Economia da Arménia
| Economia da Armênia | |
|---|---|
| Usina nuclear de Metsamor. A Armênia é um exportador de energia elétrica. | |
| Moeda | dram |
| Ano fiscal | Ano calendário |
| Blocos comerciais | OMC, CEI |
| Estatísticas | |
| PIB | 17,27 bilhões (2010) (133º lugar) |
| Variação do PIB | 4,7% (2010) |
| PIB per capita | 5.800 (2010) |
| PIB por setor | agricultura 22%, indústria 46,6%, comércio e serviços 31,4% (2010) |
| Inflação (IPC) | 6,9% (2010) |
| População abaixo da linha de pobreza |
26,5% (2006) |
| Coeficiente de Gini | 37 (2006) |
| Força de trabalho total | 1.481.000 (2010) |
| Força de trabalho por ocupação |
agricultura 46,2%, indústria 15,6%, comércio e serviços 38,2% (2006) |
| Desemprego | 7,1% (2007) |
| Principais indústrias | procesamento de diamantes, máquinas de corte de metais, máquinas de forja de metais, motores elétricos, pneus, roupas, lingerie, calçados, seda, produtos químicos, caminhões, instrumentos, manufatura de joias, desenvolvimento de software |
| Exterior | |
| Exportações | 846 milhões (2010) |
| Produtos exportados | gusa, cobre, metais não-ferrosos, diamantes, produtos minerais, alimentos, energia elétrica |
| Principais parceiros de exportação | Alemanha 16,47%, Rússia 15,45%, Estados Unidos 9,64%, Bulgária 8,6%, Geórgia 7,57%, Países Baixos 7,48%, Bélgica 6,71%, Canadá 4,91% (2009) |
| Importações | 2 988 milhões (2009) |
| Produtos importados | gás natural, petróleo, produtos de tabaco, alimentos, diamantes brutos |
| Principais parceiros de importação | Rússia 24,02%, República Popular da China 8,72%, Ucrânia 6,15%, Turquia 5,39%, Alemanha 5,36%, Irã 4,07% (2009) |
| Dívida externa bruta | 5 227 milhões (2010) |
| Finanças públicas | |
| Receitas | 2 063 milhões |
| Despesas | 2 607 milhões |
| Ajuda económica | 180 milhões, recebida (2007) |
| Fonte principal: CIA World Fact Book Salvo indicação contrária, os valores estão em US$ |
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Após vários anos de crescimento econômico de dois dígitos, a Armênia enfrentou uma forte recessão no ano de 2009, com seu PIB retraindo-se 14% naquele ano. A queda no setor de construção civil e nas remessas de trabalhadores armênios no exterior foram as principais causas da retração1 . A economia começou a recuperar-se em 2010 com quase 5% de crescimento1 .
Durante o período soviético com uma economia planificada, a Armênia desenvolveu uma forte indústria, fornecendo máquinas-ferramenta, têxteis e outros manufaturados às repúblicas-irmãs1 . Desde a independência o país tem se voltado para uma agricultura em pequena escala, afastada do complexo agroindustrial da era soviética1 . O país exporta ferro, cobre, metais não-ferrosos, peças de joalheria, equipamentos de transporte e elétricos, alimentos - principalmente grãos -, combustíveis e outras fontes de energia.
Principais parceiros económicos: Irã, Rússia, Geórgia, Turcomenistão, EUA e países da União Européia.
Aproximadamente 17,5% de suas terras são aráveis, onde são cultivadas frutas (sobretudo uvas) e legumes.Os vinhedos perto de Erevan (capital) são famosos pela utilização de uvas na produção de conhaque e outros licores.
A Armênia tem alguma reservas de ouro, cobre, molibdênio, zinco e alumínio.
A economia da Arménia sobrevive de pesados auxílios estrangeiros.2 Antes da independência, a economia da Armênia era principalmente de indústrias de base como indústrias químicas, eletrônicas, maquinaria, alimentos, borracha sintética e têxtil, totalmente dependente de fontes externas. A Agricultura contribuía com cerca de 20% na produção final e com 10% dos empregos antes da queda da URSS em 1991. A república desenvolveu um moderno setor industrial, abastecendo com máquinas, tecidos e outros produtos manufaturados para as suas "repúblicas irmãs" em troca de matéria-prima e energia.1
As minas armênias produzem cobre, zinco, ouro e chumbo. A maior parte da energia é produzida com combustível importado da Rússia, incluindo gás natural e combustível nuclear (para a única usina nuclear); a fonte para a energia residencial é hidroelétrica. Pequenas quantidades de carvão, gás natural e petróleo do país não suficientes para o desenvolvimento.
Como outras recém-independentes estados da ex-URSS, a economia da Arménia sofreu com o legado da economia planificada e com o colapso do padrão de troca soviético. Investimentos soviéticos que apoiavam a indústria da Arménia virtualmente desapareceram, tanto que poucas das maiores empresas estão ainda em atividade no país. Além disso, os efeitos do terremoto de 1988 (Terremoto de Spitak ou Gyumri), que vitimou 25 mil pessoas e feriu mais de meio milhão, ainda são sentidos. O conflito com o Azerbaijão pelo território de Nagorno Karabakh ainda não está resolvido. As fronteiras fechadas com a Turquia e o Azerbaijão tem devastado a economia do país, pois a Arménia depende de outras formas de energia e de matérias-primas. Estradas através da Geórgia e Irão são inadequadas e insuficientes. O PIB cresceu cerca de 60% de 1989 até 1993. A moeda nacional corrente, o Dram, sofreu uma hiperinflação nos primeiros anos de sua introdução.
Todavia, o governo fez reformas econômicas abrangentes que diminuíram os dramáticos níveis de inflação e estabilizou o crescimento. O cessar-fogo na Guerra de Nagorno-Karabakh em 1994 ajudou a recuperar a economia. A Arménia vem tendo um forte crescimento desde 1995, construindo uma reviravolta que começou no ano anterior, fazendo a inflação ficar em níveis insignificantes nos últimos anos. Novos setores, como o de pedras preciosas e joalheria, tecnologia de informação, tecnologia de comunicação e também o turismo estão começando a substituir os tradicionais setores econômicos do país, como a agricultura.
Este estável progresso econômico foi ganho com um crescente investimento de instituições internacionais na Armênia. O Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento e outras instituições financeiras internacionais bem como outros países fornecem consideráveis empréstimos, que desde 1993, excederam 1,1 bilhão de dólares. Estes empréstimos são direcionados para a redução do défict do orçamento, estabilizando a moeda; desenvolvendo negócios privados; energia; agricultura; comida processada; transporte público, saúde e educação; e a reconstrução da área atingida pelo terremoto. O governo aderiu a Organização Mundial do Comércio em 5 de fevereiro de 2003. Mas uma de suas maiores fontes de investimentos é a diáspora armênia, que financia a maior parte da reconstrução da infra-estrutura e outros projetos públicos. Sendo um Estado democrático, a Arménia também recebe ajuda do ocidente.
Uma lei liberal de investimentos estrangeiros foi aprovada em junho de 1994, e a Lei de Privatizações foi aprovada em 1997, bem como um programa de privatização de propriedades estatais. A continuação do progresso depende da habilidade do governo de fortalecer a gerência da macro economia, incluindo uma crescente coleta de rendimentos de governo, melhorando o clima dos investimentos e promovendo operações de combate à corrupção. Entretanto, o desemprego se revela o maior problema do país, principalmente devido ao grande fluxo de imigrantes vindo de Karabakh, refugiados do conflito, que encaram taxas de desemprego em torno de 15%.
Em 2007, a Transparência Internacional publicou na Lista de percepção de corrupção a Arménia na posição de 99º, em 179 países avaliados.3 4 O país foi classificado como o 80º melhor IDH pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o mais alto das repúblicas transcaucasianas.5 Em 2007, no Índice de Liberdade Econômica, a Armênia foi classificada como o 32º país, com um índice próximo a países como Portugal e Itália.6
Referências
- ↑ a b c d e CIA - The World Factbook. Consultado em 7 de março de 2011
- ↑ Demourian, Avet (2007-10-19). Armenian Eyes, Ears on US Genocide Vote. Associated Press.
- ↑ Transparency International Corruption Perceptions Index 2006.
- ↑ Transparency International Corruption Perceptions Index 2003.
- ↑ 2007/2008 Reports - Armenia. UNDP.
- ↑ Index of Economic Freedom 2007. The Heritage Foundation.