Dinamarca
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| Kongeriget Danmark Reino da Dinamarca |
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| Lema: Guds hjælp, folkets kærlighed, Danmarks styrke. (em dinamarquês: A ajuda de Deus, o amor do povo, a força da Dinamarca.) |
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| Hino nacional: Der er et yndigt land | |
| Gentílico: Dinamarquês (esa)[1] | |
Localização da Dinamarca (em verde) No continente europeu (em cinzento e verde-claro) Na União Européia (em verde-claro) |
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| Capital | Copenhaga 55°43′N 12°34′E |
| Cidade mais populosa | Copenhaga |
| Língua oficial | dinamarquês1 |
| Governo | Monarquia Constitucional |
| - Chefe de Estado | Margarida II |
| - Primeiro-Ministro | Lars Løkke Rasmussen |
| Formação | |
| - Indepedência | Antes do Século VIII |
| Entrada na UE | 1 de Janeiro de 1973 |
| Área | |
| - Total | 43.094 km² (134º) |
| - Água (%) | 1.6 |
| População | |
| - Estimativa de 2008 | 5.475.791 hab. (108º) |
| - Densidade | 129.16 hab./km² (78º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2006 |
| - Total | US$US 198.5 (45º) |
| - Per capita | US$US 37.000 (6º) |
| Indicadores sociais | |
| - Gini (2008) | 21,7 – baixo |
| - IDH (2007) | 0.955[2] (16º) – muito elevado |
| - Esper. de vida | 78,3 anos (36º) |
| - Mort. infantil | 4,4/mil nasc. (15º) |
| - Alfabetização | 99,0% (19º) |
| Moeda | Coroa (krone) (DKK) |
| Fuso horário | CET (UTC+1) |
| - Verão (DST) | CEST (UTC+2) |
| Clima | Oceânico |
| Org. internacionais | ONU, OCDE, UE, OTAN, EFTA |
| Cód. ISO | DEN |
| Cód. Internet | .dk |
| Cód. telef. | +45 |
| Website governamental | Site Oficial da Dinamarca - em inglês |
| 1 Co-oficial com o Inuktitut, na Gronelândia. | |
A Dinamarca (em dinamarquês: Danmark, pron. [d̥ænmɑɡ̊], arcaico: [d̥anmɑ ː ɡ̊]) é um país Escandinavo da Europa setentrional e membro sênior do Reino da Dinamarca. É o mais meridional dos países nórdicos, a sudoeste da Suécia e ao sul da Noruega, delimitado no sul pela Alemanha. As fronteiras da Dinamarca estão no Mar Báltico e no Mar do Norte. O país é composto por uma grande península, a Jutlândia, e muitas ilhas, sobretudo Zelândia (Sjælland), Funen (Fyn), Vendsyssel-Thy, Lolland, Falster e Bornholm, assim como centenas de ilhas menores, muitas vezes referidas como o Arquipélago Dinamarquês. A Dinamarca há muito tempo controla a entrada e a saída do mar Báltico, já que isso só pode acontecer através de três canais, que também são conhecidos como os "Estreitos Dinamarqueses".
A Dinamarca é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo. A Dinamarca possui um governo central e governos locais em 98 municípios. A Dinamarca é membro da União Europeia desde 1973, embora não tenha aderido ao euro. O país é um dos membros fundadores da OTAN e da OCDE.
A Dinamarca, com uma economia mista capitalista e um estado de bem-estar social,[3] o país possui o mais alto nível de igualdade de riqueza do mundo. A Dinamarca tem o melhor clima de negócios no mundo, segundo a revista estadunidense Forbes.[4] De 2006 a 2008, pesquisas[5] classificaram a Dinamarca como "o lugar mais feliz do mundo", com base em normas de saúde, assistência social, e educação. O Índice Global da Paz de 2009 classificou a Dinamarca como o segundo país mais pacífico do mundo, depois da Nova Zelândia.[6] A Dinamarca também foi classificada como o país menos corrupto do mundo em 2008, pelo Índice de Percepção de Corrupção,[7] compartilhando o primeiro lugar com a Suécia e a Nova Zelândia.
A língua nacional, o dinamarquês, é próxima do sueco e do norueguês, com a qual ele compartilha fortes laços históricos e culturais. 82,0% dos habitantes da Dinamarca e 90,3% da etnia dinamarquesa são membros da Igreja Estatal Luterana. Cerca de 9% da população tem nacionalidade estrangeira, uma grande parte deles são provenientes de outros países escandinavos.
Índice |
[editar] História
A origem de Dinamarca está perdida na pré-história. Sua fortaleza mais velha é datada do século VII, ao mesmo tempo que o novo alfabeto rúnico. A Dinamarca foi unida por Harold Bluetooth (Harald Blåtand) por volta de 980. Após o século XI, os dinamarqueses ficaram conhecidos como Vikings, colonizando, invadindo e negociando em toda a Europa.
Em vários momentos da história, a Dinamarca controlou a Inglaterra, Noruega, Suécia, Islândia, parte das Ilhas Virgens, partes da costa Báltica e o que é agora o norte da Alemanha. Scania era parte da Dinamarca na maior parte de sua história mas foi perdida para a Suécia em 1658. A união com a Noruega foi dissolvida em 1814, quando Noruega entrou em uma nova união com a Suécia (até 1905). O movimento liberal e nacional dinamarquês teve seu momento culminante em 1830, e após as revoluções européias de 1848, a Dinamarca tornou-se uma monarquia constitucional em 1849. Depois da segunda guerra de Schleswig em 1864, a Dinamarca foi forçada a ceder Schleswig-Holstein à Prússia em uma derrota que deixou marcas profundas na identidade nacional dinamarquesa. Após este ponto, a Dinamarca adoptou uma política de neutralidade, permanecendo neutra na Primeira Guerra Mundial. Em 9 de abril de 1940, a Dinamarca foi invadida pela Alemanha Nazista (operação Weserübung) e permaneceu ocupada durante toda a Segunda Guerra Mundial, apesar de alguma resistência interna. Após a guerra, tornou-se membro da OTAN e, em 1973, da Comunidade Económica Europeia (hoje União Europeia).
[editar] Geografia
A Dinamarca consiste da península da Jutlândia (Jylland) e de 443 ilhas com nome, das quais 76 são habitadas, e entre as quais as mais importantes são Fiónia e a Zelândia (Sjælland). A ilha de Bornholm localiza-se um pouco para leste do resto do país, no mar Báltico. Muitas das ilhas estão ligadas por pontes. A ponte do Øresund liga a Zelândia à Suécia e a ponte do Grande Belt liga Fyn à Zelândia.
O país é, em geral, plano e com poucas elevações (os pontos mais elevados são o Møllehøj, o Ejer Baunehøj e o Yding Skovhøj, todos com altitude apenas uns centímetros acima dos 170 m. O clima é temperado, com invernos suaves e verões frescos. As cidades principais são a capital, Copenhaga (na Zelândia), Aarhus (na Jutlândia) e Odense (em Fyn).
[editar] Demografia
- Etnias
A maioria da população da Dinamarca é de ascendência escandinava, com pequenos grupos de inuits (provenientes da Gronelândia), faroeses e imigrantes. De acordo com as estatísticas oficiais, em 2003 os emigrantes compunham 6,2% do total da população.
- Língua
O dinamarquês é falado em todo o país, embora um pequeno grupo perto da fronteira alemã também fale alemão.
- Religião
De acordo com estatísticas oficiais de janeiro de 2002, 84,3% dos dinamarqueses são membros da igreja estatal, a Igreja do Povo da Dinamarca (Den Danske Folkekirke), também conhecida como Igreja da Dinamarca, uma forma de luteranismo. O restante professa predominantemente outras confissões cristãs, e há ainda cerca de 3% de muçulmanos.
[editar] Política
Em 1849, a Dinamarca passou a ser uma monarquia constitucional com a adaptação de uma nova constituição. O monarca é formalmente o chefe de estado, mas esse papel é em grande medida cerimonial. O poder executivo é exercido pelos ministros, sendo o primeiro-ministro um primeiro entre iguais (primus inter pares). O poder legislativo está investido no parlamento, conhecido como Folketing, que consiste de (não mais de) 179 membros. Os tribunais da Dinamarca são funcional e administrativamente independentes dos poderes executivo e legislativo.
A atual monarca da Dinamarca é a Rainha Margarida II. Seu filho, o Príncipe Frederico é o herdeiro do trono.
As eleições para o parlamento têm geralmente lugar a cada quatro anos, mas o primeiro-ministro pode convocar eleições antecipadas.
[editar] Subdivisões
A Dinamarca divide-se em cinco regiões (regioner, singular region, em dinamarquês) nas quais se distribuem 98 municípios. As regiões foram criadas em 1º de janeiro de 2007 como parte da Reforma Municipal Dinamarquesa de 2007 e substituem os treze antigos condados (amter). Na mesma data, os 270 municípios foram consolidados em 98.
A Groenlândia e as ilhas Faroé integram o Reino da Dinamarca, mas gozam de autonômia e uma grande medida de auto-governo; ambas possuem dois membros, cada, no parlamento dinamarquês.
| Região | Capital | Maior cidade | População | Área (km²) | Densidade pop. (por km²) |
Condados correspondentes (1970-2006) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Capital (Hovedstaden) | Hillerød | Copenhague | 1.636.749 | 2.561 | 639,1 | Copenhague e Frederiksborg, e os municípios de Copenhague, Frederiksberg e Bornholm |
| Jutlândia Central (Midtjylland) | Viborg | Århus | 1.227.428 | 13.053 | 94,0 | Ringkjøbing, quase todo o Århus, a porção meridional do Viborg e a setentrional do Vejle |
| Jutlândia do Norte (Nordjylland) | Aalborg | Aalborg | 576.972 | 8.020 | 71,9 | Jutlândia do Norte, a porção setentrional do condado de Viborg e uma pequena parte do condado de Århus |
| Zelândia (Sjælland) | Sorø | Roskilde | 816.118 | 7.273 | 112,2 | Roskilde, Storstrøm e a Zelândia Ocidental |
| Dinamarca do Sul (Syddanmark) | Vejle | Odense | 1.189.817 | 12.191 | 97,5 | Fiônia, Ribe, Jutlândia do Sul e a metade meridional do condado de Vejle |
| Dinamarca | Copenhague | Copenhague | 5.447.084 | 43.093 | 126,4 | O país como um todo |
[editar] Economia
A economia da Dinamarca é dependente dos intercâmbios comerciais com os outros países e da capacidade de influência nas conjunturas internacionais e nos fatores econômicos. O valor das exportações e importações compõe cerca de um terço do valor do PIB. Grande parte dos intercâmbios comerciais são feitos com países da UE (União Europeia). O sócio de comércio bilateral mais importante é a Alemanha, tendo uma boa interação económica com a Suécia e a Grã-Bretanha. Fora da UE, a Dinamarca mantém relações comerciais com a Noruega, os Estados Unidos e o Japão.
Desde a Segunda Guerra Mundial, as exportações dinamarquesas têm-se expandido. A venda de produtos industriais ultrapassou a exportação agrária, ocupando um lugar cada vez mais importantes dentro da pauta de exportações da Dinamarca. No final dos anos 90, a exportação industrial constituiu aproximadamente 80% do valor total das vendas ao exterior, enquanto as vendas de produtos agrários representaram 11%. As áreas de ferramentas e maquinaria formam 26% do total das exportações industriais, os produtos químicos representam 12% e os produtos da indústria agroalimentícia, incluída carne de conserva, atendem a 4%. O forte crescimento económico da Dinamarca entre os anos 60 e 80 não refletiu num bom desempenho nos anos 90, o que influenciou numa ligeira queda na exportação na área de serviços.
Na pauta de importações, os principais produtos comprados são matérias-primas e produtos semi-fabricados, incluindo a energia. A compra de maquinaria e equipamentos de produção para indústria e comércio representa 67% do valor total de importações. Nos anos 80, a importação de energia caiu significativamente, devido ao aumento da produção interna de petróleo. Os outros 33% de importações são de produtos de consumo, especificamente automóveis.
[editar] Cultura
O dinamarquês mais conhecido é provavelmente Hans Christian Andersen, um escritor famoso principalmente devido aos seus contos de fadas, como As Roupas Novas do Imperador ou O Patinho Feio.
[editar] Desporto
O esporte mais popular na Dinamarca é o futebol. Vela e outros desportos aquáticos são populares, assim como golfe e desportos indoor, como badminton, handebol, e várias formas de ginástica. O piloto de maior sucesso de todos os tempos nas 24 Horas de Le Mans, com 8 primeiros lugares, é Tom Kristensen e na estrada a Dinamarca ganhou vários campeonatos mundiais.
Outros desportistas notáveis da Dinamarca são: o artilheiro de futebol americano da National Football League Morten Andersen, os ciclistas Bjarne Riis, Rolf Sørensen, e Michael Rasmussen, os jogadores de badminton Peter Gade e Camilla Martin, o mesatenista Michael Maze, os jogadores de futebol Michael Laudrup, Brian Laudrup e Peter Schmeichel. A tenista Caroline Wozniacki está subindo no ranking da WTA. A Dinamarca é também a casa e o local de nascimento do ex-campeão mundial da WBA e WBC, Mikkel Kessler, e da golfista Thomas Bjorn, que ganhou vários eventos internacionais.
Em 1992, a Seleção Dinamarquesa de futebol venceu o Campeonato Europeu. Em Copas do Mundo, a melhor colocação da Dinamarca foram as quartas-de-final de 1998.
Referências
- ↑ Portal da Língua Portuguesa - Dicionário de Gentílicos e Topónimos
- ↑ PNUD, [1], 05 de Outubro de 2009
- ↑ Esping-Andersen, G. (1990). The three worlds of welfare capitalism. Princeton, NJ: Princeton University Press.
- ↑ Forbes: Denmark has the best business climate in the world. Copenhagen Capacity. www.copcap.com. Página visitada em 2009-08-03.
- ↑ ABC News: Great Danes: The Geography of Happiness. Abcnews.go.com. Página visitada em 2009-05-05.
- ↑ Global Peace Index Rankings 2008. Vision of Humanity.
- ↑ Transparency International, 2008 Corruption Perceptions Index. Transparency.org. Página visitada em 2009-08-20.
[editar] Ver também
- Culinária da Dinamarca
- Lista de pintores dinamarqueses
- Lista de dinamarqueses notáveis
- Música da Dinamarca
- Lista de países
[editar] Ligações externas