África Oriental Portuguesa

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Província Ultramarina de Moçambique (até 1972)
Estado de Moçambique (1972-75)

Colónia, Província Ultramarina
(Império Português)

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1498 – 1975 Flag of Mozambique (1975-1983).svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Moçambique
Continente África
Região África Oriental
País Moçambique
Capital Lourenço Marques
Língua oficial Português
Governo Colónia, Província Ultramarina
Rei
 • 1498-1521 Manuel I de Portugal
 • 1974-75 Francisco da Costa Gomes, presidente
Período histórico Colonialismo
 • 1498 Fundação
 • 25 de Junho de 1975 Guerra Colonial Portuguesa e queda do Império Português
População
 • 1967 est. 7 300 000 

Moçambique ou África Oriental Portuguesa (oficialmente Estado da África Oriental,[1] depois elevado para Província Ultramarina de Moçambique e, durante a governação de Marcelo Caetano, Estado de Moçambique, a par do Estado de Angola) foi sendo o nome comum pelo qual a expansão territorial do Império Português na África Oriental era conhecida em diferentes épocas. A África Oriental Portuguesa foi uma colónia e, posteriormente, uma província ultramarina de Portugal no exterior, ao longo da costa do Sudeste Africano, território que agora forma a República de Moçambique.

Postos de comércio e, mais tarde, colónias portuguesas foram formadas ao longo do litoral em 1498, quando Vasco da Gama atingiu a costa moçambicana. Lourenço Marques explorou a área que hoje é a Baía de Maputo em 1544. Ele se estabeleceu definitivamente no atual Moçambique, onde passou a maior parte de sua vida e seu trabalho foi seguido por outros exploradores, marinheiros e comerciantes portugueses. Algumas dessas colónias foram entregues no final do século XIX para serem governadas por empresas fretados, como a Companhia de Moçambique e a Companhia do Niassa. Em 1951, as colónias foram combinadas em uma única província no exterior sob o nome de Moçambique, como parte integrante de Portugal. A maioria das colónias originais deram seus nomes para as províncias do atual Moçambique.

Moçambique, de acordo com a política oficial, não era uma colônia, mas antes uma parte da "nação pluricontinental e multirracial" portuguesa.[2] Em Moçambique, assim como fez em todas as suas colónias, Portugal tentou europeizar a população local e assimilá-la à cultura portuguesa. Lisboa também queria manter as colónias como parceiros comerciais e mercados para seus produtos. Os habitantes africanos da colónia acabaram por ser, supostamente, colocados na posição de cidadãos de pleno direito, com plenos direitos políticos através de um processo de desenvolvimento de longo prazo. Para o efeito, a segregação em Moçambique era mínima se comparada com a da vizinha África do Sul. No entanto, o trabalho forçado, a que todos os africanos eram obrigados ​​se não pagassem os impostos, não foi abolido até o início dos anos 1960.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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