Operação Litani

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Operação Litani
Parte da Guerra Civil Libanesa
Data 14 de março a 15 de junho de 1978
Local Sul do Líbano
Resultado Recuo tático da OLP do sul do Líbano. Assassinato de Tony Frangieh, líder da milícia Marada, pró-síria.
Combatentes
Flag of Israel.svg Israel
Exército do Sul do Líbano (ESL)
Flag of Palestine.svg OLP
Comandantes
Flag of Israel.svg Mordejai Gur
Saad Hadad (ESL)
Flag of Palestine.svg Yasser Arafat
Forças
Entre 25 e 35 mil israelenses
2 mil libaneses do ESL.
10 mil palestinos da OLP
Baixas
20 mortos entre 1.000 e 2.000 mortos em uma semana de ataque israelense.

A Operação Litani foi o nome da primeira ofensiva de grande envergadura efetuadas pelas Forças de Defesa de Israel durante a Guerra Civil Libanesa. As tropas israelenses invadiaram o sul do Líbano em 14 de março de 1978 e chegaram até o rio Litani, com o objetivo de liquidar as bases da Organização de Libertação da Palestina no país. A partir do sul libanês, a guerrilha palestina costumava contra-atacar o norte de Israel, como reação a ocupação israelense da Cisjordânia e Faixa de Gaza e a dura repressão militar de Israel contra os palestinos destas duas regiões, destinadas pela O.N.U. a um futuro Estado palestino.

Beirute em abril de 1978

A operação teve êxito relativo do ponto de vista militar, pois as forças israelenses conseguiram expulsar a OLP do sul do Líbano momentaneamente. A ofensiva israelense matou milhares de libaneses em poucos dias de combates. Os combatentes palestinos foram obrigados a se abrigar ao norte do rio Litani provisóriamente, alguns meses depois, a resistência palestina voltaria a contra-atacar o norte de Israel.

Com os protestos do governo libanês, o Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou as resoluções 425 e 426 que exigiram uma retirada "imediata" das tropas de Israel e criavam a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul). Contudo, a Finul não conseguiu desmobilizar o exército de Israel do sul do Líbano. As forças israelenses ocuparam a região por 22 anos e só se retiraram em maio de 2000. Antes do recuo tático em 15 de junho de 1978, os israelenses puseram em seu lugar uma milícia libanesa aliada, o Exército do Líbano Livre, futuro Exército do Sul do Líbano, o ESL. Além disto, exigiram dos seus aliados em Beirute, as Falanges, que assassinassem Tony Frangieh, líder de uma milícia cristã maronita pró-síria (Marada), filho do ex-presidente libanês, Suleiman Frangieh, na cidade de Zghorta, norte das Montanhas do Líbano. Além de matarem Tony, os falangistas estupraram e degolaram sua esposa. Após o estupro, a filha de Tony foi assassinada. Os empregados da família, também, foram assassinados. O episódio ficou conhecido como o Massacre do Ehden. A partir de então, Marada forjou uma sólida aliança com a Síria, que permanece até os dias de hoje. Suleiman Frangieh era amigo pessoal do presidente sírio Hafez el-Assad (1970-2000).

A Operação Litani também marcou a reaproximação entre Síria e OLP, estremecida pela intervenção síria em favor da extrema-direita libanesa, na primavera de 1976. Mas esta aliança, como todas as forjadas no Líbano, não duraria muito. Síria e Israel mantinham um acordo tácito no Líbano desde o início da Guerra Civil Libanesa, chamada de Linhas Vermelhas, segundo as quais, as forças sírias só poderiam atuar em território libanês ao norte do rio Litani, sendo vedada a presença da aviação síria sob o céu do Líbano. O sul do rio Litani ficaria, desta forma, sob o controle israelense.

Veja também[editar | editar código-fonte]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]