo de arte, lazer e gastronomia. A Estação, como é conhecida, possui um moderno terminal fluvial, o Amazon River, com ancoradouro flutuante, capaz de aportar até 4 embarcações de 70 pés. Diariamente são realizados diversos passeios fluviais pela orla e ilhas de Belém.
  • Espaço São José Liberto[62] – Era um antigo presídio da capital. Em 2002 deu lugar ao Espaço, que abriga o Museu de Gemas do Pará, o Polo Joalheiro, a Casa do Artesão e uma capela. Hoje, o local é referência para o mercado joalheiro paraense por conta das joias em ouro e gemas produzidas pelo talento dos ourives e designers paraenses.
  • Estádio Olímpico do Pará - Com capacidade para 50 000 torcedores, foi inaugurado em 1978 e reformado em 2002. Recebeu quatro jogos da seleção brasileira (1990, 1997, 2005 e 2011) e o público recorde foi de 65 000 pessoas (11 de Julho de 1999) no jogo do Clube do Remo e Paysandu Sport Club, antes da reforma. Desde 2002, é realizado no Mangueirão o GP Brasil Caixa de Atletismo, atraindo grande público. Detém o maior público já registrado nesta modalidade na América Latina.
  • Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia - Com uma área total de 64 000 metros quadrados e 25 000 metros quadrados de área construída totalmente integrada ao ambiente amazônico, o Hangar está equipado com recursos de última tecnologia e preparado para qualquer tipo de evento, como feiras, congressos, convenções, encontros, seminários, simpósios e exposições.
  • Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves[63] [64]
  • Mangal das Garças - Localizado às margens do rio Guamá, em pleno centro histórico, o parque é resultado da revitalização de uma área de 40 000 metros quadrados, no entorno do Arsenal da Marinha.
  • Orla de Icoaraci – Situada no Distrito de Icoaraci, distante aproximadamente 20 km do centro, encontram-se bares e restaurantes, áreas de lazer e feiras de artesanato. O distrito destaca-se como importante polo de artesanato em cerâmica.
  • Palácio Antônio Lemos - Hoje, é sede da prefeitura.
  • Palácio Lauro Sodré - Sede do Museu do Estado do Pará desde 1994[65]
  • Parque da Residência - Residência oficial dos governadores do estado, agora é a sede da Secretaria Executiva de Cultura (SECULT) do estado do Pará.
  • Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi - Criado em 6 de outubro de 1866, é a mais antiga instituição de pesquisas da região Amazônica e referência mundial na Amazônia.[66] > O Parque Zoobotânico está situado no centro urbano de Belém, com uma área de 5,2 hectares. É o mais antigo do Brasil no seu gênero.[67]
  • Planetário Sebastião Sodré da Gama - O primeiro planetário do norte e considerado um dos mais modernos do país.
  • Praça Batista Campos
  • Theatro da Paz – Inspirado no Teatro alla Scala de Milão, é o maior e mais antigo da Amazônia, construído em 1878 com recursos auferidos da exportação de látex, no Ciclo da Borracha. É considerado um dos mais luxuosos do Brasil.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Universidades/Faculdades[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal do Pará foi considerada a melhor universidade pública da região norte do país entre 2005 e 2007. O Centro Universitário do Pará é a instituição privada de ensino superior da região norte mais bem posicionada no ranking do Índice Geral de Cursos (IGC) em 2008, indicador criado pelo Ministério da Educação (Brasil) para avaliar a qualidade das instituições de ensino superior de todo o país.[68] .

Dentre as diversas universidades/faculdades presentes em Belém, destacam-se:

Públicas
Privadas
  • Faculdade Educacional da Lapa (FAEL)
  • Faculdade Pan Amazônica (FAPAN)
  • Centro de Educação da Amazônia (CEAMA)
  • Centro Universitário do Pará (CESUPA)
  • Escola Superior da Amazônia (ESAMAZ)
  • Faculdade de Belém(FABEL)
  • Faculdades Integradas Ipiranga
  • Faculdade Teológica Batista Equatorial (FATEBE - Seminário Teológico Batista Equatorial)
  • Faculdade do Pará (FAP)
  • Faculdade Estudos Avançados do Pará (FEAPA)
  • Faculdade Ideal (FACI)
  • Faculdade Integrada Brasil-Amazônia (FIBRA)
  • Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (IESAM)
  • Appa Associação Proativa do Pará (Ingrithi,Mylle)-(APPA)
  • Universidade da Amazônia (UNAMA)
  • Universidade Paulista (UNIP)
  • UNIBRASM - Sustentável dos municípios

Bibliotecas públicas[editar | editar código-fonte]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Em 2012, Belém possuía uma frota de 348 088 veículos.[69]

  • Aeroporto Internacional de Belém - O maior aeroporto do norte brasileiro, distante 12 km do centro, o sítio aeroportuário possui área de 5 615 783,22 metros quadrados e transformou-se em um exemplo do padrão que a Infraero implementa nos aeroportos. Atualmente denominado de Aeroporto Internacional de Val-de-Cans, opera com a capacidade de atender a demanda de 2,7 milhões de passageiros por ano, em 2007 teve um movimento operacional de 2 119 552 passageiros. Sendo responsável pelo incremento do turismo na região, escoamento da produção e captação de novos investimentos. Conta com uma arquitetura futurista, projetada para aproveitar a iluminação natural do local e tem seu interior ornamentado com plantas da região amazônica que se encontram em uma fonte capaz de imitar o barulho das chuvas, que caem todos os dias na região. Possui estacionamento para aeronaves com 11 posições e 700 vagas para veículos[70] .
  • Aeroporto Júlio Cesar - Avenida Júlio César
  • Aeroclube do Pará - Avenida Júlio César
  • Terminal Rodoviário Hildegardo da Silva Nunes - Avenida Cipriano Santos
  • Terminal Fluvial - avenida Marechal Hermes
  • Ferry-Boat (Belém-Marajó)
  • Terminal Turístico da Estação das Docas - avenida Boulevard Castilhos França

Cultura[editar | editar código-fonte]

Centros Históricos[editar | editar código-fonte]

Igreja de Santo Alexandre na Cidade Velha
  • Cidade Velha - conhecido como Centro Histórico de Belém, tem como característica principal a herança arquitetônica do período Brasil Colônia. O bairro é um dos maiores referenciais do patrimônio histórico e cultural do estado e nasceu com a construção do Forte do Presépio (hoje chamado Forte do Castelo) a mando da Coroa portuguesa no início do século XVI. Na Cidade Velha surgiu a primeira rua da cidade, que liga a Feira do Açaí ao Largo da Sé e onde se encontram bares e restaurantes antigos e simples[71] .

Outro lugar famoso do bairro é a Praça do Relógio, onde localiza-se um relógio inglês com 12 metros de altura, levantado na década de 30. Nela, também está localizada a Catedral Metropolitana, a praça Dom Pedro II, igreja das Mercês, o prédio da prefeitura, o complexo Feliz Lusitânia e o Mangal das Garças.

  • Engenho Murucutu - Ruínas do antigo engenho de cana-de-açúcar próspero, movido a vapor, que contava com muitos escravos. Foi destruído à época da Cabanagem, construído no século XVIII. Destaca-se a Capela de Nossa Senhora da Conceição 1711, em estilo neoclássico, cuja construção é atribuída a Antônio José Landi.

Museus[editar | editar código-fonte]

Culinária[editar | editar código-fonte]

A Belém gastronômica é um interessante caldeirão de misturas étnicas. A comida indígena paraense – única, verdadeiramente brasileira, segundo o filósofo José Arthur Gianotti - tem sabores africanos, portugueses, alemães, japoneses, libaneses, sírios, judeus, ingleses, barbadianos, espanhóis, franceses e italianos. Os povos que chegaram à capital se encantaram com a cozinha nativa e, aos poucos, foram incorporando seus ingredientes[72] .

A culinária belenense tem forte influência indígena. Possui pratos típicos como: pato no tucupi com jambu, o tacacá, a maniçoba, entre outras delícias como o açaí. Há quem diga que o sabor dos peixes e das frutas é realmente diferente. Os elementos encontrados na região formam a base de seus pratos. Com mais de uma centena de espécies comestíveis, as frutas regionais podem ser encontradas no Ver-o-Peso, feiras livres, mercados e supermercados do município; elas são responsáveis diretas pelo sabor das sobremesas que enriquecem a mesa paraense. Destacam-se: açaí, bacaba, cupuaçu, castanha-do-pará, bacuri, pupunha, tucumã, muruci, piquiá e taperebá.

Principais mercados municipais[editar | editar código-fonte]

  • Mercado do Ver-o-Peso (1688): é a maior feira livre da América Latina e também o símbolo de Belém e sua maior atração turística. Localizado na área da Cidade Velha e diretamente às margens da baía do Guajará, abastece a cidade com produtos alimentícios do interior paraense, fornecidos principalmente por via fluvial. Foi eleito entre as 7 Maravilhas do Brasil. O posto fiscal criado em 1688 no porto do Piri que, a partir de então, foi popularmente denominado lugar de Ver-o-Peso, deu origem ao nome do mercado, já que era obrigatório ver o peso das mercadorias que saiam ou chegavam à Amazônia, arrecadando-se os impostos correspondentes[73] .
  • Mercado de São Brás (1911): na Praça Floriano Peixoto, próximo à antiga "Estação de Ferro de Bragança", foi construído na primeira década do século XX, em função da grande movimentação comercial gerada pela ferrovia Belém/Bragança. Na mesma época, o intendente Antônio Lemos estabeleceu uma política para descentralizar o abastecimento da cidade, até então o Ver-o-Peso. O abastecimento começou a ser expandido para os bairros, a exemplo do que ocorreu em São Brás. O mercado de São Brás foi inaugurado no dia 21 de maio de 1911, em estilo art nouveau e neoclássico. Em suas dependências, funcionam lojas de artesanato, produtos agrícolas, domésticos e vestuário.

Esporte[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Belém tem os três maiores times do Pará e da Amazônia e o mais bem equipado estádio de futebol da região norte[74] .

Os principais clubes de futebol são Clube do Remo e Paysandu Sport Club, conhecidos por sua rivalidade. Outro tradicional clube de futebol do Pará é a Tuna Luso, fundada pela comunidade portuguesa de Belém e o Sport Club Belém. Contabilizando Belém tem 6 títulos nacionais, sendo com o Paysandu Sport Club 2 títulos do Campeonato Brasileiro - Série B e 1 título da Copa dos Campeões de 2002[75] , com o Clube do Remo 1 Campeonato Brasileiro - Série C e com a Tuna Luso Brasileira 1 Campeonato Brasileiro - Série B e 1 Campeonato Brasileiro - Série C e mais 5 títulos regionais com o Paysandu Sport Clubque detém o título da copa norte e o Clube do Remo que detém três títulos da copa norte e um título da copa norte nordeste.

Grand Prix de Atletismo[editar | editar código-fonte]

O Grand Prix Brasil de Atletismo é realizado em Belém desde 2002 no Estádio Olímpico do Pará. Em 2004, Belém reuniu cerca mais de 42 mil pessoas no Estádio, batendo o recorde de público em competições de atletismo na América do Sul[76] [77] .

Entre os atletas que estiveram em Belém destacam-se: Jadel Gregório, um dos melhores do mundo no salto triplo; Maurren Higga Maggi, estrela nacional do salto em distância; Fabiana Meurer, uma das revelações do salto com vara no circuito internacional; os fundistas Hudson de Souza e Fabiano Peçanha; e Sandro Viana, Vicente Lenilson, André Domingos e Sabine Heitling, que competem nos 3 mil metros com obstáculos[76] .

Jadel Gregório é campeão pan-americano, vice-campeão mundial e dono da melhor marca mundial entre os triplistas em atividade, com 17,90 metros. Maurren foi medalha de prata no Mundial Indoor de Valência, em março, e é recordista sul-americana da prova, com 7,26 metros e entre os atletas internacionais, os norte-americanos, J. J. Johnson (100 m e 200 m) e Joel Broen (110 m com barreiras); o queniano Julius Nyamu (3000 m com obstáculos); o cubano Osniel Tosca (salto triplo); os jamaicanos Maurice Wignall (110 m com barreiras); e Sheri-Ann Brooks (100 m e 200 m). Alguns dos principais destaques são a norte-americana Sheena Tosta, número dois do mundo em 2007 nos 400 m com barreira, e a cubana Yumisleidi Cumba, atual campeã olímpica do arremesso de peso.

Rallye du Soleil[editar | editar código-fonte]

Todo o ano Belém recebe o Rallye du Soleil, uma das mais importantes regatas do iatismo mundial[78] .

Moda[editar | editar código-fonte]

Belém ganha seu espaço no ramo da moda com dois grandes eventos nacionais: o Belém Fashion Days, que hoje está entre os 5 maiores eventos de moda do País, e o Amazônia Fashion Week, o maior evento da Amazônia, onde a moda percorre por uma semana os principais pontos turísticos da cidade. Merece destaque também a produção de joias[78] .

Em outubro de 2009, o III Salão do Brasil em Paris teve mais de 50 expositores. Entre os produtos brasileiros, franceses e visitantes de outros países viram no Salão as joias do Pará, criadas e produzidas por profissionais do Polo Joalheiro, no Espaço São José Liberto.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Por ser a cidade mais antiga da Amazônia e com todas as condições infraestruturais, como o Aeroporto Internacional, Belém é palco de grandes eventos. Estando entre as 5 cidades brasileiras mais citadas para a realização de grandes eventos, de acordo com pesquisa nacional feita por SEBRAE/FBC&VB (2002), possuindo, além da gastronomia, diversas atrações de lazer e turismo na Região Metropolitana[79] [80] .

A capital possui eventos fixos de grande dimensões, como por exemplo: o Círio de Nazaré (maior evento religioso do país - anual); Feira Amazônica do Livro (a 4ª maior feira do gênero no país - anual); Feira Supernorte (maior evento empresarial do Norte do país com 45 mil participantes - anual); FITA - Feira Internacional de Turismo da Amazônia (18 mil participantes), Belém Fashion Days (está entre os 5 maiores eventos de moda do País) e o Amazônia Fashion Week (maior evento de moda da Amazônia), dentre outros[78] [81] .

A cidade conta atualmente com: o Hangar Centro de Convenções da Amazônia, atualmente um dos maiores do País e o maior da Amazônia, para a realização de diversos tipos de eventos; o CENTUR, o maior centro de debates e manifestações culturais do norte do Brasil; o Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), um dos mais completos do país, passando pelos espaços multiusos em diversos hotéis.[82]

A cidade de Belém vista do rio Guamá.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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