Força Interina das Nações Unidas no Líbano

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Veículo militar integrante da FINUL durante manobras na Alemanha em 2006.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (em inglês: United Nations Interim Force in Lebanon, UNIFIL), cujo acrônimo é Finul, foi criada pelas Nações Unidas com a resolução 425, adotada em 19 de março de 1978, dias após a invasão israelense no sul do Líbano. No mesmo dia, o Conselho de Segurança (CS) adotava uma segunda resolução, a 426, que fixava em seis meses o período inicial da missão.

O Brasil está em negociações para também compor a Finul, assim como já integra a força de paz no Haiti, com projetos de assumir também o comando da força naval da Finul, que atualmente está sob o italiano Paolo Sandalli.[1]

Atuação[editar | editar código-fonte]

A Finul foi constituída após um ataque israelense de envergadura contra o Líbano destinado. Israel alegava que buscava proteger o norte de seu território dos combatentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

O objetivo da Finul era ajudar o exército libanês a se mobilizar ao longo da fronteira com Israel e velar pela instauração da segurança e a paz na região.[2] Ao ser criada, contava com 6 mil soldados, que chegaram a 7 mil, em 1982.

Três meses após a retirada israelense do sul do Líbano em maio de 2000, a Finul ocupou a fronteira, assumindo a missão que recebera da ONU há 22 anos. Em 31 de janeiro de 2006, o CS da ONU prorrogou por mais seis meses o mandato da Finul.

Os capacetes azuis da Finul vem atuando de forma freqüente como desativadores de minas terrestres, socorristas ou "trabalhadores humanitários" de ajuda à população local. Desde sua criação, a Finul já perdeu mais de 250 soldados - 80 desses em ataques.

Força Tarefa Marítima[editar | editar código-fonte]

Após a Guerra do Líbano de 2006, a Força Tarefa Marítima da UNIFIL (em inglês: Maritime Task Force, ou MTF) foi criada para auxiliar a Marinha do Líbano na prevenção do contrabando de transferências ilegais em geral e embarques de armamento, em particular. Com a sua criação, em outubro de 2006, a força era liderada pela Marinha Alemã, que também foi a principal contribuinte para a força.[3] Os alemães lideraram a MTF até 29 de fevereiro de 2008, quando passaram o controle sobre a EUROMARFOR - uma força composta por navios de Portugal, Espanha, Itália e França (dos quais os três últimos países enviaram navios para a força no Líbano).[4] [5] Desde maio de 2008, a Marinha Alemã ainda continua sendo a maior contribuinte para a MTF da UNIFIL, com quatro navios. Estes navios são complementados por dois italianos, dois gregos, um francês, um espanhol, um búlgaro e um navio turco, que compõem as 12 embarcações da Força Tarefa Marítima da UNIFIL.[5]

Comando[editar | editar código-fonte]

Comandantes da Força[editar | editar código-fonte]

Início Fim Nome País
Março de 1978 Fevereiro de 1981 Emmanuel A. Erskine Gana
Fevereiro de 1981 Maio de 1986 William O'Callaghan  Irlanda
Junho de 1986 Junho de 1988 Gustav Hägglund  Finlândia
Julho de 1988 Fevereiro de 1993 Lars-Eric Wahlgren  Suécia
Fevereiro de 1993 Fevereiro de 1995 Trond Furuhovde  Noruega
Abril de 1995 1º de outubro de 1997 Stanislaw Franciszek Wozniak  Polônia
Fevereiro de 1997 Setembro de 1999 Jioje Konousi Koronte Fiji
30 de setembro de 1999 1º de dezembro 1999 James Sreenan  Irlanda
16 de novembro de 1999 15 de maio de 2001 Seth Kofi Obeng Gana
15 de maio de 2001 17 de agosto de 2001 Ganesan Athmanathan  Índia
17 de agosto de 2001 17 de fevereiro de 2004 Lalit Mohan Tewari  Índia
17 de fevereiro de 2004 2 de fevereiro de 2007 Alain Pellegrini  França
2 de fevereiro de 2007 28 de janeiro de 2010 Claudio Graziano[6]  Itália
28 de janeiro de 2010 28 de janeiro de 2012 Alberto Asarta Cuevas  Espanha
28 de janeiro de 2012 Presente Paolo Serra  Itália

Comandantes da Força Naval[editar | editar código-fonte]

Início Fim Nome País
Setembro de 2006 16 de outubro de 2006 Giuseppe De Giorgi  Itália
16 de outubro de 2006 Março de 2007 Andreas Krause  Alemanha
Março de 2007 Setembro de 2007 Karl-Wilhelm Bollow  Alemanha
Setembro de 2007 Fevereiro de 2008 Christian Luther  Alemanha
Fevereiro de 2008 Agosto de 2008[7] Ruggiero di Biase  Itália
Setembro de 2008 Fevereiro de 2009 Jean-Louis Kerignard[8]  França
Março de 2009 Maio de 2009 Jean-Thierry Pynoo[9]  Bélgica
Agosto de 2009 Agosto de 2009 Ruggiero Di Biase[10]  Itália
Setembro de 2009 Novembro de 2009 Jürgen Mannhardt[11]  Alemanha
Dezembro de 2009 Fevereiro de 2011 Paolo Sandalli[11]  Itália
Fevereiro de 2011 Fevereiro de 2012 Luiz Henrique Caroli[11]  Brasil
Fevereiro de 2012 Presente Wagner Lopes de Moraes Zamith[11]  Brasil

Referências

  1. Folha.com (6 de outubro de 2010 às 7h 45min). Brasil deve ter presença militar no Oriente Médio (em português). Página visitada em 7 de outubro de 2010.
  2. Força da ONU vira alvo de Israel no Líbano - UOL, 26 de julho de 2006
  3. UNIFIL Maritime Task Force is operational (PDF). UNIFIL (16 October 2006). Página visitada em 24 May 2008.
  4. Germany passes command of UNIFIL maritime components to European Maritime Force. German Foreign Office (28 February 2008). Página visitada em 24 May 2008.
  5. a b UNIFIL Maritime Task Force Changes Command (PDF). UNIFIL (29 February 2008). Página visitada em 24 May 2008.
  6. Mission Leadership. Unifil.unmissions.org. Página visitada em 5 August 2010.
  7. Maritime Task Force. Unifil.unmissions.org. Página visitada em 5 August 2010.
  8. Press Releases. Unifil.unmissions.org. Página visitada em 5 August 2010.
  9. Press Releases. Unifil.unmissions.org. Página visitada em 5 August 2010.
  10. Press Releases. Unifil.unmissions.org. Página visitada em 5 August 2010.
  11. a b c d Press Releases. Unifil.unmissions.org. Página visitada em 5 August 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]