Economia do Reino Unido

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Economia do Reino Unido
Vista noturna de Canary Wharf, em Londres.
Moeda (£) = Libra Esterlina
dividida em 100 pence (p)
Ano fiscal 6 de abril - 5 de abril
Blocos comerciais UE, Commonwealth, OMC e OCDE
Banco Central Banco da Inglaterra
Estatísticas
Bolsa de valores Bolsa de Valores de Londres
PIB 2 323 bilhões (2012) (9º lugar)
Variação do PIB -0,1% (2012)
PIB per capita 36 700 (2012)
PIB por setor agricultura 0,7%, indústria 21,1%, comércio e serviços 78,2% (2012)
Inflação (IPC) 3,8% (2008)
População
abaixo da linha de pobreza
14% (2006)
Coeficiente de Gini 0,340 (2005)
Força de trabalho total 31 900 000 (2012)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura 1,4%, indústria 18,2%, comércio e serviços 80,4% (2006)
Desemprego 7,8% (2012)
Principais indústrias Máquina-ferramenta, equipamentos industriais, equipamentos científicos, engenharia naval e oceânica, engenharia aérea, veículos motorizados e peças, eletrônicos, computadores, metais processados, produtos químicos, mineração de carvão, petróleo, papel, alimentos processados, indústria têxtil e outros bens de consumo
Exterior
Exportações 481 bilhões (2012)
Produtos exportados manufaturados, combustíveis, produtos químicos, alimentos, bebidas, tabaco
Principais parceiros de exportação Alemanha 10,9%, Estados Unidos 9,9%, Países Baixos 7,9%, França 7,4%, Suíça 7,1%, República da Irlanda 6%, Bélgica 5,3% (2011)
Importações 646 bilhões (2012)
Produtos importados manufaturados, máquinas, combustíveis, alimentos
Principais parceiros de importação Alemanha 12,5%, República Popular da China 8,2%, Países Baixos 7,1%, Estados Unidos 7%, França 5,7%, Bélgica 4,8%, Noruega 4,7% (2011)
Dívida externa bruta 9 836 bilhões (2012)
Finanças públicas
Receitas 995,9 bilhões (2012)
Despesas 1 242 mil milhões (2012)
Fonte principal: [[1] CIA World Fact Book]
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$


O Reino Unido mantém o sexto maior Produto Interno bruto do mundo em matéria de mercado de taxas de câmbio e a sexta maior paridade do poder de compra (PCC). Dentro do espaço Europeu, possui a terceira maior economia, ficando atrás apenas da Alemanha e da França. É membro da União Europeia e do G8, aderindo à primeira em 1973 e atuando como fundador no segundo.

Sua capital e maior cidade, Londres, é considerada (ao lado da cidade de Nova York e de Tóquio) o maior e mais importantes centro financeiro do mundo. Sua economia também pode ser eventualmente rotulada como Economia Anglo-Saxônica.

É constituída (em ordem decrescente de contribuição) pelas economias da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Uma série de privatizações pôde ser notada nos anos 80, sob o governo da primeira-ministra Margaret Thatcher, em que diversas empresas dos setores industriais e de serviços, muitas das quais nacionalizadas nos anos 40, foram vendidas à iniciativa privada. Atualmente o governo britânico mantém escassas indústria e prestadoras de serviço sob sua coordenação, uma das quais é o seu serviço postal.

A economia britânica vem experimentando crescimento contínuo há mais de 150 anos. É considerada estável por manter os níveis de inflação, especulação e desemprego relativamente baixos no cenário europeu. No entanto, detém níveis de desigualdade social mais elevados que alguns dos outros países de forte economia na Europa.

Muito embora a taxa de produtividade por pessoa empregada venha progredindo nas últimas duas décadas, ultrapassando a Alemã, ainda é 20% inferior à taxa francesa, onde os trabalhadores exercem 35 horas de trabalho semanais. A produtividade por hora trabalhada é, atualmente, semelhante à média da antiga União Européia, quando esta ainda era constituída por 15 países, em 1995.

Quanto ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Reino Unido assume a décima oitava colocação mundial e a décima terceira entre os países europeus, o que evidencia também, a predominância destes nas primeiras colocações do índice.

O PIB britânico cresceu 2,7% em 2006 e sua expectaviva de crescimento em 2007 é de 2,9%. As expectativas mais recentes porém, indicam crescimento de 3,0%.

É uma economia de mercado, mantendo fortes relações econômicas com os outros países da União Europeia, com os Estados Unidos, e com os países da Commonwealth.

Exporta, principalmente: maquinário, produtos químicos, veículos, alimentos, ferro, aço, metais e uisque.

O país é o décimo no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.[2]

Setores Produtivos[editar | editar código-fonte]

Agricultura, Caça, Extrativismo e Pescaria[editar | editar código-fonte]

Sua agricultura é intensiva e altamente mecanizada, com alta eficiência diante dos padrões europeus, produzindo cerca de 60% do alimento consumido internamente com menos de 2% da força de trabalho. Contribui com aproximadamente 2% do PIB. Cerca de dois terços da sua produção é dedicada ao gado, cabendo o restante à agricultura. Desta, os principais itens produzidos são trigo, cevada, aveia, batatas e beterraba. Na pecuária, destaca para os gados bovino e ovino, além da expressiva avicultura, cuja produção é a segunda maior na Europa, sendo a França a primeira colocada.

Vale ressaltar que a agricultura britânica é subsidiada pela Política Agrícola Comum (PAC) da União Européia.

O Reino Unido mantem uma significante indústria pesqueira. Sua frota trazem principalmente sardinhas e solhas. Entre suas cidades costeiras que possuem atividade pesqueira destacam-se: Kingston upon Hull, Grimsby, Fleetwood, Great Yarmouth, Peterhead, Fraserburgh e Lowestoft.

De acordo com o The Blue Book, que reúne dados acerca da economia britânica, estes setores adicionaram em 2006, em valores brutos, £10,323 milhões à economia do Reino Unido.

Mineração[editar | editar código-fonte]

O The Blue Book indica que o setor adicionou o valor bruto de £21,876 milhões à economia britânica.

Manufatura[editar | editar código-fonte]

Em 2003, a indústria manufatureira britânica foi responsável por 16% do produto nacional bruto e por 13% dos empregos, de acordo com o Office for National Statistiscs, órgão responsável pela coleta de estatísticas socio-econômicas no Reino Unido. Esses números porém, demostram apenas um declínio gradativo da importância do setor para a economia. O declínio vem ocorrendo desde os anos 60, muito embora o setor ainda seja bastante expressivo, especialmente no tocante às exportações, já representou 83% destas em 2003. As regiões com a maior proporção de empregados no setor de manufatura são a Midlands Oriental e a Midlands Ocidental, com 19% e 18% respectivamente.

As indústrias compreendem o maior ramo deste setor, contribuindo com 30,8% do valor total bruto adicionado à manufatura em 2003. Dentro deste ramo, equipamentos de transporte foram o maior contruibuidor, com 8 montadoras de nível global presentes no Reino Unido. São elas - BMW (MINI, Rolls Royce), Ford (Premier Automotive Group), General Motors (Vauxhall Motors), Honda, Nissan, Toyota e Volkswagen (Bentley) além de um significativo número de pequenas, porém especializadas, montadoras (Lotus e Morgan). Há ainda, uma gama de companhias como a Brush Traction Manufacture, cuja linha de produção é dedicada à locomotivas e outros componentes relacionados. Associados a esse setor ainda contamos com indústria aeroespacial e de defesa.

Outro importante componente do ramo industrial são os equipamentos eletrônicos, cujas firmas domésticas mais expressivas podem ser exemplificadas por Amstrad, Alba, ARM, Dyson, Glen Dimplex, Invensys, Wolfson, Linn, Nallatech e Axeon, juntamente com um número de firmas estrangeiras que produzem TVs, rádios e outros aparelhos de comunicação, instrumentos ópticos e científicos, além de computadores.

Indústrias de produtos químicos em geral também são outras importantes contribuidoras para a base manufatureira do Reino Unido. Dentro deste setor, a indústria farmacêutica é particularmente bem-suscedida, com a segunda e a terceira maiores firmas mundiais (Glaxo Smith Kline e Astra Zeneca respectivamente) sendo ambas baseadas no Reino Unido e tendo a maior parte da pesquisa e de infra-estrutura produtiva neste.

Outros setores importantes da indústria manufatureira incluem a produção de alimentos, bebidas, cigarros, impressão e publicação e têxteis. O Reino Unido também possui três das maiores companhias produtoras de bebidas alcoólicas, sendo estas a Diageo, Sabmiller e a Scottish and Newacastle.

O setor ainda inclui outras grandes companhias como a Unilever, Cadbury Schweppes, Tate & Lyle, British American Tobacco, Imperial Tobacco, EMAP, HarperCollins, Reed Elsevier, Ben Sherman, Burberry, French Connection, Reebok, Pentland Group e Umbro.

O Blue Book de 2006 indica que este setor adicionou o valor bruto de £147,469 milhões à economia britânica.

Eletricidade, gás e abastecimento de água[editar | editar código-fonte]

O Blue Book de 2006 indica que este setor adicionou o valor bruto de £17,103 milhões à economia britânica.

Construção Civil[editar | editar código-fonte]

O Blue Book de 2006 indica que este setor adicionou o valor bruto de £64,747 milhões à economia britânica.

Serviços[editar | editar código-fonte]

É o setor dominante da economia do Reino Unido, característica normalmente associada ao grau de desenvolvimento do país. O número de empregados no setor terciário, como na vasta maioria dos países desenvolvidos, supera o do setor primário e secundário.

Atacado e Varejo[editar | editar código-fonte]

O Blue Book de 2004 indica que este setor adicionou o valor bruto de £127,520 milhões à economia britânica.

Hotéis e Restaurantes[editar | editar código-fonte]

O Blue Book de 2006 indica que este setor adicionou o valor bruto de ££33,074 à economia britânica.

=== omar victor

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O Blue Book de 2006 indica que o setor de transporte e estocagem adicinou um valor bruto de £49,721 milhões à economia britânica, enquanto que o setor de comunicações adicinou £29,762 milhões

Setor Financeiro[editar | editar código-fonte]

Londres é considerada o maior centro financeiro mundial, com serviços baseados em dois distritos em: The City, correspondendo à própria cidade e as Docklands, ou a região dos estaleiros em uma tradução literal. The City abriga instituições tais como a London Stock Exchange (ações), Lloyds of London (seguros), e o Banco da Inglaterra. The Docklands começou seu desenvolvimento na década de 80 e atualmente é o lar do Financial Services Authority, assim como diversas outras instituições financeiras como o Banco de Barclays, o Citigroup e o HSBC. Existem até 500 bancos com escritórios em The City a em Docklands, com a maioria dos negócios sendo conduzidos em âmbito internacional.

Referências

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