Comandos

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Comandos franceses em um exercício de treinamento.

Comandos é a designação dada a uma tropa de elite pertencente a uma das forças armadas, que é altamente adestrada e qualificada a operar sob circunstâncias e ambientes impróprios ou contra-indicados ao emprego de outros elementos das forças regulares, sendo apta a cumprir uma ampla variedade de missões e tarefas, táticas ou estratégicas.[1] Dentre as missões executadas por uma tropa de comandos, estão as operações de contra-guerrilha, além das ações diretas que necessitem de alto poder de choque.

História[editar | editar código-fonte]

O termo nasceu a partir da designação de Kommando que os bôeres da África do Sul davam às suas tropas de operações especiais na guerra contra os britânicos, no princípio do século XX. A palavra Kommando por sua vez teria tido origem no termo português "Comando", utilizado na Índia no sentido de um grupo de tropas sob um comando autônomo que desempanhava missões especiais durante uma batalha ou cerco. Na África do Sul tropas similares actuavam em pequenos destacamentos, que se deslocavam normalmente a cavalo, e lançavam ataques rápidos contra as tropas britânicas.Durante a 2ª Guerra Mundial tanto os britânicos como os alemães decidiram reutilizar este termo para designar as novas tropas de operações especiais que tinham formado (as britânicas designadas Commandos e as alemãs Kommandos). Posteriormente o termo foi utilizado por outros países para designar algumas das suas forças de elite.

Tropas de comandos por países[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

As forças armadas possuem unidades com mobilidade estratégica e são especialmente treinadas e equipadas para cumprir variadas missões, em especial, ações de comandos: O Exército Brasileiro possui o 1º Batalhão de Ações de Comandos, subordinado a Brigada de Operações Especiais, também possui o 1º Batalhão de Forças Especiais, que tem como função principal as missões de forças especiais mas todos os seus componentes estão aptos a cumprir missões de comandos. A Marinha do Brasil possui o Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais e o Grupamento de Mergulhadores de Combate (GruMeC). A Força Aérea Brasileira possui o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PÁRA-SAR) que a partir de 2011 teve sua sede realocada do Rio de Janeiro - RJ para Campo Grande - MS e a partir de então, por determinação do Comando Geral de Operações Aéreas da FAB (COMGAR), perdeu a atribuição primária de cumprir missões de resgate para conduzir somente missões de Operações Especiais, atribuição secundária que passa então a ser primária, além do respectivo adestramento, em prol da superioridade aérea. A partir dessa mudança de sede, o PARA-SAR aguarda a portaria a ser publicada, a qual determinará que o mesmo passará a receber a designação de 1º Esquadrão de Operações Especiais (1º EOpEsp) e, em conseqüência, deixará de ser subordinado à 2ª Força Aérea (comando da aviação de asas rotativas), passando a ser subordinado diretamente ao COMGAR, por ser uma unidade de grande valor estratégico.

Portugal[editar | editar código-fonte]

O termo Comando, no sentido de soldado de elite treinado para realizar operações especiais, apareceu primeiro no Reino Unido, posteriormente foi utilizado em diversos países do mundo, e um dos primeiros a adotar o termo foi Portugal, no seio das Tropas Pára-quedistas, durante a década de 1950. No entanto, só a partir de 1963, durante a Guerra do Ultramar é que o termo começa a ser utilizado para designar unidades especialmente constituídas, agora no seio do Exército. É nesse ano que nascem as tropas de Comandos do Exército Português, constituídas como forças de intervenção, especializadas na luta anti-guerrilha, atuando primeiro em Angola e depois também na Guiné e Moçambique.

Angola[editar | editar código-fonte]

O Exército Angolano mantém uma força de Comandos, treinada e assessorada por militares Comando Portugueses e modelada na tropa deste tipo do Exército Portugues. Até há pouco os Comandos angolanos estavam integrados na Brigada de Comandos, a principal tropa especial das Forças Armadas de Angola. Com a integração de outro tipo de forças especiais, nomeadamente Operações Especiais e Paraquedistas, aquela brigada deu origem à nova Brigada de Forças Especiais.Os Comandos angolanos destacaram-se em combate nas operações internas contra a UNITA (as forças invasoras sul africanas na batalha do Cuito Cuanavale) a FLEC, bem como em operações externas, nomeadamente na República Democrática do Congo.

Diferenças entre forças especiais e comandos[editar | editar código-fonte]

Os Forças Especiais normalmente são militares que já detém treinamento de Comandos, assumindo missões contra forças irregulares, também atuando como guerrilha contra forças regulares, operações de reconhecimento especial, contraterrorismo, sabotagem, subversão, auxílio à fuga e evasão de território inimigo, operações em que exige-se uma ação mais cirúrgica e uma autonomia maior. Já as ações de comandos são operações onde tropa habilitada, de valor e constituição variáveis, mas geralmente em menor número, ataca nas retaguardas profundas do inimigo por intermédio de uma infiltração terrestre, aquática ou aérea, contra alvos de valor estratégico, operacionais ou críticos sob o ponto de vista tático, localizados em áreas hostis ou sob controle do inimigo. Suas incursões são conhecidas pela agressividade, onde poucos homens causam tantos danos, que os inimigos acreditam ter sido em número muito maior que o real. As missões de Comandos e Forças Especiais diferem-se, ainda mais, no quesito duração. Comandos normalmente tem uma missão de assalto que deve ser cumprida o mais rápido possível, normalmente podem se manter operando durante algumas semanas sem apoio. Forças Especiais podem passar meses em operações, para cumprir indeterminado número de objetivos e variadas missões sem esperar apoio de outras unidades, recebendo suprimentos pelo céu. As principais unidades de forças especiais são: 1º Batalhão de Forças Especiais da Brigada de Operações Especiais, Grupamento de Mergulhadores de Combate, Força de Operações Especiais, GIGN, SAS, Delta Force, Boinas Verdes, Sayeret Matkal, SASR, Spetsnaz, Destacamento de Acções Especiais e KSK. Algumas das principais unidades de Comandos são: Rangers, Royal Marines Commandos, Buzo Tático, 1º Batalhão de Ações de Comandos da Brigada de Operações Especiais, Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, PARA-SAR, Comandos do Exército Português, A única tropa policial brasileira reconhecida oficialmente como comandos pelo Exército Brasileiro é o COE, "Comandos e Operações Especiais", unidade da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o título de Comandos foi concedido pela 2ª Região Militar do Exército Brasileiro, devido a brilhante atuação da ainda "Companhia de Operações Especiais" no desfecho do sequestro do avião "Electra II", no aeroporto internacional de congonhas, em 1972. Algumas forças policiais brasileiras de operações especiais possuem reconhecidamente doutrina semelhante a de comandos, e a maioria contou com treinamento dos especialistas comandos da MB e EB para seu surgimento. Algumas de destaque internacional são: BOPE, COT da Polícia Federal e GATE.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO. C 20-1 - Glossário de Termos e Expressões para Uso no Exército, 3ª edição. Brasília, 2003, p.C-14.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]