Giacomo Leopardi

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Giacomo Leopardi

Conde Giacomo Leopardi (Recanati, 29 de junho de 1798Nápoles, 14 de junho de 1837) foi um poeta, ensaísta e filólogo italiano. É um dos maiores poetas italianos. A sua obra revela muito pessimismo, melancolia e cepticismo.

O pai (que entregara o filho aos seis anos de idade aos ensinamentos de preceptores que lhe ensinaram a mestria dos clássicos gregos e latinos), proprietário de uma biblioteca particular composta por cerca de vinte mil volumes, desafiava então o jovem Giacomo a fazer traduções, julgando ser este o melhor meio de o introduzir à erudição. Assim, aos dezasseis anos, já revelava autoridade suficiente para escrever um ensaio em que denunciava os erros dos autores clássicos.

O seu primeiro livro, Saggio Sugli Errore Popolari Degli Antichi, embora escrito em 1815, permaneceu na posse do autor, e só veio a ser publicado nove anos após a sua morte. Sabe-se que durante esta época Giacomo Leopardi foi vítima de um problema cerebrospinal e da cegueira progressiva de um olho. As suas deficiências físicas, provocadas ou por doença degenerativa, acidente, ou mazelas de duelo, fizeram com que se recatasse da companhia feminina.

Se os poemas que começou por escrever eram inflamados de patriotismo saudosista, queixumes com uma mão no peito e outra na testa, como All' Italia, publicado em 1819, a sua estada em Roma por volta de 1823 aproximou-o dos círculos germânicos. Mudando-se para Bolonha em 1825, passou a trabalhar como professor particular, ao mesmo tempo que ia escrevendo obras que, embora continuando a manter a forma clássica, adoptavam o conteúdo romântico alemão.

Assim, Versi (1826) e Operette Morali (1827) reflectem bem a transição no cunho do seu autor. Em 1830 partiu de Recanati para Florença mas, três anos depois optou definitivamente por Nápoles, onde escreveu La Ginestra (1836).

Obras[editar | editar código-fonte]

As suas maiores obras incluem o Zibaldone, as Operette Morali (uma coleção de pequenas histórias meditativas sobre o Homem em poemas), e a coleção de poemas Canti. Ele tinha uma visão pessimista da natureza como uma "madrasta" malvada indiferente a seus filhos, enquanto que a felicidade vem da falta de dor, que é, na realidade, a constante existencial (como expressado em La quiete dopo la tempesta onde ele afirma piacer figlio d'affanno (prazer filho da dor).

Um dos seus poemas mais conhecidos é L'infinito:

Sempre caro mi fu quest'ermo colle,
E questa siepe, che da tanta parte
De l'ultimo orizzonte il guardo esclude.
Ma sedendo e mirando, interminati
Spazi di là da quella, e sovrumani
Silenzi, e profondissima quïete
Io nel pensier mi fingo, ove per poco
Il cor non si spaura. E come il vento
Odo stormir tra queste piante, io quello
Infinito silenzio a questa voce
Vo comparando: e mi sovvien l'eterno,
E le morte stagioni, e la presente
E viva, e 'l suon di lei. Così tra questa
Immensità s'annega il pensier mio:
E 'l naufragar m'è dolce in questo mare.

Tradução:

Sempre me foi cara esta erma colina
e esta sebe, que por toda a parte
do último horizonte o olhar exclui.
Mas sentando e admirando, intermináveis
espaços para lá dela e sobre-humanos
silêncios, e profundíssima quietude
eu no pensamento me finjo; onde por pouco
o coração não me amedronta. E como o vento
ouço sussurrar entre estas plantas, eu aquele
infinito silêncio a essa voz
vou comparando: e me sobrevém o eterno
e as mortas estações e a presente
e viva, e o som dela. Assim entre esta
imensidão se afoga o pensamento meu;
e o naufragar é-me doce nesse mar.

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