Amapá

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Estado do Amapá
Bandeira do Amapá
Brasão do Amapá
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Canção do Amapá
Gentílico: amapaense

Localização do Amapá no Brasil

Localização
 - Região Norte
 - Estados limítrofes Guiana Francesa, Suriname e PA
 - Mesorregiões 2
 - Microrregiões 4
 - Municípios 16
Capital Brasão de Macapá.svg Macapá
Governo
 - Governador(a) Camilo Capiberibe (PSB)
 - Vice-governador(a) Doralice Nascimento (PT)
 - Deputados federais 8
 - Deputados estaduais 24
 - Senadores João Capiberibe (PSB)
José Sarney (PMDB)
Randolfe Rodrigues (PSOL)
Área  
 - Total 142 828,521 km² (18º) [1]
População 2013
 - Estimativa 734 995 hab. (26º)
 - Densidade 5,15 hab./km² (24º)
Economia 2011[2] [3]
 - PIB R$8.968 bilhões (25º)
 - PIB per capita R$13.105,24 (15º)
Indicadores 2008[4]
 - Esper. de vida 70,7 anos (20º)
 - Mort. infantil 23,2‰ nasc. (14º)
 - Analfabetismo 4,1% (12º)
 - IDH (2010) 0,708 (12º) – alto [5]
Fuso horário UTC−03:00
Clima equatorial Af
Cód. ISO 3166-2 BR-AP
Site governamental http://www.ap.gov.br/

Mapa do Amapá

O Amapá é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado a nordeste da Região Norte, no escudo das Guianas. O seu território é de 142.828,521 km², sendo delimitado pelo estado do Pará a oeste e sul, pela Guiana Francesa a norte, o Oceano Atlântico a leste e o Suriname a noroeste.[6]

O município de Macapá é a capital e maior cidade do estado, sendo sede da Região Metropolitana de Macapá, a única no estado. Outras importantes cidades são: Santana, Laranjal do Jari, Oiapoque e Mazagão. Ao todo o estado tem 734 995 habitantes, distribuídos em seus 16 municípios. A capital concentra 437 256 habitantes, ou seja, quase 60% da população amapaense.[7]

O Amapá é um dos mais novos estados do país, sendo também o segundo estado brasileiro que mais possui áreas protegidas em seu território. Dos 14,3 milhões de hectares que o estado possui, 72% são destinados a unidades de conservação e terras indígenas (10,5 milhões de hectares). São dezenove Unidades de Conservação que perfazem cerca de 9,29 milhões de hectares, tornando-o o único estado da federação a destinar um percentual tão significativo de suas terras para a preservação. O estado abriga o maior parque nacional do país (Montanhas do Tumucumaque) e um dos maiores do mundo com quase 3,9 milhões de hectares. O parque, localizado ao noroeste do estado, é de extrema relevância por apresentar um elevado número de espécies endêmicas e abrigar em seu entorno diferentes grupos étnicos - índios, ribeirinhos, castanheiros.

O relevo é pouco acidentado, em geral abaixo dos 300 metros de altitude. É um dos poucos estados que, em sua condição geográfica, permite a formação de um conjunto de ecossistemas que vão desde as formações pioneiras de mangue à floresta tropical densa, passando por campos inunáveis e cerrados. Seus principais rios são: Amazonas, Jari, Rio Oiapoque, Araguari, Calçoene e Maracá. A maior parte de seu território está contido na Bacia das Guianas (ou seja, é parte integrante do escudo das Guianas, apresentando rochas cristalinas do período Pré-Cambriano).

O Amapá tem um grande número de imigrantes vindo da Guiana Francesa (a maioria no município de Oiapoque) e vários outros oriundos de todas as regiões do país, dentre os quais destacam-se os mineiros, goianos, paraenses, paranaenses, cearenses e maranhenses. O fluxo migratório tem aumentado nos últimos anos em razão do desenvolvimento dos setores econômicos do estado. O índice de imigração do estado foi de 0.2870 no ano de 2009, de acordo com dados do IBGE. Nos indicadores sociais, o Amapá se destaca por ter a 3ª menor incidência de pobreza do Norte-Nordeste e por ter a menor taxa de analfabetismo do Norte-Nordeste. O estado apresenta também, a 7ª melhor distribuição de renda de todo o Brasil.

Foi construída uma ponte binacional sobre o Rio Oiapoque, que liga o estado do Amapá à Guiana Francesa. Localizada a 5 km da cidade de Oiapoque (600 km de Macapá), as obras tiveram início em 13 de julho de 2009 e terminaram no final de 2011 - a um custo aproximado de 71 milhões de reais.[8] . Contudo, a ponte ainda não foi liberada para o tráfego e não há previsão de sua inauguração.[9]

Também foi construída a ponte sobre o Rio Vila Nova, que liga Macapá (a capital do estado), Santana (município vizinho) a Mazagão, a obra começou no mês de maio de 2009 e terminou no segundo semestre de 2010. O investimento da ponte girou em torno de 30 milhões de reais, e ela tem 420 metros de comprimento; um acidente ocorrido em março de 2010 (e que deixou cinco mortos) atrasou as obras.[10] Uma segunda ponte, sobre o Rio Matapi, começou a ser construída em dezembro de 2013 e ligará por definitivo Macapá a Mazagão. Com um custo de R$ 90 milhões, a edificação terá 612 metros de comprimento e será entregue no fim de 2014, de acordo com previsões governamentais.[11]

O estado é representado na bandeira do Brasil pela estrela β de Cão Maior.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A origem do nome do estado é controversa. Na língua tupi, o nome "amapá" significaria "o lugar da chuva" (ama, "chuva" e paba, "lugar", "estância", "morada"). Segundo a tradição, porém, o nome teria vindo do nheengatu - língua geral da Amazônia, uma espécie de dialeto tupi jesuítico - significando "terra que acaba" ou "ilha". Segundo outros, a palavra "amapá" é de origem nuaruaque ou aruaque,[12] pertencente à mais extensa das famílias linguísticas da América do Sul, dos habitantes da região norte do Brasil ao tempo do seu descobrimento - e identificaria uma árvore da família das Apocináceas. A árvore produz um fruto saboroso, em formato de maçã, de cor roxa, que é parte da farmacopeia amazônica. Da casca do tronco dessa árvore, o amapá (Hancornia amapa), típica da região e cujo desenho está no brasão do Estado do Amapá, é extraído o látex (chamado leite de amapá) usado na medicina popular como fortificante, estimulante do apetite e também no tratamento de doenças respiratórias e gastrite. Popularmente conhecida como "amapazeiro", a espécie encontra-se ameaçada, dada a sua exploração predatória para extração da seiva.[13] Segundo o tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro, "Amapá" deriva de amapá, termo da língua geral setentrional que designa uma espécie de árvore apocinácea.[14] O Dicionário Aurélio chama de "amapá" a espécie Parahancornia amapa, da família das apocináceas.[15]

História[editar | editar código-fonte]

Achado arqueológico de Calçoene. Chamado popularmente de "Stonehenge brasileira", é constantemente comparada a Stonehenge em Wiltshire, Reino Unido.

A costa do Amapá foi descoberta e reconhecida pelo espanhol Vicente Yañez Pinzón. Com quatro caravelas, Pinzón atingiu em 26 de janeiro de 1500 um cabo do litoral brasileiro que foi identificado como cabo de Santo Agostinho (Pernambuco). Prosseguindo para o norte, passou pela foz do Amazonas e chegou à boca de um outro grande curso d'água, daí por diante conhecido como rio de Vicente Pinzón. Sua identificação com Oiapoque daria ao Brasil ganho de causa na questão dos limites com a Guiana Francesa (1897).

Ocupação e Guiana Portuguesa[editar | editar código-fonte]

O Meridiano de Tordesilhas segundo diferentes geógrafos: Ferber (1495), Cantino (1502), Oviedo (1545), os peritos de Badajoz (1524), Ribeiro (1519), Pedro Nunes (1537), João Teixeira Albernaz, o velho (1631, 1642) e Costa Miranda (1688).

O Tratado de Tordesilhas, firmado entre Portugal e Espanha em 1494, pusera toda a costa atlântica ao norte da foz do Amazonas sob jurisdição espanhola. A região do Amapá, entretanto, só viria a ser explorada em conjunto pelos dois países de 1580 a 1640, período em que Portugal foi governado por reis da Espanha. Também franceses, ingleses e neerlandeses se interessaram pelo território, conhecido na época por Costa do Cabo do Norte. Dele se extraíam madeira, resinas, frutos corantes, como o urucum, e óleos vegetais, além dos produtos de pesca, como o peixe-boi, guarabá ou manatim, que eram salgados e exportados para a Europa. Uma companhia inglesa, de Londres, e uma holandesa, de Flessing, foram fundadas para explorar essas riquezas. Deu-se início também à plantação de fumo e cana-de-açúcar, ao fabrico de açúcar e aguardente, e à criação de gado.

No século 16 a região denominada Guiana se estendia da foz do rio Amazonas à do rio Orinoco e era dominada sobretudo por tribos caribes e aruaques. O termo guiana significa "terra de muitas águas" em língua aruaque.[16] [17]

Assim, os territórios das Guianas foram colonizados no século XVI por Inglaterra, Holanda, França, Portugal e Espanha. O atual estado brasileiro do Amapá foi chamado de Guiana Portuguesa até meados do século XX. Da mesma forma, a região administrativa da Guayana, na Venezuela atualmente é conhecida como Guiana Espanhola.

Os portugueses, que a esse tempo iniciavam a penetração na Amazônia, inquietavam-se com a competição estrangeira. Em 1637, Bento Maciel Parente obteve de Filipe II a concessão de todo o Cabo do Norte como capitania hereditária, a exemplo das que Dom João III criara cem anos antes. Seu título foi reconhecido, depois da restauração, por Dom João IV, mas nem por isso cessaram as incursões estrangeiras, sobretudo de franceses, que baseavam suas pretensões em cartas-patentes de 1605 com que o rei Henrique IV fizera Daniel de la Touche, sire de La Ravardière, seu lugar-tenente nas regiões da América "desde o rio das Amazonas até a ilha da Trindade". Em 1694, o marquês de Ferrolles, governador de Caiena, pretendeu que a fronteira passasse por uma imaginária "ilha Oiapoque", na própria foz do Amazonas. Em 1697, houve uma invasão armada. Tais lutas e desinteligências levaram a negociações (1698) e a um tratado provisório (1700), que neutralizava a área contestada até a conclusão de um acordo final. Confirmado pela aliança de 1701 entre Portugal e França (1713-1715), em que Portugal tomou o partido de Inglaterra, Áustria e Países Baixos contra Luís XIV.

O primeiro Tratado de Utrecht (1713) dispôs que o limite entre as possessões francesas e portuguesas no norte do Brasil seria o rio Oiapoque ou de Vicente Pinzón; consagrou a desistência francesa "a qualquer uso" do rio Amazonas; e garantiu a Portugal a posse exclusiva das duas margens. A partir dessa data o esforço diplomático francês foi dirigido no sentido de provar que o rio Oiapoque não era o rio de Pinzón e a sugerir rios alternativos, mais para o sul: o Caciporé, o Calçoene, o Cunani, o Carapapóris, o Araguari, um braço do Amazonas junto à ilha de Marajó.

Alguns desses falsos limites foram consagrados por instrumentos internacionais. Um tratado de 1797 pôs a fronteira da Guiana no Calçoene, mas não foi ratificado por Portugal. O Tratado de Badajoz (1801) adotou o rio Araguari. O Tratado de Madrid (1801), o rio Carapanatuba. Foram anulados pelo manifesto do príncipe regente (1808) e pelo artigo adicional n.º 3 ao Tratado de Paris (1814). O Tratado de Amiens (1802), celebrado por França, Espanha, Reino Unido e Países Baixos, reconheceu, igualmente, a fronteira no Araguari. Não teve, contudo, a adesão de Portugal.

Desbravamento[editar | editar código-fonte]

"O Marquês de Pombal expulsando os jesuítas" (Louis-Michel van Loo e Claude-Joseph Vernet, 1766).

Entrementes, os portugueses prosseguiam com a obra de desbravamento das terras e catequese dos índios. Fundaram-se missões franciscanas e jesuíticas. O marquês de Pombal, que muito se ocupou da Amazônia e teria pensado em transferir a capital do reino de Lisboa para Belém,[carece de fontes?] ordenou a construção (1764) da maior fortaleza da colônia em Macapá, um dos principais núcleos da colonização juntamente com Nova Mazagão. Para Macapá foram levados colonos açorianos; para Nova Mazagão, 340 famílias de Mazagão, na costa do Marrocos. O esforço civilizador era então oficial. A capitania se extinguira, por morte do donatário, e revertera à coroa. Foi criado um comando militar para o território, com sede em Macapá, que já contava quase três mil habitantes (ganharia foros de cidade em 1856; Mazagão, em 1889).

A ocupação de Portugal por Junot (1808) levou à trasladação da corte e a represálias contra os franceses no norte do Brasil. A Guiana foi ocupada por um corpo de vanguarda de voluntários paraenses, apoiados por uma pequena força naval, e governada durante oito anos pelo desembargador João Severiano Maciel da Costa, futuro marquês de Queluz. O Tratado de Paris (1814) ordenou a restituição da Guiana à França com as fronteiras de 1792, isto é, no Carapapóris. Portugal não ratificou essa decisão. O ato final do Congresso de Viena (1815) reconheceu a antiga fronteira de Utrecht. Por uma convenção celebrada em Paris (1817), Portugal comprometeu-se a efetuar a devolução em três meses, o que foi feito. Concordou também em que se formasse uma comissão mista para demarcar a fronteira. Tal comissão, porém, jamais se reuniu.

Durante a Cabanagem, que conflagrou por cinco anos (1835-1840) a província do Grão-Pará, o território se opôs aos rebeldes e sofreu depredações. Seus rebanhos foram dizimados. Constituíam, já, riqueza apreciável. Essa prosperidade e a ocorrência de ouro no Calçoene reavivaram a velha ambição francesa.

Litígio com a França[editar | editar código-fonte]

Em 1836, os franceses estabeleceram um efêmero posto militar na margem do lago Amapá, abandonado graças à intervenção britânica. Em 1841, Brasil e França concordaram em neutralizar o Amapá até a solução da pendência. No entanto, todas as conversações posteriores (1842, 1844, 1855, 1857) fracassaram. Só vingou uma declaração de 1862 sobre a competência comum para julgar os criminosos do território.

Primeira bandeira da República de Cunani (1886-1887).
Estados da República em 1889.

Em 1853, o senador Cândido Mendes de Almeida propôs a criação da província de Oiapóquia. As populações locais também pleitearam a medida em sucessivos memoriais (1859, 1870), sempre sem resultado. Em 1886 uma república francesa independente foi criada na região do Cunani, entre o Caciporé e o Calçoene. Para seu presidente, elegeu-se o aventureiro Jules Gros, que instalou o governo em seu apartamento em Paris, nomeou o ministério e criou uma ordem honorífica, a Estrela do Cunani, que lhe deu grandes lucros. O próprio governo francês encarregou-se, em 1887, de liquidar essa república, que ressurgiria por breve período em 1901 com o nome de Estado Livre de Cunani, sob a chefia de outro aventureiro, Adolphe Brezet, que também se intitulava duque de Brezet e de Beaufort e visconde de São João.

Com a Proclamação da República no Brasil a situação na região fronteiriça ficou caótica. Seus habitantes elegeram, então, um triunvirato governativo (1894): Francisco Xavier da Veiga Cabral, chamado o Cabralzinho, cônego Domingos Maltês e Desidério Antônio Coelho. Os franceses nomearam capitão-governador do Amapá o preto velho Trajano, cuja prisão provocou a intervenção militar da Guiana. A canhoneira Bengali, sob o comando do capitão Lunier, desembarcou um contingente de 300 homens e houve luta. Lunier foi morto com 33 dos seus. França e Brasil assinaram um tratado de arbitragem (1897).

O barão do Rio Branco, vitorioso dois anos antes na questão de limites com a Argentina, foi encarregado (1898) de defender a posição brasileira perante o conselho federal suíço, escolhido como tribunal arbitral. Em 5 de abril de 1899, Rio Branco entregou sua Memória apresentada pelos Estados Unidos do Brasil à Confederação Suíça, e em 6 de dezembro do mesmo ano uma segunda memória, em resposta aos argumentos franceses. Como anexo, apresentou o trabalho de Joaquim Caetano da Silva O Oiapoque e o Amazonas, de 1861, em que se louvara e que constituía valioso subsídio ao estudo da matéria. Reunidos, os documentos formavam cinco volumes e incluíam um atlas com 86 mapas. A sentença, de 1º de dezembro de 1900, redigida pelo conselheiro federal coronel Edouard Müller, deu a vitória ao Brasil, que incorporou a seu território 260.000km².

Século XX[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento do Amapá na primeira metade do século XX foi lento. Em 1943, pelo Decreto-lei 5.812, de 13 de setembro, o governo federal criou o Território Federal do Amapá. Em 1945, quando se procedeu à nova divisão territorial, a parte do Amapá ao norte do rio Caciporé passou a constituir o município do Oiapoque, e, em dezembro de 1957, foi mais uma vez desmembrada, para a criação do município de Calçoene, com a cessão de terras ao norte do rio Amapá Grande.

Monumento Marco Zero lembra a linha imaginária do Equador, que divide a Terra em dois hemisférios.

Houve vários projetos instalados no Amapá com o objetivo de desenvolver economicamente o mesmo, um deles foi o Projeto Jarí (entre 1967 a 1982) na margem esquerda do rio Amazonas em terras de Monte Dourado e Laranjal do Jarí. O empresário Daniel K. Ludwig visava a produção de arroz e criação de gado, além da produção de celulose na região. Com o fim do projeto, milhares de hectares foram destruídos pelas queimadas e plantio da Seringueira. Outro projeto de extrema importância foi a ICOMI (Indústria e Comércio de Minérios), que sustentou a economia amapaense entre 1953 e 1997. Este empreendimento gerou muitos benefícios para a vila de Serra do Navio.

A transformação do território federal em estado foi decidida pela Assembleia Nacional Constituinte em 1988, e em 1º de janeiro de 1991 foi instalado o estado do Amapá, com a posse dos 24 membros da primeira Assembleia Legislativa. Em 1997, na esteira da crise da emissão de precatórios em vários estados, foi liquidado o Banco do Estado do Amapá.

Outros municípios foram surgindo com o passar do tempo, a maioria resultante de desmembramentos de outras cidades, a exemplo, Vitória do Jari. O município foi criado em 8 de setembro de 1994 após ser emancipada de Laranjal do Jari. Já em outros casos, vilas de trabalhadores se transformaram em cidades, a exemplo de Serra do Navio, que obteve seu reconhecimento em 1º de maio de 1992, através da lei n.º 007/92. Na capital do estado, os investimentos do governo federal na construção civil atraíram milhares de pessoas ao estado, aumentando a população em até 3,4% ao ano. Tais investimentos deram ao estado uma das maiores médias nacionais de urbanização do país.

Geografia[editar | editar código-fonte]

[18]

Imagem de satélite parcial do Amapá.

Como o clima do Estado é quente e úmido a cobertura vegetal é bastante diversificada e apresenta Florestas, e essas são classificadas em Floresta de Várzea, Floresta de Terra Firme, além de campos e cerrados. Nas áreas próximas ao litoral a vegetação encontrada é o mangue ou manguezal. Aproximadamente 73% da área estadual é coberta pela Floresta Amazônica.

O estado do Amapá, em sua totalidade, é influenciado pelo clima equatorial superúmido, isso significa que ocorre uma grande quantidade de calor e umidade que favorece a propagação da biodiversidade. As temperaturas médias que ocorrem no Estado variam de 36°C a 20°C, a primeira ocorre principalmente no fim da tarde e o segundo acontece no alvorecer. O clima local apresenta duas estações bem definidas, denominadas de verão e inverno. Os índices pluviométricos ocorrem anualmente em média superior a 2.500 mm.[19]

Aproximadamente 15% do estado são cobertos por solos relativamente similares, da ordem "Solos com B Latossólico". Embora a estrutura física desses dois tipos de solo seja favorável à agricultura, a pobreza de nutrientes exige rotações de ciclos curto, ou adições constantes de adubos. Já 20% do solo do Amapá são de ordem "Solos com B Textual, não-hidromórficos" (comumente são ácidos e a fertilidade natural também é baixa, um dos motivos é o excesso de alumínio). Solos da ordem "Hidromórficos pouco desenvolvidos" cobrem 8% do território do Amapá (esses solos são afetados por erosões frequentes). Os cerca de 3% dos solos do estado são da ordem "Solos concrecionários" (esse solo tem características adversas à agricultura).

Relevo[editar | editar código-fonte]

A biodiversidade da fauna do estado.
A Floresta Amazônica, a mais rica e biodiversa floresta tropical do mundo.

O estado do Amapá apresenta basicamente três modalidades de relevo, são elas:

  • Planície Litorânea: é caracterizada por ambientes propícios a inundações, pois a superfície é muito plana e dificulta a drenagem das águas.
  • Baixo Planalto Terciário: refere-se a planaltos levemente elevados e planície litorânea.
  • Planalto Cristalino: essa unidade de relevo predomina no Estado, ocupa grande parte do território, se localiza em uma região que concentra diversas serras, colinas e morros.

O relevo do Estado é predominantemente plano, isto é, com baixas altitudes, se faz presente nas proximidades da foz do Rio Amazonas, litoral e bacia Oiapoque. Na porção centro-oeste e noroeste apresentam maiores elevações, podendo atingir 500 metros acima do nível do mar, destacando-se a Serra do Tumucumaque e a Serra Lombarda[20]

As florestas do Amapá se subdividem em pelo menos cinco categorias: montanhas, sub-montanhas, ciliares, terras baixas não-inundáveis e terras baixas inundáveis. As diferentes classes de florestas têm estruturas e floras variadas. No seu conjunto, esses cinco tipos de florestas cobrem cerca de 80% do estado, a oeste, norte, centro, centro-sul e partes do leste, compondo, assim, a vegetação dominante do Estado.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Cachoeira do Desespero, Rio Jari.
Pôr-do-sol no Lago Piratuba, extremo leste do estado.
Vista Panorâmica da cidade de Laranjal do Jari.

Cerca de 39% da bacia hidrográfica do Estado faz parte da bacia do Amazonas. A rede hidrográfica do Amapá é formada por rios que desempenham um grande papel econômico na região desde a atividade pesqueira até o transporte hidroviário. A maioria dos rios do Amapá deságuam no oceano Atlântico. Dessa forma, os principais rios são:

Clima[editar | editar código-fonte]

A classificação oficial do clima do Amapá é "tropical superúmido". O estado possui duas regiões climáticas principais. Uma delas é úmida (dois meses secos) e predominante sobre a maior parte do interior do estado - oeste, sul norte e toda a parte central. A outra é úmida (com três meses secos) e é registrada na maior parte do litoral - leste. A precipitação anual média cai significativamente do litoral para o interior. A costa Atlântica, incluindo Macapá, registra uma média de 3 250 mm de chuva anuais, diferente de Serra do Navio, que recebe uma diferença de 1 000 mm anuais. Os ventos no Amapá são, em sua maioria, moderados; a temperatura mínima já registrada foi 16°C e a máxima absoluta já atingida foi de 38°C. A umidade anual gira em torno de 85%.

Unidades de conservação[editar | editar código-fonte]

O Amapá é o estado brasileiro que possui o maior percentual de seu território ocupado por áreas protegidas. De toda a área total do estado, 72% são ocupados por Unidades de Conservação e por Terras Indígenas. O estado possui diversas áreas protegidas por lei que visam a conservação da mata nativa, essas unidades somam dezenove (duas municipais, cinco estaduais e doze federais). O primeiro Parque Nacional a ser criado no estado foi o Parque Nacional do Cabo Orange em 15 de julho de 1980, com uma área de 619.000 hectares. A primeira reserva biológica do estado foi criada em 16 de Julho de 1980 e foi a REBIO do Lago Piratuba (400.000 hectares). Após esta, veio a ESEC Maracá-Jipióca (72 mil hectares) em 2 de junho de 1981 e a ESEC do Jari (227.126 hectares) em 12 de abril de 1982. As outras unidades de conservação federais são: Floresta Nacional do Amapá (412.000 hectares), a RESEX do Rio Cajari (501.771 hectares), o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (3.828.923 hectares) e as RPPN Retiro Paraíso, REVECON, Seringal Triunfo, Retiro Boa Esperança e Aldeia Ekinox.

As UCs estaduais são: APA Fazendinha (136,6 hectares), a REBIO do Parazinho (111,32 hectares), a REBIO do Rio Iratapuru (806,184 hectares), a APA do Rio Curiaú (23.000 hectares) e a FLOTA do Amapá (2,3 milhões de hectares). Esta última é a maior área de conservação gerida pelo Governo do Amapá e a segunda maior área de proteção no estado, menor apenas que o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Há ainda duas UCs municipais, uma na Serra do Navio e a outra em Pedra Branca do Amapari, são elas: o Parque Natural Municipal do Cancão e a RESEX Beija-Flor-Brilho-de-Fogo.[21] [22]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2011, o estado do Amapá contava com uma população de 684 301 habitantes, sendo o vigésimo sexto estado mais populoso do Brasil, o penúltimo da região norte. A maioria de sua população se encontra na capital do estado, a cidade de Macapá. No ano de 2007, 527.145 habitantes residiam na área urbana do estado, em oposição à 60.166 que habitavam no meio rural, isso representava 89,76% da população. A densidade demográfica do estado no ano de 2010, foi de 4,68 habitantes por km², sendo a vigésima quarta maior do Brasil e a quinta maior da região norte.[23]

Evolução demográfica[editar | editar código-fonte]

O estado do Amapá tem apresentado um grande crescimento populacional, tendo em vista que em meados de 1950 sua população total somava 37.477 habitantes. Passados 30 anos (1980), essa população chegava a 175.257. Na década de 1990, as pessoas que residiam no estado somavam 289.397. Em pesquisas realizadas no ano de 2010, constatou-se que 74,5% dos habitantes do estado são naturais do mesmo, nascidos em qualquer um de seus dezesseis municípios, outros 25,5% não nasceram no estado porém residem no mesmo e outros 8,8% nasceram no estado mas não moram na sua cidade natal. Abaixo, consta a contagem do IBGE da população residente no estado ao longo da década de 2000 a 2010:

Evolução demográfica do Amapá


Etnias[editar | editar código-fonte]

Composição étnica do Amapá
Cor/Raça Porcentagem
Pardos 62,2%
Brancos 27,6%
Negros 8,1%
Amarelos ou Indígenas 2,0%
Entrada do Balneário do Curiaú. Na placa, os dizeres sobre a área de proteção ambiental. O Curiaú foi o mais importante quilombo amapaense no século XVIII.

Segundo dados da pesquisa de autodeclaração 2008 do IBGE, a população do Amapá está composta por Pardos (62,2%), Brancos (27,6%), Negros (8,1%) e uma minoria Amarelos e Indígenas (2,0%).[25]

Povos indígenas

No Amapá, há cinco tribos diferentes de povos indígenas, segundo o último levantamento da FUNAI. O município de Oiapoque agrupa três diferentes tribos em sua extensão territorial, são eles: Uaçá, Jiminã e Galibi, sendo que a primeira é a mais populosa com mais de cinco mil habitantes. O Laranjal do Jari abriga as outras duas sociedades tribais, os Waiãpi e Tumucumaque (esta última é a menos populosa do estado). A área total pertencente às terras indígenas é de 1.183.498,31 hectares.[26] [27]

Africanos

Os primeiros negros africanos começaram a chegar no estado por volta do ano de 1751. Os africanos eram servos das famílias de portugueses que vinham habitar o estado, saindo do Maranhão, da Bahia e do Rio de Janeiro. Muitas destas famílias alforriaram seus escravos, deixando os livres de serviços que antes eram obrigatórios. Muitos destes escravos foram morar no quilombo do Curiaú. O maior número de negros veio mesmo em 1765 para a construção da Fortaleza de São José. Em abril daquele ano, o governo do Grão-Pará mantinha 177 negros escravos trabalhando no forte. Destes, alguns conseguiram fugir aventurando-se pelo Lago do Curiaú. Esta área, hoje é uma reserva ambiental protegida pela lei estadual n.º 0431 de 1998.[28]

Russos

A maior concentração de russos no estado foi na região conhecida como Contestado, hoje o município de Calçoene. Uma comunidade de colonos russos foi fundada em Calçoene em fins do século XIX visando o povoamento do estado e a exploração do ouro descoberto naquela região.

Portugueses

As 163 famílias de colonos portugueses vindas da África em 1770 se instalaram às margens do rio Mutuacá, atual cidade do Mazagão. Outros povos lusitanos vieram ao estado para lutarem contra neerlandeses e britânicos no delta do Amazonas e na Capitania do Cabo Norte (Oiapoque).

Política[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o governador do Amapá é Camilo Capiberibe, desde de 1 de Janeiro de 2011 assumindo o cargo precedido por Pedro Paulo Dias de Carvalho que foi derrotado do 1º turno das Eleições de 2010.

Senadores

Representam o Amapá no Senado:[29]

Deputados Federais

Representam o Amapá na Câmara dos Deputados:[30]

Deputados estaduais

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Geral[editar | editar código-fonte]

O Amapá é composto por 16 municípios dentre eles destacamos a capital Macapá, juntamente com Santana, Mazagão, Pracuúba, Cutias, Tartarugalzinho, Porto Grande, Serra do Navio, Calçoene, Amapá, Pedra Branca do Amapari, Vitória do Jari, Laranjal do Jari, Ferreira Gomes, Oiapoque e Itaubal do Piririm.

Norte do Amapá[editar | editar código-fonte]

A mesorregião do Norte do Amapá é uma das duas mesorregiões do estado. É formada por duas microrregiões. No século XVIII, a França reivindicou a posse da área. Abrange uma área de 57.731,752 km² e uma população de 55.300 habitantes.

Sul do Amapá[editar | editar código-fonte]

A mesorregião do Sul do Amapá é uma mesorregião do estado do Amapá. É formada por duas microrregiões. Abrange uma área de 85.082,833 km² e uma população de 629.001 habitantes.

Municípios do Amapá
Municípios do Amapá
Mesorregião Norte do Amapá
Mesorregião Norte do Amapá
Mesorregião Sul do Amapá
Mesorregião Sul do Amapá

Economia[editar | editar código-fonte]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Composição econômica do Estado do Amapá
Serviços
86,8%
Indústria
10,0%
Agropecuária
3,2%

O setor primário é o menos relevante para a economia do estado do Amapá, representando apenas 3,2% da economia amapaense. Dentre os principais produtos produzidos no estado estão: a castanha-do-pará, mandioca e o arroz. Deste último, são produzidas 2.140 toneladas anualmente em uma área correspondente a 2.638 Hectares de terra. De feijão, são produzidas 1.102 toneladas em uma área de 1.450 Hectares. Já a produção de milho, corresponde a 1.792 toneladas anualmente plantadas em uma área de 2.132 Hectares.[31]

Na criação de bovinos, o estado conta com (aproximadamente) 114.773 cabeças de gado (95% destes são para consumo e 5% para a produção de leite e derivados), a maior parte dos bovinos do estado se concentra na capital e na cidade de Amapá (as duas cidades representam juntas 45% de todo o gado do Amapá). A criação de suínos soma 30.055 cabeças, a de bubalinos soma 214.271 cabeças, a de galos, frangas e frangos soma 47.348 cabeças, a de equinos passa dos 5.294 cabeças. A cidade de Amapá tem a maior fonte de pescado artesanal do estado, destaque para: gurijuba, pirarucu, uritinga, pirapema, tucunaré, apaiari e branquinha.

Setor Secundário[editar | editar código-fonte]

Porto de Santana, o mais importante ponto de movimentação de mercadorias via fluvial do estado.

Não há uma verdadeira economia industrial no estado, este setor representa apenas 10% de toda a economia do Amapá. Na cidade de Santana, há um distrito industrial com um número regular de empresas. Na capital e em alguns outros municípios, há serrarias, fábricas de tijolos e a extração mineral e vegetal. Nesta última, destaca-se o município de Amapá como a exploração de cassiterita e a tantalita, o município de Serra do Navio com o manganês e o município de Calçoene com a extração de ouro das minas subterrâneas. A extração de madeira também é forte no estado, porém muitas vezes mascara a extração ilegal.[32] [33]

Setor Terciário[editar | editar código-fonte]

Este é considerado o setor de maior importância para o estado, por representar sozinho 86,8% de toda a riqueza do mesmo. O comércio é uma das maiores fontes de renda para o Amapá, representando quase metade deste setor, mas o serviço público, é a que mais cresce durante as últimas décadas e a que mais tem contribuído para o crescimento e desenvolvimento econômico do Amapá. As empresas privadas são responsáveis por, aproximadamente, 70% dos postos de trabalho, no ano de 2006 surgiram mais de mil empresas e o emprego no segmento industrial cresceu 33%, número superior à média nacional que é de 23%.[34] O turismo também é de grande importância para a economia local, dentre os principais destinos turísticos do estado, podemos destacar: a capital, a cidade de Serra do Navio, Oiapoque, Amapá, Ferreira Gomes e Porto Grande.[35] [36]

Balança comercial[editar | editar código-fonte]

A Balança Comercial que representa a contabilidade de entrada e saída de bens tangíveis, no período de 2003 a 2009 apresentou um desempenho com um superávit de 74,4%. As exportações apresentaram um resultado de US$ 774 milhões e as importações US$ 198 milhões. Os produtos de origem mineral foram os que mais contribuíram com o crescimento das exportações e para as importações estiveram a entradas de bens de capital, tendo em vista a compra de bens de investimentos pelas empresas.[38]

Balança comercial 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Exportação - (US$) em bilhões 19.563 46.884 76.511 127.980 127.981 192.440 189.839
Importação - (US$) em bilhões 4.982 28.307 16.585 10.814 52.863 44.457 40.156
Saldo - (US$) em bilhões 14.581 18.576 59.926 117.166 75.118 75.118 142.683

Arrecadação do ICMS[editar | editar código-fonte]

A arrecadação do ICMS, principal componente da arrecadação própria estadual cujo comportamento se relaciona com o desempenho das atividades econômicas, obteve em 2009 um crescimento nominal de R$ 62,2 milhões, correspondendo um incremento de 17,7%, perfazendo uma média anual de 16,9%, nos últimos sete anos.

Arrecadação do ICMS
Ano Arrecadação (R$) Crescimento %
1999 68.825.403,96 Estável
2001 117.379.589,03 17,78
2003 148.087.949,69 7,09
2005 240.337.644,58 30,95
2007 313.037.877,95 8,75
2009 413.867.247,70 17,74
2011 506.273.288,53 18,0
Exportações do estado em 2012[39]

Exportações[editar | editar código-fonte]

O Amapá exportou, em 2012, cerca de U$ 447.000.000,00 (quatrocentos e quarenta e sete milhões de dólares), divididos principalmente entre minério de ferro (90,60%), lenha (4,43%), outras frutas processadas (2,87%) e sucos de frutas (1,09%)[40] .

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Resultados no ENEM
Ano Português Redação
2006[41]
Média
31,44 (22º)
36,90
50,00 (15º)
52,08
2007[42]
Média
44,48 (22º)
51,52
55,15 (13º)
55,99
2008[43]
Média
35,23 (23º)
41,69
58,14 (16º)
59,35

A taxa de analfabetismo dos residentes do estado do Amapá com idade de 10 a 14 anos é de 4,9%, já de pessoas com idade igual ou superior a 15 anos era de 8,4% (segundo o Censo demográfico de 2010). Neste mesmo ano, 74,2% das crianças entre 4 e 6 anos estavam na escola (uma média abaixo da nacional que era de 85%), entre as crianças de 7 a 14 anos, essa porcentagem era de 95,9% (acima da média regional) e as pessoas entre 15 e 17 anos que estavam na escola somavam 83,3% (igual a média brasileira).

Em relação à conclusão do ensino fundamental: 57,3% dos jovens de idade igual ou inferior a 16 anos tinham terminado o 1° grau; uma queda no índice que em 2008 marcava 58,7%. A conclusão do ensino médio dos jovens com idade acimade 19 anos era de 55,6% no ano de 2008 e obteve uma queda drástica para 38,4%. No ano de 2009, foram registradas: 1.958 matrículas em creches, 20.488 na pré-escola, 142.552 no ensino fundamental e 35.648 no ensino médio. Já o tempo médio de permanência no sistema é de 8,4 anos no ensino fundamental e de 3,4 anos no EM, resultando numa média de 10,2, média acima da nacional que é de 9,7 anos.[44]

O IDEB amapaense é 3,1 no ensino médio, de 4,1 nos anos iniciais do ensino fundamental e de 3,7 nos anos finais do ensino fundamental; em nenhum desses índices a média ficou acima da nacional. A taxa de aprovação no estado durante o EM é de 73,6% e a de reprovação é de 11,1%.[45]

O estado conta com duas instituições de ensino superior públicas, a Universidade Federal do Amapá e a Universidade Estadual do Amapá, ambas com sede em Macapá. Há também o Instituto Federal do Amapá, que foi fundado em 29 de dezembro de 2008. A UNIFAP tem campus nos municípios de Laranjal do Jari, Oiapoque, Santana e Tartarugalzinho, além da capital. Existem várias faculdades particulares, a maioria na capital, são as principais: Centro de Ensino Superior do Amapá (CEAP), Faculdade SEAMA, Universidade Paulista (UNIP), IMMES, Universidade Estácio de Sá e outras.

Saúde[editar | editar código-fonte]

A situação em que a saúde no estado encontra-se é de insuficiência para atender toda a população. Alguns dos indicadores da saúde encontram-se abaixo ou na média nacional, é o caso da média da mortalidade infantil, que foi de 22,5 por 1.000 nascidos (igual a média brasileira). Tal índice pode ser comparado ao de países como Tunísia e Belize. Os dados de 2009, mostram que o estado conta com 288 estabelecimentos públicos de saúde, foram contabilizados 852 leitos nos hospitais públicos. A maternidade da capital é a Maternidade Mãe Luzia, criada em 13 de setembro de 1953 e que atende aos pacientes de todo o estado e de municípios do Pará, tais como: Afuá, Almerim, Anajás, Chaves, Breves e Gurupá. Na maternidade, estão disponíveis 180 leitos.[46] Em relação a expectativa de vida do povo amapaense, ela é de 67,2 anos entre os homens e de 75,0 anos entre as mulheres.

Segurança Pública[editar | editar código-fonte]

No levantamento realizado pelo Ministério da Justiça no ano de 2008, foi mostrado que a região norte do Brasil representa 8,9% de todos os homicídios dolosos do Brasil. O Amapá é o sexto estado mais violento do país, tendo 38,7 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, isso representa um assassinato a cada 27 horas. Mas, segundo especialistas, a criminalidade está sob controle no estado.[carece de fontes?]

A Polícia Militar do Estado do Amapá (PMAP) tem por função primordial o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no Estado do Amapá. Seus integrantes são denominados militares estaduais, assim como os membros do Corpo de Bombeiros, e estão subordinados ao Governo do Estado do Amapá. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amapá é uma Corporação cuja principal missão consiste na execução de atividades de Defesa Civil, Prevenção e Combate a Incêndios, Buscas, Salvamentos e Socorros Públicos em todo o estado do Amapá. Ele é Força Auxiliar e Reserva do Exército Brasileiro.

Habitação e condições de vida[editar | editar código-fonte]

O Amapá possui aproximadamente 16,2% da sua população habitando em invasões, baixadas, ressacas, favelas ou qualquer outro tipo de aglomerado subumano.[47] Outros estudos realizados mostram que mais de dez mil moradias no estado não possuem serviços básicos, como: energia elétrica, rede de abastecimento de água, lixo coletado e rede coletora de esgoto.[48] Numa visão geral, os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (2005) mostraram que existiam 126,32 mil moradias nas áreas urbanas do estado e apenas 9,04 mil nas zonas rurais, contabilizando 135,32 mil domicílios em todo o estado; déficit habitacional do Amapá é de 30 mil moradias.[49]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

O estado possui duas rodovias federais: a BR-156 e a BR-210. A BR-156 possui 822,9 km de extensão, passando por Santa Clara, Camaipi, Porto Grande, Tartarugalzinho, Beiradão, Igarapé e Água Branca. Esta estrada faz parte do projeto da Transguianense, isto é, uma estrada de 2.346 quilômetros que vai ligar as capitais dos Estados do Amapá e Roraima, passando pela Guiana Francesa e dois países vizinhos, Suriname e Guiana.[50] A rodovia termina na Ponte da Amizade entre Brasil e Guiana Francesa, a cinco quilômetros de Oiapoque.

A BR-210 é a segunda rodovia federal no estado, ela também recebe o nome de Perimetral Norte e é menor em relação a BR-156, tendo um pouco mais de 471 quilômetros de extensão. A estrada passa pelas cidades de Macapá, Porto Grande, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, terminando na divisa do estado com o Pará. Foi projetada durante o regime militar para "cortar" a Amazônia (desde o Amazonas até o Amapá). A obra tem inúmeros trechos que passam por dentro de terras indígenas.[51]

Já as rodovias estaduais são quatro: AP-010, AP-020, AP-030 e a AP-070. As duas primeiras (AP-010 e AP-020) ligam a capital do estado a Santana, a segunda cidade mais populosa. A terceira (AP-030) interliga Macapá ao município de Mazagão, passando pela ponte sobre o Rio Vila Nova e a quarta (AP-070) abrange Curiaú, São Francisco da Casa Grande, Abacate da Pedreira, Santo Antônio da Pedreira, Inajá, Corre Água, São Joaquim do Pacuí, Santa Luzia, Gurupora e Cutias do Araguary.[52]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados do censo de 2010, a população do estado é predominante católica (64%), seguido pelos evangélicos (28%) e espíritas (0,4%). Os sem religião somam 6% da população. Entre as igrejas evangélicas, a que conta com o maior número de membros é a Assembleia de Deus (10.821), seguida pela Igreja Universal (10.101), Igreja Adventista do Sétimo Dia (9.461), Igreja do Evangelho Quadrangular (6.468) e Igreja Pentecostal Deus é Amor (3.146).

Esportes[editar | editar código-fonte]

O Amapá tem, aproximadamente, 21 times de futebol. Assim como em todo país, todos os anos é realizado o Campeonato Amapaense de Futebol, onde o Macapá é o grande campeão (com dezessete títulos), seguido pelo Amapá (com 10) e o Ypiranga.Destaca-se também o Trem Desportivo Clube que foi pentacampeão do antigo Copão da Amazônia e possui 4 títulos estaduais.

O estádio de futebol de Macapá é o Estádio Municipal Glicério Marques e o de Santana é o Municipal de Santana, onde são realizadas as principais partidas esportivas.

O Amapá, também, tem times que todos os anos participam da Copa do Brasil de Futebol e neste ano, o Santana Esporte Clube seria seu representante na série D do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2010 porém desistiu passando a vaga ao Cristal Atlético Clube, infelizmente fora eliminado na primeira fase.

Tacacá[editar | editar código-fonte]

Tacacá é uma iguaria não só do Amapá, mas também da região amazônica brasileira, em particular do Acre, Pará, Amazonas e Rondônia. É preparado com um caldo fino de cor amarelada chamado tucupi, sobre o qual se coloca goma, camarão e jambu. Serve-se muito quente, temperado com sal e pimenta, em cuias.

Sua origem é indígena e, segundo Câmara Cascudo, deriva de um tipo de sopa indígena denominada mani poi. Câmara Cascudo diz que “Esse mani poí fez nascer os atuais tacacá, com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta, sal, às vezes camarões secos.”

Marabaixo[editar | editar código-fonte]

Marabaixo é uma dança típica do Amapá que é celebrada nos meses de: maio, junho e julho na capital do estado, Macapá. O ritual começa com o batuque com o Ramo da Aleluia, onde os devotos dançam até o Marabaixo do Senhor do Quinto Domingo. A dança também é realizada no Curiaú (distrito de Macapá). Recentemente, um projeto de lei libera o ritual (no que tange hora) para que ele ocorra até o amanhecer.

O traje dos homens consta de uma camisa branca com bordados, calça branca, chapéu de palha enfeitado com fitas e sandálias de couro, enquanto o traje das mulheres era composto de camisa de renda, saia estampada e rendada, anáguas, arranjos naturais na cabeça (flores) e calçadas com sandálias de couro.

Círio de Nazaré[editar | editar código-fonte]

A história do Círio de Nazaré na cidade de Macapá se inicia em no ano de 1934. A então primeira dama da capital, Ester Benoniel Levy, comandou um grupo de senhoras religiosas, que faziam parte da Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, na realização do evento. O número de fiéis que compareceu ao evento ultrapassou o número de fiéis que compareceu a festa do padroeiro da cidade, São José. Assim como no estado do Pará, o evento é realizado no segundo domingo do mês de Outubro e segundo os últimos levantamentos da Polícia Militar, mais de 300 mil pessoas participam todo ano da passeata. Atualmente, a saída é da Igreja Nossa Senhora de Fátima com destino à Igreja de São José de Macapá, na rua São José.[53]

Festa de São Tiago[editar | editar código-fonte]

A Festa de São Tiago é um evento tradicional no município de Mazagão, na área conhecida como Mazagão Velho. Os festejos se iniciam na segunda quinzena de julho e retratam as batalhas travadas entre mouros e cristãos. A história do evento é baseada na história de lutas de São Tiago como o anônimo soldado contra os povos mouros, esses duelos foram desencadeados pelos lusitanos, que obrigavam os africanos a se tornarem cristãos, esse fato provocou a reação dos seguidores de Maomé que declararam guerra aos cristãos. Do outro lado, os cristãos foram liderados por São Tiago e São Jorge. O fim do conflito resultou na vitória dos cristãos, que realizaram uma festa chamada "Vomonê", que ainda hoje é representada nas festividades. Um dos motivos pelos quais a festa é realizada é fato de que em 1770, 163 famílias de colonos portugueses se mudaram para esta área. Desde 12 de Junho de 2012, o dia 25 de julho é feriado estadual.[54]

Marco Zero[editar | editar código-fonte]

O Marco Zero é um monumento localizado na cidade de Macapá, capital do Amapá, no Brasil. Construído junto ao Estádio Milton Corrêa para marcar a passagem exata da Linha do Equador em Macapá, o Marco Zero tornou-se um dos mais importantes pontos turísticos da capital do meio mundo. O monumento é constituído de uma edificação de 30 metros de altura dotada de um círculo na parte superior, através do qual é possível visualizar o Equinócio ao menos duas vezes por ano.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  3. G1 Economia. SP, RJ, MG, RS e PR concentravam 65,2% do PIB em 2011, mostra IBGE. Página visitada em 22 de novembro de 2013.
  4. Estimativa Populacional 2013 (PDF). Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2013). Página visitada em 29 de agosto de 2012.
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  7. Estimativa Populacional 2013 (PDF). Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2013). Página visitada em 29 de agosto de 2012.
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  10. IBGE mostra a nova dinâmica da rede urbana brasileira. Regiões de Influência das Cidades - 2008 (10 de outubro de 2008). Página visitada em 14 de julho de 2009.
  11. Ponte de 600 metros no AP vai ligar os municípios de Santana e Mazagão. G1 (02/12/2013). Página visitada em 02/12/2013.
  12. Só História. Discussões sobre o “descobrimento”
  13. Revista Galileu. Índios, santos e geografia, por Giovana Girardi.
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  16. Tan Wee Cheng. Exotic Lands and Dodgy Places: (...). [S.l.]: Marshall Cavendish International Asia Pte Ltd., 2011. 323 p. ISBN 9814398713
  17. Ro McConnell. Land of waters: explorations in the natural history of Guyana, South America. [S.l.]: Book Guild, Limited, 2000. 289 p. ISBN:1857764587
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  22. Via Rural. Parques Nacionais - Ecologia e turismo (em Português).
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  26. Oiapoque é o município com a maior proporção de indígenas na sua população (em Português). Amapá Digital (19 de Abril de 2012). Página visitada em 19 de Abril de 2012.
  27. Amapá faz parceria para garantir atendimento jurídico aos indígenas (em Português). Inteligemcia (19 de Abril de 2012). Página visitada em 19 de Abril de 2012.
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  29. Senadoras e Senadores em exercício ordenados por seus nomes
  30. Câmara dos Deputados - Lista completa: informações e contatos dos Deputados
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  47. Déficit habitacional em Macapá será reduzido com entrega de novas casas. Amapá Digital (21 de abril de 2012). Página visitada em 21 de abril de 2012.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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SARNEY, José e COSTA, Pedro. Fotos de Paulo Uchôa. Amapá: a terra onde o Brasil começa. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 1999. Coleção Brasil 500 Anos.