Força Aérea Brasileira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Força Aérea Brasileira
Aviões da Aeronáutica durante a Cruzex IV 2008 em Natal, Brasil.
País Brasil
Força Aeronáutica
Efetivo 73,500 homens
Estrutura Ministério da Defesa
Centro de Comando Brasília, DF
Patrono Alberto Santos Dumont[1]

Eduardo Gomes[2]

Lema Asas que protegem o país
Hino Hino dos Aviadores
Batalhas Segunda Guerra Mundial
Comandantes
Comandante-Supremo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Comandante Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito
Outras informações
Bandeira {{{bandeira}}}
Insígnia
Website fab.mil.br

A Força Aérea Brasileira (FAB), também conhecida como Aeronáutica, é uma das três forças armadas do Brasil. É a maior força aérea da América Latina em contingente, número de aviões e poder de fogo.

Índice

[editar] História

Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a forma como se desenvolviam os combates no além-mar surpreendeu e revelou o despreparo das forças armadas brasileiras para enfrentar as exigências do conflito. Somando-se às carências materiais típicas de um país com insuficiência de recursos financeiros, havia ainda toda uma organização militar estruturada nos moldes da I Guerra Mundial. Era preciso mudar.

Embora o debate em torno da criação de uma força aérea única, fundindo as já existentes aviações do Exército e da Marinha, assim como a criação de um ministério exclusivo para gerenciar a aviação brasileira, viesse ocorrendo desde o início dos anos 1930, a guerra na Europa acabou por reforçar essa tendência, consolidando a ideia de que era preciso centralizar os meios aéreos do país. O desperdício e os problemas decorrentes de um gerenciamento em separado de múltiplas aviações, militares e civis, constituiu-se num dos principais argumentos em favor da criação do Ministério do Ar.

Finalmente, após amplo debate e campanhas na imprensa, Getúlio Vargas, em 20 de janeiro de 1941, assinou o Decreto 2961, criando o Ministério da Aeronáutica e estabelecendo a fusão das forças aéreas do Exército e da Marinha numa só corporação, denominada Forças Aéreas Nacionais. Pouco depois, em maio de 1941, um novo decreto mudou o nome da recém-nascida força aérea para Força Aérea Brasileira (FAB), nome que permanece até os dias de hoje.

A Força Aérea Brasileira obteve seu batismo de fogo durante a II Guerra Mundial participando da guerra anti-submarino no Atlântico Sul e, na Europa, como integrante da Força Expedicionária Brasileira que lutou ao lado dos Aliados na frente italiana.

Foram enviadas para a Itália duas unidades aéreas da FAB, o 1º Grupo de Aviação de Caça, o Senta a Pua!, e a Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO).

Em 9 de novembro de 2003, foi inaugurado em Pianoro, Itália, mais precisamente no distrito de Livergnano, uma placa em homenagem ao 2º Tenente-Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, primeiro piloto da FAB abatido em combate, e a todos os demais integrantes da Força Aérea que estiveram lutando na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A placa foi agregada ao monumento já existente em homenagem aos que morreram combatendo os fasci-nazistas na guerra. A localidade de Livergnano foi escolhida por ter sido o local onde a aeronave de caça do Ten Cordeiro, um P-47 Thunderbolt, foi abatida em 6 de novembro de 1944, pela temida Flak, bateria antiaérea alemã, no regresso de uma missão de combate no norte da Itália.

[editar] Organização e estrutura

O comando militar da força é exercido pelo Comando da Aeronáutica - COMAER, ao qual estão subordinados quatro Comandos-Gerais, dois departamentos e diversos outros órgãos relacionadas com o funcionamento e administração da aviação brasileira, tanto civil como militar, e da pesquisa e desenvolvimento aeroespacial.

  • Os quatro Comandos Gerais são:
    • Comando-Geral de Operações Aéreas
    • Comando-Geral de Apoio
    • Comando-Geral de Pessoal
    • Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial
  • Os dois Departamentos são:
    • Departamento de Controle do Espaço Aéreo
    • Departamento de Ensino da Aeronáutica

[editar] Comando-Geral de Operações Aéreas - COMGAR

É ao Comando de Operações Aéreas (COMGAR) que estão subordinadas as unidades aéreas, bases aéreas e órgãos afins. Ou seja, o COMGAR é o braço armado da Força Aérea Brasileira.

Na estrutura do COMGAR, as unidades aéreas são agrupadas em quatro forças aéreas, a saber:

  • 1ª Força Aérea ou I FAe, com sede na cidade de Natal. Engloba as unidades de preparação avançada de pilotos da FAB.
  • 2ª Força Aérea ou II FAe, com sede na cidade do Rio de Janeiro. Engloba as unidades de asas rotativas (helicópteros) e as unidades de busca e salvamento, patrulha marítima e de apoio a Marinha em geral.
  • 3ª Força Aérea ou III FAe, com sede na cidade de Gama, no DF. Coordena e gerencia o emprego das unidades aéreas de aplicação estratégica e tática, bem como as de defesa aérea.
  • 5ª Força Aérea ou V FAe, com sede na cidade do Rio de Janeiro. É responsável pelas unidades de transporte, reabastecimento em vôo (REVO), lançamento de para-quedistas e apoio a unidades do Exército.

As unidades aéreas são as organizações militares que reúnem os meios operacionais da força. Cada unidade possui uma função específica, além de aeronaves, pessoal e instalações que assegurem o seu funcionamento.

As bases aéreas, por sua vez, estão organizadas através de uma divisão regional do território brasileiro, onde cada região (num total de sete) fica subordinada a um Comando Aéreo Regional (COMAR). São eles:

[editar] Efetivo

Em março de 2007, a Força Aérea Brasileira contava com o efetivo de 73.110 pessoas, sendo 65.610 militares e 7500 civis.

No ano de 1982 foi permitido a mulheres ingressarem na Aeronáutica.

[editar] Posto e Graduações

[editar] Meios aéreos atuais

Caças AMX da Força Aérea Brasileira.

A Força Aérea Brasileira está passando por uma profunda reformulação de seus meios aéreos. Aeronaves antigas com alto custo de manutenção e pouco eficientes vêm sendo lenta e gradualmente substituídas por aeronaves mais novas e otimizadas para sua função. Segundo o Comandante da Aeronáutica 37% da frota está operacional hoje.

As compras e programas mais importantes já realizados:

  • Programa ALX - 100 aeronaves Super Tucano já entregues.
  • Programa F-5BR - modernização dos caças F-5 E/F, ainda em processo.
  • Programa CL-X - compra de 12 aeronaves Casa C-295, todos entregues, com possibilidade de adquirir mais 8 unidades.
  • Programa P-X - compra e modernização, ainda em processo, de aeronaves P-3 para patrulha marítima.
  • Compra de 12 caças Mirage 2000 como caça interino enquanto se aguarda o relançamento do programa F-X, já entregues.
  • Compra de um novo avião presidencial, o Airbus, já entregue.
  • Compra de 6 helicópteros UH-60L, já entregues.
  • Compra de 2 aviões de transporte VIP, comprado e ainda a ser entregue. A aeronave escolhida foi Embraer 190.
  • Compra 18 Super Cougar para funções de transporte VIP e militar. Primeiras unidades estarão operacionais em 2010.
  • Programa AMX-M - O programa iniciado em 2004 e 'liderado' pela Embraer mostrou atividade ao contratar, em novembro de 2008, a Elbit para o desenvolvimento dos aviônicos. Deve ser finalizado até 2014.
  • Licitação de Helicópteros de Ataque: O escolhido foi Mil Mi-35M, até agora 12 unidades, mas poderá aumentar no futuro com a aliança tecnológica de Brasil-Rússia.


Programas ainda pendentes:

  • FX-2 - Novo caça interceptor, programa retomado pelo governo brasileiro em 2007, e prevê a compra de até 36 caças de 4ª/5ª geração em 4 anos. Dentre os caças almejados pelo governo, os dois principais que concorrem na licitação são o Dassault Rafale, da França e o Sukhoi Su-35 [3](em inglês), da Rússia. Em abril de 2008, o Ministério da Defesa informou o desejo de "engavetar" o projeto F-X2, mas em troca de um projeto mais "ousado", que envolveria o desenvolvimento de um caça nacional. Em setembro, do mesmo ano, deverá ser anunciada a decisão, porém apenas essa possibilidade já assusta a Aeronáutica. No dia 16 de Abril de 2008, o jornal Correio Braziliense anunciou que o Brasil entrou no projeto do caça de 5ª Geração PAK-FA T-50, porém ainda não confirmado por nenhuma agência governamental. No dia 2 de julho de 2008 o Comando da Aeronáutica emitiu nota oficial informando que requisitou informações (Request for Information - RFI) para fornecimento de um caça para o programa FX-2 às empresas: as norte-americanas Boeing F/A-18 E/F Super Hornet e Lockheed Martin F-35 Lightning II, a francesa Dassault Rafale, a russa Rosoboronexport Sukhoi SU-35 Super Flanker, a sueca Saab JAS-39 Gripen e o consórcio europeu Eurofighter Typhoon. Nesta nova fase do projeto o caça norte-americano F-16 foi substituído pelo também norte-americano, mas de 5ª geração, F-35.[3]
  • Os três finalistas até então são o Rafale, F/A-18E/F Super Hornet e o Gripen. Recentemente, houve a volta do Sukhoi SU-35 Super Flanker e do Eurofighter Typhoon à concorrência do Programa FX-2 da FAB. É previsto que o resultado saia em 2009.

[editar] Escolas da FAB

A Força Aérea Brasileira mantem as seguintes instituições de ensino:

[editar] Insígnias

  • Patentes (Rank);
  • Distintivos de Organização Militar (DOM);
  • Distintivos de ocupação;
  • Distintivos de Condição Especial (DCE) - Cursos;

Referências

  1. Patrono da Aeronáutica - ver [1]
  2. Patrono da Força Aérea Brasileira - ver [2]
  3. FAB - NOTA À IMPRENSA - FX-2

[editar] Ver também

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Imagens e media no Commons

[editar] Ligações externas

Forças Armadas

Marinha - Exército - Força Aérea

Marinha - Exército - Força Aérea

Ferramentas pessoais
Criar um livro