Corumbá

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Município de Corumbá
"CMB"
"Cidade Branca"[1]
"Capital do Pantanal"[2]
"Triplice-fronteira do Centro-Oeste"
Vista de Corumbá a partir do Rio Paraguai

Vista de Corumbá a partir do Rio Paraguai
Bandeira de Corumbá
Brasão de Corumbá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de setembro
Fundação 21 de setembro de 1778 (235 anos)
Emancipação 7 de outubro de 1871 (142 anos)
Gentílico corumbaense[3]
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Candelária (Rel. MS)
CEP 79.300-000 a 79.349-999[4]
Prefeito(a) Paulo Duarte (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Corumbá
Localização de Corumbá no Mato Grosso do Sul
Corumbá está localizado em: Brasil
Corumbá
Localização de Corumbá no Brasil
19° 00' 32" S 57° 39' 10" O19° 00' 32" S 57° 39' 10" O
Unidade federativa  Mato Grosso do Sul
Mesorregião Pantanais Sul-Mato-Grossenses est. IBGE/2008[5]
Microrregião Baixo Pantanal est. IGBE/2008[5]
Municípios limítrofes Sul: Porto Murtinho, Bahía Negra - Paraguai
Leste: Aquidauana, Miranda, Sonora, Coxim, Rio Verde de Mato Grosso
Oeste: Puerto Quijarro e Puerto Suárez - Bolívia
Norte: estado de Mato Grosso
Obs.: o município de Ladário fica inserido dentro de Corumbá
Distância até a capital federal: 1 445 km
estadual: 420
km[6]
Características geográficas
Área 64 960,863 km² (BR: 11º MS: 1º)[7]
Área urbana 21,57 km² (BR: 138º MS: 3º) – est. Embrapa[8]
Distritos Corumbá (sede), Albuquerque, Amolar, Forte Coimbra, Nhecolândia, Paiaguás, Porto da Manga e Porto Esperança
População 107 347 hab. (BR: 280º MS: 4º) –  est. IBGE/2013[9]
Densidade 1,652 hab/km²[9]
Altitude 118 m [10]
Clima Tropical Aw
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,700 (BR: 1904°) – alto PNUD/2010[11]
Gini 0,55 (MS: 77º) – PNUD/2010[11]
PIB R$ 3 602 829,508 mil (BR: 171º BR int:75º MS: 3º) – IBGE/2011[12]
PIB per capita R$ 34 536,99 (BR: 255º MS: 2º) - IBGE/2011[12]
Página oficial
Prefeitura www.corumba.ms.gov.br
Câmara www.camaracorumba.ms.gov.br
Outras informações
Macrorregião Centro-Oeste
Vereadores 15[13]
Partidos representantes PSD, PHS, PT, PP, PDT, DEM, PMDB[13]
Mandato 2013-2016[13]
Eleitores 68 996 eleitores est. TRE-MS[14]
Arrecadação R$ 342 197 219,12 est. Impostômetro 2013[15]
Arrecadação per capita R$ 3 187,77 est. Impostômetro 2013[15]
Orçamento R$ 456 093 100,00 est. Prefeitura de Corumbá 2014 [16]
Orçamento per capita R$ 3 786,87 est. Prefeitura de Corumbá 2013[16]
IFGF 0,6861 (BR: 729º MS: 17º) est. 2011 [17]
População censitária 103 772 hab. Censo IBGE/2010 [18]
População masculina 52 285 hab. Censo IBGE/2010[18]
População feminina 51 418 hab. Censo IBGE/2010[18]
População urbana 93 452 hab. Censo IBGE/2010[18]
População rural 10 251 hab. Censo IBGE/2010[18]
Domicílios 32 259 un. (BR: 649º MS: 8º) IBGE 2010[18]
Frota total 31 899 veículos est. Denatran 2013[19]
Frota automóveis 15 690 veículos est. Denatran 2013[19]
Frota motocicletas 9 097 veículos est. Denatran 2013[19]
População economicamente ativa 46 695 trab. PNUD/2010[11]
Renda per capita R$ 776,79 (BR: 1654º MS: 28º) IBGE/2010[20]
Renda por trabalhador 3,1 salários mínimos est. IBGE CidadeSat est. IBGE 2003[21]
Unidades locais 1 694 empresas est. IBGE CidadeSat[21]
Movimentação financeira R$ 510 108 603,00 est. IBGE CidadeSat[21]
Potencial de consumo 0,0500 % (BR: 289º MS: 4º) — est. IPC Marketing 2013[22]
IFDM 0,6806 (BR: 2110º MS: 25º) est. 2010 [23]
IQVU 0,4517 (MS: 6º) est. 2005 [24]
IES 0,4811 (MS: 29º) est. 2005 [24]

Corumbá (Banco de Cascalho no idioma tupi-guarani) é um município da Região Centro-Oeste do Brasil, situado no estado de Mato Grosso do Sul e a mais antiga desde estado. Maior cidade pantaneira, sempre foi muito estratégica regionalmente para a entrada das mercadorias europeias e sua localização, após a serra de Albuquerque (que finaliza o Pantanal ao sul), no último trecho facilmente navegável do Rio Paraguai para embarcações de maior calado e a beira do Pantanal, lhe garantiu um rápido e rico crescimento entre o final do século 19 e começo do século 20, quando a borracha da Amazônia passou também a ser exportada por ali. Era também um importante entreposto fluvial de Cuiabá e Cáceres, ambas importantes centros fluviais da região numa época em que só se chegava a Corumbá pelo rio, o que fez com que fosse centralizado temporariamente ali o parlamento estadual (nessa época por pouco Corumbá não foi a capital do estado).

O gentílico dos habitantes da cidade é corumbaense e de acordo com estimativas do IBGE de 2013, possui uma população de 107 347 habitantes[9] (sendo assim a quarta cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul, além de ser o 270º maior município brasileiro e o 138º maior município interiorano do Brasil. É também o 5º município fronteiriço mais populoso do Brasil), o que resulta em uma densidade de 1,652 hab/km²[9] divididos em 32 259 domicílios.[18] Com exatos 64 960,863 km² de área territorial, o município de Corumbá é o 11º maior município em extensão territorial do Brasil (o maior fora da região Norte) e o 1º colocado em Mato Grosso do Sul e na Região Centro-Oeste.

Corumbá é uma cidade conhecida através da sua diversidade multicultural, especialmente influências culturais árabes, italianas, portuguesas, sulamericanas (paraguaios, argentinos, uruguaios, bolivianos), índios, pela sua culinária e música. Corumbá é um destino turístico internacionalmente famoso graças aos seus vários eventos. Entre elas, as mais importantes são o Carnaval, Festival América do Sul, Festival Latino Americano de Arte e Cultura, entre outros.

Fundada originalmente pelo sargento-mor Marcelino Rois Camponês a mando do Governador da Capitania de Mato Grosso, o Capitão-General Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, as disputas por território entre portugueses e espanhóis estão na origem da cidade cujo primeiro vilarejo surgiu em 1778, com o nome de Vila de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque.

Constitui o mais importante porto do estado de Mato Grosso do Sul e um dos mais importantes portos fluviais do Brasil e do mundo. Situada na margem esquerda do rio Paraguai e também na fronteira entre o Brasil, o Paraguai e a Bolívia (situação conhecida como tríplice fronteira), Corumbá é considerada o primeiro pólo de desenvolvimento da região. Segundo o IBGE, Corumbá possui um PIB de cerca de R$ 3,6 bi, representando mais de 7% do total das riquezas produzidas no estado e cerca de 0,1% do total nacional. Com isso, o município ficou em terceiro lugar no estado, logo atrás da capital e Dourados. No Brasil ficou entre os 170 primeiros colocados e o 75º maior PIB entre os municípios interioranos brasileiros. Além disso, 95% dos professores municipais tem ensino superior.

Existe uma conurbação de Corumbá com mais 3 cidades: Ladário, Puerto Suarez e Puerto Quijarro. Com isso existe uma rede urbana de cerca de 150 000 pessoas, sendo atendida por dois aeroportos: Corumbá e Puerto Suárez. Com arrecadação de mais de 300 milhões de reais em 2012,[15] o município de Corumbá atingiu a condição de quarta cidade com maior potencial de consumo no Estado e 289º entre as 500 com maior potencial de consumo do País com ipc de 0,05% em 2013.[22]

Corumbá possui vários cognomes, que descrevem características locais. Entre elas as mais conhecidas são Capital do Pantanal (pois é a principal e mais importante zona urbana do território pantaneiro e por abrigar 60% da mesma região), Cidade Branca (da cor clara de sua terra, pois está assentada sobre uma formação de calcário, que dá a cor clara as terras), Triplice-Fronteira do Centro-Oeste (única cidade da Região Centro-Oeste do Brasil nessa situação), Capital Portuária do Centro-Oeste (principal porto da mesma região) e Capital Fronteiriça do Centro-Oeste (principal cidade fronteiriça da região). O nome da cidade é abreviado geralmente para CRBÁ ou CMB.

História[editar | editar código-fonte]

A etimologia do topônimo Corumbá origina-se provavelmente no tupi kuru'mba, que significa "banco de cascalho".

Origens[editar | editar código-fonte]

Dos registros arqueológicos e conhecimentos que se tem sobre o Pantanal, sabe-se que foi povoado por grupos indígenas das línguas Arawak, Guaicuru, Jê, Macro-Jê, Tupi Guarani e Zamuco. Sítios arqueológicos registram a presença dos povos indígenas que ocupavam a região antes da colonização. A diversidade de sítios, tanto de habitação, quanto de cemitérios, revela culturas amazônicas, da platina e do chaco.

No século XVIII, visando a um tratado de limites existente, foi fundado pelos espanhóis em 1774 um povoado na foz de Ipané. Em 13 de setembro de 1775 foi oficialmente fundado o Forte Coimbra para a defesa da região. Em 21 de setembro de 1778, efetuou-se a ocupação do local onde se localiza atualmente Corumbá (Em 2 de setembro o local onde se encontra atualmente Ladário começou a ser povoado). Nessa mesma data, a mando do Governador da Capitania de Mato Grosso (o Capitão-General Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres), o sargento-mor Marcelino Rois Camponês, que comandava uma expedição militar, adquiriu a posse da região para a Coroa Portuguesa, fundando o local e batizando-o com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, sendo então lavrado o termo de fundação.

Em 7 de outubro de 1871, com o crescimento retomado, é elevada à categoria de vila. A comarca de Corumbá foi criada por Lei Provincial nº 1 de 10 de junho de 1873 (declarada de segunda estância) e instalada em 19 de fevereiro de 1874. Em 1877, Corumbá dispunha de três praças, dez ruas retas e sua população era de aproximadamente 6 mil habitantes. Em 15 de novembro de 1878, pela lei nº 525, é elevada à categoria de cidade. Já no fim do século XIX, o porto fluvial de Corumbá era o terceiro maior da América Latina e movimentava pelos vapores da rota Europa/Brasil o comércio de peles, charques e outras riquezas da região.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

O município de Corumbá está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, no Pantanais Sul-Mato-Grossenses (Microrregião do Baixo Pantanal), próxima da fronteira com a Bolívia, à beira do rio Paraguai. O município é também ponto de parada da ligação ferroviária entre o Brasil e a Bolívia, sendo a última cidade brasileira antes do território boliviano, do qual se separa por fronteira seca. Corumbá abrange 60% do Pantanal sul-mato-grossense, 37% do Pantanal brasileiro, 30% DO Pantanal sulamericano e algo em torno de 10% do Chaco sulamericano. Sendo assim, considerada a capital do pantanal e a principal cidade às margens do rio Paraguai depois de Assunção, no Paraguai. Dentro do município está localizada a cidade de Ladário, que faz divisa apenas com Corumbá. Localiza-se na latitude de 19º00’32” Sul e longitude de 57°39’10” Oeste. Distâncias:

Geografia física[editar | editar código-fonte]

Rio Paraguai no município de Corumbá.

Os plintossolos (tipo de solo mais encontrado no pantanal) são originários de sedimentos arenoargilosos do quaternário, são pobres em húmus, com a propriedade de endurecer irreversivelmente quando submetido a ambiente oxidante e, em geral, de baixa fertilidade. A altitude na planície da região de Corumbá varia entre 100 e 200 metros. As partes mais altas que não são inundadas são chamadas de Cordilheiras (elevações arenosas, estreitas e alongadas, cobertas de vegetação do cerrado), as partes mais baixas que ficam alagadas recebem o nome de Baías (lagoas temporárias ou permanentes de dimensões e formas variadas). Corumbá está a uma altitude média de 118 metros.

O leito sinuoso e curso instável dos rios formam um grande número de ilhas, algumas de até 1 200 km² de área. O regime de fluxo de águas subterrâneas nas rochas pré-cambianas está condicionado a existência de estruturas, que associadas às rochas carbonáticas, provocam a sua dissolução, criando aberturas maiores que facilitam o fluxo de água. As águas do rio Paraguai e do Canal do Tamengo, por apresentarem condutividade elétrica inferior a 250 mohm são classificadas como água com salinidade baixa.

O município de Corumbá possui uma vegetação rica e variada, que inclui a fauna típica de outros biomas brasileiros, como o cerrado, a caatinga e a região amazônica. A camada de lodo nutritivo que fica no solo após as inundações permite o desenvolvimento de uma rica flora. Em áreas em que as inundações dominam, mas que ficam secas durante o inverno, ocorrem vegetações como a palmeira carandá e o paratudal

Clima e pluviosidade[editar | editar código-fonte]

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
T. Máxima Absoluta °C 37.5 38.3 37.1 36.2 34.3 33.2 34.4 36.8 38.4 40.5 (2) 39.9 39.6 40.5
T. Máxima Média °C 32.7 32.4 31.9 30.6 28.1 26.2 26.9 28.4 31 32.1 33.1 32.9 30.5
Temperatura Média °C 27 26.5 26.7 26 23.1 20.1 21.8 22.7 24.2 26.6 27 27.2 25
T. Mínima Média °C 23.2 23.2 23.5 21.6 20.6 17.2 16.7 18.1 19.7 21.9 22.7 23.1 21.1
T. Mínima Absoluta °C 14.6 15.3 12.4 13 6.2 6 1.4 (1) 4.6 9.2 11.6 14 16.2 1.4
Prec. Média mm 207.1 122.7 137.7 78 53.4 30.5 29.2 32.4 47 82 144 154.2 1118.2
Prec. Máxima 24h mm 144.9 76.3 88.7 119.8 76.7 46.6 60.7 75.9 54.8 57.6 101.6 63.6 144.9 (3)
Umidade Rel. do Ar % 78.3 80.8 81.6 78.5 80.9 79.2 72.4 72.6 72.5 71.8 75.7 77 76.8
  1. Julho de 1975;
  2. Outubro de 1987;
  3. Janeiro de 1987.

Geografia política[editar | editar código-fonte]

O fuso horário é de menos uma hora com relação a Brasília e de menos quatro horas ao Tempo Universal Coordenado. Possui atualmente área total de 64 960,863 km². A área urbana totaliza 21,57 km² segundo a Embrapa Monitoramento por Satélite.

O município de Corumbá tem como distritos, além da sede, Albuquerque, Amolar, Forte Coimbra, Nhecolândia, Paiaguás, Porto da Manga e Porto Esperança. Na sede são cerca de 20 bairros.

Limites[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento da população[9]
1910 14.542
1920/1930 19.547
1940 29.521
1950 38.734
1960 59.556
1970 81.887
1980 81.129
1981 81.707
1982 82.391
1983 83.078
1984 83.763
1985 84.445
1986 85.121
1987 85.788
1988 86.441
1989 87.076
1990 87.697
1991 88.411
1992 88.533
1993 89.583
1994 91.119
1995 92.617
1996 89.083
1997 89.470
1998 89.791
1999 90.113
2000 95.701
2001 96.599
2002 97.238
2003 97.948
2004 98.655
2005 100.268
2006 101.089
2007 96.373
2008 99.196
2009 99.467
2010 103.772
2011 104.317
2012 104.912
2013 107.347

Com 107 347 habitantes em 2013,[9] o município é o 4º mais populoso do estado. No Brasil está em 270º lugar e também é o 138º município mais populoso do interior brasileiro. A população de Corumbá se mantém em crescimento quase constante desde 1980, com taxas médias geométricas de crescimento anual abaixo de 2%, segundo os resultados dos Censos Demográficos de 1980, 1991 e 2000, nos quais se verificam taxas de 0,78%, 0,76%, e 1,81%, respectivamente. Nos últimos anos, em razão de uma melhor qualidade de vida, a população está envelhecendo e a taxa de fecundidade está diminuindo.[11]

A população corumbaense, segundo fontes do Censo de 2010 do IBGE, soma no total 103 772 habitantes, sendo o mais populoso centro urbano pantaneiro e o quarto mais populoso no estado, sendo suplantada apenas por Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. Desse total, 93 452 residem na zona urbana (90,06%) e 10 251 na zona rural (9,88%). Ao mesmo tempo, 52 285 eram homens (50,38%) e 51 418 eram mulheres (49,55%). A densidade demográfica era de 1,6 habitantes por quilômetros quadrado.[25] Três anos depois, a estimativa municipal é de 107 347 habitantes.[9]

Ainda segundo o censo de 2010, entre os mais de 103 mil habitantes, 29.000 (27,96%) eram brancos, 7.367 (7,10%) eram pretos, 1.252 (1,21%) eram amarelos, 65.685 (63,34%) eram pardos e 398 (0,38%) indígenas. [26]

Indicadores[editar | editar código-fonte]

Indices gerais

O índice de desenvolvimento humano corumbaense é considerado alto de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o último relatório, divulgado no ano de 2010, seu valor era de 0,700, sendo portanto o 26º maior IDH do estado e entre os municípios do país ocupa a posição 1904º.[11]

Em um período de vinte anos, o IDH-M corumbaense cresceu de 0,509 em 1991 para 0,700 em 2010, ou seja, crescimento de aproximadamente 40%. Já entre 1991 e 2000 teve crescimento de mais de 15% (de 0,509 para 0,584) e entre 2000 e 2010 acima de 20% (0,584 para 0,700). É notável também que entre 1991 e 2010 o hiato de desenvolvimento humano - ou seja, a distância entre o IDH do município e o limite máximo do IDH - foi reduzido em mais de 35%.[11]

IDH-M de Corumbá[11]
Ano IDH médio Pos. nac. Pos. est.
2010 0,700 1904 26
2000 0,584 1879 21
1991 0,509 659 5

Já o Indice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é um indicador que tem como objetivo medir o grau de desenvolvimento municipal por meio de indicadores que mostram o grau de evolução dos municípios brasileiros. A leitura do IFDM varia entre 0 (desenvolvimento nulo) e 1 (desenvolvimento perfeito).[23]

IFDM de Corumbá[23]
Ano IFDM Pos nac Pos est
2010 0,6806 2110 25
2009 0,6360 2835 49
2008 0,6825 1572º 16º
2007 0,7060 1127º
2006 0,6946 1151º 11º
2005 0,7144 890º
2000 0,5522 2414º 44º
Indicadores de rendimento

O IDH-M renda é considerado alto de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o último relatório, divulgado no ano de 2010, seu valor era de 0,701, índice maior que os 0,648 de 2000 e quase 0,1 maior que o de 1991 (0,610). A renda per capita de Corumbá é considerada mediana para os padrões nacionais e cresceu 75,88% nas últimas duas décadas, passando de R$356,56 em 1991 para R$451,78 em 2000 e R$776,79 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 26,71% no primeiro período e 38,81% no segundo. O que coloca a cidade na 1316º posição no Brasil e na 17º posição) no estado.[11] [20]

Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 64,76% em 2000 para 68,08% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja, o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 17,94% em 2000 para 7,87% em 2010.[11]

Em Corumbá, a incidência de pobreza era de 40,44% em 1991, 32,24% em 2000 e 16,11% em 2010. Já a extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00, em reais de agosto de 2010) passou de 16,57% em 1991 para 12,58% em 2000 e para 4,34% em 2010. Em 2010, os 20% mais ricos eram responsáveis pelo acúmulo de 60,11% da renda corumbaense. Quando esse índice sobe para 40%, já acumula 78,75% da renda. Já entre os mais pobres, os índices são de 3,19% (20% mais pobres), 10,14 (40% mais pobres), 21,25 (60% mais pobres) e 39,89 (80% mais pobres).[11]

Corumbá possui coeficiente de gini que também evoluiu ao longo dos anos. o Índice passou de 0,60 em 1991 para 0,61 em 2000 e para 0,55 em 2010.[11]

Já o IFDM renda em Corumbá ficou em 0,6261 em 2010, o que coloca o município em 529º lugar no país e 10º lugar no estado.[23]

IFDM Emprego e Renda[23]
Ano IFDM Pos nac Pos est
2010 0,6261 529º 10º
2009 0,5371 795º 12º
2008 0,6615 408º
2007 0,7220 271º
2006 0,6309 488º
2005 0,6752 378º
2000 0,4248 1756º 23º
Coeficiente de nascimento, saúde e mortalidade

Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é considerado alto de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o último relatório, divulgado no ano de 2010, seu valor era de 0,834. O índice é maior que os 0,773 de 2000 e mais de 0,1 maior que o de 1991 (0,712).[11]

A proporção de gestantes sem acompanhamento pré-natal, em 2011, neste município, foi de 2,8%. As gestantes com 7 ou mais consultas foram 40,9%. O percentual de mães com idades inferiores a 20 anos é de 20,4%. Em 2010, no Município, 99,9% dos nascidos vivos tiveram seus partos assistidos por profissionais qualificados de saúde.[27]

Seu índice de sobrevivência em crianças de 0 a 6 anos está em condições satisfatórias. Uma das ações importantes para a redução da mortalidade infantil é a prevenção através de imunização contra doenças infecto-contagiosas. Em 2010, 95,1% das crianças menores de 1 ano estavam com a carteira de vacinação em dia.[28] Das crianças de até 1 ano de idade, em 2010, 7,7% não tinham registro de nascimento em cartório. Este percentual cai para 1,7% entre as crianças até 10 anos.[28] Segue abaixo os coeficientes de mortalidade:

  • Mortalidade Geral: 6,80[29]
  • Mortalidade Infantil até 1 ano: 8,0[28]
  • Mortalidade Neonatal: 16,67[29]

Já o IFDM saúde em Corumbá ficou em 0,7274 em 2010, o que coloca o município em 4210º lugar no país e 71º lugar no estado.[23]

IFDM saúde[23]
Ano IFDM Pos nac Pos est
2010 0,7274 4210º 71º
2009 0,6988 4408º 72º
2008 0,7289 3807º 65º
2007 0,7609 2949º 60º
2006 0,7992 2155º 46º
2005 0,8028 1862º 37º
2000 0,6307 3084º 62º
Educação

O IDH-M educação é considerado regular de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o último relatório, divulgado no ano de 2010, seu valor era de 0,586. O índice é muito maior que os 0,398 de 2000 e quase o dobro que o de 1991 (0,304).[11]

Em Corumbá, 84,7% das crianças de 7 a 14 anos estavam cursando o ensino fundamental e entre 15 e 17 anos é de 35,76%. Já a taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 39,96% e entre 18 e 24 anos é 38,31%.[18] [30]

Já o IFDM educação em Corumbá ficou em 0,6884 em 2010, o que coloca o município em 3785º lugar no país e 65º lugar no estado,[23] o melhor indicador da história do município.

IFDM educação de Corumbá[23]
Ano IFDM Pos nac Pos est
2010 0,6884 3785º 65º
2009 0,6719 3706º 64º
2008 0,6570 3521º 62º
2007 0,6349 3788º 66º
2006 0,6535 2743º 42º
2005 0,6651 2516º 38º
2000 0,6009 2199º 33º

Migração e imigração[editar | editar código-fonte]

Corumbá estava em contínuo progresso e seu porto era atracado por embarcações nacionais e estrangeiras de grande calado. Com o impulso do desenvolvimento local, mais estrangeiros foram chegando. Com isso já havia na cidade uma enorme composição de estrangeiros, que chegaram a superar numericamente o número de brasileiros.

Estrangeiros[editar | editar código-fonte]

  • Árabes: a partir de 1912, fugindo das guerras sangrentas que assolavam o Oriente Médio. Sírios, Libaneses, Turcos e Armênios chegavam ao Porto de Santos. De Santos partiram para o Porto de Corumbá, que era o portal de entrada para a região Centro Oeste, e o pólo comercial do antigo Mato Grosso. Com a chegada do trem, muitos imigrantes que estavam na cidade há anos em Corumbá acabaram se mudando para Campo Grande, onde encontraram clima bem mais ameno, muito parecido com o da terra natal.
  • Europeus: eram de diversas nacionalidades e se dedicaram ao comércio e construção. Esse grupo, que era reduzido, monopolizou a política, a economia e a administração de Corumbá, voltando-se para seus interesses e pouco realizando a favor da sociedade local.
  • Sulamericanos (paraguaios, argentinos, uruguaios, bolivianos e índios): representavam a maior parte da população que sobrevivia de forma precária; o mesmo ocorria com os índios que serviam de mão-de-obra barata no porto. Todos estes engrossavam o contingente pobre da cidade.

Brasileiros[editar | editar código-fonte]

Em seu espaço de fronteira de linhas fictícias, permeado de indígenas, é palco de fluxos populacionais oriundos de outros lados do país, como cariocas, paulistas, nordestinos, mineiros e sulistas, confirmando assim seu caráter cosmopolita.

Corumbaenses ilustres[editar | editar código-fonte]

Corumbá é um celeiro de celebridades, possuindo vários pessoas de renoma nacional e internacional. Abaixo várias pessoas famosas no Brasil e no Mundo nascidas na cidade:

Agripino Magalhães Soares

Músico e artesão popular nascido ao norte do rio Paraguai. Estivador aposentado, despertou já maduro para a difusão da cultura ancestral e a preservação da viola-de-cocho e das danças pantaneiras Ciriri e Cururu, na década de 1980, com o importante apoio da professora Eunice Ajala Rocha, então secretária de Educação e Cultura de Corumbá, formando um grupo de remanescentes violeiros para resgatar essas danças ancestrais. Mais tarde, com o apoio da então diretora da Casa de Cultura Luiz de Albuquerque Heloísa Urt, começou a participar de projetos de elaboração da viola-de-cocho, com financiamento da Funarte

Akram Saleh

Renomado empresário que administra desde 2003 a fábrica de refrigerantes Libra. Retomou a produção do Mate Chimarrão, que havia sido paralisada, e deu novo impulso à empresa com as produções de Guaraná; refrigerante de Cola; Laranja e Limão. Mensalmente são produzidos 465 mil litros de bebida, quase um quarto só de Mate. Em 2012 passou a fábrica da Libra para a Cervejaria Colônia do Paraná, que se instalou na cidade.

Alcides Bernal

Alcides Jesus Peralta Bernal (nascido em 14 de julho de 1965) é um radialista, advogado e político brasileiro, atual prefeito de Campo Grande. Trabalhava no canal Rede MS de Rádio e Televisão e apresentava o Refazenda e Cruzando Fronteiras, da Rede MS de Rádio. Foi deputado estadual de Mato Grosso do Sul, antes de ser eleito prefeito. Foi vereador por Campo Grande - MS por 4 mandatos, e em 2010, foi eleito deputado estadual. Em 2012, lança campanha para prefeito da capital de Mato Grosso do Sul, elegendo-se com 62,55% dos votos válidos[31] .

Ângela Maria Pérez

Poeta e ambientalista dedicada às causas sócio-ambientais desde tenra idade. Ainda jovem fundou a Sociedade Ecológica Amigos do Pantanal (SEAPAN), a primeira entidade ecológica do Pantanal.

Apolônio de Carvalho

Apolônio de Carvalho (Corumbá, 9 de fevereiro de 1912Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2005) foi um militar brasileiro e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT). Apolônio de Carvalho foi uma figura ímpar no cenário da vida política brasileira. Poucos como ele viveram com tanta intensidade a «paixão» que o impeliu, desde os seus anos de cadete da Escola Militar de Realengo, a engajar-se na luta pelos ideais socialistas e contra os regimes de opressão, com uma dedicação que se manifestou em todos os episódios vividos: da militância no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e na ANL (Aliança Nacional Libertadora) à participação na Guerra Civil Espanhola e na Resistência Francesa contra o fascismo; da luta clandestina contra o período militar no Brasil, como membro do PCBR, à militância no PT, desde o momento da fundação do partido até sua morte.[32]

Augusto César Proença

Augusto César Proença (Corumbá, 15 de agosto de 1937) é um professor, contista e historiador brasileiro, pesquisador da cultura pantaneira. É formado em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras da Região dos Lagos, de Cabo Frio, e membro da Academia Sul-Matogrossense de Letras, da Academia Corumbaense de Letras e do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro. Autor de nove obras, entre elas "Snack Bar", "Pantanal: Gente, tradição e história" e "Corumbá de todas as graças"

Benjamin Farah

Benjamin Miguel Farah (Corumbá, 31 de março de 1911Rio de Janeiro, 30 de abril de 1997) foi um médico, professor, jornalista e político brasileiro que exerceu seis mandatos[33] de deputado federal pelo Rio de Janeiro[34] [35] e um mandato de senador.[36]

Borges de Barros

Fileto Borges de Barros (Corumbá, 27 de março de 1923São Paulo, 12 de dezembro de 2007) foi um humorista e dublador brasileiro. Conhecido como "O homem das mil caras e das mil vozes".[37] Sua principal característica, que logo foi notada, é a capacidade de fazer várias vozes diferentes. A partir daí começou também a dublar, e quando veio a lei que obrigava que os filmes estrangeiros fossem dublados para passarem na televisão, ele acabou sendo beneficiado. Dublou personagens famosos, mas o principal deles foi: Dr. Smith, em Perdidos no Espaço,[38] seriado que fez sucesso por muitos anos na televisão. E, embora procurasse fazer personagens sérios, sempre o escalavam para comédias. Conheceu Manuel da Nóbrega na TV Paulista, onde trabalhava desde 1951. Manuel de Nobrega o escolheu para fazer a Praça da Alegria, no papel de mendigo milionário, no que fazia críticas políticas. O seu bordão "Caro colega" ficou muito conhecido no Brasil todo.[39] A parceira com Manuel da Nóbrega durou 25 anos. Faleceu no dia 12 de dezembro de 2007, aos 84 anos de idade, após cerca de 25 dias de internação,[40] por conta de uma parada cardíaca.[39]

Carlos de Castro Brasil

Carlos de Castro Brasil é um renomado poeta e ex-político. Foi um dos fundadores da Academia Corumbaense de Letras.

Carlos Edú Monteiro

Carlos Eduardo Monteiro de Castro, mais conhecido como Carlos Edu Monteiro (Corumbá, 6 de junho de 1972), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante. Em 2006 ajudou sua equipe, o Real Potosí da Bolívia, nos vices dos campeonatos Apertura e Clausura, marcando 23 gols. Em 2007 disputou a Taça Libertadores da América, e marcou quatro gols. Também em 2007 sagrou-se campeão do torneio Apertura do campeonato boliviano, sendo um dos artilheiros do campeonato. Em sua carreira só atuou em clubes bolivianos, onde se retirou em 2008.

Cleto Leite de Barros

Médico e pecuarista dedicado à defesa do Pantanal e de seu desenvolvimento sustentável desde a década de 1950. Homem de grande erudição, é um dos maiores divulgadores da cultura do Pantanal, empenhando-se muito na difusão da obra da Dama das Artes Plásticas Wega Nery e do benemérito Gabriel Vandoni de Barros.

Clio Proença

Poeta, cronista e radialista. Célebre por seu lendário programa "Janela aberta para a cidade" na Rádio Difusora Mato-grossense durante a década de 1960.

Constantino Ramão da Silva (Costa)

Militar da reserva e importante incentivador do esporte amador e do carnaval desde a década de 1940. Fundador de várias entidades desportivas e carnavalescas, entre as quais as pioneiras "Democráticos do Samba" (1943) e "Associação dos Veteranos Amigos da Esplanada - AVAE"

Delcídio Amaral

Delcídio do Amaral Gómez (Corumbá, 8 de fevereiro de 1955) é um engenheiro eletricista e político, atualmente Senador da República com destaque nacional. Presidiu a CPI dos Correios em 2005).

Demétrio Vilagra

Demétrio Vilagra (Corumbá, 8 de outubro de 1946), é um político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores. Foi prefeito de Campinas entre 23 de agosto e 21 de dezembro de 2011, ficando afastado do cargo entre 20 de outubro e 2 de novembro do mesmo ano.

Dorival Knipel

Dorival Knipel, mais conhecido por Yustrich (Corumbá, 28 de setembro de 1917Belo Horizonte, 15 de fevereiro de 1990), foi um futebolista brasileiro. Goleiro e técnico de futebol. Jogou como goleiro de clubes cariocas, mas se notabilizou como um técnico famoso por sua exigência e suas idiossincrasias e por seu temperamento explosivo, tendo protagonizado diversas histórias que fazem parte do folclore do futebol brasileiro.

Doutor Hélio

Hélio de Oliveira Santos (também conhecido como Doutor Hélio) (Corumbá, 6 de setembro de 1950), é um médico e político brasileiro. Era mais uma história de migrantes, como tantas de gente que cruza o País em busca de uma vida melhor no Sudeste. Naquele dia de 1966, Manoel Belmiro dos Santos arrastava pelos trens da extinta Noroeste do Brasil seus dois filhos. Saíram de Corumbá (hoje Mato Grosso do Sul) e queria chegar até Bauru, já em São Paulo, e dali, também de trem, até onde o dinheiro permitisse. O dinheiro deu para chegar a Campinas. Aquele pantaneiro sabia, intuitivamente, que migrar era dar esperança aos filhos, já então órfãos da mãe, Dirce. Naquela época, os sobreviventes do Oeste brasileiro tinham apenas três caminhos: se envolver com as atividades ilegais da fronteira, entrar para as Forças Armadas ou ser padre. Hoje, o mais novo daqueles meninos, Hélio de Oliveira Santos, ocupa o cobiçado gabinete do quarto andar do Palácio dos Jequitibás, na condição de primeiro afrodescendente a ser eleito prefeito de Campinas. Estudou Medicina na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), tornou-se cirurgião-pediatra e envolveu-se com causas de responsabilidade social quando a expressão nem era usada: criou, em 1985, o Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância (Crami), referência nacional na defesa e proteção de crianças e adolescentes contra a violência doméstica. Partiu para a política partidária. Elegeu-se duas vezes deputado federal e tentou outras duas antes de realizar o sonho de ser prefeito, aos 54 anos. Agora, promete atender a maioria, aqueles que o elegeram: os pobres. Isso até ser impedido

Elvécio Zequetto

Renomado árbitro de futebol que já apitou diversos jogos pelo campeonato brasileiro de futebol da série A. Chegou até a ser indicado para ser arbitro FIFA.

Euclides Zenóbio da Costa

Euclides Zenóbio da Costa (Corumbá, 9 de maio de 1893Rio de Janeiro, 1962) foi um militar brasileiro e Ministro da Guerra do governo de Getúlio Vargas. Considerado o idealizador da Polícia do Exército (PE) da Força Terrestre. Também é avô do músico Roberto de Carvalho, um dos integrantes da fase clássica da banda de rock Mutantes, que tinha também como integrante Rita Lee.

Gabriel Vandoni de Barros

Advogado e benemérito pioneiro em obras sociais e culturais no coração do Pantanal, tais como Creche-Lar Santa Rosa, Estrelinha Verde, Casa de Massa-Barro, Museu Regional do Pantanal, Biblioteca Gabriel Vandoni de Barros, entre outras iniciativas de inestimável valor. No ano do centenário de seu nascimento (2007), sua memória está sendo resgatada sobretudo pelas gestões do médico e benfeitor Cleto Leite de Barros junto à administração municipal

Graziela Maciel Barroso

Graziela Maciel Barroso (Corumbá, 11 de abril de 1912Rio de Janeiro, 5 de maio de 2003) é uma naturalista brasileira. Primeira dama da Botânica no Brasil, foi a primeira mulher a concluir um curso de graduação nesta área no Brasil. Superar críticas e preconceitos, para anos depois, já casada com Liberato Joaquim Barroso, funcionário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e com dois filhos, voltar aos estudos, decidida a fazer da botânica a sua vida.

João Ramão Pinto Monteiro (Jorapimo)

Emblemático artista plástico de renome internacional, cujos traços peculiares hoje são o símbolo maior da pintura sul-mato-grossense

Jorge José Katurchi

Dirigente empresarial de grande sensibilidade social, um dos coordenadores do Pacto pela Cidadania (Movimento Viva Corumbá), que em meados da década de 1999 liderou a luta pela Área de Livre-Comércio de Corumbá e Ladário, projeto apresentado pelo ex-senador Ramez Tebet no Senado da República.

José Feliciano Batista Neto

Advogado e jornalista, sendo um dos fundadores da Folha da Tarde (1956) e dos dirigentes da Rádio Difusora Mato-grossense (décadas de 1960 e 1970). Foi um grande defensor do Pantanal e um dos incentivadores do reconhecimento do comércio e do turismo como atividades sustentáveis no Pantanal

José Fragelli

José Manuel Fontanillas Fragelli (Corumbá, 31 de dezembro de 1915 - Aquidauana, 30 de abril de 2010) foi um pecuarista e político brasileiro. Ex-governador de Mato Grosso, ex-presidente do Senado da República e presidente interino da República durante o governo do presidente José Sarney.

José Carlos Marques Pereira

Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e licenciado em Ciências Exatas pela mesma instituição, é pós graduado em Planejamento Educacional. Iniciou seus estudos musicais na FUNABEM, no estado do Rio de Janeiro, enquanto interno daquela Instituição. Serviu por dezenove anos na Marinha do Brasil, como trompista em várias Bandas de Música, inclusive da Banda Sinfônica dos Fuzileiros Navais. Como militar, participou de vários cursos técnicos de aperfeiçoamento musical. No campo da regência, participou de diversos cursos, notadamente o oferecido pela FUNARTE, e o Curso de Regência de Banda Sinfônica do 26º Festival de Música de Londrina. É professor e regente da Banda de Música Municipal "Manoel Florêncio" desde 1998.

José Márcio Panoff de Lacerda

José Márcio Panoff de Lacerda (Corumbá, 6 de maio de 1943). Advogado e político brasileiro. Filho de José Esteves de Lacerda e Magdalena Panoff de Lacerda em 1974 graduou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais junto à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Influenciado pela atuação política do pai e de um irmão em Cáceres ingressou no MDB chegando a presidir o respectivo diretório municipal e a seguir presidente do diretório regional do PMDB de Mato Grosso. Advogado, foi eleito deputado estadual em 1978, deputado federal em 1982 e senador em 1986. No pleito de 1994 foi eleito vice-governador do estado na chapa de Dante de Oliveira e em fevereiro de 1999 foi nomeado presidente da Fundação Nacional do Índio deixando o cargo em novembro do mesmo ano.

Lobivar Matos

Lobivar Barros de Matos, (Corumbá, 11 de Janeiro de 1915 - Rio de janeiro, 27 de Outubro de 1947), é um poeta e escritor do início do século XX caracterizado pela singular sensibilidade social, que marcou sua vida artística pela simplificação da assinatura Lobivar Matos, autor de obras como Areôtorare: poemas boróros (1935) e Sarobá (1936). Alguns escritos sobre a vida do autor revelam que sua infância, pela região pantaneira, fora digna de uma infância comum. No entanto, o mesmo não pode ser dito de sua juventude, repleta de atitudes fortes e marcantes principalmente pelo que pode ser visto em sua composição poética. Seguindo os passos de um típico homem de seu tempo, Lobivar casou-se, constituiu uma família e profissionalmente formou-se como advogado. Porém, pouco sabido foi o seu romance com uma mulher carioca de nome Rosa, a qual engravidou, deixando no mundo mais um Lobivar, só que filho (Lobivar Barros de Matos Filho). O Pai fez questão de dar o filho nascido poucos meses antes de sua morte o seu próprio nome.

Luciano Gibaile Arévalo

Nascido em 4 de Junho de 1978, começou a estudar música e dedicar-se à composição literária no início da década de 1990 aos 16 anos de idade. Formado em Letras pela UFMS em 2003, plurimusicista, é diversificado por assumir em suas obras e arranjos estilos eruditos e populares sendo regente, compositor, arranjista e coordenador, através da Fundação de Cultura do Pantanal de Corumbá, do Coral Municipal Cidade Branca (2005), atua no cenário corumbaense ensinando música em diversas vertentes, possui capacitação em música coral infantil e adulto nos estados do Paraná e São Paulo. Em Janeiro de 2008, concluiu o curso de regência em orquestra sinfônica, no festival Música nas Montanhas, em Poços de Caldas, Minas Gerais

Luiz Taques

Jornalista e escritor contemporâneo, detentor do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos, da Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ)

Manuel Ivo Cruz

Manuel Ivo Cruz (Brasil, Corumbá, 19 de Maio de 1901Lisboa, 8 de Setembro de 1985) foi um compositor, músico e professor de música que se destacou como fundador da Orquestra Filarmónica de Lisboa (1937) e reitor do Conservatório Nacional de Lisboa (1938-1971), sucedendo neste cargo a Vianna da Motta. Foi pai do também maestro Manuel Ivo Cruz filho (Lisboa, 18 de Maio de 1935), maestro-director no Teatro Nacional de São Carlos.

Mário Calábria

Mário Calábria (Corumbá, em 19 de Julho de 1923) é um diplomata brasileiro. Desde 1946, o embaixador, que mora na Alemanha, guarda recortes e cartas que recebe. Com esses registros, começou a escrever, em meados dos anos 90, suas memórias, no livro Memórias: de Corumbá a Berlim.

Márcio Nunes Pereira

Jornalista, ex-diretor do Diário de Corumbá, falecido em 1997. Destacou-se por sua combatividade e singular faro jornalístico. Em sua breve e controvertida vida jornalística não teve medo de fazer denúncias memoráveis, acolhendo repórteres marginalizados em outros meios e sobretudo dando chance a novos profissionais, que sempre encontraram nele um incansável incentivador.

Neil Brasil

Neil Brasil (Corumbá, 7 de setembro de 1969) é um estilista brasileiro. Radicado na cidade do Rio de Janeiro desde o início dos anos 80, começou a carreira em 1985, na cidade de Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul. Trabalhou como figurinista nas mais conceituadas casas de moda do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em meados da década de 1990 abriu seu primeiro ateliê, destacando-se na alta-costura. Em 1997 recebeu o prêmio de Estilista do Ano, na cidade do Rio de Janeiro. Entre 1998 e 2001 participou do maior evento da alta-costura brasileira, o Agulhas de Ouro, em São Paulo, tendo vencido na categoria alta-costura no ano de 2000, concorrendo com estilistas consagrados no mercado nacional. Em 2005, a convite de Leila Schuster, o estilista aceita o desafio de ministrar palestras de moda e estilo para candidatas nos concursos de miss, no projeto "Workshop da Beleza". A parceria deu certo e, em 2006, eles criaram a grife Miss Schuster, sendo Neil Brasil o criador e Leila Schuster sua fonte de inspiração.

Nilton Claudino

Nilton Claudino (Corumbá, 27 de dezembro de 1958) é um fotógrafo brasileiro. Na juventude pretendia seguir carreira religiosa, tendo estudado em um colégio de padres. Mudou de idéia após uma viagem ao Rio de Janeiro em 1975, quando conseguiu um emprego como mensageiro da Editora Abril. Envolveu-se na produção da revista Veja, sendo designado por Zuenir Ventura a despachar o material fotográfico para a sede da publicação em São Paulo. Posteriormente transferiu-se para a revista Placar, onde passou a trabalhar como fotógrafo. Em 1990, foi para o Jornal do Brasil, onde conquistou três prêmios Inter Press Photo. A partir de 2002 passou a chefiar a seção de fotografia do jornal O Dia, envolvendo-se em matérias fotojornalísticas. [41]

Pedro de Medeiros

Poeta e autor de "Lenda Bororo", que descreve Corumbá e o rio Paraguai com maestria e singularidade

Pedro Gonçalves de Queiroz (Papito)

Emblemático radialista e jornalista esportivo de grande transcendência durante mais de quatro décadas em Corumbá e região pantaneira. Grande incentivador do esporte e do carnaval popular

Reinaldo Galvão Modesto

Reinaldo Galvão Modesto (Corumbá, 11 de março de 1942) é um engenheiro agrônomo e político brasileiro que foi senador por Rondônia.[42]

Salomão Baruki

Médico radiologista, político e professor universitário corumbaense, tendo sido secretário de estado de Educação e Cultura de Mato Grosso e vice-reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso, de cuja fundação participou, na década de 1960. Já aposentado, como empreendedor incansável, decidiu-se por criar o Instituto de Ensino Superior do Pantanal (IESPAN), com o intuito de criar depois a Universidade do Pantanal, projeto interrompido com seu súbito falecimento, em 2001. O IESPAN atualmente está vinculado à Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)

Ubaldino Corrêa da Costa

Ubaldino Corrêa da Costa (Corumbá, 18 de julho de 1904) inicialmente um renomado alfaiate e depois se especializou no transporte rodoviário, onde instalou a primeira linha de transporte coletivo de passageiros entre Paranaíba e Três Lagoas, passando pela região do Rio Quitéria e pelo ponto de pouso de Izidoro Alexandria. [43]

Velloso

Oswaldo Barros Velloso (Corumbá, 25 de setembro de 1908 - Rio de Janeiro, 8 de agosto de 1996), mais conhecido como Velloso, foi goleiro da seleção brasileira de futebol em 1930 e 1931 (incluindo a primeira Copa do Mundo de 1930 no Uruguai). Foi também goleiro do Fluminense e do Clube Bahiano de Tênis. Iniciou sua carreira como goleiro no Clube Bahiano de Tênis, de Salvador, onde foi campeão baiano em 1927. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1928 e então tornou-se goleiro do Fluminense, onde ficou por 7 anos. Nesse período jogou 92 partidas, das quais 22 sem levar gols. Por isto, é considerado um dos 20 goleiros com mais partidas sem levar gols na história do futebol do Fluminense. Permaneceu envolvido com o Fluminense como membro do conselho deliberativo até seus últimos dias e participou da incrível conquista invicta do Campeonato Carioca de 1951, como diretor de futebol do clube.

Wega Nery

Wega Nery Gomes Pinto (Corumbá, 10 de março de 1912Guarujá, 21 de maio de 2007) foi uma artista plástica brasileira de renome internacional, um dos maiores ícones das artes plásticas desde a década de 1960, quando participou de um importante movimento da tendência impressionista. Morou muitos anos em Guarujá-SP, onde funciona o Centro Cultural Wega Nery, incluído em roteiro turístico-cultural da Prefeitura de Guarujá.

Urbanização[editar | editar código-fonte]

Pórtico de entrada de Corumbá.
Av. General Rondon.
Receita Federal situada na linha divisória entre Brasil e Bolívia.

Possui uma taxa de urbanização muito elevada, atingindo cerca de 90%. Atualmente, a população de Corumbá encosta nos 110 mil habitantes, colocando sua classificação de cidade média-pequena para média. Ao menos desde 2010, quando definitivamente ultrapassou os 100 mil habitantes. O alto grau de urbanização da população é retratado na arrecadação do Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana, 22,35% da renda municipal, e a prestação de serviços, 27,35%, indicando que a população é beneficiada pela prestação de serviços diversos como abastecimento de água e esgoto, telefonia fixa e móvel, dentre outros. Conserva prédios e casarios de influência europeia, com suas histórias, costumes e tradições.

Construções históricas[editar | editar código-fonte]

Do ponto de vista urbanístico, não tem nenhuma semelhança com as antigas cidades brasileiras (onde predominam o romântico estilo colonial português). Sua arquitetura foi erguido pelos comerciantes e é baseada em art-noveau e no neoclássico italiano, sendo o mesmo estilo existente na parte central de Assunção, nos subúrbios antigos de Buenos Aires, nas cidades do interior do Uruguai e a maioria das cidades gaúchas da Campanha. Em razão disso, tem características de uma cidade platina dentro do Brasil. Atualmente a arquitetura corumbaense mescla o antigo e o moderno. A cada dia surgem novas e modernas edificações no município, que é dividido em três setores: o centro, a parte baixa, no beira rio, e a parte alta, após os trilhos da Rede Ferroviária e próxima as morrarias.

Corumbá possui uma arquitetura de época que procurava soluções mais baratas, sendo que vários edifícios que sofreram influência eclética. Sendo um misto de várias referências de época, possuía casarões com estrutura metálica e paredes de pedra (alguns dispondo no começo do século de elevadores hidráulicos e banheiras nos pavimentos superiores e banheira que eram enchidas com água trazida do rio ali na frente). Havia telhados com quatro águas, sacadas apoiadas por consolos ou cachorros, platibandas com balaústres. Possuía também elementos decorativos que ficavam na fachada frontal que compunha uma linguagem de arquitetura de forte influência histórica europeia.

Divisão urbana[editar | editar código-fonte]

Ao mesmo tempo que a cidade, com os primeiros grandes edifícios, ensaia sua concentração vertical, ela amplia seu perímetro urbano em direção a via de acesso a Ladário. Corumbá estende-se por dois níveis:

Parte baixa

Está situada embaixo da elevação calcária e se comunica através de duas ladeiras, com uma elevação de mais ou menos 60 metros (esta parte que fica em contato com as águas do rio é o Porto Geral, conhecida também como Casario do Porto). É compreendido principalmente pelas vias: Rua Manoel Cavassa, Ladeira José Bonifácio, Ladeira Cunha e Cruz, Travessia Mercúrio e Travessia do Beco da Candelária. Possui edificações do final do século XIX e início do século XX com notável valor arquitetônico, como o Edifício Wanderley Baís & Cia e o Edifício Vasquez e Filhos.

Parte alta

Mais nova e bem maior, apresenta a forma de tabuleiro de xadrez e está situada sobre a elevação calcária. É compreendido principalmente pelas vias: General Rondon, Antonio Maria Coelho, Frei Mariano, XV de Novembro e Sete de Setembro. Somente na parte alta, foram criados cerca de 20 bairros, que crescem e se desenvolvem cada vez mais. É ali que se localizam as casas de bazar, bijuterias, relojoarias, bebidas, modas, drogarias, farmácias, livrarias e papelarias, ou seja, o comércio retalhista e o varejo. Teve suas edificações erguidas, em sua maioria, no início do século XX.

A chaga dos problemas urbanos[editar | editar código-fonte]

Na região a modernidade coexiste com o anacronismo que abarca o conjunto de práticas e conceitos da época dos pioneiros, e tal situação decorre da abismal desigualdade social: os nativos acabam engrossando a periferia urbana, já que seu território foi invadido e posteriormente expulsos, ficando nas cidades sem identidade cultural e sofrendo discriminação, devido às dificuldades de adaptação aos trabalhos que são submetidos. Aliada à situação de ruptura do desenvolvimento econômico de Corumbá, a grave situação das comunidades nativas que se encontram na periferia da cidade, condicionados à desigualdade e desestruturação econômica e social, e submetidos a exclusão social, marginalidade e miséria, com a perda do seu referencial cultural, religioso e étnico. Cabe mencionar os habitantes da zona rural, que sem perspectivas, acabam se juntando com as comunidades da periferia. Aliado a esse cenário, a população indígena tem suas terras devassadas pelo poder dominante e encontram-se sem amparo político. A desaceleração dos processos locais encontram expressão particular na dinâmica do município. Outros exemplos de problemas são o sobrecarregamento da Santa Casa, tráfico de drogas e a imigração ilegal de sulamericanos, especialmente bolivianos. [44]

Habitação[editar | editar código-fonte]

O município de Corumbá tinha, no ano de 2010, 32 259 domicílios permanentes, sendo 27 710 recenceados. Desses, 24 787 são da zona urbana (89,45%) e 2 923 na zona rural (10,55%). Quanto ao tipo de domicílio, 24 931 eram casas (89,97%), 1 763 eram casas de vila ou em condomínio (6,36%), 885 eram apartamentos (3,19%) e 131 eram habitações em casa de cômodos ou cortiços (0,47%). Quanto ao tipo de ocupação, 17 172 domicílios eram próprios (61,97%) (sendo 16 334 já quitados (58,95%) e 838 em processo de aquisição (3,02%)), Há também 5 970 imóveis alugados (21,54%), 4 101 cedidos (14,80%) (sendo 1702 por empregador (6,14%) e 2399 de outra maneira (8,66%)) e os 467 restantes eram ocupados sob outras condições (1,69%).[45] No Brasil está no 306º lugar entre todos os municípios e no estado é o 4º maior). O déficit habitacional está em torno de 4.500 moradias, principalmente nas famílias menos favorecidas, com tendência de favelização na periferia. Nos últimos anos está havendo uma mudança nesse quadro, com investimentos das autoridades em moradia. [45]

Domicílios de Corumbá
Total de domicílios 32 259 domicílios[18]
Domicílios particulares 32 132 (99,61%)
Domicílios coletivos 127 (0,39%)
Domicílios por rendimento[45]
Mais de 5 salários
4,11%
De 2 a 5 salários
11,39%
De 1 a 2 salários
19,87%
De 0,5 a 1 salário
30,14%
De 0,25 a 0,5 salários
22,73%
Até 0 25 salários ou sem rendimento
11,75%
Domicílios por classe social[45]
Classe A
4,11%
Classe B
11,39%
Classe C
50,01%
Classe D
22,73%
Classe E
11,75%
Classe alta (A - B)
15.50%
Classe média (C - D)
72,74%
Classe consumidora (A - B - C - D)
88,24%
Classe periférica (E)
11,75%

Abastecimento hidráulico[editar | editar código-fonte]

Em Corumbá o Rio Paraguai é a principal fonte de abastecimento de água para as comunidades urbanas da cidade, uma vez que o referido rio ainda mantém qualidade ambiental aceitável.[46] A cidade possui 27.962 ligações reais, sendo 22.707 economias reais em 328.279 metros de extensão da rede. O volume consumido era de 4.389.881 e o volume faturado de 4.793.798 m³.[29]

No sistema de abastecimento de água, das 27710 residências, 24 624 domicílios eram abastecidos por sistema de rede geral (88,86%), 1 246 através de poços ou nascentes de propriedades (4,50%), 647 com origem em poços ou nascentes fora da propriedade (2,33%), 657 com origem de rios, açudes, lagos e/ou igarapés (2,37%) e 536 de outras maneiras (1,93%).[47]

Saneamento[editar | editar código-fonte]

Sobre o saneamento, segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (SEMAC - MS), em 2010 a extensão da rede de esgoto é de 6041 metros.[29] Com investimentos de mais de 100 milhões de reais nos últimos anos, o sistema de água é gerenciado pela Sanesul, empresa pública estadual e sua captação é feita por três motobombas, sendo uma permanecendo na reserva (no futuro serão quatro unidades). A cada hora são sugados 1 580  de água bruta do rio e depois enviados até uma estação de tratamento distante cerca de 3 km do rio através de uma adutora de 600 mm de diâmetro, sendo parte dessa (350 m) fica exposta pelo caminho. A água é então captada na estação de água bruta do rio Paraguai e levada, pelas duas adutoras, para a Estação de Tratamento de Água (ETA), que fica na sede da Sanesul, na rua Cabral. As etapas de tratamento na ETA são: coagulação; floculação; decantação; filtração; desinfecção; fluoretação e correção de pH (potencial hidrogeniônico que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma solução aquosa).[48]

Energia elétrica[editar | editar código-fonte]

Em relação à energia elétrica, segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (SEMAC - MS), em 2010 foram consumidos 167 827 mwh, sendo que 50 599 era residencial, 21 410 era industrial (40 815 industrial livre), 28 580 era comercial, 3 622 rural, 16 900 do poder e serviço público, 5 798 da iluminação pública, 102 iluminação própria. Esse conumo é efetuado por 26 978 domicílios (97,36%) e 732 domicílios não eram abastecidos (2,64%).[46] . Desse total 23 184 era residencial, 111 era industrial (sendo 2 industral livre), 2 180 era comercial, 1 326 era rural, 334 do poder e serviço público, 114 por iluminação pública e 5  por método próprio.[29]

O sistema elétrico que atende Corumbá e região encontra-se incorporado ao Sistema Interligado Sul/Sudeste/Centro-Oeste do país, o que representa sua elevada importância e seu significativo grau de confiabilidade. Apesar de haver necessidades de ampliação da rede elétrica para residências e indústrias, é na zona rural que esse serviço é mais necessitado. Nos últimos anos essas deficiências diminuíram. Desde 2001 opera no município uma usina termelétrica que utiliza o gás natural boliviano trazido pelo Gasoduto Brasil-Bolívia, a Termo Pantanal. Há previsão de construção de uma usina separadora em Puerto Suárez para a transformação do gás natural em gás seco e este será canalizado até Corumbá para consumo de energia industrial. O gasoduto delega um dos maiores investimentos destinados para todas as regiões por onde ele atravéssa. Tendo contrato inicial de 20 anos, possui potencial para promover vários investimentos públicos. A perspectiva promissora para Corumbá é de desenvolver o setor econômico com a disponibilização de energia elétrica em abundância através da implantação de sua termelétrica.[29]

Coleta de lixo[editar | editar código-fonte]

Na questão de destino do lixo, dos 27.710 domicílios recenceados, 24 338 domicílios destinavam-o à coleta (87,43%) (destes 23 362 por meio de serviço de limpeza (84,31%) e 866 por meio de caçambas (3,12%)) e o restante, 3.482 (12,57%), tem outras destinações não especificadas.[47] Até hoje o destino final do restos urbanos é um lixão a céu aberto. No caso dos assentamentos, não existe coleta de lixo e este é queimado ou mesmo deixado a céu aberto. O lixo hospitalar também é queimado. Essa situação deve mudar, pois o lixão de Corumbá deverá ser desativado até outubro deste ano.[49]

Serviços urbanos[editar | editar código-fonte]

Corumbá é um importante centro de serviços do estado de Mato Grosso do Sul e o mais importante centro de serviços da região do Pantanal. Ali se concentram todos os principais bancos do Brasil e possui também uma boa densidade de logística ferroviária, rodoviária e da sua estrutura aeroportuária, que fazem ser um ponto de convergência para os transportes internacionais, até por que Corumbá é um centro fronteiriço por excelência. Essa situação resultou duma longa evolução, em particular das concepções centralizadoras da monarquias e república nacional, que dão um papel considerável à cidade e, nela, tendem a concentrar, ao extremo, muitas instituições públicas importantes das esferas municipais, estaduais e federais.

Ensino e pesquisa[editar | editar código-fonte]

A rede de ensino básico de Corumbá ainda é reduzido, contando com poucas unidades de ensino básico, médio, superior e de exercício da cidadania. O censo educacional realizado em 2010 apontou um total de 55 escolas no município, sendo 48 em zona urbana e 7 na zona rural. Destas 55, 11 escolas são de ensino estadual, 27 de ensino municipal e 17 particular. Não existem escolas federais no município. Nesses estabelecimentos havia 281 professores de ensino infantil ou pré-escolar, 1097 de ensino fundamental e 271 de ensino médio divididos entre 28 373 alunos (desse total 3 581 do ensino infantil, 21 008 do ensino fundamental e 3 784 do ensino médio).[29]

Dentre as instituições de ensino superior, estão o câmpus do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, além de uma faculdade. Também se destaca na área da pesquisa, onde está localizado a sede da Embrapa Pantanal.

Hospedagem[editar | editar código-fonte]

A hospedagem em Corumbá no geral exerce o comércio da recepção e de alojamento dos turistas e visitantes em geral. Corumbá possui mais 4 mil leitos em seus meios de hospedagem, que totalizam cerca de 40 unidades.

Os hotéis geralmente são constituidos de um edifício ou prédio contendo unidades habitacionais, uma recepção e uma governança, para hóspedes. Podendo ter ainda o serviço de alimentos e bebidas, na sua estrutura, que para isso necessitar de: cozinha, adega, restaurante, bar, cantina e despensa. Pode contar ainda com estacionamento externo, garagem interna e área de lazer.

A Pousada é caracterizada por ser um meio de hospedagem instalada em edificação de valor histórico e é denominada popularmente como um modelo rústico de hospedagem contando com unidades habitacionais individualizadas e com decoração identificada com a localidade.

O Albergue caracteriza-se por dispor de acomodações coletivas e seu público alvo são os jovens e mochileiros. Os barcos hotéis são embarcações adaptadas para flutuar em rios. Em seu porto fluvial (um dos maiores da América do Sul, era usado para escoar as riquezas da cidade no passado), ficam atracados 52 barcos-hotéis, alguns de luxo.

Infra-estrutura financeira[editar | editar código-fonte]

Movimentação financeira (fonte: IBGE 2012)[21]
Tipo de movimentação Valor (R$)
Operações de Crédito 289.962.349,00
Depósitos à vista - governo 3.149.756,00
Depósitos à vista - privado 35.801.300,00
Poupança 120.202.531,00
Depósitos a prazo 60.880.818,00
Obrigações por Recebimento 111.849,00
Total 510.108.603,00

A infra-estrutura financeira de Corumbá oferece várias opções, entre bancos e financeiras. Entre elas estão duas agências do Banco do Brasil,[50] uma do Bradesco,[51] uma da Caixa Econômica Federal,[52] duas do Itaú,[53] uma do HSBC,[54] uma do Santander [55] e uma do SICREDI[56]

Geralmente os caixas eletrônicos são um complemento das agências bancárias correspondentes, sendo quatro do Banco do Brasil,[50] três do Bradesco (sistema Dia e Noite),[51] três da Caixa Econômica Federal,[52] um do HSBC,[54] dois do Itaú,[53] um do Santander [55] um do SICREDI[56] e um do banco 24 Horas[57]

Além das modalidades financeiras citadas acima, ainda há serviços de crédito pessoal,[58] as seis lotéricas da Caixa Econômica Federal[59] e o Banco Postal dos Correios,[60] onde os dois últimos funcionam como agência bancária.

Meios de comunicação[editar | editar código-fonte]

Assim como em todo o MS, o código de área de Corumbá é 0XX67[61] e o Código de Endereçamento Postal varia entre 79.300-000 a 79.349-999.[4] Em Corumbá há 6.540 terminais telefonia fixa instalados, sendo 5876 terminais de serviços atendidos pela operadora Oi.[29] .

A cidade conta com serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. A rede de internet no município é em fibra Ótica representada por Oi Velox,[62] Claro[63] , Tim[64] e Vivo.[65]

A partir de 1 de setembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade telefônica.[66] e na telefonia móvel a cidade é atendida pelas empresas Vivo[67] , Tim[68] , Claro[69] e Oi.[70]

O município conta com 3 agências de correios convencionais e 1 agência de correios comunitário.[29] Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). A cidade sedia dez emissoras de rádio, sendo seis em modulação em frequência (FM) e quatro em modulação em amplitude (AM). Existem ainde dois jornais em circulação no município, sendo um deles diário.

Meios de transporte[editar | editar código-fonte]

Corumbá está localizada no extremo oeste do estado de Mato Grosso do Sul em uma região afastada dos grandes centros mais desenvolvidos e consumidores. Seu complexo sistema intermodal de transporte inclui linha aérea, rodovias, Estrada de Ferro e o rio Paraguai, ligando a cidade ao resto do país e a interligação com Distritos, vilas, lugarejos, sítios e fazendas pode ser feito por estradas pavimentadas e não pavimentadas que permitem acesso durante todo o ano.

A frota municipal em 2013 era de 31 049 veículos, sendo 15 692 automóveis, 9 097 motocicletas, 2 596 caminhonetes, 850 caminhões, 546 camionetas, 208 ônibus, 1385 motonetas, 76 micro-ônibus, 94 veículos utilitários, 298 caminhões-trator e 5 trator mistos. Outros tipos de veículos incluíam 202 exemplares.[19]

O município de Corumbá é também atingido por algumas rodovias na sua extensão territorial. A principal delas é a BR-262, uma rodovia federal que interliga Corumbá a Três Lagoas que é a primeira rodovia ecologicamente correta do Brasil.[71] Também há a rodovia BOL-04 que corta a bolívia de leste a oeste, sendo que o trecho entre Corumbá e Santa Cruz de la Sierra tem 659 km e acabou de ser asfaltado, inclusive com empréstimo do BNDES.[72] Outra rodovia que do município é a Estrada Parque Pantanal, estrada com finalidade meramente turística, com 120 Km e 87 pontes de madeira, onde é possível ver aves, mamíferos e jacarés.[73] Há ainda projetos que não foram concluídos, como a Transpantaneira (oficialmente batizada de MT-060, a Estrada Transpantaneira tinha o propósito de ligar os dois estados cruzando a planície pantaneira. O início de sua construção atingiu Poconé chegando somente até a localidade de Porto Jofre, ainda no lado mato-grossense. Nesse trecho, somam-se 147 quilômetros. Há planos para a conclusão desta rodovia, que integra um corredor de ligação de Corumbá em direção à Amazônia, especialmente Rondônia, Acre e Pará.[74] ) e a Estrada Forte Coimbra (ligaria a BR-262 ao ditrito de Forte Coimbra. Não há previsão para a sua finalização).

Em Corumbá há um terminal rodoviário de passageiros situado no Centro da cidade que liga a cidade com variados centros urbanos do estado, da região e do resto do país e registra um grande fluxo de passageiros para outras cidades, especialmente em datas comemorativas. Este terminal foi reformado em 2013, sendo a primeira reforma realizada após a sua inauguração em 1988.[75] Para transporte fronteiriço há ainda o taxis bolivianos, que é outra opção de meio de transporte composta por veículos brancos, geralmente mal-cuidados, que possui taxas de preço muito baixas. É muito requisitado especialmente para quem necessita se deslocar até a Bolívia, pois não há linhas de ônibus urbanos para atender a população além da fronteira.[76]

Antigo Trem do Pantanal, este meio de transporte já funcionou conduzindo passageiros com a função de turismo ou de comércio de exportação, partindo de São Paulo a Bauru, de Bauru a Corumbá e de Corumbá à Bolívia, percorrendo 1.618 km em território brasileiro. Depois de mais de 10 anos desativada, a linha de passageiros foi reativada em maio de 2009 pelo governo estadual e federal, mas apenas o trecho Campo Grande-Miranda (quatro anos depois campo Grande é excluída do trajeto, sendo apenas o trecho Aquidauana-Miranda o trecho operacionalizado). Faz parte das metas do governo estadual e federal reativar a linha para passageiros do trecho Miranda-Corumbá, o que pode ocorrer antes de 2020.[77]

No município há um complexo aeroportuário, o Aeroporto Internacional de Corumbá, que está situado a três quilômetros do centro da cidade. Fundado em 1937, o aeroporto é administrado pela Infraero desde fevereiro de 1975. Em 2013 recebeu uma média de quase 40 mil passageiros com capacidade de cerca de 240 mil passageiros por ano.[78]

Há ainda transporte público e apenas uma empresa faz o serviço de transporte coletivo no município tanto em zona urbana quanto na rural, a Viação Canarinho. Apesar disso, a exploração do serviço vem sendo exercida precariamente desde janeiro de 2007, por expiração de prazo contratual de concessão que se iniciou em 1º de janeiro de 1996. Em consequência disso, dos 20 veículos da frota, 12 estão parados por falta de manutenção e peças. Por esse motivo houve por parte da prefeitura um intervenção pública contra a empresa que não estava honrando com seus compromissos há algum tempo, situação que deve durar cerc a de 120 dias.[79] [80] . Além do ônibus, há também serviços de transporte de táxi e mototáxi.

Sistema de saúde e óbito[editar | editar código-fonte]

A cidade tem melhorado gradativamente sua cobertura de saúde. Apesar disso, Corumbá ainda possui um sistema de saúde que atende também a cidade de Ladário e a República da Bolívia, o que muitas vezes sobrecarrega as unidades de saúde que se localizam dentro da cidade. Corumbá possui no total 122 estabelecimentos de saúde, dos quais 84 eram privados e 38 eram públicos, além de 46 deles serem vinculados ao Sistema Único de Saúde. Neles havia 158 leitos para internação, sendo 126 do SUS e 32 privados. [81]

Havia também na cidade 477 equipamentos médicos em uso (sendo 151 do SUS) e ainda 74 fora de uso. Destes, 9 (5 pelo SUS) são equipamentos de audiologia, 61 (13 pelo SUS) diagnóstico por imagem (47 de raio x, sendo 6 do SUS), 206 (53 pelo SUS) equipamentos odontológicos, 72 (34 pelo SUS) equipamentos para manutenção da vida (desfibrilador, reanimador pulmonar, entre outros), 17 (6 pelo SUS) eletrocardiografos, 32 (4 pelo SUS) equipamentos por metodos opticos, 20 (8 pelo SUS) equipamentos de ultrassom, 9 (todos pelo SUS) equipamentos de hemodiálise e outros 46 (17 pelo SUS) equipamentos tais como ultrassom e hemodiálise. O município também conta 3 unidades com atendimento ambulatorial médico em especialidades básicas.[81]

Principais centros médicos

O Hemosul presta assistência hematológica e hemoterápica para as redes de saúde pública e privada de Mato Grosso do Sul, com a finalidade de produzir e fornecer hemocomponentes e gerenciar a distribuição de hemoderivados para todo o estado, obedecendo às normas e padrões legais vigentes.

O Hospital Evangélico de Corumbá foi fundado em julho de 2006 pela Igreja Evangélica Assembléia de Deus e voluntários, 1.200 m2 construído em regime de mutirão por moradores e colaboradores sob a Coordenação do renomado Pastor João Martins, da Igreja Assembleia de Deus. O Hospital Evangélico é bem equipado com gabinetes odontológicos, gabinetes médicos, aparelhos de Ultra-Sonografia, Raios-X, Eletrocardiograma e uma área de 1870 m com 70% de alicerce já construído para futuros 50 leitos e Centro Cirúrgico. Infelizmente essa grandiosa obra foi interrompida em 2008 pela falta de recursos financeiros, certamente o hospital dependia de profissionais voluntários e tinha ajuda de uma ONG Americana, que na época não custeou mais, devido o não incentivo dos homens públicos de nossa região e a própria administração não teria mais a possibilidade de manter funcionando o hospital, haja vista que as despesas eram imensas, como água, luz, telefone, medicamentos e outras.[82]

O Pronto Socorro de Corumbá é o principal centro de urgência da cidade, sendo uma instituição vinculada ao Sistema Único de Saúde e mantido por recursos da Secretaria Municipal de Saúde.

A Santa Casa de Corumbá é uma instituição de caráter filantrópico vinculada ao Sistema Único de Saúde e mantido por recursos da Secretaria Municipal de Saúde. Foi concluído e inaugurado em 1904 e desde sua inauguração, o estabelecimento já passou por algumas reformas em sua estrutura.

O Samec (Serviço de Assistência Médica Corumbaense) é especializado em Planos de Saúde, sendo localizado na Rua Colombo, região central de Corumbá.

Óbitos

Corumbá dispõe de dois cemitérios, todos públicos: Cemitério Nelson Shamma, Cemitério Santa Cruz.

Segurança[editar | editar código-fonte]

Defesa

A defesa é feita pelo Exército Brasileiro, Marinha e Aeronática. É marcante no município, desde sua fundação, a presença das forças armadas, por ser cidade de fronteira. A segurança nacional é realizada pelas seguintes unidades

Segurança pública

Possui uma Delegacia de Polícia Federal, por se tratar de um ponto estratégico e rota do tráfico de drogas. Os trabalhos da Polícia Federal nessa região são intensos, e a infra-estrutura é completa, com policiais especializados em trabalhos seja dentro da cidade, seja no Pantanal ou nos rios. Além da PF, possui um comando da Polícia Rodoviária Federal, que faz a fiscalização na BR-262. Também há a presença da Polícia Civil, com sua delegacias e departamento especializados, além da Polícia Militar (representado pelo 6 BPM) que faz o trabalho ostensivo e repressivo no combate a criminalidade na cidade. A ronda é feita pela Guarda Municipal.

Economia[editar | editar código-fonte]

Composição econônica de Corumbá[21]
Agropecuária R$ 227.873.000,00
6,32%
Indústria R$ 622.112.000,00
17,27%
Serviços R$ 2.752.845.000,00
76,41%

Com PIB de 3 602 829 508,00 reais em 2011 segundo o IBGE,[12] o município de Corumbá figura como o 3º maior PIB do estado de Mato Grosso do Sul. No Brasil está no 171º lugar e também figura no 75º entre todos os municípios interioranos brasileiros e seu PIB per capta é de 34.536,99 reais.[12] Apesar do seu forte e competitivo segmento agropecuário, sua economia é bastante diversificada, se destacando as atividades de mineração, pesca e turismo, comércio e serviços. A arrecadação municipal segue a tendência das grandes capitais do país, sendo predominante às receitas proveniente dos setores de comércio e serviços (27,35%). Essa tendência é explicada pelo fato desses serem os setores da economia que mais agregam valores em seus produtos. O município é o terceiro em arrecadação de ICMS no estado. Os dados da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) apontam que a movimentação econômica de Corumbá saltou em 36%, passando R$ 1,88 bilhão no ano de 2006 a R$ 2,55 bilhões em 2007, crescimento mais expressivo de Mato Grosso do Sul. Quanto às exportações, os dados de janeiro a julho indicam que Corumbá remeteu a outros Países US$ 232,8 milhões, o quádruplo do acumulado de janeiro a julho de 2007, passando a frente de Campo Grande e Dourados no ranking de exportadores.[83]

Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)[12]
Ano PIB (R$) PIB per capita (R$)
2000 487 906 000,00 5 073,31
2001 597 766 741,00 6 163,86
2002 841 758 000,00 8 607,00
2003 1 174 881 000,00 11 913,00
2004 1 286 332 000,00 12 936,00
2005 1 492 877 000,00 14 889,00
2006 1 973 945 000,00 19 527,00
2007 2 052 367 000,00 21 296,00
2008 2 846 250 000,00 28 693,20
2009 2 715 507 000,00 27 300,58
2010 3 248 681 000,00 31 305,95
2011 3 602 830 000,00 34 536,99

A influência econômica de Corumbá[editar | editar código-fonte]

Geograficamente, Corumbá se identifica como espaço regional central e nacionalmente periférico.[44] Em função da ação do sujeito (homem) que interfere no objeto (território), e a cada interferência ocasiona transformações nas estruturas demográficas, sociais, ambientais e econômicas, sugerindo novos cenários e envolvendo novos agentes e atores. A identificação do espaço geográfico local com os seus elementos, formas e funções muito específicas e estimulantes, ocorre em razão da necessidade de apreender um espaço que tem se inscrito na história precedente e recente de forma peculiar. Entre ciclos de destaque econômico e de decadência, esta cidade fronteiriça (detentora de uma riqueza biótica de fundamental relevância (o Pantanal) e possuidora de jazidas de manganês e ferro, além de diversos outros atributos) enfatiza os matizes sutis da Geografia, notadamente na dimensão da dinâmica territorial e ambiental. Os cenários de desenvolvimento reservam para a cidade uma face de privilegiada posição geográfica que garante relevante papel central na geopolítica regional frente aos países vizinhos e ao Brasil. A cidade tem grande potencial para exercer funções de maior relevância em razão da privilegiada situação geográfica e do contexto da rede urbana à qual pertence como: relações intercontinentais, centro agroindustrial (para agregar valor a atividade pecuária), segurança nacional, centro de referência de estudos históricos, arqueológicos e biológicos relativos ao Pantanal, estado, região e país. Chegando-se às seguintes constatações que devem ser notadas:[44]

  • Potencial econômico real, mas necessita de um planejamento estrutural para viabilizar um projeto que envolva as dimensões sociais, ambientais, políticas e culturais.
  • O Pantanal se inscreve no cenário global como Reserva da Biosfera e, no entanto, nas escalas local e regional, encontra-se limitada à exploração econômica da pecuária em nível local e à expansão da fronteira agrícola no nível estadual.
  • O desmatamento do cerrado (planalto), o manejo agrícola inadequado, a destruição da mata ciliar resultou, entre outros fatores, na erosão de solos no planalto e no aumento significativo de carga de partículas sedimentáveis de vários afluentes do rio Paraguai, e também agravando-se o problema de contaminação dos diversos rios com biocidas e fertilizantes.
  • Uma infra-estrutura adequada (estradas conservadas, frigoríficos para abate na cidade, respeito da identidade nativa, exploração adequada dos minérios, entre outros) dentro de um enfoque macroeconômico e sustentável agregaria valor ao produto e faria a inclusão social e o desenvolvimento sustentável, rompendo-se o estado de inércia que se encontra.
  • No foco da gestão ambiental, a legislação das duas escalas políticas (federal e estadual) é farta e se encontra provida de um arsenal de disposições na área, e contraditoriamente não se presta ao uso imediato, pois dependem de regulamentações.
  • A adequação de atividades econômicas no Pantanal surgiu do processo de conquista e aniquilamento dos índios guatós e guaicurus por sertanistas. E da mesma forma continua-se desrespeitando e discriminando etnias.
  • Os agentes e atores permanecem negligenciando ou até se omitindo nas soluções e providências para mudar o problema da dinâmica e organização territorial, social e econômica.

Importância no Brasil e no mundo[editar | editar código-fonte]

Economicamente Corumbá já foi bem mais importante que hoje. Possuía o maior porto fluvial da América Latina e o terceiro maior de um modo geral, além de já ter sido também o principal e mais importante centro comercial da região Centro-Oeste entre 1880 e 1930. A cidade é considerada o embrião do Mercosul, pois foi a primeira a manter relações comerciais com países vizinhos, em especial Paraguai e Argentina.[44] A retomada do desenvolvimento econômico começa a ganhar visibilidade. Com mais de 230 anos, a cidade prepara-se para um grande surto de crescimento com a implantação de seis megaprojetos: a volta do Trem do Pantanal, a pavimentação da rodovia Santa Cruz-Corumbá, a construção da Termopantanal, a construção do Polo Minero Siderúrgico, a hidrovia do Paraguai e a conclusão do gasoduto Bolívia-Brasil, entre outros investimentos de grupos empresariais que prometem alavancar a economia local. A América Latina, com a função de mercado especializado, teve um papel fundamental como região de fornecimento de matérias-primas e produtos coloniais (açúcar, café, tabaco, algodão, entre outros).[44] A bacia platina, por impulso das relações dinâmicas do mercado importador-exportador, despertou um processo de ocupação e conquistas de suas fronteiras internas (tanto que, em 1912, o presidente de Mato Grosso declarou que grande área da província se encontrava desocupada e que havia necessidade de braços para a lavoura). Corumbá, por ser economicamente vulnerável, tornou-se permeável de todo tipo de influência externa, tanto econômica, quanto político, cultural e social. No pós-guerra de 1945, a repercussão do contexto global manifestou-se na pecuária, através de investimentos de produtores rurais regionais, substituindo os investidores estrangeiros, e dessa maneira pôde-se passar a exportar carne (seca e salgada) bovina através da Bacia do Prata para os Estados Unidos e Europa (especialmente Reino Unido).[44]

A inclusão de Corumbá nos circuitos comerciais e produtivos globais ocorre a partir da conjuntura que é marcada pela crise industrial desenvolvimentista e aposta na dotação da economia nacional e estadual. Nesse contexto, a redefinição dos meios de transporte, a reestruturação do sistema produtivo e a ligação com os países dos diversos blocos regionais lhe conferem uma maior capacidade. O processo de globalização reativa a competição entre os territórios para a captação de capitais, informações e fluxos de bens, que circulam em volumes cada vez maiores no espaço econômico mundial. Apesar do conjunto de fatores favoráveis para a potencialização de seu desenvolvimento, marcou passo ao longo da sua história caracterizando-se por ciclos econômicos intermitentes, que ora a colocou na condição de centro e ora na condição de periferia. E ao longo dos tempos não houve diretrizes locais, estaduais e nacionais que possibilitaram iniciar um pocesso de desenvolvimento sustentável que fizesse a cidade romper com o problema da estagnação sócio-econômica que por consequência lhe trouxe a condição de cidade periférica, apesar da arrecadação captada em função de sua importância central e histórica para o Brasil, de patrimônio natural da humanidade e reserva da biosfera e das obrigações em função desse status, que era ambicionado por outras regiões de Mato Grosso do Sul. E a forma geográfica como Corumbá tem-se inserido na dinâmica territorial nacional ora reproduz um espaço de relevância central, podendo ser exemplificado com alguns objetos espaciais (Bioma Pantanal, Patrimônio Histórico Nacional, eixos de acesso ferroviário, rodoviário e fluvial além do transporte aéreo, Maciço do Urucum, onde se localizam importantes jazidas de minério de ferro e manganês), e ora reproduz um longínquo posto fronteiriço inserida às atividades ilícitas e sem diretrizes para o seu desenvolvimento, determina a sua real importância nacional.[44]

Essas novas fronteiras acabam por determinar espaços e definir as posições entre ricos e pobres, dominantes e dominados, industrializados e periféricos. Dessa maneira, aumentaram as especializações económicas de periferia (especializações referentes aos ciclos de exploração que fez algumas regiões isoladas do Brasil e América Latina conheceram a prosperidade, chegando a ostentar sinais evidentes de riqueza), com a manutenção das atividades tradicionais, é uma das razões do fracasso da industrialização em regiões periféricas, considerando o estabelecimento da divisão internacional do mercado. Uma dos grandes feitos do capitalismo imperial na América Latina foi a demarcação dos espaços fronteiriços para poder usar toda a infra–estrutura viária disponível para expandir o mercado. Dessa forma, incorpora-se econômica e territorialmente esses mercados. O desenvolvimento do capitalismo acabou iniciando um processo de relações centro-periferia. O desenvolvimento do processo produtivo local tem ligação com o movimento global do sistema capitalista na América do Sul, focalizando o Brasil e os outros países incluídos no bloco regional do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia), isto porque neste caso a dimensão da região deve ser focada pela articulação dos agentes do comércio inter-regional, e estes compreendidos pela região pressupondo a diversidade das relações internacionais com o mercado global. Tal articulação não é apenas espacial, mas, sobretudo, detalhada (econômica, social e cultural): Corumbá fez parte da economia de mercado exportador que predominou em todas as ex-colônias hispânico-lusitanas e também tinha grande vinculação ao mercado emergente global. A inclusão definitiva de Corumbá ocorreu com a abertura da navegação do rio Paraguai para países da Europa e da América do Sul, como parte do processo de internacionalização da economia, a partir da segunda metade do século XIX, num contexto de ampliação de mercados, em função das transformações operadas no processo industrial e com capacidade aparentemente ilimitada do capital de promover o crescimento e a acumulação econômica.[44]

Importância regional[editar | editar código-fonte]

Corumbá, com 100 mil habitantes e 1 relacionamento direto, é um Centro de Zona A. Nível formado por cidades de menor porte e com atuação restrita à sua área imediata; exercem funções de gestão elementares. Corumbá é uma das 192 cidades no Brasil com a classificação Centro de Zona A.[84] A cidade exerce influência sobre o município de Ladário (Centro Local).

Corumbá é o único centro urbano de significância relativa no Pantanal, exercendo na região as seguintes funções: comerciais (entreposto de exportação, entreposto comercial regional, comércio de abastecimento para as cidades bolivianas da fronteira e compras), industriais, de serviços (educação e capacitação profissional, administrativos, religiosos, de saúde, militares e sanitários, inclusive para o lado boliviano), cultura (centro de integração cultural fronteiriço e serviços de cultura para a população fronteiriça), turismo e eventos.[84]

Corredor bioceânico[editar | editar código-fonte]

Estrategicamente Corumbá está localizada no extremo Oeste de Mato Grosso do Sul, dispõe de eixos viários que permitem inserir o espaço geográfico, podendo integrar uma rede de influência com os países da América do Sul, chegando até o oceano Pacífico, por um lado, e até o oceano Atlântico, por outro. Chamamos a atenção para o fato de que o transporte de mercadorias por containers reforça a viabilidade destes corredores.[85]

A inserção de Corumbá e do Pantanal na escala planetária

Corumbá se integra com vistas aos portos do Oceano Atlântico e Pacífico através de dois eixos de integração:[85]

Eixo de integração continental para o Atlântico

No fim da primeira metade do século XIX, foi concedida autorização para a livre navegação na rede do rio Paraguai e seus afluentes, possibilitando o contato interno com a fronteira sul regional, através dos rios Apa, Aquidauana, Taquari e Miranda, através da via fluvial platina, proporcionando a comunicação fluvial e o intercâmbio de mercadorias entre os países da bacia platina (Argentina, Paraguai e Uruguai). Em razão dessa comunicação, Corumbá se integrou aos portos do Oceano Atlântico.

Este sistema viário vem sendo muito utilizado, permitindo o acesso até países da Europa, pois existe relação comercial de Mato Grosso do Sul com o bloco regional da União Europeia (UE), favorecendo também a integração fluvial do Brasil pelo rio Paraguai até a Argentina e Uruguai. Schabib Hanny aponta como se processa esta conectividade com a Bacia do Prata: … o sistema fluvial da Bacia do Prata (rio Paraguai), que está conectado ao porto de Buenos Aires através de Corumbá (Mato Grosso do Sul), no Brasil, tem uma extensão total de 2.771 km, dos quais apenas 48 km estão em território boliviano (Puerto Quijarro). A Bolívia usa atualmente o terminal portuário intermodal de Ladário (Mato Grosso do Sul), no Brasil, para o embarque de minérios e produtos agropecuários do Norte de Santa Cruz para exportação. Apesar disso, os produtos brasileiros oriundos da região fronteiriça do Brasil, atualmente exportados pelos portos do Atlântico, estão com a sua competitividade ameaçada. Além dos longos percursos rodoviários, a má conservação das estradas está causando o encarecimento dos fretes. Por outro lado, as tarifas portuárias em Santos e em outros portos do litoral brasileiro são consideradas muito altas para padrões mundiais, além do congestionamento verificado.

Eixo de integração continental para o Pacífico

O Brasil vem incrementando o seu comércio exterior com os países do Oriente, mas necessita cada vez mais de saídas rodoviárias para o Oceano Pacífico, em estradas pavimentadas e confiáveis, de molde a baratear os fretes globais. Os mercados do Pacífico, em especial os do Japão, China e os dos Tigres Asiáticos (Coreia do Sul, Taiwan e Cingapura), vêm crescendo progressivamente, especialmente o da China. Por outro lado, a produção de grãos nas regiões Centro-Oeste e Norte vem crescendo ano após ano em proporções surpreendentes. O eixo de acesso ao oceano Pacífico se concretizou depois da implantação da ferrovia que liga o Brasil à Bolívia, na década de 1950 e favorece a integração do Brasil com dois países andinos (Bolívia e Chile), utilizando acesso terrestre do Brasil (Corumbá) ao porto de Arica, localizado na cidade de mesmo nome, no Chile. A integração é possível por via terrestre, pela Bolívia, utilizando sistema ferroviário ou rodoviário, e no Chile (a comunicação se dá por sistema rodoviário, com os quais pode se manter acordos que promovam a integração social, cultural, econômica e política). O trecho rodoviário Campo Grande – Corumbá – Santa Cruz possui 1.090 km. Por outro lado, a extensão de ferrovia para cobrir o mesmo trecho é de 1.114 km. O percurso rodoviário equivalente ao ferroviário (em termos de custo de transporte) é de 1.114 x 0,514 = 573 km. Assim sendo, pode-se considerar que, usando-se a ferrovia em vez da rodovia neste trecho, teremos uma economia teórica de: 1.090 – 573 km = 517 km. Esta extensão deverá ser abatida das extensões apontadas no item B1 acima.

Entre os produtos a serem exportados da região de influência dos corredores para o Pacífico aqui estudados, abrangendo os Estados (ou parte deles) de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amazonas e Acre, podemos citar: Produtos Agrícolas com ou sem beneficiamento (soja, milho, arroz, açúcar, cacau, café, frutas, etc.), Produção extrativista vegetal (madeira beneficiada, borracha, castanha, etc.), Carne frigorificada (de boi e de frango) e Produtos industrializados.

As saídas para o Pacífico possuem uma característica única, que as diferenciam das demais. Elas são de molde a proporcionar uma reversão de expectativas em toda a região fronteiriça brasileira situada dentro das suas regiões de influência. Em outras palavras, colocam em situação mais privilegiada em termos de desenvolvimento potencial as regiões mais afastadas dos grandes centros colonizados, tendo em vista que quanto mais afastadas, mais próximas estarão dos portos oceânicos no Pacífico. Saídas rodoviárias para os portos do Pacífico através da Bolívia, permitiriam economizar percurso a partir de zonas produtoras, diminuir os tempos totais de viagem dos produtos, além de promoverem o intercâmbio regional com os países vizinhos, possibilitando o tráfego de mercadorias e passageiros. Sem uma infra-estrutura adequada que garanta o transporte internacional e sem energia para as agro-indústrias se estabelecerem, os acordos comerciais regionais terão muita dificuldade para prosperar.

Sem adequadas saídas para o Pacífico, o Brasil perde valiosas rotas para participar deste comércio crescente. Além disto, estas saídas facilitariam também o intercâmbio com a costa oeste dos EUA, bem como impulsionariam o comércio regional na América do Sul.

Trabalhadores e profissionais[editar | editar código-fonte]

Acolhe um grande número de profissionais liberais, empreendedores e entidades ligadas ao agronegócio, indústria e comércio. A população economicamente ativa em Corumbá, na faixa etária que atinge dos 18 aos 65 anos, totaliza 40.582 pessoas (25.674 homens e 14.908 mulheres). É no setor terciário (especialmente comércio de mercadorias e prestação de serviços) que há maior fluxo de contratações empregaticias. O mercado de trabalho em Corumbá começou a se aquecer nos últimos anos em função da instalação do Pólo Gás-Químico (Termopantanal), do Pólo Siderúrgico da Rio Tinto e dos alto fornos construídos pela EBX. Todavia, apresenta alto índice de desempregados, na faixa dos 24,46%. A necessidade de buscar qualificação profissional e estudo de nível superior de cursos não disponíveis na cidade de Corumbá provoca a saída de jovens para centros produtivos maiores do estado e do país (principalmente Campo Grande, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo), provocando uma mudança no perfil demográfico constituído pela falta de mercado.[86]

A cidade também ficou com o 348º maior potencial de consumo (IPC Marketing) entre todas as cidades brasileiras, com índice de 0,04%.[87]

Agricultura e pecuária[editar | editar código-fonte]

Com cerca de 10% da população vivendo na zona rural, o município tem no campo uma importante fonte de renda. A produção agrícola baseia-se nas culturas do arroz, milho, mandioca, tomate, feijão, algodão herbáceo, banana e cana-de-açúcar. A produtividade ultrapassa as 15 mil toneladas anuais. As condições edafoclimáticas da região são favoráveis à agricultura, entretanto, apresenta algumas limitações em relação ao clima, principalmente no período chuvoso (dezembro a fevereiro), onde ocorrem veranicos (períodos secos); dificultando o sucesso da produção agrícola. Também são favoráveis à agricultura intensiva, mas a deficiência de água, em grande parte devida ao baixo índice pluviométrico, dificulta o sucesso da produção agrícola. Existem áreas inundáveis, bem como áreas semi-áridas com dificuldade de estruturar um sistema de irrigação. Dessa forma não seria possível desenvolver culturas permanentes como é o caso de um grande número de espécies frutíferas. O município é o quinto produtor de e o quarto produtor de mel de abelha do estado.[44]

A região de Corumbá apresenta grande aptidão também para a pecuária, possuindo os maiores rebanhos ovinos, eqüinos e asininos de Mato Grosso do Sul. O rebanho bovino, que totaliza 1.811.254 cabeças, continua obtendo a 1ª posição entre os 5.564 municípios brasileiros.[88]

Indústria e mineração[editar | editar código-fonte]

Apesar de o setor industrial ser incipiente, a arrecadação por ele gerada supera os setores de pecuária e agricultura, característicos do estado como um todo. Na indústria de transformação, é representativa a produção de cimento, calcário, laticínios e os estaleiros. Segundo o IGBE, Corumbá tem um total de 98 indústrias de transformação.[89] Principais Ramos: Indústria extrativa, entreposto de pescado, frigorífico de bovinos, produção de cimento, produção de concreto, calcário, mineradoras, metalúrgica, produtos alimentícios, minerais não metálicos, editorial e gráfica, madeira, perfumaria, sabões e velas, álcool etílico e vinagre.

Outra atividade industrial importante é a extração mineral (extração da Mineração Corumbaense Reunida (extração de ferro), Urucum Mineração (extração de manganês) e da fábrica de cimento Itaú (extração de calcário, extração de areia e fabricação do cimento)). Em razão da natureza das suas rochas, o Maciço do Urucum possui grandes reservas minerais, que se destaca o manganês (possui a maior reserva do Brasil) e o ferro (terceira maior do Brasil). A exploração ali começou em 1930. No caso da Ferroligas, apenas é feito o beneficiamento do manganês. O manganês é extraído das minas subterrâneas do Maçiço do Urucum e o ferro a céu aberto. No caso do manganês, suas minas estão entre as maiores do mundo, podendo ser extraído 30 milhões de toneladas. Corumbá também é a maior produtora dos seguintes minérios: dolomito, cristal de rocha, areia, argila, água mineral, calcita ótica e industrial, cobre e mármore.

Comércio[editar | editar código-fonte]

Segundo o IGBE, em 2006 foram 1.080 estabelecimentos comerciais em toda a cidade.[89] Em Corumbá não há shopping Center, mas possui vários outros centros de compras menores que são chamadas de galerias, além de supermercados, hipermercados, lojas de conveniências, mercados e mercearias. Do outro lado da fronteira há uma zona franca com vários centros comerciais e shopping centers (Dutty Free) que vendem produtos a preços bem mais baixos que do lado brasileiro, inclusive alimentos.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Wikivoyage
O Wikivoyage possui o guia Corumbá
Parque Marina Gatass.
Praça da República.
Jardim da Independência.
Casario do Porto.
Monumento em homenagem aos heróis da II Guerra Mundial, no Jardim da Independência

Corumbá é a cidade do estado que mais recebe turistas, sendo conhecida como Cidade Branca pela coloração de seu solo, rico em calcário. Hoje, com o Pantanal ocupando 60% de seu território, é considerada a Capital do Pantanal, sendo também sua porta de entrada. O turismo vem ajudando a desenvolver o mercado de trabalho associado com a pesca esportiva. Está em estudo o lançamento do Capital do Pantanal Convention & Visitors Bureau. Principais pontos turísticos da cidade:

Turismo dos eventos[editar | editar código-fonte]

Ver anexo: Lista de locais para eventos e apresentações em Corumbá

Corumbá é considerada o centro mais adiantado do estado de Mato Grosso do Sul para eventos e lazer, sendo a cidade que mais sedia eventos em todo o estado. Dispõe de produtoras e organizadoras de eventos e lançamento de novos produtos, centros para convenções e exposições. Relação dos principais locais onde ocorrem eventos e apresentações da cidade de Corumbá:

Calendário de eventos[editar | editar código-fonte]

Relação dos eventos e apresentações da cidade de Corumbá:

  • Carnaval: Mantém fiel as tradições dos cordões carnavalescos, com aproximadamente 10 000 componentes que participam deste evento, desfile das Escolas de Samba e dos Blocos e os bailes populares que costumam reunir 40 mil pessoas por noite. Proporcionar lazer e descontração à comunidade corumbaense, mantendo a tradição cultural da realização do carnaval, agregando-o como uma atratividade aos produtos e equipamentos turísticos do município, fortalecendo assim o Destino Turístico Corumbá. Atrair turistas e visitantes com a finalidade de fomentar e diversificar o desenvolvimento do comércio local, proporcionado geração de empregos e renda para a população corumbaense, oportunizar a visitação de turistas para conhecerem as belezas naturais e culturais da cidade e fomentar o intercâmbio cultural entre a comunidade e os visitantes.
  • Festa de Nossa Senhora da Candelária (padroeira do município): Em fevereiro, comemora-se em Corumbá, a Festa de Nossa Senhora da Candelária, padroeira da cidade. Nesse dia é feriado municipal. É realizada uma novena 9 dias antes da data, no dia acontece a quermesse e em seguida a grandiosa procissão.
  • Jogos Internacionais de Aventura do Pantanal: promover e divulgar o Destino Turístico Corumbá, agregando o esporte às atividades turísticas.
  • Festa de Nossa Senhora de Auxiliadora (em português)
Festa todo dia 24 de maio, mês de Maria, com quermesse. Após a quermesse segue a procissão pelas ruas da cidade de Corumbá
  • Festival América do Sul: Promover o desenvolvimento turístico e cultural da região de Corumbá e fazer a Integração dos países da América do Sul é a função desse evento
  • Festa e banho de São João: Arraial do Banho de São João é realizado durante quatro dias na cidade. O ponto alto acontece no início da noite de 24 para 25 de junho, com o tradicional Banho de São João. Festa de origem portuguesa seu ponto auto é a lavagem do santo, que desce a ladeira Cunha e Cruz em procissão, acompanhado de fogos de artifício e lanterninhas de papel ou velas acesas nas mãos, ao som de cantos típicos.
  • Festa de São Pedro Pescador: É realizada em de junho, e é organizada pela colônia de pescadores. A procissão é acompanhada pela banda da Marinha e após o programa religioso o Cururu (dança folclórica) tem seu espaço, até a madrugada.
  • Feira Agropecuária do Pantanal (FEAPAn): Divulgar, promover, fortalecer e agregar os valores do agronegócio à atividade turística, uma vez que possuímos no município de Corumbá o maior rebanho bovino do país, mostrando a diversidade da cultura pantaneira.
  • Semana do Município: O mês de setembro é apontado como um dos mais importantes para a população corumbaense. São inúmeras festas em comemoração ao aniversário da cidade, que acontece no dia 21. Durante as comemorações, acontecem a Festa do Peão Boiadeiro e o Festival Latino Americano de Arte e Cultura.
  • Mostra Corumbá-Santuário Ecológico de Dança: No ângulo cultural, a Mostra Corumbá também enriquece a visão de cerca de 35.000 pessoas — segundo estatística oficial - que assistiram e prestigiaram o evento. E bailarinos, professores e diretores fizeram um precioso intercâmbio de técnicas e pensamentos. Vale salientar que o evento não se limita ao palco público, mas que cresceu, oferecendo oficinas e trazendo ícones da dança nacional e internacional.
  • Festival Pantanal das Águas: São quase 1.500 pessoas que consomem em Corumbá, aquecem o comércio e a rede hoteleira, proporcionando um movimento atípico para este período do ano.
  • Festa e Louvação a Iemanjá: Evento realizado à beira do Rio Paraguai. As pessoas devotas vestem-se de branco e homenageiam atirando ao rio suas oferendas. Em meio a luz fazem sues pedidos mais íntimos. A festa é fantástica, de beleza erótica, tendo como palco o Rio Paraguai.
  • Lavagem da escadaria da Igreja Nossa Senhora da Candelária: no final de dezembro, comemora-se a Lavagem da escadaria da Igreja Nossa Senhora da Candelária, padroeira da cidade.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Como parte do patrimônio cultural do Município de Corumbá, há a descoberta do fóssil do cnidário pré-histórico Corumbella wernerii[90] . Esta espécie marinha possui cerca de 550 milhões de anos de idade, sendo datado do Período Ediacarano. A espécie é reconhecida como o primeiro ser vivo da história da evolução da vida a ter esqueleto. Isso coloca os fósseis encontrados em Corumbá entre os mais importantes já descobertos pela paleontologia mundial.

Com relação à cultura social, a corumbaense é composta de influências originárias dos estados e países de seus povoadores: entre as principais destas influências estão as culturas carioca, nordestina, paulista e sulista e de países como Itália, Síria, Palestina, Líbano, Bolívia e Paraguai. Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. Nesse caso poderemos retornar ao passado recente na época em que a cidade sofreu a influência dos paídes do prata, herdando grande parte de seus costumes e hábitos, e no caso dali foi mais fácil pois a cidade era isolada geograficamente. Dessa época acabou conservando os seus prédios históricos de influência europeia, sua histórias, tradições e costumes. Atualmente a cidade é considerada o centro cultural mais adiantado do estado de Mato Grosso do Sul.

Locais[editar | editar código-fonte]

  • Casa do Artesão, onde encontram-se peças que representam animais da região e do [[Pantanal
  • Art Izu: pertencente a artista plástica Izulina Xavier.
  • Casa de Massabarro: associação não-governamental com fins não-lucrativos, voltada exclusivamente para fins sociais com o intuito de dar às crianças do bairro uma oportunidade de profissão ao invés do ócio.
  • Memorial do Homem Pantaneiro: o museu abriga exposições permanentes e itinerantes sobre o ecossistema e a cultura pantaneira, cultura relativa aos povos que foram chegando e se fixando na região.
  • Museu de História do Pantanal: esse museu retrata a história do homem que habitava a região pantaneira há seis mil anos até a chegada do colonizador, é composto por peças arqueológicas.
  • Museu do Pantanal: conta com uma coleção de animais empalhados, acervo de várias tribos indígenas da região (cadiwéu, terenos e bororós), sessões de artes plásticas, de artesanato em couro e barro, peças arqueológicas e painéis de marcas de ferro de gado usados nas centenárias fazendas.
  • Biblioteca Gabriel Vandoni de Barros: estima-se um número de aproximadamente trinta mil volumes, entre eles livros didáticos, científicos, periódicos e livros históricos.
  • Biblioteca Manoel de Barros: a biblioteca possui 34 mil exemplares, sendo 13 mil títulos e aproximadamente 30 mil periódicos.
  • Biblioteca Municipal Lobivar de Matos: o acervo possui aproximadamente seis mil livros, didáticos, científicos e recreativos.

Sincretismo religioso[editar | editar código-fonte]

O predomínio é da religião católica, pertencendo a Diocese de Corumbá e tendo como padroeira Nossa Senhora da Candelária. Apesar disso, a religião evangélica cresce consistentemente, possuindo muitos adeptos e apresenta crescimento mais acentuado do que o catolicismo, especialmente na periferia. Como a maioria das cidades brasileiras, Corumbá começou a se desenvolver a beira de um rio e a sombra de uma igreja. Algumas edificações se mesclam a história da cidade.

Templos católicos[editar | editar código-fonte]

  • Capela de Santa Teresinha (Rua Major Gama com Rua Colombo)
  • Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Rua Joaquim Murtinho com Major Gama)
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária (Praça da República - Mapa): foi construída em 1885 pelo pregador imperial e Vigário da Vara, Frei Mariano de Bagnaia. A igreja, segundo os historiadores[carece de fontes?], foi motivo de muita polêmica na época, porque o Frei, julgando-se herói da Guerra do Paraguai, ao sobreviver às torturas impostas pelos paraguaios, decidiu construí-la para se auto-homenagear. O bispado não concordou e, diz a lenda, Mariano teria jogado uma praga, amaldiçoando a cidade à estagnação e pobreza. A igreja foi inaugurada dois anos mais tarde, com solenidade do ritual romano. Em seu altar destaca-se um brasão da Coroa portuguesa.
  • Igreja de Nossa Senhora Aparecida (Rua Tenente Mequides)
  • Igreja de Nossa Senhora de Caacupé (Rua Antônio Maria Coelho): construído em homenagem à padroeira do Paraguai.
  • Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Rua 7 de Setembro, 2405)
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Rua Gonçalves Dias)
  • Igreja do Santuário de Maria Auxiliadora (Rua Dom Aquino, 1037, em frente à Praça da Independência - Mapa - informações): a igreja foi construída em 1940 e ali encontra-se a imagem da escultura de Jesus Cristo em madeira de lei entalhada nos anos 1950 pelo artista plástico espanhol Ântonio Burgos Villa (Burgoso), que é amigo pessoal de Pablo Picasso. O artista também deixou inúmeras outras obras de madeira e gesso em Corumbá, onde viveu.
  • Igreja de São Benedito (Rua Mato Grosso, 565)
  • Igreja São João Bosco (Rua Dom Aquino, 2758)
  • Igreja São José Operário (Rua Eugênio Cunha, sn)

Protestantes[editar | editar código-fonte]

  • Igreja Adventista de Corumbá (Rua Colombo, 1070)
  • Assembleia de Deus (Rua Cabral)
  • Primeira Igreja Batista de Corumbá (Rua Dom Aquino, 912)

Esporte[editar | editar código-fonte]

Possui vários equipamentos esportivos que impulsionam mais o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas: dois estádios (sendo o Artur Marinho o maior deles), 5 ginásios e dois times de futebol.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Informação sobre o futebol em Corumbá:

  • Corumbaense Futebol Clube: clube que representa o município para as competições estaduais e nacionais. A sede do clube se situa na avenida General Rondon.
  • Estádio Artur Marinho (Rua Delamare, 2.535, Bairro Dom Bosco - Mapa): o Campeonato Estadual e o Campeonato da cidade de Corumbá ocorrem neste espaço. Tem capacidade para 12 mil pessoas, possui banheiros para o público masculino e feminino (dois de cada), alojamento para 40 pessoas (20 beliches) com 24 banheiros, 1 vestiário para os árbitros, refletores para jogos noturnos e ainda, 8 cabines para rádio e tv e banheiros para a imprensa. O campo é oficial como determina a FIFA.

Outras modalidades[editar | editar código-fonte]

Para outros esportes há os ginásios:

  • Ginásio do Corumbaense Futebol Clube (Av. General Rondon, 1.338, Centro): O ginásio acomoda até 2 mil pessoas, possui uma quadra polivalente, seis sanitários masculinos e oito femininos, vestiário, alojamento para trinta pessoas, possui refletores para jogos noturnos e cantina.
  • Ginásio Poliesportivo Lucílio de Medeiros (Rua Porto Carrêro, 01, Centro): pertencente a FUNEC, possui vestiários, banheiros, alojamento para 40 pessoas (20 feminino e 20 masculino). Uma quadra coberta polivalente e 3 descobertas (basquete, futsal e tênis). Um campo de futebol, um campo de suíço, uma quadra de futebol de areia, duas pistas de caminhada e uma pista de skate. A capacidade da quadra coberta é de 6 mil lugares.

Política[editar | editar código-fonte]

A Constituição de 1988 determina um novo perfil a gestão de Corumbá, que passa a obter mais recursos financeiros do governo federal e adquire a si responsabilidades na saúde, educação e gestão ambiental. A política de Corumbá, através da legislação e gestão, desenvolve um papel importante através das ações que podem transformar seu destino nas áreas social, econômico, ambiental e territorial, já que a classe política (vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, ministros e presidentes) é detentor de poder. Nos últimos anos está havendo uma preocupação maior em criar mecanismos eficientes para definir a importância de Corumbá nas escalas estadual, nacional e mundial, através das ações políticas que foram desenvolvidas para esse fim. Com toda a aparelhagem legal disponível, dispõe de instrumentos que permitam a gestão do território ou que auxilie os grupos sociais organizados de forma eficiente nas reivindicações, visto que há leis para essa finalidade.

Poderes[editar | editar código-fonte]

Legislativo[editar | editar código-fonte]

O poder legislativo em Corumbá é representado pela Câmara de Vereadores, que são responsáveis pela apreciação e aprovação de leis municipais. A cidade é representada por um total de 15 vereadores.

Executivo[editar | editar código-fonte]

O poder executivo em Corumbá é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, que são responsáveis pela promulgação e aplicação das leis municipais. A gestão do prefeito torna-se mais fácil para o mesmo quando recebe apoio dos vereadores.

Judiciário[editar | editar código-fonte]

O poder judiciário em Corumbá é representado por seis Varas da Justiça Estadual de Mato Grosso do Sul, uma Vara da Justiça Federal da 3ª Região e uma Vara do Trabalho da 24ª Região, que são responsáveis pelo julgamento dos processos judiciais em primeira instância. Em segunda instância, os processos são remetidos aos respectivos Tribunais, localizados em Campo Grande (Justiça Estadual e Justiça do Trabalho) ou São Paulo (Justiça Federal).

Cidades irmãs[editar | editar código-fonte]

Corumbá possui, ao menos, três cidades-irmãs oficiais:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Clerio Borges (3 de julho de 2012). Corumbá, Cidade Branca. clerioborges.com.br. Página visitada em 27 de fevereiro de 2013.
  2. Corumbá:Capital do Pantanal. Hotel Nacional. Página visitada em 27 de fevereiro de 2013.
  3. Gentílico dos municípios de Mato Grosso do Sul - IHGMS (PDF)
  4. a b CEP de cidades brasileiras. Correios. Página visitada em 31 de Julho de 2008.
  5. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
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