Colza

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Brassica napus

Brassica napus
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Brassicales
Família: Brassicaceae
Género: Brassica
Espécie: B. napus
Nome binomial
Brassica napus
L.

A colza ou couve-nabiça (Brassica napus) é uma planta de cujas sementes se extrai o azeite de colza, utilizado também na produção de biodiesel. As folhas da planta servem também de forragem para o gado (pelo que é cultivada em muitos países) por seu alto conteúdo em lipídios e conteúdo médio em proteínas.

Os principais produtores são a União Europeia, o Canadá, os Estados Unidos, a Austrália, a China e a Índia. Na Índia, ocupa até 13% do solo cultivável. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos,[1] a colza era a terceira fonte de azeite vegetal em 2000, após a soja, e a palma, além de ser a segunda fonte mundial de alimento protéico, ainda que sua importância seja só a quinta parte da soja.

O azeite de colza, em estado natural, contém ácido erúcico e glucosinolatos que são medianamente tóxicos em doses altas. Houve no passado dúvidas sobre a verdadeira origem das intoxicações ocorridas na Espanha, atribuídas em alguns círculos científicos a herbicidas. Na atualidade, estas dúvidas parecem haver desaparecido, e mediante as novas técnicas de análise genética tem sido possível demonstrar que existe uma predisposição genética à intoxicação com azeite de colza desnaturado.[1] Um conjunto de variedades geneticamente manipuladas com níveis menores de ácido erúcico e de glucosinolatos foram produzidas no Canadá com o nome Canola[carece de fontes?], que é uma contração de uma expressão em inglês que quer dizer "azeite canadense de baixo teor ácido", ("Canadian oil, low acid"), mas logo este nome foi aplicado indistintamente a variedades cultivadas de colza, sem importar seus níveis de ácido. O azeite começou a ser produzido pela primeira vez no Canadá por Keith Downey e Baldur Stefansson na década de 1970. No Brasil, fica conhecido popularmente como óleo de canola.

Valor nutricional[editar | editar código-fonte]

A verdade é que as plantas usadas no Canadá para a produção do óleo de Canola são cultivadas para produzir uma quantia muito baixa de ácido erúcico e o óleo de Canola é considerado um dos óleos mais saudáveis que existem no mercado. Ele tem um sabor muito leve e é bom para cozinhar, ou como tempero para saladas.[2] O óleo de Canola contém ácidos graxos, ômega 6 e ômega 3 - numa proporção de dois por um - , e perde só para o óleo de linhaça em ômega 3. O óleo de Canola é um dos óleos mais saudáveis para o coração e há registro que ele reduz níveis de colesterol, níveis de Triacilglicerol, e mantém as plaquetas saudáveis. Alguns agricultores britânicos, como Hillfarm Oils[2] e Farrington Oils[3] começaram a produzir azeite de colza por prensagem a frio para óleo de cozinhar e de tempero.

Biodiesel[editar | editar código-fonte]

Como muitas fontes de óleos vegetais com significativo teor de moléculas de ácidos graxos, de baixo custo de produção e alta rentabilidade, além de permitir a produção extensiva, a colza tem sido estudada e já usada para a produção de biodiesel[3] , apesar de estudos terem concluido que os óleos brutos de colza não podem ser utilizados diretamente como biodiesel uma vez que este apresenta valores de índice de cetano estimado demasiadamente baixos e viscosidade cinemática cerca de 10 vezes superior ao do gasóleo (óleo diesel). Após as modificações por transesterificação com metanol, obtêm-se ésteres metílicos com características comparáveis às do gasóleo com adequadas otimizações das condições do processo, como temperatura, concentração de catalisador, razão molar metanol/óleo, tempos de reação, permitindo obter rendimentos em éster próximos dos 100%.[4] Estas questões também são similares para o óleo de girassol.

Genoma e sequenciamento[editar | editar código-fonte]

O genoma da espécie B. napus está atualmente sendo sequenciado por um consórcio internacional .[5]

Referências

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