Ilhas Mascarenhas

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As duas maiores ilhas do arquipélago: Reunião à esquerda e Maurícia à direita.

Ilhas Mascarenhas (ou Mascareignes em francês) é a designação dada ao um conjunto de ilhas que formam um vasto "arquipélago" sito no sudoeste do Oceano Índico, a leste de Madagáscar, estendendo-se por mais de 1200 km através de uma área oceânica situada entre os 11º 00' (Agalega) e os 21º 30' (Reunião) de latitude sul e entre os 55º 00' (Tromelin) e os 63º 30' (Rodrigues) de longitude este. Apesar do nome comum, as Mascarenhas não constituem um verdadeiro arquipélago, sendo antes um conjunto de vários arquipélagos vizinhos, agrupando ilhas com estrutura geológica e história muito diferenciadas, embora com uma origem comum e constituindo uma região biogeográfica distinta (ecorregião das Mascarenhas).

Geografia e organização política[editar | editar código-fonte]

Excluindo os pequenos atóis e ilhéus costeiros, as principais ilhas incluídas nas Mascarenhas são (norte para sul):

As ilhas Maurícia, Agalega, São Brandão (Cargados Carajos) e Rodrigues formam a República da Maurícia.

A Reunião constitui um departamento ultramarino francês (DOM - Département d'Outre-Mer), considerado como uma das regiões ultraperiféricas da União Europeia, fazendo parte da União por força do artigo 299.º-2 do Tratado da União Europeia.

A ilha Tromelin está integrada nas ilhas Esparsas, sendo administrada em conjunto com as Terras Austrais e Antárticas Francesas. A soberania francesa sobre a ilha Tromelin é disputada pela República da Maurícia, que a considera como parte do seu território.

História[editar | editar código-fonte]

As ilhas receberam o nome de Mascarenhas em honra de Pedro Mascarenhas, navegador, diplomata e mais tarde vice-rei da Índia, que, por volta de 1512, teria comandado um grupo de navios portugueses que as avistaram. Contudo, o arquipélago já aparece numa carta da autoria do geógrafo árabe Sharif El-Edrissi, datada de 1153, a qual mostra as três ilhas principais do grupo: Rodrigues (Dina Arobi), Reunião (Dina Marghabi) e Maurícia (Dina Moraze). Há notícia de mercadores árabes na zona pelo menos desde o século XI.

Território e geologia[editar | editar código-fonte]

As Mascarenhas constituem a parte emersa do planalto submarino das Mascarenhas, uma formação que se prolonga por quase 2 000 km desde as Seicheles até à Reunião. Este planalto ocupa uma área de cerca de 150 000 km², com águas com profundidades que variam entre os 8 m e os 150 m, mergulhando as suas margens numa planície abissal com profundidades da ordem dos 4 000 m. A parte norte do planalto, incluindo as Seicheles e ilhas vizinhas, é constituída por granito, sendo um fragmento afundado do supercontinente Gondwana. A parte sul é de natureza basáltica, a situação normal nos fundos oceânicos.

As ilhas Mascarenhas são de origem vulcânica, encontrando-se as mais antigas reduzidas a atóis encimados por formações coralinas. Apesar das diferenças estruturais e de idade, resultam da passagem da placa tectónica africana sobre o hot-spot da Reunião, o que deixou uma linha de vulcões sobre as posições sucessivamente ocupadas pela pluma magmática, os mais altos dos quais constituem hoje as ilhas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Quammen, David, (1996) The Song of the Dodo. Touchstone, New York.
  • Diamond, Jared, (1984) "Historic extinctions: A rosetta stone for understanding prehistoric extinctions". In: P. Martin and R. Klein (eds.) (1984) Quaternary Extinctions: A prehistoric revolution. University of Arizona Press, Tucson.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]