Sefardita

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Sefarditas (em hebraico ספרדים, sefardi; no plural, sefardim) é o termo usado para referir aos descendentes de Judeus originários de Portugal e Espanha. A palavra tem origem na denominação hebraica para designar a Península Ibérica (Sefarad ספרד ). Utilizam a língua sefardi, também chamada "judeu-espanhol" e "ladino", como língua litúrgica [1] .

História[editar | editar código-fonte]

Os sefarditas provavelmente estabeleceram na Península Ibérica durante a era das navegações fenícias, embora suas presenças só possam ser atestadas a partir do Império Romano. Sobreviveram à cristianização, invasão visigótica e moura, mas começaram a sucumbir na fase final da Reconquista.

Os judeus fugiram das perseguições que lhes foram movidas na Península Ibérica na inquisição espanhola (1478 -1834), dirigindo-se a vários outros territórios. Uma grande parte fugiu para o norte de África, onde viveram durante séculos. Milhares se refugiaram no Novo Mundo, principalmente Brasil e México, onde nos dias atuais concentram milhares de descendentes dos judeus conhecidos como Marrano. Os sefarditas são divididos hoje em Ocidentais e Orientais. Os Ocidentais são os chamados judeus da nação portuguesa, enquanto os orientais são os sefardim que viveram no Império Otomano [1] .

Com o advento do sionismo e particularmente após a crise israeli-árabe de 1967, quando as minorias judaicas tentaram expandir o seu território em ocupação dos territórios onde viviam árabes há séculos, muitos dos judeus vivendo em países árabes foram viver em Israel, onde formam hoje um importante segmento da população, com uma tradição cultural diferente dos outros, asquenazi, os da Alemanha ou do Leste Europeu (Europa Oriental).

Migrações sefarditas

Por isso, o termo sefardita é frequentemente usado em Israel hoje para referir os judeus oriundos do norte de África. Entretanto é um erro referir-se genericamente a todos os judeus norte-africanos e dos países árabes como sefardim. Os judeus mais antigos destes países são chamados Mizrachim (de Mizrach, o Oriente), ou seja, orientais.

Houve importantes comunidades sefarditas nos países árabes, quase sempre conflitivas com as comunidades autóctones, sobretudo no Egito, Tunísia e Síria. São judeus hispânicos que quase sempre se opõem à Qabbala sefardita e mantêm um serviço religioso bem disciplinado e de melodias suaves. O rito ocidental é conhecido como Espanhol-Português [1] .

Os Sefarditas foram responsáveis por boa parte do desenvolvimento da Cabala medieval e muitos rabinos sefarditas escreveram importantes tratados judaicos que são usados até hoje em tratados e em estudos importantes.

Reconhecimento dos descendentes[editar | editar código-fonte]

Em um projeto de 2014, o governo da Espanha pretende reconhecer os judeus sefarditas fornecendo cidadania espanhola [2] [3] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Decreto de Alhambra, promulgado pelos Reis Católicos

Referências

Literatura[editar | editar código-fonte]

Richard Zimler O Último Cabalista de Lisboa, Meia-Noite ou o Princípio do Mundo, Goa ou o Guardião da Aurora, À Procura de Sana, A Sétima Porta

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bensoussan, David L’Espagne des trois religions, L’Harmattan, Paris, 2007 ISBN 978-2-296-04134-9
  • Malka, Victor Les Juifs Sépharades, Presses universitaires de France, coll. Que sais-je ?, Paris, 1986, ISBN 3 13 039328 4 124
  • Mazower, Mark. Salonica, city of Ghosts. 2005
  • Molho, Michael. Les Juifs de Salonique. 1956.
  • Molho, Rena, La destrucción de la judería de Salónica.
  • Patrik von zur Mühlen, Huída a través de España y Portugal (J.H.W. Dieta Nachf. Bonn)
  • Pulido Fernández, Ángel, Los isrealitas españoles y el idioma castellano. Riopiedras. 1993.
  • Santa Puche, Salvador, Judezmo en los campos de exterminio.
  • Santa Puche, Salvador, Testimonio XXXI: Drita Tutunovic. 2002. Sefardí de Belgrado.
  • Saporta y Beja, Refranes de los judíos sefardíes: y otras locuciones típicas de los sefardíes de Salónica y otros sitios de Oriente. Ameller/Riopiedras. 1978
  • Touboul-Tardieu, Eva Séphardisme et hispanité, Paris, 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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