Europa Ocidental

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Proposta da Comissão permanente do nomes geográficos europeus para a delimitação da Europa Occidental e das outras regiões do Europa.
Em destaque amarelo, Países da Europa ocidental, de acordo com critérios histórico-sócio-culturais da UNESCO.
Divisão da Europa por regiões geográficas de acordo com a ONU Statistical Unit (por este critério, a Europa Ocidental está marcada em azul claro):.
  Europa ocidental

A Europa Ocidental ou Oeste Europeu é uma parte da Europa cujas fronteiras dependem da definição. Estas fronteiras, no entanto, estão sujeitas a consideráveis flutuações e sobreposições, o que dificulta a sua diferenciação. O conceito de Europa Ocidental também está associado à noção de Mundo Ocidental.

Antes da Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, os termos "Europa Ocidental" eram muito usados para designar as partes da Europa que tinham raízes católicas ou protestantes, ou seja, as áreas ocupadas por Andorra, Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Mónaco, Noruega, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, San Marino, Suécia, Suíça e Vaticano. Foi nestes países que as culturas ocidentais nasceram e floresceram, acabando por disseminar-se por todo o mundo.

Durante a Guerra Fria, quando a Europa Ocidental designava os países membros da NATO e sob influência norte-americana, o termo era frequentemente usado como contraponto ao Leste Europeu, que estava sob influência soviética. As fronteiras entre os países do Ocidente e do Leste estavam bem defendidas e patrulhadas, especialmente do lado oriental. A estas fronteiras dava-se também o nome de Cortina de Ferro.

Até há pouco tempo, podia-se dizer com segurança que a Europa Ocidental correspondia aos países da União Europeia, adicionando-se a Islândia, a Suíça, o Liechtenstein, Andorra, a Noruega, San Marino, Mónaco e o Vaticano.

Segundo a Organização das Nações Unidas, utilizando o critério de divisão por regiões geográficas, a Europa ocidental atualmente compreenderia a Alemanha, a Áustria, a Bélgica, a França, Liechtenstein, Luxemburgo, Mónaco, os Países Baixos e a Suíça.[1] Já para a Unesco, segundo critérios histórico-sócio-culturais, a Europa Ocidental compreenderia os atuais territórios da Alemanha, Andorra, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Irlanda, Itália, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Mónaco, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, São Marino, Suécia e Suíça.[2]
Note-se que, exceção à parte oriental da Alemanha (que foi reunificada em 1990), por qualquer dos 2 critérios (como pode-se observar nos mapas ao lado), estão excluídos do presente conceito de Europa Ocidental todos os países que, como acordado na Conferência de Ialta, caíram na zona de influência soviética, sendo governados por regimes comunistas durante a Guerra Fria, incluindo os que faziam então parte da não alinhada Yugoslávia.

Países da Europa Ocidental[editar | editar código-fonte]

Alemanha[editar | editar código-fonte]

Vista atual do histórico Palácio do Reichstag, onde funciona o parlamento alemão

A República Federal da Alemanha é o país com o maior produto interno bruto da Europa, e o terceiro a nível mundial em termos nominais e quinto em paridade do poder de compra. Membro-fundador da União Europeia e membro do NATO e do G8, tem uma grande importância na geopolítica e economia mundial.

Desde a revolução industrial que o país tem sido criador, inovador e beneficiário de uma economia globalizada. A exportação de bens produzidos na Alemanha é um dos principais fatores da riqueza alemã. A Alemanha é maior exportador mundial com 1130 bilhões de dólares exportados em 2006 (países da Eurozona incluído) e gerou um superavit comercial de 165 bilhões de euros. O setor de serviços contribui com 70% do PIB, a indústria 29,1% e a agricultura 0,9%. A maioria dos produtos alemães são em engenharia, especialmente automóvel,máquina, metal, e produtos químicos

Com mais de 85 milhões de habitantes, a Alemanha é o pais mais populoso da União Europeia, apesar de sua taxa de natalidade seja de 1,39 filhos por mulher, uma das mais baixas do mundo. A Alemanha tem um grande número de cidades grandes, sendo as mais populosas Berlim, Hamburgo, Munique, Colônia, Frankfurt am Main e Estugarda (Stuttgart). De longe a maior aglomeração é a região do Reno-Ruhr, que inclui Düsseldorf e cidades como Colônia (Köln), Essen, Dortmund, Duisburgo e Bochum.

Sua língua, o alemão é falado por aproximadamente 100 milhões de falantes nativos e mais 80 milhões de falantes não-nativos.[3] O alemão é a língua principal de aproximadamente 90 milhões de pessoas (18%) na UE. 67% dos cidadãos alemães dizem serem capazes de comunicar-se em pelo menos uma língua estrangeira, 27% em pelo menos duas línguas além da materna.[4]

Áustria[editar | editar código-fonte]

A República da Áustria é um país montanhoso, com 83 858 km de extensão territorial. A língua oficial é o alemão, a primeira língua de 97% da população. A Áustria foi a terra natal de vários compositores famosos tais como Wolfgang Amadeus Mozart, Joseph Haydn, Johann Strauss I, entre outros. A sua capital e principal cidade, Viena, é desde o século XVIII um dos mais importantes centros culturais europeus e mundiais.

Como membro da União Europeia, a Áustria possui um produto interno bruto de US$297 727 milhões, o 35º maior do mundo. A Áustria, em vários momentos, tentou unir-se à Alemanha, mas nunca o conseguiu.

Bélgica[editar | editar código-fonte]

O Reino da Bélgica tem uma área de 30 510 km², distribuídos por três regiões principais: a planície costeira (localizada a noroeste), o planalto central e as elevações das Ardenas (situadas a sudeste). A sua população é cerca de 10,4 milhões, entre os quais 6,2 milhões são flamengos (na Flandres e Bruxelas), 3,2 milhões de valões, 900 mil habitantes em Bruxelas e 70 mil germanófonos.

É membro da União Europeia e da (NATO). A base da sua economia é a metalurgia, produtos químicos (farmacêuticos), electrónico ,têxteis, vidros,chocolates, diamantes e móveis.

Espanha[editar | editar código-fonte]

O templo da Sagrada Família, localizado em Barcelona é considerado uma obra-prima da arquitetura art noveau

Espanha (em castelhano e galego: España; em catalão e valenciano: Espanya; em basco: Espainia; em aranês: Espanha), oficialmente Reino de Espanha (português europeu) ou Reino da Espanha (português brasileiro), é um país situado na Europa meridional, na Península Ibérica. Com uma área de 504 030 km², a Espanha é, depois da França, o segundo maior país da Europa Ocidental e da União Europeia.

O país foi uma importante fonte de influência para outras regiões no mundo durante a Era Moderna quando se tornou um império mundial, que deixou como legado mais de 400 milhões de falantes do espanhol espalhados pelo mundo.

A Espanha contemporânea é uma democracia organizada sob a forma de um governo parlamentar sob uma monarquia constitucional. Sendo também membro das Organização das Nações Unidas (ONU), da União Europeia (UE), da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Finlândia[editar | editar código-fonte]

A Finlândia (em finlandês: Loudspeaker.svg? Suomi e em sueco: Loudspeaker.svg? Finland ), oficialmente República da Finlândia,[5] é um país nórdico situado na região da Fino-Escandinávia. Faz fronteira com a Suécia a oeste, com a Rússia a leste e com a Noruega ao norte, enquanto a Estônia está ao sul através do Golfo da Finlândia.[6] A capital do país é Helsinque.[7]

Cerca de 5,3 milhões de pessoas vivem na Finlândia, sendo que a maior parte da população está concentrada no sul do país.[8] É o oitavo maior país da Europa em extensão e o país menos densamente povoado da União Europeia. A língua materna de quase toda a população é o finlandês, que é uma das línguas fino-úgricas e é mais estreitamente relacionado com o estoniano.

França[editar | editar código-fonte]

A Torre Eiffel. O monumento mais emblemático da França, que é o símbolo mais reconhecido do país.

A França, foi o primeiro dos grandes Estados europeus a ser formado, sendo sua capital em Paris. Incluindo os territórios ultramarinos, a França tem uma superfície de 675 417 km² e por volta de 64,5 milhões de habitantes. O francês é o idioma oficial, segundo a constituição, outros 77 línguas e dialetos existem no país.[9] Uma das grandes incentivadoras e membro-criador da União Europeia, o país foi uma potência colonial no passado, e ainda possui territórios e dependências ultramarinas, em diversos lugares ao redor do mundo.

A França é um país rico, que disputa com a Alemanha e o Reino Unido a liderança da economia na União Europeia, porque é a segunda economia da Europa e a quinta maior do mundo. Paris é a segunda cidade mais populosa do continente, e figura como uma cidade global. Seu monumento mais emblemático é a Torre Eiffel.

Grécia[editar | editar código-fonte]

O Pártenon, na Acrópole de Atenas, um dos monumentos do auge do período conhecido como "Grécia Antiga".

Grécia (em grego: Ελλάδα, Elláda), é um país europeu localizado na parte meridional da região balcânica. Localizada no sudeste da Europa, junto de Ásia e África, a Grécia é considerada o berço da civilização ocidental, por ser a região onde nasceram a democracia,[10] a filosofia ocidental,[11] os Jogos Olímpicos, a Literatura ocidental, bem como a ciência política, se definiu os primeiros princípios matemáticos, assim como o teatro e a historiografia modernos.[12]

Irlanda[editar | editar código-fonte]

Irlanda[13] (em irlandês: Éire e em inglês: Ireland), oficialmente República da Irlanda (em irlandês: Poblacht na hÉireann e em inglês: Republic of Ireland),[14] é um Estado soberano da Europa que ocupa cerca de cinco sextos da ilha homônima. É uma república constitucional governada como uma democracia parlamentar, com um presidente eleito servir como chefe de Estado. A Irlanda tem o sétimo mais alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo,[15] além de ótimas classificações em índices que medem o grau de democracia e liberdades como a de imprensa, econômica e política. Além da União Europeia (UE), a Irlanda também é membro do Conselho da Europa, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Organização Mundial do Comércio (OMC) e das Organização das Nações Unidas (ONU). Sua capital é Dublin e sua população é estimada em 4,58 milhões de habitantes.[16]

O Estado moderno irlandês foi fundado em 1922 como o Estado Livre Irlandês, um domínio dentro do Império Britânico, na sequência do Tratado Anglo-Irlandês que pôs fim à Guerra de Independência da Irlanda. Seis dos nove condados da província nortista do Ulster foram então estabelecidos como a Irlanda do Norte, uma parte do Reino Unido, com o qual o Estado irlandês divide a sua única fronteira terrestre.

Islândia[editar | editar código-fonte]

Outro país insular europeu pertencente à Europa Ocidental pelo critério histórico-sócio-cultural, é a Islândia (em islandês: Ísland; AFI[ˈislant]), situada no Oceano Atlântico Norte.[17] O seu território abrange a ilha homônima e algumas pequenas ilhas no Oceano Atlântico, localizadas entre a Europa continental e a Groenlândia. O país conta com uma população de quase 320 mil habitantes em uma área de cerca de 103 mil quilômetros quadrados.[18] A sua capital e maior cidade é Reiquiavique, cuja área metropolitana abriga cerca de dois terços da população nacional. Devido à sua localização na Dorsal Meso-Atlântica, a Islândia tem uma grande atividade vulcânica e um importante gradiente geotérmico, o que afeta muito a sua paisagem. O interior é constituído principalmente por um planalto caracterizado por campos de areia, montanhas e glaciares. Aquecida pela corrente do Golfo, a Islândia tem um clima temperado em relação à sua latitude e oferece um ambiente habitável.

Itália[editar | editar código-fonte]

O Coliseu, em Roma, um dos maiores símbolos do poder do Império Romano, construído ca. 70-80 dC.

Itália (em italiano: Italia), oficialmente República Italiana (em italiano: Repubblica Italiana), é uma república parlamentar unitária localizada no centro-sul da Europa (Europa meridional). Ao norte, faz fronteira com França, Suíça, Áustria e Eslovênia ao longo dos Alpes. Ao sul, que consiste na totalidade da península Itálica, Sicília, Sardenha, as duas maiores ilhas no Mar Mediterrâneo, e muitas outras ilhas menores ficam no entorno do território italiano. Os Estados independentes de San Marino e do Vaticano são enclaves no interior de Itália, enquanto Campione d'Italia é um enclave italiano na Suíça. Com 60,6 milhões de habitantes, é a quinta nação mais populosa da Europa e a 23ª do mundo.

Roma, a capital italiana, foi durante séculos o centro político e religioso da civilização ocidental, como a capital do Império Romano, e como sede da Santa Sé. Após o declínio dos romanos, a Itália sofreu inúmeras invasões de povos estrangeiros. Séculos mais tarde, Itália tornou-se o berço das repúblicas marítimas e do Renascimento,[19] um movimento intelectual extremamente frutífero que viria a ser parte integrante na formação subsequente do pensamento europeu.

A Itália contemporânea nasceu como um Estado unitário, quando em 17 de março de 1861, a maioria dos estados da península e as duas principais ilhas foram unidas sob o comando do rei da Sardenha Vitor Emanuel II da casa de Saboia.

Liechtenstein[editar | editar código-fonte]

Liechtenstein[20] ou Listenstaine (forma usada oficialmente pela União Europeia[21] ) é um minúsculo principado, localizado no centro da Europa, encravado nos Alpes, entre a Áustria, a leste, e a Suíça a oeste. Tem uma população de pouco mais de 34 mil habitantes que moram no principado de apenas 160 km².

Luxemburgo[editar | editar código-fonte]

O Grão-Ducado do Luxemburgo caracteriza-se por uma economia de boa renda e crescimento contínuo, tem o maior PNB (Produto Nacional Bruto) per capita do mundo ($US61 220), além de baixíssimos índices de inflação e desemprego. O setor industrial era dominado praticamente pelo aço, mas recentemente se diversificou ao incluir o ramo químico e a borracha.

Mônaco ou Mónaco[editar | editar código-fonte]

O Principado do Mónaco (português europeu) ou Mônaco (português brasileiro) é o segundo menor Estado independente do mundo (depois do Vaticano), constituindo um principado encravado no sul da França, (Costa Azul) a dezoito quilômetros de Nice e perto da fronteira com a Itália. Além das finanças, a economia monegasca é movimentada em grande parte pelo setor imobiliário: as duzentas empresas de construção civil são a força motriz da economia. O turismo é uma das mais importantes fontes de renda do país. O setor hoteleiro é dinâmico: 2 500 quartos que recebem, ao ano, 225 mil visitantes.

Apenas 16% dos habitantes são monegascos. Os demais habitantes são franceses (47%), italianos (16%) e outros (21%). O idioma oficial é o francês, mas falam-se várias outras línguas devido às variadas origens de seus habitantes. Dentre estas as principais são o monegasco, o inglês e o italiano.

Noruega[editar | editar código-fonte]

Foto de um dos famosos Fiordes Noruegueses

A Noruega[22] (bokmål: Norge; nynorsk Noreg), oficialmente Reino da Noruega, é um país nórdico da Europa setentrional que ocupa a parte ocidental da Península Escandinava, a ilha de Jan Mayen e o arquipélago ártico de Svalbard, através do Tratado de Svalbard. A parte continental do país divide fronteira a leste com a Suécia e ao norte com a Finlândia e a Rússia. O Reino Unido e as Ilhas Faroe estão a oeste, através do Mar do Norte, a Islândia e a Groenlândia estão a oeste, através do mar da Noruega, e a Dinamarca fica próxima ao extremo sul do país, através do estreito de Skagerrak.

A Noruega mantém o modelo social escandinavo baseado na saúde universal, no ensino superior subsidiado e em um regime abrangente de previdência social. A Noruega foi classificada como o melhor país do mundo em desenvolvimento humano em todos os relatórios desde 2001 (com dados referentes entre 1999 e 2010)[23]

Apesar de ter rejeitado a adesão à União Europeia em dois referendos, a Noruega mantém laços estreitos com a UE e com seus países membros, bem como com os Estados Unidos. A Noruega continua a ser um dos maiores contribuintes financeiros da Organização das Nações Unidas[24] e participa com as forças da ONU em missões internacionais, como no Afeganistão, Kosovo e Darfur.

Países Baixos[editar | editar código-fonte]

Os Países Baixos (incorretamente chamados de Holanda) é um dos países mais densamente povoados do globo. São popularmente conhecidos por seus diques, suas tulipas, seus moinhos, seus tamancos e sua tolerância social. Suas políticas liberais são frequentemente mencionadas e usadas como (bons ou maus) exemplos nos demais países.

Um dos fatores culturais que mais destaca os Países Baixos são os pintores renomados ao longo dos séculos. Durante o século XVII, quando o país era uma República e bem próspera, houve o surgimento de grandes artistas e aquela época ficou conhecida como a Era dos Mestres neerlandeses, entre eles, Rembrandt van Rijn, Johannes Vermeer, Jan Steen e Jacob van Ruysdael. Grandes Pintores do século XIX e XX foram Vincent van Gogh e Piet Mondriaan.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Mapa do Império Português (1415–1999). O primeiro império global da história

Portugal, oficialmente República Portuguesa,[25] [nota 1] é um país soberano[nota 2] unitário localizado no Sudoeste da Europa, cujo território se situa na zona ocidental da Península Ibérica e em arquipélagos no Atlântico Norte. Portugal é a nação mais a ocidente do continente europeu. O nome do país provém da sua segunda maior cidade, Porto, cujo nome latino era Portus Cale.[26]

O território dentro das fronteiras actuais da República Portuguesa tem sido continuamente povoado desde os tempos pré-históricos: ocupado por celtas, como os galaicos e os lusitanos, foi integrado na República Romana e mais tarde colonizado por povos germânicos, como os suevos e os visigodos, e no século VIII as terras foram conquistadas pelos mouros. Durante a Reconquista cristã foi formado o Condado Portucalense, primeiro como parte do Reino da Galiza e depois integrado no Reino de Leão. Com o estabelecimento do Reino de Portugal em 1139, cuja independência foi reconhecida em 1143, e a estabilização das fronteiras em 1249, Portugal tornou-se o mais antigo Estado-nação da Europa.[27] [28]

Nos séculos XV e XVI, como resultado de pioneirismo na era dos Descobrimentos, Portugal expandiu a influência ocidental e estabeleceu um império que incluía possessões na África, Ásia, Oceania e América do Sul, tornando-se a potência económica, política e militar mais importante de todo o mundo. O Império Português foi o primeiro império global da história[29] e também o mais duradouro dos impérios coloniais europeus, abrangendo quase 600 anos de existência, no entanto a importância internacional do país foi bastante reduzida a partir do século XVII, em consequência da União Ibérica. Após a Revolução de 1910, a monarquia foi deposta e iniciada a Primeira República Portuguesa, cuja instabilidade culminou na instauração de um regime autoritário, o Estado Novo. A democracia representativa foi instaurada após a Revolução dos Cravos, em 1974, que terminou a Guerra Colonial Portuguesa, quando as últimas províncias ultramarinas de Portugal se tornaram independentes, sendo as mais proeminentes Angola e Moçambique.

Reino Unido[editar | editar código-fonte]

Torre do relógio Big Ben, Palácio de Westimenster, em Londres

Reino Unido (em inglês: United Kingdom - UK), oficialmente Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte (em inglês: United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland), é um país insular soberano[30] [31] localizado na costa noroeste da Europa continental. O Reino Unido inclui a ilha da Grã-Bretanha, a parte nordeste da ilha da Irlanda, além de muitas outras ilhas menores. A Irlanda do Norte é a única parte do Reino Unido com uma fronteira terrestre, sendo a mesma com a República da Irlanda.[32] Rodeado pelo Oceano Atlântico, o Mar do Norte, o Canal da Mancha e o Mar da Irlanda, a maior ilha, a Grã-Bretanha, é conectada com a França pelo Eurotúnel.

O Reino Unido é uma união política[33] [34] de quatro nações constituintes: Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales. A nação é governada por um sistema parlamentar com a sede do governo em Londres, a capital, e é uma monarquia constitucional com a rainha Isabel II sendo a chefe de Estado. As dependências da Coroa das Ilhas do Canal (ou Ilhas Anglo-Normandas) e a Ilha de Man, formalmente possessões da Coroa, não fazem parte do Reino Unido, mas formam uma confederação com ele.[35] O Reino Unido tem quatorze territórios ultramarinos,[36] todos remanescentes do Império Britânico, que no seu ápice, possuía quase um quarto da superfície terrestre mundial, fazendo desse o maior império da história. Como resultado do império, a influência britânica pode ser vista na língua, cultura e sistemas judiciários de muitas de suas ex-colônias como o Canadá, Austrália, Índia e os Estados Unidos. A rainha Elizabeth II permanece como a chefe da Comunidade das Nações (Commonwealth) e chefe de Estado de cada uma das monarquias na Commonwealth.

Suécia[editar | editar código-fonte]

Suécia (em sueco: Sverige), oficialmente Reino da Suécia (em sueco: Konungariket Sverige), é um país nórdico, localizado na Península Escandinava. A Suécia divide fronteiras terrestres com a Noruega, a oeste, e com a Finlândia, a nordeste, além de estar ligada à Dinamarca através da Ponte do Øresund, no sul.

Com 450 295 km², a Suécia é o terceiro maior país da União Europeia em termos de área e possui uma população total de cerca de 9,2 milhões de habitantes. A Suécia tem uma baixa densidade populacional, com cerca de 21 habitantes por quilômetro quadrado, mas com uma densidade consideravelmente maior na metade sul do país. Cerca de 85% da população vive em áreas urbanas. A capital e maior cidade da Suécia é Estocolmo (com uma população de 1,3 milhões na área urbana e de 2 milhões na área metropolitana), centro do poder político e econômico do país. A Suécia é membro fundador da ONU, da União Europeia desde 1 de Janeiro de 1995, e da OCDE.

A Suécia é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo e é uma economia altamente desenvolvida e diversificada. O país ocupa o quarto lugar do mundo no índice de democracia, depois da Islândia, da Dinamarca e da Noruega.

Suíça[editar | editar código-fonte]

Estação de esqui em Zermatt. As estações de esqui são um dos principais pontos de atração turística na Suíça

A Suíça, oficialmente Confederação Helvética é uma das economias mais ricas do mundo,[37] e é sede de inúmeros bancos privados e de organizações internacionais.[38] A sua história é marcada pela sua neutralidade política perante as outras nações e representa um marco de liberdade e de democracia para o mundo inteiro.[39]

Referências

  1. Departamento de Estatística da ONU – Composição das regiões e sub-regiões continentais (em inglês)
  2. Official information sources on education: Western Europe (em English) UNESCO IBE.UNESCO.ORG (29 de outubro de 2007). Visitado em 2009-04-18. Cópia arquivada em 2007-10-29.
  3. [[National Geographic|]]. National Geographic Collegiate Atlas of the World. Willard, Ohio: R.R Donnelley & Sons Company, abril-2006. 257-270 pp. ISBN Regular:0-7922-3662-9, 978-0-7922-3662-7. Deluxe:0-7922-7976-X, 978-0-7922-7976-1.
  4. Comissão Europeia (2006). Eurobarômetro especial 243: Europeus e suas Línguas (Pesquisa) (PDF) Europa (web portal). Visitado em 03/02/2007.
    Comissão Europeia (2006). Eurobarômetro especial 243: Europeus e suas Línguas (Pesquisa) (PDF) Europa (web portal). Visitado em 03/02/2007.
  5. "Republic of Finland", or "Suomen tasavalta" in Finnish and "Republiken Finland" in Swedish, is the long protocol name, which is however not defined by law. Legislation only recognizes the short name.
  6. name="idh"
  7. name="idh"
  8. name="Population clock"
  9. Relatório de Abril de 1999 de Bernard Cerquiglini para a Carta Europeia das Línguas Minoritárias e Regionais
  10. Finley, M. I. Democracy Ancient and Modern. 2d ed., 1985. London: Hogarth.
  11. History of Philosophy, Volume 1 by Frederick Copleston
  12. Brockett, Oscar G. History of the Theatre. sixth ed., 1991. Boston; London: Allyn and Bacon.
  13. name="Artigo 4.º" Artigo 4.º da Constituição da República da Irlanda e Secção 2 do Acto da República da Irlanda de 1948.
  14. name="Artigo 4.º"
  15. name="IDH"
  16. name="pop2011"
  17. name="CIA Govt"
  18. name="Statice"
  19. "European Renaissance and Reformation". Township of Washington, NJ: Immaculate Heart Academy.
  20. Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, pode-se também usar a forma aportuguesada Listenstaine. Já segundo o Prontuário da Língua Portuguesa pode utilizar-se a versão Listenstaina.
  21. Código de Redacção Interinstitucional da União Europeia
  22. Sua Pesquisa. Noruega. Visitado em 15 de janeiro de 2012.
  23. Human development indices 2008 Human Development Report hdr.undp.org (2008-12-18). Visitado em 2009-05-12.
  24. Revised List of Top UN Financial and Troop Contributors reformtheun.org. Visitado em 2009-04-23.
  25. Portugal — Nome oficial da Nação. Visitado em 18 de Abril de 2010.
  26. Leite de Vasconcelos, José (1938). Cale e Portucale. Opúsculos Vol. V — Etnologia (Parte I).
  27. Herculano, Alexandre, "História de Portugal, Volume", p. 391, Volume 3 Herculano, Alexandre, 1853
  28. Brian Jenkins, Spyros A. Sofos, "Nation and identity in contemporary Europe", p.145 Routledge, 1996, ISBN 0-415-12313-5
  29. Melvin Eugene Page, Penny M. Sonnenburg, p. 481
  30. Encyclopaedia Britannica. "País insular localizado na costa noroeste da Europa continental"
  31. Países dentro de outros países. "Países dentro de outros países"
  32. Estados Membros: Reino Unido UK Presidency of the EU 2005.
  33. Macwhirter, Iain (10/012008). A ruptura da união agora parece ser inevitável Comentário The Guardian. "O reconhecimento de Gordon Brown na quinta-feira que 2008 será "um ano importante para a união" era uma modéstia."
  34. Enright, Simon (16/01/2007). Um ato de desunião Newsnight bbc.co.uk. "Nós vamos devotar todo o programa para discutir o futuro da União - irão Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte passar mais um século, como países unidos?"
  35. Principais fatos do Reino Unido ? Governo, cidadãos e direitos Directgov. "O título completo desse país é 'o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte'. É formado pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A 'Grã-Bretanha' não inclui a Irlanda do Norte. As ilhas do Canal e a Ilha de Man não fazem parte do Reino Unido."
  36. FCO global network FCO em Ação Foreign and Commonwealth Office.
  37. PIB (Paridade Poder de Compra) contabilizado pelo Banco Mundial. A divisão do PIB suíço pela sua população de 7 550 000 habitantes [1], gera um PIB per capita de 37 195 dólares, 8° maior PIB per capita do mundo.
  38. Bancos autorizados e comerciantes seguros. Comissão Federal dos Bancos. Acessado em 08 de Setembro de 2008.
  39. Informações iniciais

Notas

  1. Em mirandês: Pertual e República Pertuesa.
  2. Os Estados-membros da União Europeia transferiram parte da sua soberania na forma de poderes legislativos, executivos e judiciais para as instituições da UE, o que perfaz um exemplo de supranacionalidade, veja-se Europa, informação recolhida a 28 de fevereiro de 2011