Amapá
-
Nota: Para outros significados, veja Amapá (desambiguação).
| Estado do Amapá | |
| Hino: Canção do Amapá | |
| Gentílico: amapaense | |
| Localização | |
| - Região | Norte |
| - Estados limítrofes | Guiana Francesa, Suriname e PA |
| - Mesorregiões | 2 |
| - Microrregiões | 4 |
| - Municípios | 16 |
| Capital | |
| Governo | 2011 a 2015 |
| - Governador(a) | Camilo Capiberibe (PSB) |
| - Vice-governador(a) | Doralice Nascimento de Souza (PT) |
| - Deputados federais | 8 |
| - Deputados estaduais | 24 |
| - Senadores | João Capiberibe (PSB) José Sarney (PMDB) Randolfe Rodrigues (PSOL) |
| Área | |
| - Total | 142 814,585 km² (18º) [1] |
| População | 2011 |
| - Estimativa | 684 301 hab. (26º) |
| - Densidade | 4,79 hab./km² (24º) |
| Economia | 2007[2] |
| - PIB | R$6.022.000 (25º) |
| - PIB per capita | R$10.254 (15º) |
| Indicadores | 2008[3] |
| - Esper. de vida | 70,7 anos (20º) |
| - Mort. infantil | 23,2‰ nasc. (14º) |
| - Analfabetismo | 4,1% (2º) |
| - IDH (2005) | 0,780 (12º) – médio[4] |
| Fuso horário | UTC-3 |
| Clima | equatorial Af |
| Cód. ISO 3166-2 | BR-AP |
| Site governamental | www.amapa.gov.br |
O Amapá é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado a nordeste da região Norte e tem como limites a Guiana Francesa a norte, o Oceano Atlântico a leste, o Pará a sul e oeste e o Suriname a noroeste. Ocupa uma área de 142.814,585 km². A capital é Macapá. As cidades mais populosas são Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Oiapoque. O Amapá é um dos mais novos estados brasileiros e o mais preservados deles - como dizem várias pesquisas -, mesmo com a mineração e a pecuária, as florestas amapaenses continuam sendo preservadas.
O relevo é pouco acidentado, em geral abaixo dos 300 metros de altitude. A planície litorânea se caracteriza pela presença de mangues e lagoas. Amazonas, Jari, Rio Oiapoque, Araguari, Calçoene e Maracá são os rios principais.
O Amapá tem um grande número de imigrantes vindo da Guiana Francesa - a maioria ilegalmente - aproximadamente 500 apenas no Oiapoque, e vários migrantes vindo, principalmente, de: Minas Gerais, Goiás, do Pará (de onde já foi território) e do Nordeste brasileiro.
Atualmente, está sendo construída sobre o Rio Oiapoque uma ponte binacional, que ligará o estado do Amapá à Guiana Francesa. Localizada a 5 km da cidade de Oiapoque (600 km de Macapá), a obra teve início em 13 de julho de 2009 e, segundo previsões, ficará pronta em fevereiro de 2012, com custo de aproximadamente 60 milhões de reais.[carece de fontes]
Também foi construída a ponte sobre o Rio Vila Nova, que vai liga Macapá (a capital do estado), Santana (município vizinho) a Mazagão, a obra começou no mês de maio de 2009 e terminou no segundo semestre de 2010. O investimento da ponte girou em torno de 30 milhões de reais, e ela tem 420 metros de comprimento; um acidente ocorrido em março deste ano (e que deixou cinco mortos) atrasou as obras.
Índice |
[editar] Etimologia
A origem do nome do estado é controversa. Na língua tupi, o nome "amapá" significaria "o lugar da chuva" (ama, "chuva" e paba, "lugar", "estância", "morada"). Segundo a tradição, porém, o nome teria vindo do nheengatu - língua geral da Amazônia, uma espécie de dialeto tupi jesuítico - significando "terra que acaba" ou "ilha". Segundo outros, a palavra "amapá" é de origem nuaruaque ou aruaque,[5] pertencente à mais extensa das famílias linguísticas da América do Sul, dos habitantes da região norte do Brasil ao tempo do seu descobrimento - e identificaria uma árvore da família das Apocináceas. A árvore produz um fruto saboroso, em formato de maçã, de cor roxa, que é parte da farmacopeia amazônica. Da casca do tronco dessa árvore, o amapá (Hancornia amapa), típica da região e cujo desenho está no brasão do Estado do Amapá, é extraído o látex (chamado leite de amapá) usado na medicina popular como fortificante, estimulante do apetite e também no tratamento de doenças respiratórias e gastrite. Popularmente conhecida como "amapazeiro", a espécia encontra-se ameaçada, dada a sua exploração predatória para extração da seiva.[6]
[editar] História
A costa do Amapá foi descoberta e reconhecida pelo espanhol Vicente Yañez Pinzón. Com quatro caravelas, Pinzón atingiu em 26 de janeiro de 1500 um cabo do litoral brasileiro que foi identificado como cabo de Santo Agostinho (Pernambuco). Prosseguindo para o norte, passou pela foz do Amazonas e chegou à boca de um outro grande curso d'água, daí por diante conhecido como rio de Vicente Pinzón. Sua identificação com Oiapoque daria ao Brasil ganho de causa na questão dos limites com a Guiana Francesa (1897).
[editar] Ocupação
O Tratado de Tordesilhas, firmado entre Portugal e Espanha em 1494, pusera toda a costa atlântica ao norte da foz do Amazonas sob jurisdição espanhola. A região do Amapá, entretanto, só viria a ser explorada em conjunto pelos dois países de 1580 a 1640, período em que Portugal foi governado por reis da Espanha. Também franceses, ingleses e neerlandeses se interessaram pelo território, conhecido na época por Costa do Cabo do Norte. Dele se extraíam madeira, resinas, frutos corantes, como o urucum, e óleos vegetais, além dos produtos de pesca, como o peixe-boi, guarabá ou manatim, que eram salgados e exportados para a Europa. Uma companhia inglesa, de Londres, e uma holandesa, de Flessing, foram fundadas para explorar essas riquezas. Deu-se início também à plantação de fumo e cana-de-açúcar, ao fabrico de açúcar e aguardente, e à criação de gado.
Os portugueses, que a esse tempo iniciavam a penetração na Amazônia, inquietavam-se com a competição estrangeira. Em 1637, Bento Maciel Parente obteve de Filipe II a concessão de todo o Cabo do Norte como capitania hereditária, a exemplo das que Dom João III criara cem anos antes. Seu título foi reconhecido, depois da restauração, por Dom João IV, mas nem por isso cessaram as incursões estrangeiras, sobretudo de franceses, que baseavam suas pretensões em cartas-patentes de 1605 com que o rei Henrique IV fizera Daniel de la Touche, sire de La Ravardière, seu lugar-tenente nas regiões da América "desde o rio das Amazonas até a ilha da Trindade". Em 1694, o marquês de Ferrolles, governador de Caiena, pretendeu que a fronteira passasse por uma imaginária "ilha Oiapoque", na própria foz do Amazonas. Em 1697, houve uma invasão armada. Tais lutas e desinteligências levaram a negociações (1698) e a um tratado provisório (1700), que neutralizava a área contestada até a conclusão de um acordo final. Confirmado pela aliança de 1701 entre Portugal e França (1713-1715), em que Portugal tomou o partido de Inglaterra, Áustria e Países Baixos contra Luís XIV.
O primeiro Tratado de Utrecht (1713) dispôs que o limite entre as possessões francesas e portuguesas no norte do Brasil seria o rio Oiapoque ou de Vicente Pinzón; consagrou a desistência francesa "a qualquer uso" do rio Amazonas; e garantiu a Portugal a posse exclusiva das duas margens. A partir dessa data o esforço diplomático francês foi dirigido no sentido de provar que o rio Oiapoque não era o rio de Pinzón e a sugerir rios alternativos, mais para o sul: o Cassiporé (Caciporé), o Calçoene, o Cunani, o Carapapóris, o Araguari, um braço do Amazonas junto à ilha de Marajó.
Alguns desses falsos limites foram consagrados por instrumentos internacionais. Um tratado de 1797 pôs a fronteira da Guiana no Calçoene, mas não foi ratificado por Portugal. O Tratado de Badajoz (1801) adotou o rio Araguari. O Tratado de Madrid (1801), o rio Carapanatuba. Foram anulados pelo manifesto do príncipe regente (1808) e pelo artigo adicional n.º 3 ao Tratado de Paris (1814). O Tratado de Amiens (1802), celebrado por França, Espanha, Reino Unido e Países Baixos, reconheceu, igualmente, a fronteira no Araguari. Não teve, contudo, a adesão de Portugal.
[editar] Desbravamento
Entrementes, os portugueses prosseguiam com a obra de desbravamento das terras e catequese dos índios. Fundaram-se missões franciscanas e jesuíticas. O marquês de Pombal, que muito se ocupou da Amazônia e teria pensado em transferir a capital do reino de Lisboa para Belém,[carece de fontes] ordenou a construção (1764) da maior fortaleza da colônia em Macapá, um dos principais núcleos da colonização juntamente com Nova Mazagão. Para Macapá foram levados colonos açorianos; para Nova Mazagão, 340 famílias de Mazagão, na costa do Marrocos. O esforço civilizador era então oficial. A capitania se extinguira, por morte do donatário, e revertera à coroa. Foi criado um comando militar para o território, com sede em Macapá, que já contava quase três mil habitantes (ganharia foros de cidade em 1856; Mazagão, em 1889).
A ocupação de Portugal por Junot (1808) levou à trasladação da corte e a represálias contra os franceses no norte do Brasil. A Guiana foi ocupada por um corpo de vanguarda de voluntários paraenses, apoiados por uma pequena força naval, e governada durante oito anos pelo desembargador João Severiano Maciel da Costa, futuro marquês de Queluz. O Tratado de Paris (1814) ordenou a restituição da Guiana à França com as fronteiras de 1792, isto é, no Carapapóris. Portugal não ratificou essa decisão. O ato final do Congresso de Viena (1815) reconheceu a antiga fronteira de Utrecht. Por uma convenção celebrada em Paris (1817), Portugal comprometeu-se a efetuar a devolução em três meses, o que foi feito. Concordou também em que se formasse uma comissão mista para demarcar a fronteira. Tal comissão, porém, jamais se reuniu.
Durante a Cabanagem, que conflagrou por cinco anos (1835-1840) a província do Grão-Pará, o território se opôs aos rebeldes e sofreu depredações. Seus rebanhos foram dizimados. Constituíam, já, riqueza apreciável. Essa prosperidade e a ocorrência de ouro no Calçoene reavivaram a velha ambição francesa.
[editar] Litígio com a França
Em 1836, os franceses estabeleceram um efêmero posto militar na margem do lago Amapá, abandonado graças à intervenção britânica. Em 1841, Brasil e França concordaram em neutralizar o Amapá até a solução da pendência. No entanto, todas as conversações posteriores (1842, 1844, 1855, 1857) fracassaram. Só vingou uma declaração de 1862 sobre a competência comum para julgar os criminosos do território.
Em 1853, o senador Cândido Mendes de Almeida propôs a criação da província de Oiapóquia. As populações locais também pleitearam a medida em sucessivos memoriais (1859, 1870), sempre sem resultado. Em 1886 uma república francesa independente foi criada na região do Cunani, entre o Cassiporé e o Calçoene. Para seu presidente, elegeu-se o aventureiro Jules Gros, que instalou o governo em seu apartamento em Paris, nomeou o ministério e criou uma ordem honorífica, a Estrela do Cunani, que lhe deu grandes lucros. O próprio governo francês encarregou-se, em 1887, de liquidar essa república, que ressurgiria por breve período em 1901 com o nome de Estado Livre de Cunani, sob a chefia de outro aventureiro, Adolphe Brezet, que também se intitulava duque de Brezet e de Beaufort e visconde de São João.
Com a Proclamação da República no Brasil a situação na região fronteiriça ficou caótica. Seus habitantes elegeram, então, um triunvirato governativo (1894): Francisco Xavier da Veiga Cabral, chamado o Cabralzinho, cônego Domingos Maltês e Desidério Antônio Coelho. Os franceses nomearam capitão-governador do Amapá o preto velho Trajano, cuja prisão provocou a intervenção militar da Guiana. A canhoneira Bengali, sob o comando do capitão Lunier, desembarcou um contingente de 300 homens e houve luta. Lunier foi morto com 33 dos seus. França e Brasil assinaram um tratado de arbitragem (1897).
O barão do Rio Branco, vitorioso dois anos antes na questão de limites com a Argentina, foi encarregado (1898) de defender a posição brasileira perante o conselho federal suíço, escolhido como tribunal arbitral. Em 5 de abril de 1899, Rio Branco entregou sua Memória apresentada pelos Estados Unidos do Brasil à Confederação Suíça, e em 6 de dezembro do mesmo ano uma segunda memória, em resposta aos argumentos franceses. Como anexo, apresentou o trabalho de Joaquim Caetano da Silva O Oiapoque e o Amazonas, de 1861, em que se louvara e que constituía valioso subsídio ao estudo da matéria. Reunidos, os documentos formavam cinco volumes e incluíam um atlas com 86 mapas. A sentença, de 1º de dezembro de 1900, redigida pelo conselheiro federal coronel Edouard Müller, deu a vitória ao Brasil, que incorporou a seu território 260.000km2.
[editar] Século XX
O desenvolvimento do Amapá na primeira metade do século XX foi lento. Em 1943, pelo decreto-lei 5.814, de 13 de setembro, o governo federal criou o Território Federal do Amapá. Em 1945, quando se procedeu à nova divisão territorial, a parte do Amapá ao norte do rio Cassiporé passou a constituir o município do Oiapoque, e, em dezembro de 1957, foi mais uma vez desmembrada, para a criação do município de Calçoene, com a cessão de terras ao norte do rio Amapá Grande.
A transformação do território federal em estado foi decidida pela Assembleia Nacional Constituinte em 1988, e em 1º de janeiro de 1991 foi instalado o estado do Amapá, com a posse dos 24 membros da primeira Assembleia Legislativa. Em 1997, na esteira da crise da emissão de precatórios em vários estados, foi liquidado o Banco do Estado do Amapá.
[editar] Geografia
Como o clima do Estado é quente e úmido a cobertura vegetal é bastante diversificada e apresenta Florestas, e essas são classificadas em Floresta de Várzea, Floresta de Terra Firme, além de campos e cerrados. Nas áreas próximas ao litoral a vegetação encontrada é o mangue ou manguezal. Aproximadamente 73% da área estadual é coberta pela Floresta Amazônica.
O estado do Amapá, em sua totalidade, é influenciado pelo clima equatorial superúmido, isso significa que ocorre uma grande quantidade de calor e umidade que favorece a propagação da biodiversidade. As temperaturas médias que ocorrem no Estado variam de 36°C a 20°C, a primeira ocorre principalmente no fim da tarde e o segundo acontece no alvorecer. O clima local apresenta duas estações bem definidas, denominadas de verão e inverno. Os índices pluviométricos ocorrem anualmente em média superior a 2.500 mm.[8]
[editar] Relevo
|
A biodiversidade da fauna do estado.
|
A Floresta Amazônica, a mais rica e biodiversa floresta tropical do mundo.
|
O Estado do Amapá apresenta basicamente três modalidades de relevo, são elas:
- Planície Litorânea: é caracterizada por ambientes propícios a inundações, pois a superfície é muito plana e dificulta a drenagem das águas.
- Baixo Planalto Terciário: refere-se a planaltos levemente elevados e planície litorânea.
- Planalto Cristalino: essa unidade de relevo predomina no Estado, ocupa grande parte do território, se localiza em uma região que concentra diversas serras, colinas e morros.
O relevo do Estado é predominantemente plano, isto é, com baixas altitudes, se faz presente nas proximidades da foz do Rio Amazonas, litoral e bacia Oiapoque. Na porção centro-oeste e noroeste apresentam maiores elevações, podendo atingir 500 metros acima do nível do mar.[9]
[editar] Hidrografia
Cerca de 39% da bacia hidrográfica do Estado faz parte da bacia do Amazonas. A rede hidrográfica do Amapá é formada por rios que desempenham um grande papel econômico na região desde a atividade pesqueira até o transporte hidroviário. A maioria dos rios do Amapá deságuam no oceano Atlântico. Dessa forma, os principais rios são:
- Rio Amazonas: sua foz.
- Rio Araguari: possui 36 cachoeiras.
- Rio Oiapoque: fronteira natural entre o Brasil e a Guiana Francesa.
- Rio Pedreira: foi utilizado para retirar pedras destinadas à construção da Fortaleza de São José de Macapá.
- Rio Gurijuba: foi um rio com grande concentração de peixes.
- Rio Cassiporé: conhecido pela grande quantidade de peixes.
- Rio Jari: fronteira natural entre o Amapá e o Pará.
- Rio Vila Nova.
- Rio Matapi.
- Rio Maracapu.
- Rio Amapari.
- Rio Amapá Grande.
- Rio Flexal.
- Rio Tartarugalzinho.
[editar] Clima
A classificação oficial do clima do Amapá é "tropical superúmido". O estado possui duas regiões climáticas principais. Uma delas é úmida (dois meses secos) e predominante sobre a maior parte do interior do estado - oeste, sul norte e toda a parte central. A outra é úmida (com três meses secos) e é registrada na maior parte do litoral - leste. A precipitação anual média cai significativamente do litoral para o interior. A costa Atlântica, incluindo Macapá, registra uma média de 3 250 mm de chuva por ano, diferente de Serra do Navio, que recebe uma diferença de 1 000 mm anuais.</ref>Temperature in Brazil. Brazil Travel. Página visitada em 2008-06-11.</ref>
[editar] Demografia
| Municípios mais populosos do Amapá (censo de 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)[10] |
|||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Posição | Cidade | População | Posição | Cidade | População | ||||||
| 1 | Macapá | 407 023 | 9 | Pedra Branca do Amapari | 11 291 | ||||||
| 2 | Santana | 102 860 | 10 | Calçoene | 9 174 | ||||||
| 3 | Laranjal do Jari | 40 819 | 11 | Amapá | 8 142 | ||||||
| 4 | Oiapoque | 21 094 | 12 | Ferreira Gomes | 5 974 | ||||||
| 5 | Mazagão | 17 419 | 13 | Cutias | 4 805 | ||||||
| 6 | Porto Grande | 17 252 | 14 | Serra do Navio | 4 463 | ||||||
| 7 | Tartarugalzinho | 12 981 | 15 | Itaubal | 4 370 | ||||||
| 8 | Vitória do Jari | 12 725 | 16 | Pracuuba | 3 909 | ||||||
[editar] Etnias
| Composição étnica do Amapá | ||||||||||
| Cor/Raça | Porcentagem | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Brancos | 21,4% | |||||||||
| Negros | 4,5% | |||||||||
| Pardos | 74,4% | |||||||||
| Amarelos ou Indígenas | 0,8% | |||||||||
[editar] Apa de Curiaú
A Apa do Curiaú (ou apenas Curiaú como é conhecido) é um distrito pertencente ao município de Macapá, que abriga um grande números de negros do estado. É dividida em duas partes: Curiaú de Dentro e Curiaú de Fora. O local é uma reserva ambiental (assim como a Apa da Fazendinha e outras) e foi um quilombo. Os primeiros escravos a chegarem ao local, chegaram em 1751, vindo da Bahia, do Rio de Janeiro e do Maranhão, trazidos por famílias que vinham habitar no estado.
O maior número de negros veio mesmo em 1765 para a construção da Fortaleza de São José. Em abril daquele ano, o governo do Grão-Pará mantinha 177 negros escravos trabalhando no forte. Alguns morreram de doenças como sarampo e malária, e por acidente de trabalho. Outros conseguiram fugir aventurando-se pelo Lago do Curiaú.
Atualmente a área e protegida pela lei estadual n.º 0431 de 98. Limita-se com Campina Grande do Curiaú e com a rodovia BR-156. Cerca de 180 famílias vivem na unidade e há ainda duas comunidades ribeirinhas ao norte da região: Pescada e Pirativa. Os aspectos geológicos da APA correspondem à chamada Formação de Barreiras, compostas por sedimentos terciários
[editar] Política
-
Ver página anexa: Lista de governadores do Amapá
Atualmente, o governador do Amapá é Camilo Capiberibe, desde de 1 de Janeiro de 2011 assumindo o cargo precedido por Pedro Paulo Dias de Carvalho que foi derrotado do 1º turno das Eleições de 2010.[11]
- Senadores
Representam o Amapá no Senado:[12]
- Deputados Federais
Representam o Amapá na Câmara dos Deputados:[13]
- Dalva Figueiredo - PT
- Janete Capiberibe - PSB
- Evandro Milhomen - PCdoB
- Fátima Pelaes - PMDB
- Luiz Carlos - PSDB
- Vinícius Gurgel - PRTB
- Davi Alcolumbre - DEM
- Sebastião Bala Rocha - PDT
- Deputados estaduais
[editar] Subdivisões
[editar] Norte do Amapá
A mesorregião do Norte do Amapá é uma das duas mesorregiões do estado. É formada por duas microrregiões. No século XVIII, a França reivindicou a posse da área.
[editar] Sul do Amapá
A mesorregião do Sul do Amapá é uma mesorregião do estado do Amapá. É formada por duas microrregiões.
O Amapá é composto por 16 municípios dentre eles destacamos a capital Macapá, juntamente com Santana, Mazagão, Pracuúba, Cutias, Tartarugalzinho, Porto Grande, Serra do Navio, Calçoene, Amapá, Pedra Branca do Amapari, Vitória do Jari, Laranjal do Jari, Ferreira Gomes, Oiapoque e Itaubal do Piririm.
[editar] Economia
Dentre outras atividades econômicas praticadas no Amapá as principais estão envolvidas no extrativismo, na agricultura e na indústria.[14]
Uma importante fonte de recursos financeiros é a extração de castanha-do-pará e madeira, outro item de destaque na economia amapaense é a extração de manganês.
Economicamente falando o Amapá não se destaca como um grande produtor de riquezas, automaticamente contribui de maneira reduzida na composição do PIB nacional, além disso, consome muitos produtos oriundos de outros estados, especialmente do Pará.
Na pecuária é desenvolvida a criação de gado bovino e búfalo, na agricultura são cultivados, entre outros, mandioca e arroz.[15]
As empresas privadas são responsáveis por, aproximadamente, 70% dos postos de trabalho, no ano de 2006 surgiram mais de mil empresas e o emprego no segmento industrial cresceu 33%, número superior à média nacional que é de 23%.[16]
| Em R$ | |
|---|---|
| PIB | 3.720.359 |
| PIB per capita | 6.796 |
[editar] Infraestrutura
[editar] Educação
| Ano | Português | Redação |
|---|---|---|
| 2006[17] Média |
31,44 (22º) 36,90 |
50,00 (15º) 52,08 |
| 2007[18] Média |
44,48 (22º) 51,52 |
55,15 (13º) 55,99 |
| 2008[19] Média |
35,23 (23º) 41,69 |
58,14 (16º) 59,35 |
[editar] Cultura
[editar] Esportes
O Amapá tem, aproximadamente, 21 times de futebol. Assim como em todo país, todos os anos é realizado o Campeonato Amapaense de Futebol, onde o Macapá é o grande campeão (com 17 títulos), seguido pelo Amapá (com 10) e o Ypiranga.Destaca-se também o Trem Desportivo Clube que foi pentacampeão do antigo Copão da Amazônia e possui 4 títulos estaduais. O estádio de futebol de Macapá é o Estádio Municipal Glicério Marques e o de Santana é o Municipal de Santana, onde são realizadas as principais partidas esportivas. O Amapá, também, tem times que todos os anos participam da Copa do Brasil de Futebol e neste ano, o Santana Esporte Clube seria seu representante na série D do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2010 porém desistiu passando a vaga ao Cristal Atlético Clube, infelizmente fora eliminado na primeira fase.
[editar] Tacacá
Tacacá é uma iguaria não só do Amapá, mas também da região amazônica brasileira, em particular do Acre, Pará, Amazonas e Rondônia. É preparado com um caldo fino de cor amarelada chamado tucupi, sobre o qual se coloca goma, camarão e jambu. Serve-se muito quente, temperado com sal e pimenta, em cuias.
Sua origem é indígena e, segundo Câmara Cascudo, deriva de um tipo de sopa indígena denominada mani poi. Câmara Cascudo diz que “Esse mani poí fez nascer os atuais tacacá, com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta, sal, às vezes camarões secos.”
[editar] Marabaixo
Marabaixo é uma dança típica do Amapá que é celebrada nos meses de: maio, junho e julho na capital do estado, Macapá. O ritual começa com o batuque com o Ramo da Aleluia, onde os devotos dançam até o Marabaixo do Senhor do Quinto Domingo. A dança também é realizada no Curiaú (distrito de Macapá). Recentemente, um projeto de lei libera o ritual (no que tange hora) para que ele ocorra até o amanhecer.
O traje dos homens consta de uma camisa branca com bordados, calça branca, chapéu de palha enfeitado com fitas e sandálias de couro, enquanto o traje das mulheres era composto de camisa de renda, saia estampada e rendada, anáguas, arranjos naturais na cabeça (flores) e calçadas com sandálias de couro.
[editar] Círio de Nazaré
Assim como em Belém, o Círio de Nazaré também é comemorado no Amapá (principalmente na capital, Macapá), com proporções menores,aproximadamente 300 mil pessoas, porém com um grande número de participantes se for considerado a população dos principais municípios (Macapá e Santana). A saída é da Igreja Nossa Senhora de Fátima - localizada próxima ao quartel do corpo de bombeiros - com destino para a Igreja de São José de Macapá, conhecida popularmente como a antiga catedral.
Referências
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 22 de julho 2010.
- ↑ Produto Interno Bruto de 2007. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (18 de novembro de 2009).
- ↑ Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 22 de outubro de 2009.
- ↑ Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
- ↑ Só História. Discussões sobre o “descobrimento”
- ↑ Revista Galileu. Índios, santos e geografia, por Giovana Girardi.
- ↑ [1]
- ↑ MARINI, Miguel A.; GARCIA, Frederico I.. (Julho 2005). "Conservação de aves no Brasil". Megadiversidade (1). Página visitada em 25 fev. 2010.
- ↑ "Environmental Issues". Encarta. MSN. Consultado em 2008-06-12.
- ↑ Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data de referência em 1º de Julho de 2011 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (30 de agosto de 2011). Página visitada em 31 de agosto de 2011.
- ↑ Embrapa. . Arquivado do original em 2007-08-20. Página visitada em 2008-10-21.
- ↑ [2]
- ↑ [3]
- ↑ [4]
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar.
- ↑ [5]
- ↑ [6]
- ↑ [7]
[editar] Ver também
| A Wikipédia possui o portal: {{{Portal2}}}
{{{Portal3}}}
{{{Portal4}}}
{{{Portal5}}}
|
[editar] Ligações externas
- Página oficial do Governo Estadual
- Polícia Civil do Amapá
- Tribunal de Justiça do Amapá
- Procuradoria da República no Estado do Amapá
- Ministério Público do Estado do Amapá