Economia da Itália

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Economia da Itália
Edifício da Bolsa de Valores da Itália
Moeda Euro
Ano fiscal Ano calendário
Blocos comerciais OMC, União Europeia, OCDE
Estatísticas
Bolsa de valores Bolsa de Valores de Milão
PIB 2 mil milhões (2012)Red Arrow Down.svg[1]
Variação do PIB -2,3% (2012)Red Arrow Down.svg[1]
PIB per capita 30.100 (2012)Red Arrow Down.svg[1]
PIB por setor agricultura 2%, indústria 24.7%, comércio e serviços 73,3% (2011)
Inflação (IPC) 3,3% (março de 2013)Red Arrow Up.svg[2]
População
abaixo da linha de pobreza
23,9% - 14,4 milhões (maio de 2013)Red Arrow Up.svg[3]
Coeficiente de Gini 36 (2011)Red Arrow Up.svg[4]
Força de trabalho total 25 280 000 (2012)Green Arrow Up.svg
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 3,9%, indústria 28,3%, comércio e serviços 67,8% (2011)
Desemprego 15,9 (maio de 2013)Red Arrow Up.svg[5]
Principais indústrias turismo, máquinas, ferro e aço, produtos químicos, processamento de alimentos, têxteis, veículos a motor, roupas, calçados, cerâmica
Exterior
Exportações 483 mil milhões (2012)Red Arrow Down.svg
Produtos exportados produtos de engenharia, têxteis e roupas, máquinas industriais, veículos a motor, equipamentos de transporte, produtos químicos, alimentos, bebidas e tabaco, minerais e metais não-ferrosos
Principais parceiros de exportação Alemanha 13,3%, França 11,8%, Estados Unidos 5,9%, Espanha 5,4%, Suíça 5,4%, Reino Unido 4,7% (2011)
Importações 569,7 bilhões (2012)Red Arrow Down.svg
Produtos importados produtos de engenharia, produtos químicos, equipamentos de transporte, produtos de energia, minerais e metais não-ferrosos, tecidos e roupas, alimentos, bebidas e tabaco
Principais parceiros de importação Alemanha 16,5%, França 8,8%, República Popular da China 7,7%, Países Baixos 5,5%, Espanha 4,7% (2011)
Dívida externa bruta 173 mil milhões (2012)Red Arrow Up.svg
Finanças públicas
Receitas 956 mil milhões (2012)Green Arrow Up.svg
Despesas 1 trilhão (2012)Red Arrow Up.svg
Fonte principal: [[6] CIA World Fact Book]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A Itália tem uma economia industrial diversificada e dividida. O norte do país é desenvolvido e industrializado, dominado por empresas privadas, e onde está localizado o centro financeiro do país, a cidade de Milão. Já o sul é menos desenvolvido, agrícola, dependente de subsídios públicos e com elevado desemprego[6] .

Até a Segunda Guerra Mundial, a economia da Itália era baseada primariamente na agricultura. Porém, após o fim da guerra, esta passou por grandes mudanças, que tornaram-na um país primariamente industrial. O país foi um dos membros fundadores da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e da Comunidade Econômica Europeia, que são os antecessores da atual União Europeia - criada em 1993. Atualmente, o país possui a 11ª maior economia do mundo[7] e a 4ª maior economia da Europa, quando medida pelo seu PIB PPC.

Devido ao seu terreno acidentado, a maior parte da Itália não possui solo apropriado para a prática da agricultura, fazendo com que o país seja um importador de alimentos. Além disso, o país possui poucos recursos naturais importantes, tais como petróleo, ferro e carvão, por exemplo, obrigando o país a importar também estes recursos naturais de outros países para o abastecimento de suas indústrias. Também por causa da falta destes recursos naturais, a Itália é obrigada a importar muito da eletricidade consumida no país.

Em uma perspectiva histórica, a Itália, que se destacou nos primeiros 500 anos da era Cristã pelo Poder do Império Romano, na Idade Média pela influência do Poder temporal da Igreja Católica, mais tarde, no Renascimento, pela vitalidade econômica das Cidades-Estado, Veneza, Florença e Génova, teve sua vitalidade econômica prejudicada na Revolução Industrial por ter escassez de matérias primas e de fontes de energia e um Mercado insuficiente para desenvolver indústrias competitivas.

Com o mercado comum da União Europeia, e sua moeda forte, o Euro, a Itália se destaca em muitos segmentos da indústria do conhecimento, da moda ou da indústria de serviços. O PIB italiano é próximo ao PIB inglês e ao PIB francês, e a renda per capita italiana é aproximadamente a mesma da renda per capita da Alemanha.

Setor primário[editar | editar código-fonte]

A Itália, nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial - mais exatamente, os anos do fascismo italiano - era um país agrário. A agricultura empregava mais de 50% da força de trabalho do país até a ascensão do fascismo - que promoveu a industrialização da Itália. Em 1953, 8 anos após o fim da guerra, apenas 30% da força de trabalho trabalhava na agricultura. Atualmente, esta taxa é de apenas 9,5%. Aproximadamente um milhão de pessoas trabalham em fazendas.

Uma geografia acidentada e relativamente pouco terreno propício à prática da agricultura ou da pecuária (relativo à população do país) fazem com que a Itália seja uma importadora de alimentos. Cerca de 40% da Itália é cultivável. A maior parte das fazendas do país são pequenas - a área média de uma fazenda é de sete hectares, com mais de 75% das fazendas italianas tendo menos de cinco hectares de tamanho. A maior parte das fazendas do país são os donos da fazenda na qual eles trabalham. Os agricultores do norte do país conseguem se sustentar muito bem, conseguindo obter dinheiro para melhorias, modernização e mecanização de suas fazendas, e, assim, compensar pela falta de mão-de-obra na região. Já os agricultores do sul do país são pobres, em sua maioria. A maioria das grandes fazendas e latifúndios da Itália localizam-se no sul do país. Estas fazendas utilizam-se primariamente de mão-de-obra humana.

O norte da Itália produz primariamente grãos, arroz, soja e carne, enquanto o sul do país produz primariamente frutas, vegetais, óleo de oliva, vinho e trigo. O país possui quantidades expressivas de bovinos, ovinos, suínos e aviários, mas a quantidade de carne produzida pela pecuária italiana é insuficiente para atender à demanda da população do país. A maioria da carne do país é importada de outros países - especialmente a Argentina. A pesca e a indústria madeireira empregam aproximadamente 150 mil pessoas.

No total, o setor primário da Itália emprega aproximadamente 1,18 milhão de pessoas, e é responsável por 3% do PIB nacional.

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

O setor secundário da Itália é responsável por 25% do PIB italiano, empregando aproximadamente 5 milhões de pessoas. A Itália é um país altamente industrializado. Porém, esta industrialização não é uniforme no país. A maior parte - mais de 82% - dos produtos industrializados na Itália são fabricados no noroeste do país, em um triângulo formado pelas cidades de Milão, Gênova e Turim. O governo italiano tem tentado, desde o final da década de 1950, estimular a industrialização da região sul do país, tendo obtido, porém, pouco sucesso.

Muito dos produtos industrializados na Itália são exportados para outros países. A principal indústria de manufaturação do país é a indústria têxtil: a Itália é uma das maiores fabricantes de roupas e tecidos em geral do mundo. Outras importantes indústrias de manufaturação na Itália são, em ordem decrescente de importância, produtos alimentícios, derivados de petróleo e gás natural, maquinário industrial, equipamentos de transporte, e produtos químicos. As maiores empresas do país são a ENI, uma empresa petrolífera; a Fiat, empresa automobilística; e a Parmalat, que lida com produtos alimentícios. A indústria de manufatura responde por 23,25% do PIB italiano, empregando 4,75 milhões de pessoas.

A mineração de recursos naturais na Itália é limitada, devido à ausência de grandes quantidades de reservas naturais no país. A Itália depende de importações procedentes de outros países para a fabricação de seus produtos industrializados. Algumas reservas minerais expressivas - ferro, alumínio, carvão, granito e fosfato - estão localizadas ao sul do país. O recurso natural mais importante da Itália é o gás natural. O país possui quantidades razoáveis deste recurso no Vale do Rio Pó, que é transportado em gasodutos para o norte do país. Reservas de petróleo são muito limitadas - o país possui pequenas reservas de petróleo na Sicília - e é obrigada a importar este recurso natural para a geração de eletricidade, A maior parte do petróleo italiano vêm da Líbia e do Irã. A mineração emprega 50 mil trabalhadores, e responde por 0,25% do PIB italiano.

A maior parte da eletricidade no país é gerada em usinas termoelétricas, que utilizam-se da queima de carvão para a geração de energia elétrica. Cerca de 25% da eletricidade italiana é gerada em hidrelétricas, e aproximadamente um quinto da eletricidade consumida no país é importada da Alemanha ou da França. A geração de eletricidade responde por 1% do PIB italiano e emprega aproximadamente 200 mil pessoas.

A indústria de construção corresponde por 5% do PIB do país, e emprega aproximadamente 1,5 milhão de pessoas.

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

O setor terciário italiano é responsável por cerca de 68% do PIB. A maior fonte de renda terciária é o turismo - o país é um polo turístico conhecido internacionalmente, e suas várias atrações e pontos de interesse atraem milhões de turistas das mais variadas parte do mundo anualmente. A Itália é o terceiro país mais visitado por turistas estrangeiros, somente atrás da Espanha e da França. O turismo é a principal fonte de renda de várias cidades italianas como Roma, Nápoles e Veneza. Se contarmos todos os restaurantes, hotéis e lojas e redes comerciais - todas dependentes do turismo, em diferentes degraus de importância - o comércio corresponde por 17% do PIB italiano, e empregando mais de quatro milhões de pessoas.

Serviços públicos e governamentais, tais como atividades militares e administração pública, respondem por 19% do PIB da Itália, e emprega mais de 4,6 milhões de pessoas. Já os serviços pessoais, comunitários e sociais correspondem por 10% do PIB do país, empregando aproximadamente um milhão de pessoas. Esta última categoria inclui estabelecimentos como pequenas empresas instituições de educação tais como escolas e universidades, firmas de advocacia e centros hospitalares.

Empresas financeiras, imobiliárias e seguradoras geram aproximadamente 15% do PIB do país, e empregam mais de dois milhões de pessoas.

Relações comerciais com outros países[editar | editar código-fonte]

O maior parceiro da Itália é a União Europeia - com quem a Itália faz cerca de 59% de suas trocas comerciais - seguida pelos Estados Unidos. Os quatro maiores parceiros comerciais da Itália são a Alemanha, a França, os Estados Unidos e os Países Baixos. A percentagem de cada uma nas relações e trocas comerciais são de 19%, 13%, 9% e 6%, respectivamente. Outros parceiros comerciais importantes são a Argentina, o Brasil, a Líbia e o Irã. A Itália é membro fundadora da União Europeia e do G8.

À parte da União Europeia, os Estados Unidos são o maior parceiro comercial do país. Em 2000, a balança comercial entre os Estados Unidos e a Itália foi de 39,9 bilhões de dólares. O valor das exportações de produtos italianos aos Estados Unidos foi de 24,5 bilhões de dólares, enquanto que o valor das importações de produtos americanos à Itália foi de 12,4 bilhões de dólares, gerando um superávit comercial de 12,1 bilhões de dólares à Itália, nas transações com os EUA[carece de fontes?]. Em 1999, os Estados Unidos investiram cerca de 14,1 bilhões de dólares na Itália[carece de fontes?].

Balança comercial[editar | editar código-fonte]

Desde a década de 1980, a balança comercial (exportações - importações) da Itália têm sido negativa, ou seja, o custo das importações têm sido maior que o dinheiro ganho nas exportações. A maior responsável por este desbalanceamento é o petróleo - a Itália, que utiliza-se de grandes quantidades de petróleo para a geração de eletricidade, uso como combustível e fabricação de plástico, produz apenas 6% do petróleo que consome[carece de fontes?]. Em 2011 comercial italiano era de 71,87 bilhões de dólares[6] .

O turismo e o dinheiro gasto pelos turistas (na ordem dos bilhões de dólares ) no país balanceia positivamente esta balança comercial. Contando-se o turismo e somente o dinheiro gasto pelos turistas (aproximadamente 50 bilhões de dólares, ou 2,7% do PIB italiano), o superávit da balança comercial da Itália é de mais de 48 bilhões de dólares.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Nominal 2012 GDP for the world and the European Union.. World Economic Outlook Database, October 2012. International Monetary Fund. Página visitada em 2013-04-18.
  2. Inflação na Itália bate recorde mensal em março
  3. - Millions falling into poverty in recession-racked Italy: report
  4. A value of 0 represents absolute equality, and a value of 100 absolute inequality. Inequality in income or expenditure / Gini index, Human Development Report 2007/08, UNDP, accessed on 3 February 2008. Note: Because the underlying household surveys differ in method and in the type of data collected, the distribution data are not strictly comparable across countries.
  5. O mapa do desemprego na Europa
  6. a b c CIA. The World Factbook. Página visitada em 1 de dezembro de 2012.
  7. http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/rankorder/2001rank.html
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