Omã

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سلطانة عمان
Saltānat 'Umān
Sultanato de Omã
Bandeira de Omã
Brasão de armas de Omã
Bandeira Brasão de armas
Lema: não tem
Hino nacional: Nashid as-Salaam as-Sultani
Gentílico: omanense; omaniano; omani

Localização de Omã

Localização de Omã na Península Arábica
Capital Mascate
Língua oficial Árabe
Governo Monarquia absoluta
 - Sultão Qaboos bin Said Al Said
 - Vice-primeiro-ministro Fahd bin Mahmoud al Said
Independência do Reino Unido 
 - Data 1971 
Área  
 - Total 309 500 km² (70.º)
 - Água (%) desprezível
População  
 - Estimativa de 2009 2 845 198 hab. (139.º)
 - Censo 2003 2 341 000 hab. 
 - Densidade 9,2 hab./km² (219.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2008
 - Total US$ 66,889 biliões (79.º)
 - Per capita US$ 24 674 (36.º)
IDH (2013) 0,783 (56.º) – elevado[1]
Moeda Rial (OMR)
Fuso horário UTC (UTC+4)
 - Verão (DST) UTC (UTC+4)
Org. internacionais Liga Árabe
Cód. ISO OMN
Cód. Internet .om
Cód. telef. +968

Mapa de Omã

Omã (em árabe: عمان‎, transl. ʻUmān), ou, mais raramente, Omão, oficialmente Sultanato de Omã (em árabe سلطانة عمان, transl. Saltānat 'Umān), é um país situado na Arábia, mais especificamente na extremidade oriental da Península Arábica. Capital: Mascate.

O país é constituído por três territórios descontínuos. Os dois territórios menores estão encravados nos Emirados Árabes Unidos, sendo constituídos pelo Enclave de Madha e pela Península de Musandam e territórios adjacentes, no Estreito de Ormuz que separa o Golfo Pérsico do Golfo de Omã. O território maior limita a norte com o Golfo de Omã (do outro lado do qual se estendem as costas do Irão e Paquistão), a leste e sul com o Mar da Arábia e a oeste com o Iémen, com a Arábia Saudita e com os Emirados Árabes Unidos.

Até 1958, o enclave de Gwadar na costa norte do golfo de Omã, Baluchistão, Paquistão, dependia do sultanato de Omã.

História[editar | editar código-fonte]

Antiga Satrapia do Império Aquemênida, e posteriormente, do Império Sassânida, o Omã só ficou livre desse poder em 632. Em 751, os Ibadis criaram o Emirado do Omã, sendo governado por imames. Durante séculos o Omã não passava de um mero país incrustrado no deserto, até que os Portugueses o invadiram em 1508. Em 1659, os Otomanos tomam o Omã e expulsam os portugueses. Em 1741 os Otomanos foram expulsos pelo então proclamado Sultão bin Sultan al Busaid. Inicia-se a era de ouro do sultanato, que expande suas fronteiras e obtém várias colônias no Oceano Índico (Zanzibar e Comores, na África e o Baluchistão, na Ásia) que foram perdidas no colapso que o país sofreu, em 1891, quando virou um mero protetorado britânico, tornando-se novamente independente em 1971.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Vista das Montanhas al-Hajar.

Um vasto e plano deserto cobre o centro do território de Omã, com uma cadeia montanhosa que percorre do centro-leste ao norte chamada Montanhas al-Hajar, onde encontra-se o maciço Jebel Akhdar, contendo o ponto mais elevado do país, Jebel Shams e seus 2.980 metros, e outra a sudoeste do país. As principais cidades omanis estão no litoral. Destaca-se a capital e a proximidade com os centros internacionais de Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Política[editar | editar código-fonte]

Em Omã, o Chefe de Estado - e também de Governo - é o sultão, que funciona como monarca absoluto.

No início da década de 1990, o sultão instituiu um conselho eleito, o Majlis ash-Shura que, no entanto, tem apenas funções consultivas.

O sufrágio universal para os maiores de 21 anos foi instituído em outubro de 2003 e teve uma participação de 190 mil votantes (74% dos eleitores) para escolher os 83 membros do conselho.

A dinastia Al Sa'id, a qual o sultão (Qaboos bin Said Al Said, no poder desde 1970) pertence, governa o país há mais de 250 anos.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O Omã está dividido em 5 regiões (mintaqah) e 3 governorados (muhafazat; singular - muhafazah).

As regiões estão subdivididas em províncias (wilayat).

Demografia[editar | editar código-fonte]

Em 2013, a população total de Omã era de 3,8 milhões, sendo 2,150 milhões naturais do país e 1,680 milhão de estrangeiros.[2] A taxa de fecundidade total em 2011 foi estimada em 3,70.[3] 43% da população tem menos de 15 anos de idade.[4] Cerca de 50% da população vive em Mascate e a planície costeira de Al Batinah, no noroeste da capital; cerca de 200 000 habitantes vivem na região de Dhofar (sul) e cerca de 30 000 habitantes vivem na Península de Musandam e no Estreito de Ormuz.


Economia[editar | editar código-fonte]

Mascate, capital do país.

Até meados do século XIX, Omã era um entreposto de escravos e armas. Com o fim da escravidão, a região perdeu muito de sua prosperidade, e a economia ficou reduzida à agricultura, ao comércio de Camelos e caprinos, à pesca e o artesanato tradicional. Hoje, graças ao petróleo, a economia tem apresentado grande desenvolvimento nos últimos 30 anos.

O governo prossegue com a privatização de serviços públicos e com o desenvolvimento de leis comerciais que facilitem o investimento externo e organizem o orçamento do país. O Omã continua a liberalização de seu mercado para se adequar às regras da Organização Mundial do Comércio. Para reduzir o desemprego, o governo vem encorajando a substituição de mão-de-obra estrangeira por trabalhadores do próprio país. Cursos de tecnologia de informação, técnicas de administração e língua inglesa para cidadãos do país apoiam este objetivo.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

A taxa de literacia da população adulta omanense foi de 86,9%, em 2010.[5] Até 1970, apenas três escolas formais existiam em todo o país, com menos de 1000 alunos recebendo educação em suas dependências. Desde que o sultão Qaboos chegou ao poder, em 1970, o governo deu prioridade à educação como meio de desenvolver uma força de trabalho nacional, considerada pelo governo um fator vital para o progresso econômico e social do país. Hoje, existem mais de 1000 escolas estaduais e cerca de 650.000 alunos em Omã.

Em 1986, foi criada a primeira universidade do Omã, a Universidade Sultan Qaboos. A partir de então, outras instituições de ensino superior e técnico também surgiram no país, como a Universidade de Nizwa e a Escola Superior de Tecnologia. Há, ainda, outras seis faculdades de tecnologia, seis faculdades de ciências aplicadas, uma faculdade de economia e estudos financeiros, um instituto de ciências da Sharia, e vários institutos de enfermagem. Cerca de 200 bolsas são concedidas a cada ano para estudantes omanenses no exterior.

De acordo com o Webometrics Ranking of World Universities, as universidades de maior prestígio no país são a Universidade Sultan Qaboos, Universidade de Nizwa e a Universidade de Dhofar, que ocupam as posições 1.924, 7.090 e 8.160 entre as universidades mundiais, respectivamente.[6]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Apesar de Omã ser um país bastante moderno, a influência ocidental é reduzida: o islamismo tradicional, ibadita, possui mais restrições que o islamismo sunita e o xiita.

A música tradicional acompanha vários aspectos da vida, incluindo nascimentos, cerimônias fúnebres, casamentos e circuncisões.

Referências

  1. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  2. Oman population hits 3.83mn mark (em inglês) Muscat Daily (23 de abril de 2013). Visitado em 30 de agosto de 2014.
  3. Major Economic & Social Indicators (em inglês e árabe) National Center for Statistics & Information (2011). Visitado em 30 de agosto de 2014.
  4. Oman's Sultan Qaboos: a classy despot (em inglês) The Guardian (4 de março de 2011). Visitado em 30 de agosto de 2014.
  5. National adult literacy rates (15+), youth literacy rates (15–24) and elderly literacy rates (65+) (em inglês) Instituto de Estatística da UNESCO. Visitado em 23 de abril de 2014.
  6. Oman (em inglês) Ranking Web das Universidades. Visitado em 23 de abril de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]


Flag map of Oman.svg Omã
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