Comores

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الاتحاد القمر
Union des Comores
Udzima wa Komori

União das Comores
Bandeira dos Comores
Brasão de armas dos Comores
Bandeira Brasão das Armas
Lema: "Unité, Justice, Progrès" (francês:

"Unidade, Justiça, Progresso")

Hino nacional: "Udzima wa ya Masiwa" (shikomor: "A União das Grandes Ilhas")
Gentílico: comorense, comoriano(a)[1]

Localização  União das Comores

Capital Moroni
11° 42' S 43° 15' E
Cidade mais populosa Moroni
Língua oficial Árabe, francês e shikomor
Governo República Federal
 - Presidente Ikililou Dhoinine
 - Vice-presidentes Fouad Mohadji
Mohamed Ali Soilih
Nourdine Bourhane
Independência da França 
 - Data 6 de julho de 1975 
Área  
 - Total 1 862¹ km² (170.º)
 - Água (%) <0,1
 Fronteira Não possui; aproxima-se de Seychelles a NE, Madagascar e Mayotte (FRA) a SE, Moçambique a W e SW, e Tanzânia a NW
População  
 - Estimativa de 2008 731 775 hab. (158.º)
 - Densidade 309 hab./km² (23.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ : 1,262 bilhões (172.º)
 - Per capita US$ : 1 125 (159.º)
IDH (2010) 0,428 (140.º) – baixo[2]
Moeda Franco comorense (KMF)
Fuso horário (UTC+3)
Clima Tropical
Org. internacionais ONU, UA, Liga Árabe, Francofonia
Cód. ISO 174 / COM / KM
Cód. Internet .km
Cód. telef. +269

Mapa  União das Comores

¹ Exclui Mayotte.

A União das Comores (ou mais simplesmente Comores, ou com a grafia anglicizada Comoros) é uma república federal insular, que compreende três das quatro ilhas principais do Arquipélago das Comores, no Oceano Índico, localizado no extremo norte do Canal de Moçambique na costa oriental da África. Seus vizinhos mais próximos são a Tanzânia a noroeste, Moçambique a oeste, as Seychelles a nordeste e a possessão francesa de Mayotte a sudeste. Sua capital é Moroni, na Grande Comore.

Com 1.862 km² (excluindo a ilha contestada de Mayotte), Comores é o terceiro menor país africano em área territorial. A população é estimada em 798 000 habitantes. Embora especula-se que o nome "Comores" origina-se de povos árabes que chegaram às ilhas, o nome na verdade é oriundo da polinésia antiga, dos povos da Melanésia que se estabeleceram nas ilhas. O nome "Comores" foi tomado da antiga palavra polinésia "Chammoras", significando um de seus outros assentamentos. Estes habitantes tinham sua própria língua, que foi parcialmente influenciada pelos árabes que chegaram posteriormente. A União das Comores tem três línguas oficiais: Shikomor, árabe e francês, embora o francês seja a única língua oficial em Mayotte.

Oficialmente, além de muitas ilhas pequenas, o país é composto por três grandes ilhas do arquipélago das Comores: Grande Comore (Ngazidja), Mohéli (Mwali) e Anjouan (Nzwani). A nação também reivindica a ilha Mayotte que, no entanto, nunca foi administrada pelo governo comorense. Em vez disso, Mayotte continua a ser administrada pela França (atualmente como um departamento ultramarino), uma vez que foi a única ilha do arquipélago a votar contra a independência em 1974. A França, desde então, tem vetado no Conselho de Segurança das Nações Unidas resoluções que afirmam a soberania de Comores sobre a ilha.[3] [4]

Comores é membro da União Africana, Organização Internacional da Francofonia (OIF), Comissão do Oceano Índico, Organização da Conferência Islâmica e Liga Árabe (da qual é o estado mais meridional, sendo o único membro da Liga Árabe que está inteiramente dentro do hemisfério sul). Desde a independência, em 1975, o país passou por numerosos golpes de Estado. Cerca de metade de sua população vive abaixo da linha de pobreza.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Inicialmente habitada por um povo nativo oriundo de Madagáscar e das migrações polinésias vindas do leste, foi ponto de passagem do rico comércio feito pelos árabes que iam para o sul da costa leste Africana em busca de Marfim e escravos. Posteriormente as ilhas Comores foram "descobertas" em 1505 pelos portugueses para depois serem colonizadas e administradas pela França. A partir do século XIX foram negligenciadas pelo colonizador. Em 1975, tornaram-se independentes e passaram a formar a República Federal Islâmica das Comores. Em 1997, as ilhas de Nzwani e Mwali declaram independência, desencadeando conflitos entre tropas do governo e separatistas de Nzwani. Após negociações, em 1999 é assinado um acordo que institui um governo rotativo entre as três ilhas. No mesmo ano, porém, é registrado o 19º golpe de Estado no país em 25 anos. Em 2001, 77% dos eleitores aprovam a nova Constituição que muda o nome do país para União de Comores e garante mais autonomia para as ilhas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mapa das Comores e Mayotte.
Uma mesquita localizada na capital.

As Comores incluem três das quatro ilhas principais do arquipélago das Comores, a quarta é o território francês de Mayotte. O arquipélago localiza-se no oceano Índico, entre a costa africana e Madagáscar, no norte do Canal de Moçambique e compreende as ilhas Ngazidja (em língua comoriana, ou Grande Comore, em francês), Mwali (ou Mohéli), Nzwani (Anjouan) e Maore (Mayotte).

O interior das ilhas vulcânicas é variado e vai de montanhas abruptas a colinas baixas. O monte Kartala (2 316 m) na Grande Comore é um vulcão activo.

Disputas territoriais

As Comores reclamam a ilha de Mayotte, a ilha mais a leste do arquipélago, uma coletividade departamental francesa.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população era de 596 202 habitantes em 2001, o que corresponde a uma densidade populacional de 274,7 hab./km². As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 39 e 9 por mil habitantes. A esperança média de vida é de 60 anos. Estima-se que, em 2025, a população seja de 1 127 000 habitantes. Cerca de 98% da população corresponde a naturais das Comores (mistura de bantos, árabes e malgaxes) e os restantes 2% são macuas (bantos da África Oriental). A religião muçulmana é a praticada pela quase totalidade dos habitantes. As línguas oficiais são o francês, o árabe e o comorano.

Religião[editar | editar código-fonte]

A população de Comores, segundo dados de 2005, é, majoritariamente islâmica (98,3%). Cerca de 0,1% não professam nenhuma fé, enquanto 1,6% professam outras religiões.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

A República Federal Islâmica das Comores é uma república federal islâmica em que o primeiro-ministro governa com uma assembleia legislativa.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Compreende as ilhas Njazidja (Grande Comore), Nzwani (Anjouan) e Mwali (Mohéli).

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista do porto e da cidade de Mutsamudu.

As ilhas dependem muito do investimento estrangeiro. As principais culturas são a banana, o coco, a mandioca, o milho, o arroz, o cravo-da-índia, a baunilha, o café, a canela e a batata. A indústria extractiva resume-se à areia, à brita e ao coral, que é utilizado moído para a construção local. Os principais parceiros comerciais das Comores são a França, a Alemanha, os Estados Unidos e Madagáscar.

Industrialização[editar | editar código-fonte]

As indústrias principais são o turismo e a destilação de perfumes. Comores é o maior produtor mundial de ylang-ylang e um dos maiores produtores de baunilha.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

É imprescindível a profilaxia antimalária e recomendável a vacina contra a febre amarela. Não se pode beber água da torneira nem comer alimentos sem cozinhar. É aconselhável levar farmácia bem preparada com analgésicos, antiestamínicos, antibióticos, anti-sépticos, repelentes para insetos, loções calmantes contra picaduras ou alergias, tesoura, pinças, termômetro e seringas hipodérmicas. É recomendável viajar com um seguro médico e de assistência.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Arte[editar | editar código-fonte]

Entre as construções mais interessantes das Comoras deve-se assinalar as que encontram-se no típico bairro árabe da capital. Uma visita recomendada é a do Museu do Centro Nacional de Documentação e Investigações Científicas.

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa, Dicionário de Gentílicos e Topónimos de Comores
  2. Ranking do IDH 2010. PNUD. Página visitada em 4 de novembro de 2010.
  3. Subjects of UN Security Council Vetoes (em português: Assuntos de vetos do Conselho de Segurança da ONU) (em inglês). Fórum de Política Global.. Página visitada em 24 de abril de 2014.
  4. ARTICLE 33 (PDF) (em inglês). Tratado da ONU. Página visitada em 24 de abril de 2014.
  5. Table 5: Multidimensional Poverty Index (em português: Tabela 5: Índice de Pobreza Multidimensional) (em inglês). Programa das Naçoes Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Página visitada em 24 de abril de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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