Língua sueca
| Sueco (svenska) | ||
|---|---|---|
| Falado em: | Suécia e Finlândia | |
| Região: | Norte da Europa | |
| Total de falantes: | 9,3 milhões | |
| Posição: | 89 | |
| Família: | Indo-europeia Germânica Setentrional Escandinava Oriental Sueco |
|
| Estatuto oficial | ||
| Língua oficial de: | Suécia e Finlândia (a par do finlandês) | |
| Regulado por: | Conselho da língua sueca (semi-oficial) | |
| Códigos de língua | ||
| ISO 639-1: | sv | |
| ISO 639-2: | swe | |
A língua sueca (em sueco svenska) é uma das cinco línguas germânicas setentrionais (ou línguas nórdicas). É falada por nove milhões de pessoas, predominantemente na Suécia e em partes da Finlândia, especialmente na costa e nas ilhas Åland. É mutuamente inteligível com as duas línguas nórdicas vizinhas, o dinamarquês e o norueguês. O islandês está mais afastado, em grande parte devido ao seu caráter arcaizante.
Índice |
[editar] História[1]
Antes da Era Viking é difícil estabelecer uma distinção entre a língua falada na atual Suécia e no restante da Escandinávia, mas após o ano 800 as línguas escandinavas orientais começam a se separar, tendo lugar uma acentuada divisão após as invasões dinamarquesas por volta de 1300.
A língua sueca moderna se desenvolveu na região de Mälaren-Uppland, onde estavam localizados os principais centros de Governo e ensino da Idade Média (Estocolmo e Uppsala), sendo também influenciada pelo dialeto da região da Gotlândia.
A história da língua sueca se divide em dois grandes períodos:
- Sueco Antigo[2], que engloba a Era Viking e a Idade Média, podendo subdividir-se em período rúnico (cerca de 800-1225), período clássico (cerca de 1225-1375) e período recente (cerca de 1375-1526). Os textos mais antigos na língua sueca são inscrições rúnicas do século IX, das quais a mais importante é a encontrada na Pedra Rök (Östergötland, Suécia), que apresenta 850 runas. Os textos inscritos mais antigos em um alfabeto latino modificado são textos oficiais medievais: um fragmento do Direito gótico ocidental antigo, da década de 1220, e um texto completo pertencente ao código legal da década de 1280.
Nesta época, o léxico experimentou importantes mudanças: a igreja introduziu empréstimos do latim e do grego, tais como brev “carta”, do latim breve scriptum; kyrka, “igreja”, do grego kyriakon; kloster, “mosteiro”, do latim claustrum; biskop, “bispo”, do grego episkopos; präst, “sacerdote”, do latim presbyter. No âmbito do comércio e dos serviços também foram incorporados muitos empréstimos procedentes do baixo alemão, como frakt, “carga”, de vracht; skomakare, “sapateiro”, de schômaker; novos produtos: tyg, “tela”, de tuch; ättika, “vinagre”, de etik; organização das cidades: rådhus, “ajuntamento, multidão”, de râthûs; fogde, “administrador”, de voget; no âmbito da cortesia: herre, “senhor”, de hêrro; fröken, “senhora”, de vrôuken.
- Sueco moderno, dividindo-se em sueco moderno antigo[3] (1526-1732) e sueco moderno recente[4] (a partir de 1732 em diante).
A chegada da imprensa marca o início deste novo período, com a conseguinte normatização ortográfica e de pontuação que acarreta a publicação de massa. O primeiro livro impresso em sueco apareceu em 1495 com o título Aff dyäfwlsens frestelse (“Sobre a tentação do demônio”), mas as obras impressas mais importantes são traduções da Bíblia da Reforma Nya testamentet , de 1526, e Gustav Vasas Bibel, de 1541, traduzida por Olaf Petri (1493-1552). O alcance da influência da primeira Bíblia disponível na língua nativa não deve ser subestimado; de fato, esta versão da língua (com só algumas modificações ortográficas) foi a utilizada até 1917, proporcionando assim um modelo escrito durante um longo período de tempo.
Como resultado dos estreitos contatos culturais e políticos, os empréstimos franceses começam a penetrar no sueco de forma massiva, sobretudo durante o reinado de Luís XIV (1643-1715), iniciando um fenômeno que culminaria em meados do século XVIII. Em 1786 foi fundada a Academia Sueca sob o comando do rei Gustavo III.
Os índices de alfabetização são bastante elevados; as vendas de jornais e revistas são altíssimas e as excelentes bibliotecas públicas recebem generosos subsídios, enquanto o público tem acesso a qualquer livro a preços insignificantes. Os grandes movimentos populacionais do último século, sobretudo do campo para as cidades, assim como a expansão geral das comunicações, têm provocado um duplo efeito na língua: em primeiro lugar, uma influência cada vez maior da língua escrita sobre a falada, sobretudo na pronúncia e no estilo; em segundo lugar, o desenvolvimento de uma língua falada padrão, ao mesmo tempo que decai a importância dos dialetos. Nos últimos 150 anos, a influência do inglês tem tido cada vez mais importância.
[editar] Dados
A língua sueca é a língua nacional da Suécia ("língua oficial" em "contextos internacionais" desde 1 de julho de 2009) com uma população de cerca de 8,5 milhões de habitantes, também é a primeira língua de cerca de 300.000 pessoas na Finlândia e a segunda de várias minorias lingüísticas, que alcança 1 milhão de pessoas, a maior parte delas imigrantes recentes, como também nativos finlandeses e lapões (samer).
[editar] Dialetos[5][6]
Fala-se nas zonas rurais dialetos antigos, especialmente no norte, incluindo Dalsland, na ilha de Gotland e na Finlândia, mas a maior parte destes dialetos tiveram seu uso reduzido consideravelmente. Também há dialetos urbanos, mas bem próximos à língua normativa. Há variantes regionais, especialmente na pronúncia, ainda que uma norma supra-regional radicada na região de Estocolmo tenha o status social mais forte e tenha se espalhado por outras regiões ao menos no contexto formal. Uma variante regional se usa no sul da Suécia, zona que pertenceu até o século XVII à Dinamarca; também há outra variante na Finlândia que é usada em todos os níveis de comunicação.
A língua nacional atual baseia-se nos dialetos da Suécia central, que desde a Idade Média tem sido a sede do governo e da administração. A língua das Bíblias da Reforma teve um importante papel na composição do idioma-padrão escrito no final da década de 1600; esta norma, junto com a língua falada na região central, contribuiu para o desenvolvimento de uma língua falada nacional.
Contudo, muitas localidades conservam formas dialetais (ainda que tenham sofrido profundas modificações). Os principais dialetos são:
- Dialetos suecos meridionais (nas três províncias situadas mais ao sul). Apresentam um sistema tonal diferente do existente no sueco central e mostram uma considerável influência léxica do dinamarquês.
- Os dialetos göta da Suécia central e meridional.
- Os dialetos svea (Suécia central, em torno do lago Mälaren), que constituem a base do sueco padrão falado.
- Os dialetos norrland (Suécia setentrional, ao norte do rio Dalälven).
- O gotlandiense (na ilha báltica de Gotland) que conta com partes bastante arcaicas.
- Os dialetos do Sueco da Finlândia, que incluem um grande número de empréstimos procedentes do finlandês e do russo, além de neologismos que não se encontram na Suécia.
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[editar] Escrita
Os textos mais antigos escritos em sueco (exceto os textos rúnicos) utilizam o alfabeto latino, ainda que modificado com a inclusão das letras Æ, O, Þ, D. O alfabeto utilizado na atualidade é um alfabeto latino modificado de 29 letras, com a adição ao final do mesmo de å, ä, ö. As letras q e w só aparecem em substantivos. A letra å introduzida com a imprensa após 1400, desenvolveu-se a partir da medieval aa, enquanto que ä evoluiu, ao mesmo tempo de æ. A nova letra ö é correspondente ao O sueco medieval (que porém ainda é usado no dinamarquês e norueguês atuais).
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[editar] Gramática
Deixando-se à parte algumas diferenças do léxico, o sueco atual se distingue do dinamarquês em manter as consoantes surdas p, t, k após uma vogal, que no dinamarquês são as sonoras b, d, g; assim mesmo, mantém as vogais a, o das sílabas átonas que o dinamarquês converteu em e ou em nenhuma vogal.
Uma característica da gramática sueca, compartilhada por outras línguas escandinavas, é o artigo definido enclítico, ou seja, que é usado após o substantivo. O sueco normativo não possui terminações de casos nos nomes salvo para o possessivo e só possui dois gêneros: neutro e comum, ainda que a maioria dos dialetos possua três: masculino, feminino e neutro. O sueco possui um entonação que para alguns estrangeiros soa como uma canção rítmica.
A base principal do léxico sueco é constituída por palavras procedentes do germânico antigo. Os latinismos ou helenismos procedem da época que o país foi evangelizado e de quando foram fundadas as universidades. As palavras procedentes do baixo alemão foram adicionadas enquanto durou a Liga Hanseática (séculos XIII ao XVI). As de procedência alemã são do século XVII e os galicismos se incorporaram nos séculos XVII e XVIII; todas formam o sueco moderno, língua que se consolidou a partir de 1526, data correspondente a primeira tradução impressa do Novo Testamento. Em 1906 foi efetuada uma simplificação da ortografia.
A ordem da frase é sujeito, verbo e objeto normalmente é feito com um predicado + ser
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[editar] Vocabulário[7]
As palavras suecas são na grande maioria de origem germânica, diretamente provenientes da língua protogermânica ou por via do alemão.
- Exemplos: kung (rei), skön (belo), tenn (estanho).
Com a introdução do cristianismo, vieram muitos termos do latim e do grego.
- Exemplos: altare (altar), kyrka (igreja), mässa (missa).
Durante a Idade Média, a influência do alemão foi muito forte.
- Exemplos: stad (cidade), arbete (trabalho), betala (pagar), språk (língua).
Nos séculos XVI e XVII, foram importados muitos termos do francês.
- Exemplos: scen (cena), karikatyr (caricatura), paraply (guarda-chuva).
Depois da Segunda Guerra Mundial, é a vez do inglês dar novas palavras ao sueco.
- Exemplos: jazz (jazz), hobby (passatempo), juice (sumo/suco), container (contentor).
O Sueco da Finlândia tem muitas vezes palavras próprias influenciadas ou aparentadas com as correspondentes finlandesas.
- Exemplos: hassa (desperdiçar), rosk (lixo), simstrand (praia de banhos).
Novas palavras suecas podem ser formadas por composição, tal como no alemão e holandês.
- Exemplos: bibliotekschef (chefe de biblioteca), ishockey (hóquei no gelo), överkonsumtion (consumo exagerado).
- Mais exemplos: Ungdomssymfoniorkesterfestivalen (Festival de Orquestras Sinfônicas Juvenis) e Krigsvetenskapsakademien (Academia das Ciências da Guerra)
[editar] Ver também
[editar] Vocabulário prático sueco
[editar] Cores
- branco - vit
- vermelho - röd
- azul - blå
- verde - grön
- amarelo - gul
- marrom - brun
- preto - svart
- cinza - grå
[editar] Numerais
| Português | zero | um | dois | três | quatro | cinco | seis | sete | oito | nove | dez |
| Sueco | noll | en/ett | två | tre | fyra | fem | sex | sju | åtta | nio | tio |
[editar] Ver também
- Swedish 101 (em inglês)
[editar] Bibliografia
- Enciclopédia Nacional Sueca - Sueco
- Svenska språket (A língua sueca) de Catharina Grünbaum
- Bergman, Gösta et al. Språket och litteraturen. Estocolmo: Svenska Bokförlaget. 1971. ISBN 91-24-10178-8
Referências
- ↑ Bergman, Gösta et al. Språket och litteraturen. Estocolmo: Svenska Bokförlaget. 1971. pp.185-218 Capítulo - Vårt språks historia (A história da nossa língua) ISBN 91-24-10178-8
- ↑ Bergman, Gösta et al. Språket och litteraturen. Estocolmo: Svenska Bokförlaget. 1971. pp.187-200 ISBN 91-24-10178-8
- ↑ Bergman, Gösta et al. Språket och litteraturen. Estocolmo: Svenska Bokförlaget. 1971. pp.200-205 ISBN 91-24-10178-8
- ↑ Bergman, Gösta et al. Språket och litteraturen. Estocolmo: Svenska Bokförlaget. 1971. pp.205-210 ISBN 91-24-10178-8
- ↑ Bergman, Gösta et al. Språket och litteraturen. Estocolmo: Svenska Bokförlaget. 1971. pp.9-14 Capítulo: Dialekterna (Os dialetos) ISBN 91-24-10178-8
- ↑ http://www.ne.se/svenska-dialekter Enciclopédia Nacional Sueca - Dialetos suecos
- ↑ Bergman, Gösta et al. Språket och litteraturen. Estocolmo: Svenska Bokförlaget. 1971. pp.119-137 ISBN 91-24-10178-8
[editar] Ligações externas
- Swedish 101 (em inglês)
- Introdução à língua sueca (em inglês)