Geografia da Itália

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Geografia física da Itália

Mapa da Itália

Continente Europa
Região Europa Meridional
Coordenadas geográficas
Área  
 - Ranking 70º maior
 - Total 301336 km²
 - Terra
 - Água
Fronteiras  
 - Total
 - Países vizinhos França, Suíça, Áustria e Eslovênia
Linha costeira 7456 km
Reivindicações marítimas  
 - Mar territorial nm
 - Zona contígua nm
 - Zona econômica exclusiva nm
 - Plataforma continental nm
Extremos de elevação  
 - Ponto mais alto Monte Branco 4808 m (ou Monte Branco de Courmayeur 4748 m)
 - Ponto mais baixo Le Contane −3,44 m
Relevo
Clima Clima mediterrânico, clima alpino e clima continental
Recursos naturais
Uso da terra  
 - Terra arável
 - Cultivos permanentes
 - Outros
Terra irrigada
Perigos naturais
Problemas ecológicos

A Geografia da Itália é um domínio de estudos e conhecimentos sobre as características geográficas do território italiano.

A península Itálica está no sul da Europa, onde predomina o clima temperado mediterrânico. É limitada ao norte pelos Alpes e ladeado a oeste pelo mar Tirreno e a leste pelo Adriático. A República Italiana é constituída, além da península, por várias ilhas, das quais a Sicília e a Sardenha são as maiores.

O território italiano tem uma superfície de 301401 km², com um comprimento máximo de 1300 km, e uma largura de 600 km.

Estende-se no centro do mar Mediterrâneo, tendo ao sul e ao oeste duas grandes ilhas: a Sicília e a Sardenha. Ao norte da Sicília situa-se o arquipélago das Eólias, composto pelas pequenas ilhas vulcânicas de Stromboli, Lipari, Vulcano, Alicudi, Filicudi, Salina e Panarea.

Fronteiras[editar | editar código-fonte]

O país é delimitado ao norte pelos Alpes, que se estendem em amplo semicírculo por cerca de 1300 km, e compreendem as montanhas mais altas da Europa: o monte Branco (com 4810 m, possivelmente sobre a fronteira com a França), o monte Branco de Courmayeur (4748 m), o monte Rosa (4638 m) e o monte Cervino (4478 m).

O país faz fronteira a noroeste com a França, a norte com a Suíça e com a Áustria e a nordeste com a Eslovénia.

No extremo ponto ocidental do arco alpino, começam os Apeninos que se estendem ao longo da península por cerca de 1200 km, alcançando a altitude máxima no Gran Sasso d'Italia (2924 m).

Delimitada pelo arco alpino ao norte e pela parte setentrional dos Apeninos ao sul, estende-se por 46000 km² a Pianura Padana, a maior planície da Europa Meridional. Ela deve seu nome ao maior rio italiano, o "rio Pó" (652 km), que percorre em todo o seu comprimento. Outros rios importantes são o Ádige (410 km), o Tibre (405 km) e o rio Arno (224 km).

Numerosos são também os lagos; entre eles o de Garda (370 km²), o Maggiore (212 km²), o de Como (148 km²) e o Trasimeno (128 km²).

Relevo[editar | editar código-fonte]

Italy topographic map-blank.svg

A Itália possui um relevo variado. Tem altas cordilheiras ao norte, com o ponto culminante, o monte Branco com 4810m. Possui montanhas altas ao longo da península, com os Apeninos que formam o esqueleto da Itália. Também possui planícies, como a do rio Pó. Dois vulcões ativos existem no país: Etna e Vesúvio.

Apeninos[editar | editar código-fonte]

Os Apeninos (em italiano: Appennini) estendem-se por 1000 km do norte ao sul da Itália ao longo da costa leste, formando a coluna dorsal do país. Deram seu nome à península Apenina ou península Itálica, que forma a maior parte da Itália. As montanhas são verdes e arborizadas, apesar de um lado do pico mais elevado, o Corno Grande (2912 m), ser parcialmente coberto pela geleira mais meridional da Europa. As elevações mais a leste, perto do mar Adriático, são abruptas, enquanto que as do oeste formam uma planície onde se localizam a maior parte das cidades históricas italianas.

Gran Sasso[editar | editar código-fonte]

Corno Grande, o pico mais alto do Gran Sasso.

Gran Sasso (em português: pedra grande), é um maciço localizado na região de Abruzos da Itália central. Também é a peça central do parque nacional chamado Parco Nazionale del Gran Sasso e Monti della Laga (estabelecido em 1991). A cidade mais próxima é L'Aquila. O pico mais alto de Gran Sasso é Corno Grande, com 2.912 m de altura.

Planície do Pó[editar | editar código-fonte]

É o nome porque é mais conhecida a planície do rio Pó, o maior da Itália, passando por muitas cidades importantes, incluindo Turim, e ainda nas proximidades de Milão – nesta última cidade o rio penetra em uma rede de canais chamados navigli. Perto do fim do seu curso, o rio dá lugar a um grande delta, com centenas de pequenos canais e cinco cursos fluviais principais, chamados Po di Maestra, Po della Pila, Po e Gália Transpadana (ao norte do Pó). Em italiano, o vale é chamado de Pianura Padana (planície Padana).

Imagem de satélite da geografia da Itália como vista do espaço.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da Itália pode variar de região para região. O norte italiano (Milão, Turim e Bolonha) tem um clima continental, quando a sul de Florença se encontra o clima mediterrâneo. O clima das áreas litorâneas da península é muito diferente do interior, particularmente nos meses de inverno.

As áreas mais elevadas são frias, húmidas e recebem frequentemente precipitação de neve. As regiões litorâneas têm um clima Mediterrâneo típico com invernos suaves e verões quentes, geralmente secos. A região alpina é marcada por um clima frio de montanha, com invernos rigorosos e verões brandos. Stelvio, por exemplo possui médias de -12 °C no inverno e +5 °C no verão. Há diferenças notáveis nas temperaturas, sobretudo durante o inverno: em certos dias de dezembro ou janeiro pode nevar em Milão com -2 °C, quando em Palermo ou Nápoles as temperaturas são de +5 °C. Em certas manhãs Turim pode amanhecer com -10 °C, quando ao mesmo tempo Roma se encontra com +0 °C e Reggio Calabria com +6 °C. No verão a diferença é mais clara, a costa leste não está tão húmida como a costa ocidental, mas no inverno está geralmente mais fria. Nos meses de inverno os Apeninos recebem neve regularmente.

Neve na cidade de Pavia.

A Itália é sujeita a condições altamente diversificadas no outono, inverno, primavera, e mesmo no verão quando nas cidades do norte, como Turim, Milão, Pavia, Verona ou Udine podem vir chuvas durante o dia. Já a sul de Florença o verão é tipicamente seco e ensolarado. Entre novembro e março o vale do rio Pó é frequentemente coberto pela neve, sobretudo a zona central (Pavia e Cremona). A neve é algo completamente comum entre dezembro e fevereiro em cidades como Turim, Milão e Bolonha, nos invernos de 2005 - 2006, Milão recebeu aproximadamente 70/80 cm de neve, Pavia 50 cm, Trento 160 cm, Vicenza em torno de 45 cm, Bolonha em torno de 30 cm e Piacenza ao redor de 80 cm. Geralmente o mês mais quente, é agosto no sul, e julho no norte, nesses meses os termômetros podem marcar 42 °C no sul e 33 °C no norte. O mês mais frio é janeiro, com médias no vale do rio Pó de 0 °C, Florença 5 °C/6 °C, Roma 7 °C/8 °C. As temperaturas mínimas podem chegar a -14 °C no vale do rio Pó, -5 °C/-6 °C em Florença, -4 °C em Roma, -2° em Nápoles e em Palermo podem chegar a 1 °C.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Como o território italiano é estreito e comprido, os seus rios não poderiam ser longos em função da posição das cadeias de montanhas onde nascem, ou seja, são relativamente curtos. O maior rio da Itália, que nasce no Monviso e desemboca no mar Adriático, é o , com 643 km. Na sua foz ele forma um delta de cinco braços. O Adige, que nasce ao norte, perto do lago de Resia, é o segundo em extensão, com 408 km. O Brenta e o Piave nascem nos Alpes e desembocam no mar Adriático. O volume de águas desses rios alcança o máximo na primavera, quando as neves das montanhas se derretem. Essa origem das águas e o solo calcário da maior parte das regiões atravessadas pelos rios italianos propiciam que suas águas sejam muito claras, favorecendo a formação de belas paisagens.

Dos Apeninos, correm para o mar Adriático, o Savio e o Rubicão. Outros rios caudalosos são o Arno (241 km), em cujas margens está Florença, e o Tibre (405 km), que banha Roma. Na Sicília destacam-se o Simeto e o Salso, e na Sardenha o Tirso. Turistas que percorrem a Itália se surpreendem, muitas vezes, com o leito praticamente seco de muitos rios no período do inverno, pois suas águas são desviadas para sistemas de abastecimento de água das cidades e pequenos lagos na área rural, para utilização na agricultura.

Muitos lagos italianos, principalmente próximos aos Alpes na Lombardia, na região norte, são grandes atrações turísticas, recebendo milhares de visitantes todos os anos, especialmente no verão. Destacam-se os lagos Garda (370 km²), Maggiore (212 km²), Como (145 km²), Lugano, Iseo. No sul da Itália há lagos que ocupam crateras de vulcões extintos (Trasimeno, Bolsena, Vico e Bracciano). Esses lagos compõem belas paisagens, de forte atração turística.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Quanto à vegetação, antes de tudo, deve-se evidenciar a quase nula ocorrência de incêndio na região, e assim o Parque de Sulcis é uma das reservas de bosques mais preservadas da Sardenha. Prevalecem os bosques de azinheiro, sobreiro, as matas, em particular érica e medronheiro. No subsolo, encontram-se o viburno, samambaias, como a Asplenium onopteris L., o polipódio meridional, esplêndida florescência dos cíclames e numerosas espécies de cogumelos.

Nas clareiras ou nas margens dos bosques mais frescos, se encontram frequentemente cipós como a clematite Vitalba, conhecida como dedaleira vermelha e espécies farmacêuticas como a erva-cavalinha maro ou erva-gata. Nas regiões mais próximas aos torrentes, predominam as matas, tipo oleandro, os bosques de salgueiro vermelho e os bosques de amieiro. Este último na região de Is Frociddus e Perdu Melis, formando verdadeiros corredores de bosques, nos quais os mais freqüentes são o salgueiro de Arrigoniosmunda regale e erica tirrenica. A vegetação muda de lugar para lugar. No sul e centro predomina a vegetação mediterrânea, nas regiões mais altas do Apeninos a vegetação de altitude e no norte as florestas temperadas (árvores de folhas caducas).

Vulcões[editar | editar código-fonte]

Localização dos vulcões da Itália

A Itália possui um grande número de vulcões.

  • O vulcão Etna é o maior e mais ativo dos vulcões da Europa. Este vulcão esta cheio de grandes achados arqueológicos e de maravilhas vulcânicas. Está localizado na Itália, ilha Sicília. E no rifte das placas tectónicas euro-asiática e a placa de África. O seu nome vem do grego Aitne, significa "que eu queimo". Tem uma elevação de aproximadamente 11.000 pés (3.350 metros), dependendo das deformações da sua mais recente erupção.
  • O Vesúvio é um vulcão do tipo composto, que expele material em fluxo intenso. Localiza-se em Nápoles, atingindo uma altitude de 1281 metros. Antes da tragédia de Pompeia em 79 d.C., o Vesúvio encontrava-se inativo havia 1500 anos. Só foram iniciadas escavações na região em 1738. Elas revelaram ruas, paredes de edifícios e até pinturas inteiras.

Segundo Lacroix, o Vesúvio é designado "Vulcano-estromboliano" porque às vezes existem explosões com grande produção de cinzas e lava espessa (do tipo vulcaniano) e outras eclodem com magma fluido, poucas cinzas, mas muitos gases explosivos, projetando materiais sólidos (do tipo estromboliano).

Segundo Scarth é "pliniano", porque a sua lava é muito fragmentada e espalha-se por uma grande área, atingindo grande espessura (pode exceder os 100 km3 de volume). A coluna de gases e cinzas pode ter alguns quilómetros de altura. O Vesúvio é um vulcão misto, que se encontra em margens de placas destrutivas (margens convergentes), geralmente associados a arcos insulares e a cadeias de montanhas litorais. O magma, rico em sílica, tem essencialmente origem no material da própria placa. As lavas produzidas são muito viscosas e solidificam rapidamente, formando um relevo vulcânico com vertentes abruptas. Segundo outros autores o vulcão é considerado explosivo, mas tendo em conta que, ao longo do seu período de atividade, ocorreram erupções alternadas, é mais correto designá-lo por misto.

Vulcões da Itália

Etna | Stromboli | Vesúvio | Vulcano | Campos Flégreos | Marsili

Terremotos[editar | editar código-fonte]

Os fenómenos sísmicos constituem uma característica do terreno italiano. São ligados geralmente aos fenómenos dos vulcões. Todas as regiões italianas não são sujeitam igualmente aos movimentos sísmicos. A região alpina é a que menos apresenta abalos sísmicos. São mais frequentes os terremotos desastrosos que acontecem na zona do Apeninos.

Terremotos na Itália[editar | editar código-fonte]

Data Zona Graus Vitimas
8 de setembro 1905 Nicastro (hoje Lamezia Terme), Calábria 7 557
28 de dezembro 1908 Messina 7,2 120.000
13 de janeiro 1915 Avezzano, Abruzos 7 33.000
7 de setembro 1920 Garfagnana e Lunigiana, Toscana 6,4 300
23 de julho 1930 Vulture, Basilicata 6,7 1.404
15 de janeiro 1968 Belice, Sicília 6,4 370
6 de maio 1976 Friuli 6,4 989
23 de novembro 1980 Irpinia, Campânia e Basilicata 6,9 2.914
6 de abril 2009 Áquila 5,9 308
20 de maio 2012 Pianura Padana 6,0 7

Ilhas[editar | editar código-fonte]

Sicília - note-se o vulcão Etna: o ponto branco na península a nordeste

As ilhas da Itália apresentam interessantes sistemas montanhosos. A Sicília representa na realidade uma continuação dos Apeninos, além de possuir o único vulcão ativo da Europa, o Etna, com 3400m.

As erupções mais violentas e com as maiores consequências para a população produziram-se no ano de 1669, destruindo parte da Catânia, e em 1928. A Sardenha não conta com nenhum vulcão, porém tem como característica o fato de que suas elevações procedem de um antigo maciço, o Tirrénido, que na maior parte encontra-se afundado. Os rios de ilhas são de caráter torrencial e sofrem graves acréscimos no inverno, enquanto que no verão aparecem totalmente secos. Sardenha e Elba também fazem parte das mais importantes ilhas italianas.

Lagos[editar | editar código-fonte]

Lagos da Itália

Albano | Bolsena | Bracciano | Como | Garda | Idro | Iseo | Maggiore | Sírio | Trasimeno

Bandeira da Itália Itália
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