Adriano Moreira
| Adriano Moreira | |
|---|---|
| Ministro de Ministério do Ultramar | |
| Mandato | 1961 até 1963 |
| Vida | |
| Nascimento | 22 de Setembro de 1922 (89 anos); Grijó |
| Nacionalidade | |
| Profissão | estadista, político, deputado, advogado, jurisconsulto, internacionalista, politólogo, sociólogo e professor |
Adriano Moreira GC C • GC SE • GO IH (Grijó de Vale Benfeito, 6 de Setembro de 1922) é um estadista, político, deputado, advogado, jurisconsulto, internacionalista, politólogo, sociólogo e professor . Destacou-se pelo seu percurso académico e pelo seu historial antes de se tornar Ministro do Ultramar durante o Estado Novo. Foi também Presidente do CDS (1986-1988)
Índice |
[editar] Biografia
Adriano José Alves Moreira[1] nasceu perto de Macedo de Cavaleiros, no norte de Portugal, filho de António José Moreira e esposa Leopoldina do Céu Alves. Aluno brilhante, licenciou-se em Direito, pela Universidade de Lisboa, em 1944, possuindo o doutoramento na mesma área, pela Universidade Complutense de Madrid.
Advogado, concorreu a professor na Escola Superior Colonial (actual ISCSP) aonde viria a ascender a Director.
Adriano Moreira contribuiu largamente para a reforma do ISCSP e através deste para o início do estudo de ciências como a Sociologia, a Ciência Política, as Relações Internacionais e ciências associadas a estas, como a Estratégia e a Geopolítica — dando, assim, continuação ao projecto da Sociedade de Geografia de Lisboa, para a construção de uma instituição formadora dos quadros administrativos coloniais e de um projecto embrionário de escola de pensamento internacional.
O seu percurso foi atribulado tendo sido repudiado durante a era PREC. Actualmente o seu estatuto goza de alguma notoriedade e é um intelectual considerado em muitos sectores da sociedade "intelligentsia" Portuguesa.
Casou-se em São Martinho, Sintra, em 30 de agosto de 1968 com Mónica Isabel Maia de Lima Mayer, nascida em Mercês, Lisboa, em 2 de agosto de 1945, cujo avô paterno tinha ascendência judaica e avó paterna origem irlandesa, e tiveram seis filhos.
[editar] Legado teórico-metodológico
Segundo Marcos Farias Ferreira (Cristãos & Pimenta, A via media na Teoria das Relações Internacionais de Adriano Moreira, Almedina, Coimbra, 2007), a obra de Adriano Moreira seria tributária de uma escola racionalista apoiada em vultos como Grotius, Vitória e Suárez, e teria construído uma via intermédia relativamente às diferentes correntes idealistas e realistas no estudo académico de Relações Internacionais (RI), a par de Raymond Aron e dos autores da escola inglesa de RI como Martin Wight, Hedley Bull e Herbert Butterfield, assente na tensão normativa entre sociedade e comunidade internacional.
É grande admirador de Boris Vian.
[editar] Cargos políticos
- Membro da delegação Portuguesa na ONU (1957-1959) - independente
- Subsecretário de Estado da Administração Ultramarina (1960-1961) - independente
- Ministro do Ultramar (1961-1963) - independente[2]
- Presidente do então CDS (1986-1988)
- Deputado da Assembleia da República (1979-1991) - CDS-PP
- Vice-presidente da Assembleia da República (1991-1995) - CDS-PP[3]
[editar] Curriculum Vitæ
- Desempenha ou destacou-se nas funções de Professor - geralmente na área de Relações Internacionais - no Instituto Superior Naval de Guerra, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, na Universidade Aberta, na Universidade Católica Portuguesa e é Professor Emérito da Universidade Técnica de Lisboa.
É ainda Professor Honorário da Universidade de Santa Maria.
- Doutor Honoris Causa pela Universidade Aberta, Universidade da Beira Interior, Universidade de Manaus, Universidade de Brasília, Universidade de São Paulo, Universidade do Rio de Janeiro, Universidade da Bahía.
- Membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia Pernambucana de Letras, da Academia Internacional de Direito e Economia de São Paulo, da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia de Marinha, da Academia de Ciências Morales y Políticas de Madrid e da Academia Portuguesa da História.
- Curador Honorário da Fundação Oriente e actual Curador da Universidade Cândido Mendes.
- Presidente honorário da Sociedade de Geografia de Lisboa, preside e fundou a Academia Internacional da Cultura Portuguesa, preside internacionalmente o Centro Europeu de Informação e Documentação (CEDI), preside o Conselho de Fundadores do Instituto D. João de Castro, preside a assembleia-geral da Associação Portuguesa de Ciência Política e o Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior (desde 1998).
- Foi co-fundador do Movimento da União das Comunidades de Língua Portuguesa e presidiu aos seus dois primeiros congressos em Lisboa e Lourenço Marques.
- Sócio Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono.
- Prémio Personalidade Lusófona 2012, concedido pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono.
- Membro do Instituto de Estudos Políticos de Vaduz, do Movimento Paneuropa de Coudenhouve-Kalergi, do Conselho da Fundação Luís Molina da Universidade de Évora,
- Director do Centro de Estudos Políticos e Sociais da Junta de Investigação Científica do Ultramar.
[editar] Méritos e condecorações
- Distinguido com o prémio Abílio Lopes do Rego, da Academia das Ciências de Lisboa pelo seu estudo O Problema Prisional do Ultramar em 1953.[4]
- Foi condecorado com a Medalha de Mérito Cultural, a Medalha da Defesa Nacional de 1ª classe, a Medalha do Exército de D. Afonso Henriques de 1ª classe, a Medalha Militar de Serviços Distintos grau ouro da Marinha, Medalha de Mérito Aeronáutico, a Royal Victorian Order, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada, a Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica, a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e a Grã-Cruz da Ordem de São Silvestre Magno.
- É Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e Cavaleiro Grã-Cruz da Ordem de África.
[editar] Principais obras
- Direito Corporativo (Lisboa, 1950)
- Política Ultramarina (Lisboa, 1956)
- Ideologias Políticas (Lisboa, 1964)
- O Tempo dos Outros (Lisboa, 1968)
- Política Internacional (Porto, 1970)
- A Europa em Formação (Lisboa, 1974)
- Saneamento Nacional (Lisboa, 1976)
- O Drama de Timor (Lisboa, 1977)
- Legado Político do Ocidente - Colaboração - (São Paulo, 1978)
- Ciência Política (Lisboa, 1979)
- Direito Internacional Público (Lisboa, 1983)
- Teoria das Relações Internacionais (Coimbra, 1996)
Referências
| Precedido por Francisco Lucas Pires |
Presidente do CDS 1986 - 1988 |
Sucedido por Freitas do Amaral |
- Juristas de Portugal
- Ministros do Ultramar
- Líderes partidários de Portugal
- Deputados da Assembleia da República de Portugal
- Naturais de Macedo de Cavaleiros
- Cientistas políticos de Portugal
- Professores da Universidade Católica Portuguesa
- Professores da Universidade Técnica de Lisboa
- Políticos do CDS - Partido Popular