Guerra de Desgaste

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Guerra de Desgaste
Parte do Conflito árabe-israelense
Suez canal map.jpg
A Guerra de Desgaste entre Israel e Egito foi centrada em sua grande parte no Canal de Suez.
Data 1967-1970
Local Península do Sinai
Desfecho Ambos os lados declararam vitória
Ocupação continuada do Sinai por Israel
Combatentes
 Israel  Egito

A Guerra de Desgaste (em árabe: حرب الاستنزاف Harb al-Istinzāf, em hebraico: מלחמת ההתשה Milhemet haHatashah) foi uma guerra limitada, travada entre Israel e Egito de 1967 a 1970. Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, não houve esforços diplomáticos sérios para resolver os problemas no "coração" do Conflito árabe-israelense. Em setembro de 1967, os estados árabes formularam a Resolução de Cartum, barrando a paz, o reconhecimento ou as negociações com Israel. O presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, acreditava que somente uma iniciativa militar obrigaria Israel ou a comunidade internacional a forçar uma retirada israelense completa da Península do Sinai,[1] e as hostilidades logo recomeçaram ao longo do Canal de Suez. Estas, inicialmente, tomaram a forma de duelos de artilharia limitados e incursões de pequena escala no Sinai, mas em 1969 o Exército Egípcio estava preparado para maiores operações em escala. Em 8 de março de 1969, Nasser proclamou o lançamento oficial da Guerra de Desgaste, caracterizado por bombardeios em larga escala ao longo do Canal de Suez, extensiva guerra aérea e ataques de comandos.[1] [2] As hostilidades continuaram até agosto de 1970 e terminaram com um cessar-fogo, as fronteiras permanecendo as mesmas de quando a guerra começou, sem qualquer compromisso real para negociações sérias de paz.

Frente egípcia[editar | editar código-fonte]

A vitória de Israel na Guerra dos Seis Dias deixou a totalidade da Península Egípcia do Sinai até a margem oriental do Canal de Suez sob ocupação israelense. O Egito estava determinado a recuperar o Sinai, e também procurou minimizar a gravidade de sua derrota. Confrontos esporádicos foram ocorrendo ao longo da linha de cessar-fogo, e barcos lança-mísseis egípcios afundaram o contratorpedeiro israelense INS Eilat, em 21 de outubro do mesmo ano.

O Egito começou a bombardear posições israelenses ao longo da Linha Bar-Lev, utilizando artilharia pesada, ataques de penetração profunda no Sinai, aeronaves MiG e várias outras formas de assistência Soviética, com a esperança de forçar o governo israelense já cansado de guerras a fazer concessões.[3] Israel respondeu com bombardeios, incursões aéreas sobre posições militares egípcias, e ataques aéreos contra instalações estratégicas no Egito.

Referências

  1. a b Simon Dunstan, Yom Kippur War 1973: The Sinai Campaign. pp. 7-14. ISBN 978-1-84176-221-0.
  2. Aloni, Shlomo. Israeli Mirage and Nesher Aces. [S.l.]: Osprey, 2004. 46–53 pp.
  3. Israel: The War of Attrition Encyclopedia Britannica. Visitado em 2007-03-03.
Bandeira de Israel
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