Maurren Maggi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Maurren Maggi
campeã olímpica
Atletismo
Nome completo Maurren Higa Maggi
Modalidade salto em distância
100 m c/ barreiras
Nascimento 25 de junho de 1976 (37 anos)
São Carlos, Brasil
Nacionalidade  brasileira
Compleição Peso: 62 kg Altura: 1,73 m
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Pequim 2008 Salto em distância
Campeonatos Mundiais – Indoor
Prata Valência 2008 Salto em distância
Bronze Birmingham 2003 Salto em distância
Jogos Pan-Americanos
Ouro Guadalajara 2011 salto em distância
Ouro Rio 2007 salto em distância
Ouro Winnipeg 1999 salto em distância
Prata Winnipeg 1999 100 m c/ barreiras
Universíada
Ouro Pequim 2001 salto em distância
Prata Pequim 2001 100 m c/ barreiras
Bronze Mallorca 1999 salto em distância

Maurren Higa Maggi (São Carlos, 25 de junho de 1976) é uma saltadora e velocista brasileira. Tornou-se o maior nome da história do atletismo feminino do Brasil ao ganhar a medalha de ouro no salto em distância dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, saltando 7,04 metros.[1]

Ela é a recordista brasileira e sul-americana do salto em distância – 7,26 m – e tricampeã pan-americana em Winnipeg 1999, Rio 2007 e Guadalajara 2011 na mesma prova. É também recordista sul-americana da prova dos 100 metros com barreiras, com a marca de 12s71, obtida em 2001, e já foi recordista sul-americana do salto triplo, com 14,53 m, marca obtida em 2003.[1]

Foi por duas vezes na carreira a nº1 do ranking mundial do salto em distância feminino, em 1999[2] e 2003 [3] e a nona melhor atleta da história da modalidade, em 1999, à época do seu salto de 7,26 m.[4] Também por duas vezes recebeu o prêmio Atleta do Ano concedido pelo Comitê Olímpico Brasileiro.[5]

Início[editar | editar código-fonte]

Nascida na cidade de São Carlos, no interior do estado de São Paulo, seus pais são Rute e William Maggi. Seu nome vem de uma homenagem equivocada do pai aos Beatles, de quem era fã. William, ele também com um nome estrangeiro, pretendia dar à filha o mesmo nome da mulher do baterista Ringo Starr, Maureen Cox, com um R e dois E. Mas um erro no cartório acabou resultando no nome único[1] que ficou famoso, Maurren, com dois R e um E.[3] Tem dois irmãos, Wiliam e Jefferson.

Uma criança que adorava bonecos de pelúcia,[6] começou a praticar esportes variados aos sete anos de idade – voleibol, natação, ginástica, tênis de mesa e até xadrez – e na adolescência já disputava competições de atletismo no interior do estado, esporte que passou a se dedicar. Em 1994, aos 17 anos, por convite daquele que seria seu técnico de toda vida, Nélio Moura, e sua mulher, Tânia, a quem conheceu numa competição em Cubatão,[7] desembarcou sozinha na capital paulista para participar do Projeto Futuro do Ibirapuera, uma iniciativa esportiva do governo de São Paulo, para viver e treinar no alojamento da equipe ADC-Eletropaulo, dirigida pelo casal de técnicos.[8]

Nesta condição, Maurren vivia num alojamento para atletas com mais 15 meninas em apenas um quarto grande, onde o mais dificil era respeitar o espaço e a limitação da outra, além da saudade constante da família. Nesta época, sendo a "garota problema" do grupo, chegou a sofrer um processo de expulsão por indisciplina, não concretizado por interferência de Moura, depois de mandar a melhor amiga para o hospital com crise nervosa ao assustá-la de madrugada com uma máscara de lobisomem.[9] No fim do ano as meninas eram obrigadas a voltar para suas casas porque o Ibirapuera fechava para alojamento e treinamento para contragosto de Maurren e demais atletas que queriam continuar treinando.

Neste primeiro ano em que chegou a São Paulo, ela já demonstrou o talento acima da média, conquistando os títulos de campeã brasileira e sul-americana juvenil do salto em distância, além de campeã sul-americana dos 100 metros com barreiras.[8]

Carreira[editar | editar código-fonte]

1996 – 2003[editar | editar código-fonte]

Maurren começou sua carreira de atleta profissional em 1996, integrando a equipe de atletismo da BM&F, junto com seu técnico. Neste ano obteve 6,47 m como melhor marca do salto em distância.[10] O ano de 1999 a transformou numa estrela internacional, começando com uma medalha de bronze na Universíade, em Palma de Mallorca, e logo depois ao saltar 7,26 m no Campeonato Sul-americano de Atletismo em Bogotá, Colômbia, a melhor marca do mundo naquele ano e a nona da história para o salto em distância. Pouco depois, ela conquistava a medalha de ouro em Winnipeg 1999, seu primeiro título em Jogos Pan-americanos. Nestes mesmos Jogos, ainda ficou com a prata em sua segunda modalidade, os 100 m c/ barreiras.[10] Passou a ser um figura nacionalmente conhecida e popular, após aparecer na televisão, no pódio de Winnipeg, com as unhas pintadas de verde e amarelo e um ursinho de pelúcia nos braços. [11] Sua vitória na cidade canadense, a primeira viagem de Maggi ao exterior com uma delegação esportiva brasileira completa, começou a mudar sua vida: "Tudo era novo para mim em Winnipeg e depois dos Jogos me tornei uma pessoa famosa no Brasil; passei a conhecer artistas, atores e celebridades que nunca tive a oportunidade de conhecer antes".[6] Ainda em 1999, competiu no Campeonato Mundial de Atletismo em Sevilha, na Espanha, ficando em oitavo lugar.[6] No fim de 1999, recebia o prêmio máximo do esporte olímpico brasileiro, Atleta do Ano, entregue pelo Comitê Olímpico Brasileiro.[5]

Na primeira metade de 2000, Maggi, agora na equipe União Esportiva Funilense-Vasco da Gama,[12] estava saltando próximo aos sete metros em competições na Europa, e tinha se transformado numa das favoritas para a medalha de ouro em Sydney 2000. Nos seus primeiros Jogos Olímpicos, porém, contundiu-se na coxa durante o primeiro salto e teve que deixar a competição em lágrimas, sem classificação: "Eu estava na melhor forma da minha vida, melhor ainda que Winnipeg e nunca pensei que aquilo pudesse acontecer comigo. Nunca quis ver na televisão o salto em que me machuquei, para não dificultar psicologicamente minha recuperação."[6]

Em maio de 2001, já recuperada, quebra o recorde sul-americano dos 100 m c/ barreiras – 12s71[13] – no Campeonato Sul-americano de Atletismo disputado em Manaus e conquista o ouro no salto em distância e a medalha de prata nas barreiras na Universíade, em Pequim.[14] Em 2002, ela vive o que considerou "o melhor ano de sua carreira".[6] Saltando o ano todo com consistência e sem contusões, vence o Campeonato Ibero-americano na Cidade da Guatemala, a final do 18º Grand Prix da IAAF em Paris – com um salto de 7,02 m, o melhor do ano[15] – e conquista a medalha de prata na Copa do Mundo, em Madri. Durante sua temporada européia, morou por alguns meses na Holanda.[6]

Em 2003, ela ganha a medalha de bronze no salto em distância no Campeonato Mundial de Atletismo em Pista Coberta , realizado em Birmingham, Reino Unido, no mês de março, com a marca de 6,70m.[1] Em junho, num torneio em Milão, consegue a marca de 7,06m, que a faria terminar novamente como nº1 do mundo no salto em distância, neste ano.[10] Mas antes disso, em abril, ela faz uma marca que lhe dá três recordes sul-americanos ao mesmo tempo. Desde o fim da década de 90, Maurren vinha sendo incentivada a disputar o salto triplo por seu grande ídolo no esporte, Adhemar Ferreira da Silva.[16] Começou a disputar por essa época, de maneira despretensiosa, a prova que havia consagrado o bicampeão olímpico e na virada do século já tinha alguns resultados expressivos. Em abril de 2003, num torneio em São Caetano do Sul, ela marcou 14,53 m em seu salto[10] e estabeleceu novo recorde sul-americano para a modalidade, tornando-se ao mesmo tempo recordista brasileira e sul-americana do salto triplo, salto em distância e 100 metros com barreiras.

Doping[editar | editar código-fonte]

Pouco antes do Jogos Pan-americanos de Santo Domingo, em julho de 2003, após conquistar um ouro no Troféu Brasil de Atletismo, Maurren Maggi foi acusada de doping, depois de um exame de urina feito naquela competição. A atleta alegou que não sabia da presença de clostebol, encontrado em seu organismo, na composição do creme cicatrizante Novaderm,[17] que aplicou na virilha após uma sessão de depilação definitiva. A substância é a primeira na lista de proibições da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF).[11]

O fato alcançou repercussão nacional e internacional, numa época em que a atleta se encontrava no topo do ranking mundial do salto em distância, e ameaçava sua presença no Pan, no Campeonato Mundial de Atletismo em Paris logo a seguir, nos Jogos Olímpicos do ano seguinte e a própria carreira e reputação. Em agosto, um mês depois da noticia estourar nos meios de comunicação, a repórter do jornal Diário de São Paulo Luciana Ackermann resolveu passar pelo mesmo processo de depilação para confirmar se a versão da atleta era possível. Após uma sessão de depilação a laser, ela aplicou na virilha a mesma pomada cicatrizante usada por Maggi, Novaderm, e o fez por mais duas vezes, à noite e pela manhã seguinte, seguindo o mesmo processo constante na alegação de Maggi. Dois dias depois foi ao Laboratório do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da USP para fazer o mesmo exame. Fez o exame de urina acompanhada de um fiscal para evitar que ela tentasse mascarar o doping por algum meio e passou a mesma dificuldade para urinar que Maggi teve quando fez o seu. O resultado, em prova e contraprova: positivo para clostebol, esteróide anabolizante existente no creme e substância proibida pelo COI e IAAF. Luciana provou que o doping de Maurren foi involuntário e não para ganhar performance.[18]

O teste da jornalista foi anexado ao processo como prova de defesa de Maurren, e em 19 de janeiro de 2004 ela foi absolvida por unanimidade – 7 a 0 – pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva da Confederação Brasileira de Atletismo. Em 19 de março, a IAAF não aceitou as alegações nem a absolvição local e a baniu por dois anos do atletismo. A apelação à Corte Arbitral do Esporte teria que ser feita em Monte Carlo, demandaria muito dinheiro com viagens e advogados e tinha toda as possibilidades de ser infrutífera. Maggi desistiu e ficou de fora de Atenas 2004 devido à suspensão. Só voltou a treinar no fim de 2005. A partir daí e pelo resto da carreira, seu treinador Nélio Moura passou a fazer exames em laboratório de todo creme hidratante que Maurren quisesse usar e a atleta passava loções e pomadas na filha Sophia usando luvas de borracha descartáveis.[18]

Volta às competições[editar | editar código-fonte]

Maggi passou quase dois anos e meio afastada do atletismo e neste período também não mais treinou, levando uma vida completamente diferente da que estava acostumada desde a infância, sem nenhum tipo de preparação física, dedicando-se apenas a ser dona de casa e criar a filha, Sophia, nascida em dezembro de 2004 de seu relacionamento com o ex-piloto de Fórmula 1 Antônio Pizzonia,[19] com quem foi morar em Mônaco.[20]

Com o fim do relacionamento, foi a preocupação com o futuro da filha que a fez voltar ao atletismo.[18] Em 2006, treinando novamente sob os cuidados de Moura, ela saltou 6,84 em Bogotá e entrou em ritmo intenso de preparação visando os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro no ano seguinte. Em 2007 voltou ao topo da forma saltando 6,91 m para ganhar o ouro no Campeonato Sul-americano de Atletismo em São Paulo e em julho, na Rio 2007, tornou-se campeã pan-americana pela segunda vez, com a marca de 6,84 metros. Fez seu melhor salto do ano nas classificatórias do Mundial de Osaka 2007 (6,95 m), onde ficou na sexta colocação na final com um salto de 6,80 m.[6]

Na preparação olímpica no início de 2008, Maurren saltou 6,89 m no Mundial de Atletismo Indoor, em Valência, Espanha, e conquistou a medalha de prata, sua segunda num Mundial em Pista Coberta. [3] No Troféu Brasil de Atletismo, em junho, conquistou a medalha de ouro com a marca de 6,99 m, o segundo melhor salto do mundo no ano.[20]

Pequim 2008[editar | editar código-fonte]

Oito anos depois de entrar como uma das favoritas em Sydney 2000 e sair machucada e sem medalha, Maurren Maggi estava de volta aos Jogos Olímpicos, desta vez com 32 anos e uma filha, depois de uma suspensão de dois anos por doping e um casamento frustado no período e ainda assim novamente uma das favoritas às medalhas.[21] Pela frente, no estádio olímpico Ninho de Pássaro, em Pequim, teria algumas das melhores saltadoras do mundo, como a norte-americana Brittney Reese, a jovem nigeriana Blessing Okagbare, a campeã olímpica do heptatlo em Atenas 2004 e agora dedicada ao salto em distância, Carolina Klüft, da Suécia , e a favorita, a russa Tatiana Lebedeva, campeã olímpica desta prova em Atenas 2004 e que já havia ganhado a medalha de prata no salto triplo ali no estádio dias antes.[22]

Maggi conseguiu sua vaga na final com tranquilidade, saltando 6,79 m, atrás apenas da americana Reese (apenas as duas saltaram acima da marca de classificação automática de 6,75 m).[23] A outra brasileira na disputa, Keila Costa, entrou com a 7ª melhor marca, 6,62 metros. Na final, dois dias depois, ela saltou 7,04 m na primeira tentativa, a primeira marca acima de 7 metros nos Jogos, deixando a pressão para Lebedeva – que havia saltado 6,97 m antes de Maurren – e as demais.[24] Maurren e Lebedeva queimaram os saltos seguintes e Reese não conseguiu ir além de 6,76, enquanto a nigeriana de 19 anos Okagbare conseguia 6,91 e até aquele momento levava o bronze. Após os três primeiros saltos, apenas as oito melhores entre as doze finalistas continuaram – e neste corte saíram a brasileira Costa e a sueca Klüft.[24]

A partir desta rodada final de três saltos, Maggi passou a ser a última a saltar com Lebedeva imediatamente antes dela, por ter o melhor salto da primeira série; enquanto Lebedeva queimava novamente o quarto salto na tentativa de suplantá-la, Maggi passou a vez. Mais uma queimada de Lebedeva, que tentava chegar à minima distância da tábua sem queimar para tentar ultrapassá-la, queimando sempre. Maggi fez seu quinto salto logo a seguir e consegue 6,73 m.[24] Após o salto de todas as outras atletas na última rodada, os 7,04 m de Maurren no primeiro salto continuavam como melhor marca e apenas Lebedeva em seus último salto poderia superá-la; mesmo assim, se acontecesse, Maggi ainda teria um último salto. A russa desta vez conseguiu um salto perfeito e aterrizou na caixa de areia logo acima dos sete metros. Durante alguns segundos, ficou a dúvida se teria ultrapassado a marca da brasileira, até o placar eletrônico indicar 7,03 metros, 1 cm a menos que o salto de Maurren.[21]

Sem precisar do último salto, Maurren Higa Maggi tornava-se a primeira campeã olímpica brasileira num esporte individual e o primeiro atleta brasileiro a conquistar a medalha de ouro no atletismo olímpico desde Joaquim Cruz em Los Angeles 1984.[21] Depois da volta olímpica no estádio com a bandeira brasileira e uma pequena bandeira chinesa[25] e do pódio com o Hino Nacional Brasileiro, uma cena bastante popular para quem acompanhava pela televisão foi o telefonema entre ela no estádio e a filha pequena no Brasil, que vendo que a mãe tinha ganhado a medalha de ouro reclamou frustada: "Mamãe, eu queria a de prata!" Sophia achava a medalha concedida ao segundo lugar mais bonita.[11]

2009 – presente[editar | editar código-fonte]

Após os Jogos de Pequim, Maggi não conseguiu manter a mesma forma no ano seguinte. Apesar da vitória no Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo em maio, no Rio de Janeiro, não conseguiu bom rendimento no Mundial de Berlim 2009, onde ficou apenas na sétima colocação, com um salto de 6,68 m.[26] Em fevereiro de 2010, ela passou a integrar e aquipe do São Paulo FC, a mesma do ídolo Adhemar, responsável pelas duas estrelas existentes na camisa do clube e seu clube de coração, mas uma operação no joelho a impediu de participar de várias competições.[27]

Em 2011, fisicamente recuperada, no começo do ano ela disputou a primeira etapa da Diamond League, em Doha, no Qatar e alcançou 6,87 m, garantindo a medalha de prata.[28] Duas semanas depois, no GP Internacional de São Paulo, num competição envolvendo 180 atletas de 27 países, conquistou outro ouro, saltando 6,89 metros.[29] Em agosto, ela participou do Campeonato Mundial de Daegu, na Coreia; depois de liderar os saltos na fase eliminatória com a marca de 6,86 m – na que seria a melhor marca de toda a competição – acabou apenas em 11º lugar na final, queimando os dois primeiros saltos e conseguindo apenas 6,17 m na última tentativa de ir adiante.[30] Seu grande resultado no ano veio com o tricampeonato pan-americano. Em Guadalajara 2011, ela conquistou pela terceira vez – e segunda seguida – a medalha de ouro no salto em distância dos Jogos-Panamericanos, com um salto de 6,94 m, seu melhor no ano.[31]

A vitória em Guadalajara foi a última de grande expressão na carreira de Maurren. Em Londres 2012, aos 36 anos e depois de sofrer uma lesão no quadril durante a preparação para os Jogos,[32] de volta a um estádio olímpico para sua terceira Olimpíada ela não conseguiu se classificar entre as doze finalistas da prova, ficando apenas em 15º lugar com a marca de 6,37m.[33]

Em janeiro de 2013 seu contrato com o São Paulo FC chegou ao fim e, sem patrocínio privado, foi obrigada a competir dispondo de seus próprios recursos, além de ter que lidar com contusões por quase todo o ano, que a fizeram perder o Mundial de Moscou 2013 e ficar três meses sem treinar. Recebendo apenas uma ajuda governamental atráves do Bolsa Atleta (R$3,1 mil mensais para campeões olímpicos e paraolímpicos) e uma outra pequena quantia da Caixa Econômica Federal, patrocinadora da Confederação Brasileira de Atletismo,[32] se viu obrigada a usar de suas economias para continuar treinando e competindo, o que a fez pensar em encerrar a carreira. No começo de 2014, entretanto, ela lançou uma campanha na Internet através do site "Patrocine meu treino", criado para realizar uma "vaquinha" virtual entre empresas e admiradores para que pudesse continuar com seu objetivo final de tentar o tetracampeonato pan-americano em Toronto 2015 e encerrar a carreira em grande estilo na Rio 2016, quando terá 40 anos. Para sua própria surpresa, em uma semana de coleta Maurren conseguiu doações num total de mais de R$ 110 mil reais e continua com a campanha até abril quando espera ter arrecadado o suficiente para levar adiante seu plano de fim de carreira.[34] [35]

Principais resultados[editar | editar código-fonte]

2011
Gold medal icon.svgJogos Pan-americanos – salto em distância – Guadalajara
Gold medal icon.svgCampeonato Sul-americano de Atletismo – salto em distância – Buenos Aires
2008
Gold medal icon.svgJogos Olímpicos – salto em distância – Pequim
Silver medal icon.svgCampeonato Mundial de Atletismo em Pista Coberta – salto em distância – Valência
2007
Gold medal icon.svgJogos Pan-americanos – salto em distância – Rio de Janeiro
Gold medal icon.svgCampeonato Sul-americano de Atletismo – salto em distância – São Paulo
2003
Bronze medal icon.svgCampeonato Mundial de Atletismo em Pista Coberta – salto em distância – Birmingham
2002
Gold medal icon.svgCampeonato Ibero-americano de Atletismo – salto em distância – Cidade da Guatemala
Silver medal icon.svgCopa do Mundo – salto em distância – Madri
2001
Gold medal icon.svgUniversíade – salto em distância – Pequim
Gold medal icon.svgCampeonato Sul-americano de Atletismo – salto em distância – Manaus
Gold medal icon.svgCampeonato Sul-americano de Atletismo – 100 m c/ barreiras – Manaus melhor marca pessoal – 12s71
Silver medal icon.svgUniversíade – 100 m c/ barreiras – Pequim
1999
Gold medal icon.svgJogos Pan-americanos – salto em distância – Winnipeg
Gold medal icon.svgCampeonato Sul-americano de Atletismo – salto em distância – Bogotá melhor marca pessoal – 7,26 m
Gold medal icon.svgCampeonato Sul-americano de Atletismo – 100 m c/ barreiras – Bogotá
Silver medal icon.svgJogos Pan-americanos – 100 m c/ barreiras – Winnipeg
Bronze medal icon.svgUniversíade – salto em distância – Palma de Mallorca
1997
Gold medal icon.svgCampeonato Sul-americano de Atletismo – salto em distância – Mar del Plata
Silver medal icon.svgCampeonato Sul-americano de Atletismo – 100 m c/ barreiras – Mar del Plata

Prêmios[editar | editar código-fonte]

2008
2001
2000
1999
  • Atleta do Ano – Prêmio Brasil Olímpico – Comitê Olímpico Brasileiro
  • Atleta do Ano – O Estado de São Paulo

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Em 30 de dezembro de 2008, na praça central de sua cidade natal de São Carlos, em São Paulo, foi inaugurado um monumento para homenagear a conquista da atleta em Pequim.[36]

Melhores marcas pessoais[editar | editar código-fonte]

Evento Marca Local Data
Salto em distância, outdoor 7,26m Bogotá, Colômbia 26 de junho de 1999
Salto triplo, outdoor 14,53m São Caetano do Sul, Brasil 27 de abril de 2003
100 metros com barreiras, outdoor 12,71s Manaus, Brasil 19 de maio de 2001
Salto em distância, indoor 6,89m Valência, Espanha 9 de março de 2008
60 metros com barreiras, indoor 8,12s Gante, Bélgica 11 de fevereiro de 2000

Referências

  1. a b c d MAURREN MAGGI A primeira campeã. Confederação Brasileira de Atletismo. Página visitada em 23/03/2014.
  2. Maurren Maggi volta a saltar na temporada indoor. Diário do Grande ABC (12 de fevereiro de 2000). Página visitada em 23/03/2014.
  3. a b c Quem é quem. Veja. Página visitada em 23/03/2014.
  4. Brasileiros de longa história olímpica. MSN Esportes. Página visitada em 23/03/2014.
  5. a b COB anuncia melhores do ano nesta terça, no Prêmio Brasil Olímpico. COB. Página visitada em 23/03/2014.
  6. a b c d e f g Maurren Higa Maggi. Perfil na IAAF. Página visitada em 24/03/2014.
  7. Entrevista com Maurren Maggi. RG nutri. Página visitada em 24/03/2014.
  8. a b Maurren Higa Maggi. Instituto Memorial do salto triplo. Página visitada em 24/03/2014.
  9. Heróis brasileiros. UOL Esportes. Página visitada em 24/03/2014.
  10. a b c d Maurren Higa Maggi. IAAF - progressão. Página visitada em 24/03/2014.
  11. a b c – Brasileiros na História Maurren Maggi Atletismo. Veja. Página visitada em 24/03/2014.
  12. Vasco faz parceria com Funilense. Diário do Grande ABC. Página visitada em 24/03/2014.
  13. SOUTH AMERICAN CHAMPIONSHIPS (WOMEN). gbrathletics.com. Página visitada em 24/03/2014.
  14. Women's Results. Site oficial Beijing 2011 - resultados. Página visitada em 24/03/2014.
  15. Long Jump Women. IAAF Grand Prix final. Página visitada em 24/03/2014.
  16. Maurren revive atletismo do São Paulo e sonha repetir bi olímpico de Adhemar. ESP Brasil. Página visitada em 24/03/2014.
  17. Guia dos Curiosos
  18. a b c Knoploch, Carol (novembro de 2006). De Salto Alto. Revista TPM. Página visitada em 24/03/2014.
  19. Maurren Maggi celebra os oito anos de sua pequena Sophia. Caras. Página visitada em 24/03/2014.
  20. a b Atletas brasileiros. UOL. Página visitada em 24/03/2014.
  21. a b c Maurren Maggi voa e garante a segunda medalha de ouro do Brasil por 1cm. globoesporte.com. Página visitada em 24/03/2014.
  22. Triple Jump - W FINAL. IAAF. Página visitada em 24/03/2014.
  23. Long Jump - W QUALIFICATION. IAAF. Página visitada em 24/03/2014.
  24. a b c Long Jump - W FINAL. IAAF. Página visitada em 24/03/2014.
  25. imagem Maurren Maggi. Ed Abril. Página visitada em 24/03/2014.
  26. 12th IAAF World Championships in Athletics. IAAF. Página visitada em 25/03/2014.
  27. Maurren: "Quero colocar uma estrela no símbolo". São Paulo Futebol Clube. Página visitada em 25/03/2014.
  28. Maurren crava marca fantástica e conquista a prata em Doha. São Paulo Futebol Clube. Página visitada em 25/03/2014.
  29. Palmeira, Isabela. Maurren Maggi brilha no GP Internacional de Atletismo, em São Paulo. Pulso/OGlobo. Página visitada em 25/03/2014.
  30. Long Jump - W FINAL. IAAF. Página visitada em 25/03/2014.
  31. Women's Long Jump Final. Guadalajara 2011 -site oficial. Página visitada em 25/03/2014.
  32. a b Maurren Maggi, sobre o futuro: 'Dei uma semana para decidir se vou continuar'. Lancenet. Página visitada em 25/03/2014.
  33. QUALIFYING ROUND. olympic.org. Página visitada em 25/03/2014.
  34. Campeã olímpica, Maurren Maggi já arrecadou R$ 110 mil em campanha. globoesporte.com. Página visitada em 25/03/2014.
  35. Antes de Maurren, atletas já pediam dinheiro em vaquinhas na web. Folha de S Paulo. Página visitada em 25/03/2014.
  36. Maurren Maggi. Terceiro Tempo. Página visitada em 25/03/2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]