Pequim

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Pequim
Símbolos de Pequim.
Símbolos de Pequim.
Localização de Pequim na China
Localização de Pequim na China
Coordenadas 39° 54' 20" N 116° 23' 29" E
País República Popular da China China
Prefeito Wang Anshun[1]
Área  
  Total 16.801,25 km²
População  
  Cidade (2010[2] ) 19.612.368
    Densidade   888/km²
  Urbana 10.395.000
Fuso horário +8 (UTC)
Website: www.beijing.gov.cn

Pequim (em chinês 北京; em pinyin Běijīng e Wade-Giles Peiching; AFI: Loudspeaker.svg? /pèɪtɕíŋ/) é a capital da República Popular da China e uma das metrópoles mais populosas do mundo. Em 2013 a população da cidade foi estimada em 20 150 000 habitantes. A cidade, localizada no norte da China, é governada como uma municipalidade diretamente controlada pelo governo nacional, com 14 distritos urbanos e suburbanos e dois condados rurais.[3] [4] O Município de Pequim é cercada pela província de Hebei, com excepção das municipalidade vizinha de Tianjin, ao sudeste.[5]

A cidade é a segunda maior do país por população urbana, depois de Xangai, e é o centro político, cultural e educacional do país.[6] É a sede da maioria das maiores empresas estatais chinesas e é um importante polo de rodovias nacionais, vias expressas, ferrovias e redes ferroviárias de alta velocidade. O Aeroporto Internacional de Pequim é o segundo mais movimentado do mundo por tráfego de passageiros.[7]

A história da cidade remonta a mais de três milênios. Como a última das quatro grandes capitais antigas da China, Pequim tem sido o centro político do país por grande parte dos últimos 800 anos..[8] A cidade é famosa por seus opulentos palácios, templos, parques, jardins, túmulos, muralhas, portões,[9] e por seus tesouros artísticos e universidades, que a tornaram um centro cultural na China.[9] A Encyclopædia Britannica observa que "poucas cidades no mundo serviram por tanto tempo como a sede política e o centro cultural de uma área tão imensa como a da China".[10] Pequim tem sete Patrimônios Mundiais classificados pela UNESCO: a Cidade Proibida, o Templo do Céu, o Palácio de Verão, os Túmulos Ming, o Zhoukoudian, a Grande Muralha e o Grande Canal.[11]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Pequim" significa "Capital do Norte" mantendo a tradição da Ásia Oriental de se chamar as capitais como tal em seus nomes — assim como Tóquio no Japão e Pyongyang na Coreia do Norte querem dizer "Capital do Leste" e "Capital do Oeste" respectivamente. Outras cidades que receberam nomes similares foram Nanquim ("capital do sul") e Đông Kinh, atual Hanói, no Vietnã ("capital do leste"), Quioto, no Japão, e Gyeongseong (, atual Seul), na Coreia do Sul (ambas significando simplesmente "capital"). Peking é o nome da cidade de acordo com a Romanização do Sistema Postal Chinês; a grafia se originou com os missionários franceses há cerca de 400 anos, e corresponde a uma pronúncia mais antiga, que antecede uma mudança sonora subsequente ocorrida no mandarim, na qual o [kʲ] passou a [tɕ][12] (o [tɕ] é representado no pinyin como j, como em Beijing). A pronúncia "Peking" também está mais próxima dos dialetos fujianeses de amoy e min nan, falandos na cidade de Xiamen, uma das cidades onde comerciantes europeus primeiro aportaram, no século XVI, enquanto "Beijing" se aproxima mais da pronúncia do nome da cidade no mandarim.

A cidade recebeu diversos nomes ao longo da história. Durante a Dinastia Jin era conhecida como Zhongdu (中都), e posteriormente, durante o período da dinastia mongol Yuan, como Dadu () em chinês[13] e Daidu em mongol.[14] (também registrada como Cambuluc[6] por Marco Polo). Por duas vezes em sua história seu nome foi mudado de Beijing/Peking para Beiping (ou Peiping; em chinês: pinyin: Beiping; Wade-Giles: Pei-p'ing), literalmente "Paz do Norte". Isto ocorreu pela primeira vez no reinado do Imperador Hongwu, da Dinastia Ming, e em 1928, durante o governo Kuomintang (KMT) da República da China.[6] Em cada uma destas ocasiões, a mudança envolvia a retirada do elemento do nome que significa "capital" (jing ou king, 京) para indicar o fato de que a capital nacional havia sido mudada para Nanquim (Nanjing), na província de Jiangsu. Os nomes foram restaurados posteriormente ao formato anterior, Beijing/Peking; primeiro com o Imperador Yongle, na Dinastia Ming, que voltou a transferir a capital para lá, e em 1949, quando o Partido Comunista da China fez o mesmo, após a fundação da República Popular da China.[6]

Yanjing (; pinyin: Yānjīng; Wade-Giles: Yen-ching) é outro nome popular informal em uso para a cidade, referindo-se ao antigo Estado de Yan, que existiu no local durante a Dinastia Zhou. O nome pode ser visto em diversas instituições e produtos locais, como a marca de cerveja local, Yanjing Beer, bem como a Universidade de Yenching, uma instituição de ensino superior que acabou por se fundir com a Universidade de Pequim.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação e período imperial[editar | editar código-fonte]

O Templo Tanzhe, fundado em 307 durante a Dinastia Jin, é o mais antigo templo budista em Pequim.

Durante as dinastias Tang e Song, existiam somente pequenas aldeias na zona. A última dinastia Jin (1115-1234) cedeu grande parte da sua fronteira norte, incluindo Pequim, à dinastia Liao no século X. A dinastia Liao fundou uma segunda capital numa cidade a que chamou Nanjing ("capital do Sul"). A dinastia Jin conquistou Liao e o norte da China, fundando Zhongdu (中都), a "capital central".

Os mongóis, com Genghis Khan, arrasaram Zhongdu em 1215 e reconstruíram-na como Grande Capital (大都), a norte da capital Jin. Este é considerado o início da atual Pequim . O explorador Marco Polo chamou à zona Cambaluc. Kublai Khan, que queria ser imperador da China, localizou a sua capital no norte da China, que era mais próximo às origens de Kublai na Mongólia. Isto realçou a importância da cidade, apesar de ela estar na fronteira norte da China.

Em 1403, o terceiro imperador Ming, Zhu Di (朱棣), que subiu ao trono depois de matar o seu sobrinho e de uma longa guerra civil, moveu a capital, que estava no sul, estabelecendo-a no norte e chamando-a Beijing, ou seja, capital do norte. A Cidade Proibida foi construída entre 1406 e 1420. Em seguida, foram construídos o Templo do Céu (1420) e vários outros projetos. A Praça da Paz Celestial (Tian'anmen) pegou fogo duas vezes durante a dinastia Ming e foi finalmente reconstruída em 1651.

Foto panorâmica do Portão da Suprema Harmonia na Cidade Proibida.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Mao Tsé-Tung proclama a criação da República Popular da China em 1949.

Após a instauração da República da China em 1911, estabeleceu-se de novo a capital em Nanjing (Nanquim) e "Beijing" foi renomeada "Beiping". Durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, foi ocupada pelo Japão em 29 de Julho de 1937. Durante a ocupação, Pequim foi a capital do Governo Provisório da China, um Estado fantoche que governou o norte da então China ocupada. A ocupação durou até à rendição do Japão, em 15 de Agosto de 1945.

Em 31 de janeiro de 1949, durante a Guerra Civil Chinesa, as forças comunistas entraram em Pequim sem confrontos violentos. No dia 1 de outubro, o Partido Comunista Chinês chefiado por Mao Tse Tung, anunciou na Praça da Paz Celestial a criação da República Popular da China.

Depois das reformas económicas de Deng Xiaoping, a área urbana cresceu enormemente. A zona de Guomao tornou uma grande área comercial, tal como Wangfujing e Xidan, enquanto que Zhongguancun se converteu no centro da indústria da eletrônica do país.

Como capital da nação, Pequim também sofreu agitação política nos últimos vinte anos. Na Praça da Paz Celestial tiveram lugar os Protestos da Praça da Paz Celestial em Maio e Junho de 1989, que terminaram num massacre por parte do exército, sob ordem direta dos dirigentes comunistas: milhares de estudantes foram massacrados, o que ainda é objeto de polêmicas e é contestada nacionalmente porque tratava da liberdade política na mais populosa nação da Terra. A praça também foi lugar de apelos de praticantes da Falun Gong (uma prática de Qigong) para que eles não fossem mais perseguidos.

Nos anos recentes, Pequim esteve sempre com problemas sérios, tais como os congestionamentos (apesar da maioria da população usa a bicicleta como meio de transporte), a contaminação do ar, a destruição do património histórico e a grande migração de outras partes do país.

Pequim, perdeu a eleição para a sede dos Jogos Olímpicos de 2000, mas 8 anos depois foi escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de 2008.[15]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Pequim está situada no extremo norte da planície norte da China, que se abre ao sul e leste da cidade. As montanhas ao norte, noroeste e oeste protegeram a capital chinesa e o coração agrícola do norte do país dos invasores vindos das estepes desérticas. A região noroeste do município, especialmente o Condado de Yanqing e o Distrito de Huairou, são dominados pelas Montanhas Jundu, enquanto a parte ocidental é emoldurada pelas Xishan, ou Colinas Ocidentais. A Grande Muralha da China percorre toda a parte norte do Município de Pequim e foi construída sobre a topografia acidentada para defender a cidade contra as incursões de nômades das estepes. Monte Dongling, nas colinas ocidentais e na fronteira com Hebei, é o ponto mais alto do município, com uma altitude de 2.303 metros.

Os principais rios que atravessam o município, como o Chaobai, Yongding, Juma, são todos afluentes do sistema do rio Hai e seguem em direção a sudeste. A Reserva Miyun, no curso superior do rio Chaobai, é o maior reservatório dentro do município. Pequim é também o término do norte do Grande Canal da China, que vem de Hangzhou e foi construído mais de 1.400 anos atrás, como uma rota de transporte e como parte do Projeto de Transferência de Água Sul-Norte, construído na década passada para trazer água da bacia do rio Yangtze.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Pequim é continental. O tempo é praticamente seco em quase todo o ano, mas no verão as monções causam muita chuva. Os invernos são muito frios, registrando temperaturas máximas abaixo de 0 °C nos dias mais frios, mas neva pouco devido à seca, causada pela alta pressão do ar vinda da Sibéria. Os verões são quentes, as temperaturas ficam acima dos 30 °C em vários dias da estação. O outono e a primavera são estações de transição entre o frio e o calor e, assim como o inverno, são estações secas.

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Pequim Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 14,3 19,8 29,5 33 41,1 42,6 41,9 38,3 35 31 23,3 19,5 42,6
Temperatura máxima média (°C) 1,8 5 11,6 20,3 26 30,2 30,9 29,7 25,8 19,1 10,1 3,7 17,9
Temperatura mínima média (°C) −8,4 −5,6 0,4 7,9 13,6 18,8 22 20,8 14,8 7,9 0 −5,8 7,2
Temperatura mínima registrada (°C) −22,8 −27,4 −15 −3,2 2,5 9,8 15,3 11,4 3,7 -3,5 -12,3 -18,3 −27,4
Precipitação (mm) 2,7 4,9 8,3 21,2 34,2 78,1 185,2 159,7 45,5 21,8 7,4 2,8 571,8
Dias com precipitação (≥ 0,1 mm) 1,8 2,3 3,3 4,3 5,8 9,7 13,6 12 7,6 5 3,5 1,7 70,6
Umidade relativa (%) 44 44 46 46 53 61 75 77 68 61 57 49 56,8
Horas de sol 194,1 194,7 231,8 251,9 283,4 261,4 212,4 220,9 232,1 222,1 185,3 180,7 2 670,8
Fonte: China Meteorological Administration (normal climatológica de 1971–2000; recordes absolutos de temperatura: 1951–presente),[16] China Meteorological Data Sharing Service System,[17] Maximiliano Herrera's Human Rights[18] e Wunderground.[19]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Vista de Pequim.
Rua Wangfujing, uma das mais movimentadas da cidade.

Em 2013, Pequim teve uma população total estimada em 21,14 milhões de pessoas dentro do município, dos quais 18,25 milhões residiam em zonas urbanas ou suburbanas e 2 897 000 em aldeias rurais.[20] Na China, a cidade ficou em segundo lugar em população urbana, depois de Xangai, e em terceiro em população municipal, depois de Xangai e Chongqing. Pequim também está entre as metrópoles mais populosas do mundo, uma distinção que a cidade tem mantido por grande parte dos últimos 800 anos, especialmente durante os séculos XV e XIX, quando Pequim era a maior cidade do planeta.

Cerca de 13 milhões de moradores da cidade, em 2013, ganharam a autorização do sistema hukou de direito a residência permanente em Pequim.[20] Os restantes 8 milhões de moradores tiveram autorizações para outro lugar e não eram elegíveis para receber alguns benefícios sociais oferecidos pelo governo municipal de Pequim.[20]

A população aumentou em 2013 cerca de 7% em relação ao ano anterior (ou 455 mil pessoas) e continuou a tendência de uma década de crescimento rápido.[20] A população total em 2004 foi de 14 213 000.[21] Os ganhos populacionais são impulsionados em grande parte pela migração. A taxa de crescimento natural da população em 2013 foi de meros 0,441%, com base em uma taxa de natalidade de 8,93 e uma taxa de mortalidade de 4,52.[20] A composição por gêneros foi de 51,6% do sexo masculino e 48,4% do sexo feminino.[20]

As pessoas em idade ativa são responsáveis ​​por quase 80% da população. Em comparação com 2004, os moradores com entre 0 e 14 anos de idade caíram de uma proporção de 9,96% para 9,5% em 2013 e os residentes com idade superior a 65 anos caíram de 11,12% para 9,2%.[20] [21]

Segundo o censo de 2010, cerca de 96% da população de Pequim são de chineses da etnia han.[22] Das 800 mil minorias étnicas que vivem na capital, os manchus (336.000), huis (249.000), coreanos (77.000), mongóis (37.000) e tujias (24.000) constituem os cinco maiores grupos.[23] Além disso, havia 8.045 residentes de Hong Kong, 500 residentes de Macau e 7.772 residentes de Taiwan, juntamente com 91.128 estrangeiros registrados vivendo em Pequim.[22] Um estudo realizado pela Academia de Ciências de Pequim estima que em 2010 havia, em média, 200 mil estrangeiros que viviam em Pequim, incluindo estudantes, viajantes de negócios e turistas, que não são considerados como residentes registrados.[24]

De 2000 a 2010, o percentual de moradores da cidade com alguma educação universitária quase duplicou, passando de 16,8% para 31,5%.[22] Cerca de 22% têm algum grau de escolaridade e 31% tinham atingiram o ensino médio.[22]

Vista panorâmica da região central da cidade.

Governo e política[editar | editar código-fonte]

O sistema político de Pequim é estruturado num sistema de governo duplo como todas as outras instituições governamentais da República Popular da China.[25]

O prefeito de Pequim é a autoridade máxima no governo da cidade.Como a cidade é uma municipalidade administrada pelo governo federal, o prefeito possui o mesmo nível na ordem de precedência dos governadores das províncias. Entretanto, no sistema duplo de governo de Pequim, o prefeito está abaixo do que o Secretário do Comitê Municipal de Pequim do Partido Comunista da China.[25]

Além disso, como a capital da China, Pequim casas todas as instituições governamentais e políticas nacionais importantes, incluindo o Assembleia Popular Nacional.[25]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Estas são as cidades irmãs de Pequim.[26]

Divisões administrativas[editar | editar código-fonte]

O Município de Pequim é atualmente composto por 16 subdivisões administrativas, incluindo 14 distritos urbanos e suburbanos e dois condados rurais.

Mapa Distrito / Condado Chinês População
(2010)[27]
Área
(km²)
Densidade
(per km²)
Dongcheng 东城区 919,000 40.6 22,635
Xicheng 西城区 1,243,000 46.5 26,731
Chaoyang 朝阳区 3,545,000 470.8 7,530
Haidian 海淀区 3,281,000 426.0 7,702
Fengtai 丰台区 2,112,000 304.2 6,943
Shijingshan 石景山区 616,000 89.8 6,860
Tongzhou 通州区 1,184,000 870.0 1,361
Shunyi 顺义区 877,000 980.0 895
Changping 昌平区 1,661,000 1,430.0 1,162
Daxing 大兴区 1,365,000 1,012.0 1,349
Mentougou 门头沟区 290,000 1,331.3 218
Fangshan 房山区 945,000 1,866.7 506
Pinggu 平谷区 416,000 1,075.0 387
Huairou 怀柔区 373,000 2,557.3 146
Miyun 密云县 468,000 2,335.6 200
Yanqing 延庆县 317,000 1,980.0 160

Legenda

  •      Cidade antiga, centro da cidade dentro do 2º Anel Viário.
  •      Subúrbios internos entre os 2º e 5º Anel Viário
  •      Subúrbios externos ligados pelo 6º Anel Viário
  •      Áreas rurais.

Economia[editar | editar código-fonte]

O centro financeiro de Pequim.
Beijing Financial Street

Pequim é um dos maiores e mais importantes centros financeiros da China. Como uma cidade historicamente industrial, hoje, cerca de 73,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade vem da atividade industrial terciária[28] . Isso contribuiu para que Pequim, em 2009, fosse sede de 41 das 500 maiores empresas mundiais (e mais de 100 das maiores empresas da China) segundo a revista americana Fortune, estando em segundo lugar na lista das cidades que sedeiam o maior número de empresas entre as 500 maiores do mundo da época, sendo superada somente por Tóquio[29] .

As atividades financeiras são outro motor da economia de Pequim. No final de 2007, as 751 organizões financeiras sediadas na capital chinesa geraram uma arrecadação de CNY126,2 bilhões para o governo local, cerca de 11% de todo a arrecadação bruta extraídas de atividades financeiras no país, naquele período. Essas atividades são responsáveis por 13,8% da economia de Pequim, mais do que qualquer outra cidade da China[30] .

Em 2009, o produto interno bruto nominal de Pequim chegou a CNY1,3 trilhão, sendo seu PIB nominal per capita no mesmo período de CNY78,1 mil. Em 2008, por sua vez, o PIB nominal da capital chinese foi de CNY1,1 trilhão (cerca de US$174 bilhões), com um crescimento economico de 10,1% entre 2008 e 2009. Em 2008 o PIB nominal per capita foi de CNY68 mil, tendo crescido 6,2% em relação a 2008.

Em 2009, as atividas industriais primárias, secundárias e terciárias geraram uma arrecadação bruta de CNY11,8 bilhões, CNY274,3 bilhões e CNY900,4 bilhões, respectivamente.

O centro financeiro da cidade, concentrado principalmente na área central de Guomao, é um dos principais centros comerciais da China, concentrando diversas empresas, escritórios comerciais e shoppings centers. Já o Zona Financeira de Pequim, nas áreas de Fuxingmen e Fuchengmen, é um dos mais tradicionais centros financeiros da China. A área de Zhongguancun, conhecida como "Vale do Silício chinês", abriga diversas industriais relacionadas a alta-tecnologia, como a informática, além de, mais recentemente, a produtos farmaceuticos. Do mesmo modo, a área de Yizhuang, na parte sudoeste da periferia da cidade, é sede de inúmeras industrias ligadas a tecnologia de informação, de produtos farmaceuticos e petroquímicos. A cidade também possuí outros diversificados parques industriais, como os de Yongle e Tianzhu.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

A Universidade de Tsinghua é uma das melhores universidades da China.

Educação[editar | editar código-fonte]

Pequim abriga um grande número de faculdades e universidades, incluindo várias reconhecidas em nível internacional, tais como a Universidade de Tsinghua e a Universidade de Pequim.[6] Por causa do status de Pequim como a capital política e cultural da China, a maioria das Universidades está localizada lá, tendo na soma geral 59 Universidades. Muitos estudantes estrangeiros, vindos dos países vizinhos e de outros continentes se transferem para Pequim todos os anos.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Pequim está conectada por ligações rodoviárias com todas as regiões da China como parte da Rede Rodoviária Nacional. Nove vias expressas servem a cidade, assim como onze autoestradas nacionais. O transporte urbano de Pequim é dependente dos cinco anéis viários concêntricos que cercam a cidade, sendo que a área da Cidade Proibida marca o centro geográfico dos rodoaneis, que têm uma forma mais retangular do que de anel. Não há nenhum "1º Anel Viário" oficial. O 2ª Anel Viário está localizado no centro da cidade. Eles tendem a se assemelhar a vias expressas progressivamente à medida que se estendem para fora da cidade, com os 5ª e 6ª Anéis Viários, que são autoestradas padrão nacional, ligadas a outras rodovias apenas por trevos rodoviários.[31]

O principal aeroporto da cidade é o Aeroporto Internacional de Pequim (IATA: PEK), cerca de 20 quilômetros a nordeste do centro. O aeroporto é o segundo mais movimentado do mundo, depois Aeroporto Internacional de Atlanta Hartsfield-Jackson. Depois de reformas para as Olimpíadas de 2008, o aeroporto conta com três terminais, com Terminal 3 sendo um dos maiores do mundo. É o principal hub da Air China, além de ser um dos principais centro aeroviários para a China Southern e Hainan Airlines. O aeroporto liga Pequim com quase todas as outras cidade chinesas com serviço regular de passageiros aéreos.[7]

O metrô de Pequim, que começou a operar em 1969, tem agora 17 linhas, 227 estações e uma rede de 456 quilômetros, sendo um dos mais extensos e um dos mais movimentados sistemas de metrô do planeta. O metrô de Pequim está a passar por uma rápida expansão e deve chegar a 30 linhas, 450 estações, 1,050 km de comprimento até 2020. Quando estiver plenamente implementado, 95% dos residentes no interior da 4º Anel Viário estará a 15 minutos a pé de uma estação de metrô.[32]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/apos-criticas-sobre-gestao-prefeito-de-pequim-renuncia
  2. Communiqué of the National Bureau of Statistics of People's Republic of China on Major Figures of the 2010 Population Census National Bureau of Statistics of China.
  3. Beijing population reaches 21 million Global Times.
  4. Figures based on 2006 statistics published in 2007 National Statistical Yearbook of China and available online at 2006年中国乡村人口数 中国人口与发展研究中心[ligação inativa]. Acessado em 21 de abril de 2009.
  5. Basic Information Beijing Municipal Bureau of Statistics. Visitado em 9 de fevereiro de 2008.
  6. a b c d e "Beijing". The Columbia Encyclopedia (6ª). (2008). 
  7. a b Year to date Passenger Traffic Airports Council International (23 de junho de 2014). Visitado em 26 de junho de 2014.
  8. "Peking (Beijing)". Encyclopædia Britannica (15ª edição, Macropædia) 25. 
  9. a b Beijing World Book Encyclopedia. 2008. Visitado em 7 de agosto de 2008.
  10. Beijing Encyclopædia Britannica. Encyclopædia Britannica Online. Visitado em 3 de agosto de 2008.
  11. (Chinês) 走进北京七大世界文化遗产--千龙网 2014-08-18
  12. Coblin, W. South. "A Brief History of Mandarin." Journal of the American Oriental Society 120, no. 4 (2000): 537-52.
  13. Li, Dray-Novey & Kong 2007, p. 7
  14. Denis Twitchett, Herbert Franke, John K. Fairbank, in The Cambridge History of China: Volume 6, Alien Regimes and Border States (Cambridge: Cambridge University Press, 1994), p 454.
  15. Beijing 2008: Election International Olympic Committee. Visitado em 2006-12-18.
  16. 中国地面国际交换站气候标准值月值数据集(1971-2000年) (em chinês simplificado) China Meteorological Administration. Visitado em 4 de maio de 2010.
  17. Beijing (em inglês) China Meteorological Data Sharing Service System (dezembro de 2013). Visitado em 1º de janeiro de 2014.
  18. Extreme Temperatures Around the World (em inglês). Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  19. Burt, Christopher C.. UPDATE June 1: Record Mai Heat Wave in Northeast China, Koreas (em inglês) Wunderground. Visitado em 1º de junho de 2014.
  20. a b c d e f g (Chinese) 国家统计局北京调查总队, "北京市2013年国民经济和社会发展统计公报", 北京市统计局 2014-02-13
  21. a b Age Composition and Dependency Ratio of Population by Region (2004) in China Statistics 2005. Visitado em 5 de julho de 2010.
  22. a b c d (Chinese) 北京市2010年第六次全国人口普查主要数据情况
  23. (Chinese) 北京市少数民族人口状况 2011-05-30
  24. (Chinês) 在北京外国人数量或已达20万人 超过市人口总数1% 2010-10-09
  25. a b c "Beijing – Administration and society – Government". Britannica Online Encyclopedia. (2008). 
  26. Sister Cities Beijing Municipal Government. Visitado em 2008-09-23.
  27. 北京市2010年第六次全国人口普查主要数据公报
  28. http://www.china.com.cn/economic/txt/2008-03/20/content_13178335.htm
  29. http://money.cnn.com/magazines/fortune/global500/2009/cities/
  30. http://zhengwu.beijing.gov.cn/xwfbh/bmqxfbh/t989438.htm
  31. Denize Bacoccina. IstoÉ DinheiroA lição chinesa. Visitado em 5 de abril de 2015.
  32. "30 subway lines to cover Beijing by 2020", 28 de maio de 2010. Página visitada em 30 de maio de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikivoyage
O Wikivoyage possui o guia Pequim
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Pequim