Corumbá
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Corumbá é um município brasileiro da região Centro-Oeste, localizado no estado de Mato Grosso do Sul. Localizada na região Centro-Oeste do Brasil, na margem esquerda do rio Paraguai e também na fronteira entre o Brasil, a Bolívia e o Paraguai (embora neste último caso não haja nenhuma proximidade urbana, note-se a imensidão da área territorial do município), Corumbá é considerada o primeiro pólo de desenvolvimento da região, e por abrigar 50% do território pantaneiro, recebeu o apelido Capital do Pantanal[10], além de ser a principal e mais importante zona urbana da região alagada. Também conhecida como cidade branca pela cor clara de sua terra, pois está assentada sobre uma formação de calcário, que dá a cor clara as terras locais.
É a terceira cidade mais importante do estado em termos econômicos, culturais e populacionais depois de Campo Grande (a capital do estado) e Dourados. Constitui o mais importante porto do estado de Mato Grosso do Sul e um dos mais importantes portos fluviais do Brasil e do mundo. Existe uma proximidade de Corumbá com mais 3 cidades: Ladário, Puerto Suarez e Puerto Quijarro. Com isso existe uma rede urbana de cerca de 150 mil pessoas, sendo atendida por dois aeroportos: Corumbá e Puerto Suárez.
Principal exportador de Mato Grosso do Sul em 2008[11], o município de Corumbá atingiu a condição de cidade mais dinâmica do Estado e 86ª dentre as 300 mais dinâmicas de todo o País, conforme o “Atlas do Mercado Brasileiro 2008”, divulgado em junho pela Gazeta Mercantil[12]. Com isso, o município ultrapassou Dourados em PIB, ficando em segundo lugar no estado, logo atrás da capital. No Brasil ficou com a 174º posição, á frente de cidades como Palmas (Tocantins) e Nova Friburgo (Rio de Janeiro). A cidade também ficou com o 324º maior potencial de consumo (IPC Target) entre todas as cidades brasileiras[13]. Além disso, 95% dos professores municipais tem ensino superior[14].
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[editar] Etimologia
A etimologia do topônimo Corumbá origina-se provavelmente no tupi kuru'mba, que significa "banco de cascalho", Antenor Nascentes de facto confirma que o termo tupi ku'ru tem a acepção de "seixo" e argumento que não se encontra a explicação para o sufixo "'mba". Há, entretanto, a versão do historiador Valmir Batista Corrêa, de que teria se originado do termo "kurupá" (aroeira, em tupi-guarani) por conta da excessiva presença dessa variedade nativa da flora pantaneira.
[editar] História
[editar] Dados da história
Chamada inicialmente como Vila de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, o povoado se ergueu um pouco mais para o sul e por alguns anos foi um simples destacamento militar e transformou-se lentamente em povoado. Atraído pela existência de pedras e metais preciosos (que eram usados por indígenas, que já povoavam a região, como adornos), entre eles o ouro, o português Aleixo Garcia, em 1524, acabou sendo o primeiro a visitar o território, que alcançou o rio Paraguai através do rio Miranda, atingindo a região onde hoje está a cidade de Corumbá. Nos anos de 1537 e 1538, o espanhol Juan Ayolas e seu acompanhante Domingos Martínez de Irala seguiram pelo rio Paraguai e denominaram Puerto de los Reyes à lagoa Gayva. Por volta de 1542-1543, Álvaro Nunes Cabeza de Vaca (espanhol e aventureiro) também passou por aqui para seguir para o Peru. Também passou por aqui o então governador de Assunção (atual capital do Paraguai), Domingos Martinez de Irala, que em marcha foi até a Cordilheira dos Andes. No século XVIII, visando a um tratado de limites existente, foi fundado pelos espanhóis em 1774 um povoado na foz de Ipané. Em 13 de setembro de 1775 foi oficialmente fundado o Forte Coimbra para a defesa da região. Em 21 de setembro de 1778, efetuou-se a ocupação do local onde se localiza atualmente Corumbá (em 2 de setembro o local onde se encontra atualmente Ladário começou a ser povoado). Nessa mesma data, a mando do governador da Capitania de Mato Grosso (o Capitão-General Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres), o sargento-mor Marcelino Rois Camponês, que comandava uma expedição militar, adquiriu a posse da região para a Coroa Portuguesa, fundando o local e batizando-o com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, sendo então lavrado o termo de fundação. Era uma povoado que começou como destacamento militar e se estabeleceu a princípio na ponta do Ladário. Até então seu crescimento era muito lento, pois até ali era apenas um posto militar.
No ano de 1800 um grande incêndio destruiu todo o arraial e foi tão violento que poupou a única capelinha de telha do local. Em consequência desse lento progresso, apenas em 26 de agosto de 1838, pela lei provincial, foi elevada à categoria de freguesia. Em 1856 estabeleceu-se o trânsito livre de barcos nacionais e estrangeiros no rio Paraguai e o porto de Corumbá, com sua importante posição geográfica, começou a se tornar um centro econômico de destaque no continente. A navegação, além de romper o isolamento da região, serviu para fixar o domínio pelo império na fronteira oeste do Brasil. Assustado com o grande desenvolvimento em 1859, em razão da navegação comercial, o Presidente da Província Almirante Joaquim Raimundo de Lamare, riscou e demarcou as ruas, praças e edifícios públicos de Corumbá. No mesmo ano o povoado foi transferido para a atual localização da cidade de Corumbá. Com o rápido progresso, no dia 1º de maio de 1861, foi instalada a Alfândega de Albuquerque para arrecadar impostos. Em 6 de julho de 1862, por decreto nº 6 do presidente da província Herculano Ferreira Pena é criado o município de Corumbá. Começaram a surgir vias largas e mais estabelecimentos comerciais. E isso acabou trazendo também problemas de infra-estrutura: transporte de mercadorias, abastecimento de água e saneamento básico precários (sendo este último causador de epidemias) e falta de calçamento nas ruas. Qualquer barco (nacional e estrangeiro) que atracava no porto local enfrentava o problema da falta de controle sanitário (e consequentemente doenças começaram a surgir). Também havia os problemas econômicos e sociais que foram agravados pelas frequentes enchentes periódicas que o rio Paraguai provocava. Outro problema comum na região eram as crises políticas e a violência cotidiana. Além disso, a dependência da navegação fluvial com o exterior tornou a cidade suscetível a crises periódicas.
Com a invasão de Corumbá, em 1864 pelas[tropas do ditador Francisco Solano Lopes, o progresso foi temporariamente bloqueado. A partir daí a navegação teve de ser interrompida e consequentemente houve a desarticulação do comércio local. Corumbá acabou sendo destruída e abandonada a miséria. Seus depósitos e casas foram saqueados e a sua população sofreu represálias por parte dos saqueadores. Esse domínio de ocupação do exército paraguaio durou até o dia 13 de Junho de 1867 (dia consagrado a Santo Antônio), quando, sob o comando do tenente-coronel Antônio Maria Coelho, soldados brasileiros vindos de Cuiabá derrotaram os inimigos e tomaram novamente posse das terras, que até aquele momento estava sob o domínio paraguaio. Após a guerra, em 1870, Corumbá estava destruída e reduzida a ruínas. A partir daí houve a reorganização do que foi devastado e a cidade voltou a normalidade que tinha outrora. No mesmo ano uma divisão do Exército Brasileiro, trazendo mantimentos para abastecer a sua tropa, abriu novas perspectivas de comércio. Também houve a restauração da zona urbana e a retomada do comércio, além da recuperação da região portuária e das fazendas de gado que foram destruídas outrora na invasão paraguaia. Em 7 de outubro de 1871, com o crescimento retomado, é elevada à categoria de vila. No ano de 1872 começou a ser construído o Arsenal da Marinha na região do atual município de Ladário e também a construção da Câmara de Vereadores de Corumbá. A Comarca de Corumbá foi criada por Lei Provincial nº 1 de 10 de junho de 1873 (declarada de segunda estância) e instalada em 19 de fevereiro de 1874. Em 1877, Corumbá dispunha de três praças, dez ruas retas e sua população era de aproximadamente 6 mil habitantes. Em 15 de novembro de 1878, pela lei nº 525, é elevada à categoria de cidade. Já no fim do século XIX], o porto fluvial de Corumbá era o terceiro maior da América Latina e movimentava pelos vapores da rota Europa/Brasil o comércio de peles, charques e outras riquezas da região. Ocultado às vistas dos visitantes, quando chegavam do rio da Prata pelas voltas do rio, surpreendia o belo aspecto que se descortinava à entrada do porto da cidade.
Corumbá estava em contínuo progresso e seu porto era atracado por embarcações nacionais e estrangeiras de grande calado. Essas embarcações traziam grandes carregamentos de mercadorias destinadas ao mercado local, além de outras localidades do estado, além do leste da Bolívia. Vapores vinham do Uruguai, Argentina e de alguns países europeus trazendo o cimento inglês, o vinho português e os refinados tecidos franceses, além dos imigrantes. Em contrapartida levavam produtos de exportação como a borracha, couro, charque, cal e a erva mate, transformando a região em um corredor das exportações de Mato Grosso. Nessa época, funcionavam em Corumbá 25 bancos internacionais como o City Bank e a moeda corrente era a Libra Esterlina. Havia uma enorme composição do elemento estrangeiro em sua população (italianos, árabes, libaneses, argentinos, paraguaios, entre outros) e nessa época a população estrangeira na região chegou a superar numericamente a brasileira. A zona urbana se desenvolveu sob o impulso de movimento mercantil e fluvial, o que aumentou os estabelecimentos comerciais e o número de estrangeiros. Apesar disso, a prosperidade comercial não trouxe benefícios para a cidade e sua população. Essa dependência com o comércio externo impediu o desenvolvimento interno e a criação de uma infra-estrutura econômica e urbana capaz de criar alternativas para o setor comercial. Havia uma dualidade na estrutura social que se formava, havendo dois grupos populacionais: o dos europeus, que eram os ricos e poderosos, e o dos sulamericanos, considerados marginalizados e discriminados. Getúlio Vargas, antes de ser presidente do Brasil, serviu ali até a patente de cabo, em 1903. Em 1910 como tentativa de organização dos comerciantes locais foi fundada a Associação Comercial de Corumbá. Ela que considerava a navegação fator principal no desenvolvimento da cidade reagiu anos depois contra a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (atualmente privatizada). No ano de 1913 um oficial das forças armadas, em visita a cidade, falou ao chegar a Corumbá: “No hotel, no bar, nas casas de comércio, por toda parte, ouve-se falar todas as línguas nessa longínqua e pequena babel e não serei exagerado em falar que o português não é o idioma que mais se fala”. Em 1914 possuia quinze mil habitantes e cortada por largas ruas retas e perpendiculares ao rio. Faltava apenas a arborização simétrica para embelezar as avenidas e dar um aspecto de uma metrópole para a época. No mesmo ano foi instalada em Corumbá a 14ª agência do Banco do Brasil.
A guerra que estava acontecendo na Europa (1914 a 1918) e a construção da estrada de ferro mudaram o destino econômico de Corumbá. Essa estrada acabou trazendo consequências negativas para a cidade e fez mudar drasticamente a sua economia. Em função disso o transporte fluvial foi perdendo força e o eixo econômico foi deslocado para Campo Grande, que passou a ser o centro econômico do estado de Mato Grosso a partir de 1920. A partir daí Corumbá começa a ficar decadente e perde a condição de entreposto de exportação e importação que detinha, sofrendo também um grande esvaziamento populacional, pois os comerciantes se mudaram para outros centros mais ricos ou então se tornaram pecuaristas. Apesar disso, a cidade seguiu tendo apenas o rio Paraguai como único meio de locomoção da cidade com outras regiões até a primeira metade do século XX. Depois do fim da guerra, com a abertura dos portos e o comércio com os países platinos e europeus, o Porto de Corumbá acabou sendo o terceiro maior da América Latina até por volta de 1930. Nos anos 40, durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade iniciou suas atividades industriais, com a exploração das reservas de calcário - excelentes para a indústria do cimento (chegada do grupo Itaú em 1950) - e outros minérios. A partir de 1950 a cidade de Corumbá, que nasceu e cresceu com a navegação, seria afetada negativamente com a chegada da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (privatizada em meados da década de 1990 à Ferrovia Novoeste S.A., atualmente pertence à América Latina Logística S.A.) o que enfraqueceu a economia local e significou o fim definitivo do comércio fluvial. A partir daí o rio Paraguai perderia a sua função de principal artéria de comunicação e transporte. Em 1953 é criado o município de Ladário onde, até o mesmo ano, era a região oeste da cidade de Corumbá. O Moinho Mato-Grossense, que nessa época trabalhava o trigo que chegava da Argentina pelo retorno das embarcações que transportavam o minério a partir da região, foi fechado nos anos 60. Em 1975 aportou na cidade a Urucum Mineração e a Companhia Vale do Rio Doce. Em 1977 foi criado o estado de Mato Grosso do Sul e Campo Grande foi escolhida a capital do novo estado, o que restou a Corumbá um número reduzido de atividades econômicas (algumas indústrias, um comércio de pequena expressão e uma grande atividade agropecuária). Ainda no final dos anos 70, o turismo começou a ser explorado muito artesanalmente, revelando uma nova infra-estrutura e viabilizando a restauração das construções históricas. Ainda a ocupação dos prédios portuários históricos pelos novos empresários impediu que o casario mais antigo do Porto Geral não fosse totalmente deteriorado e depredado. Nos anos 80 o turismo se consolida, mudando a economia de Corumbá. Em consequência disso, começou a se desenvolver uma grande infra-estrutura para atender a demanda turística local, com a construção de vários restaurantes, bares, hotéis, pousadas, barcos-hotéis, entre outros. Em 1986 a rodovia que liga Corumbá á Campo Grande (BR-262) foi pavimentada pelos militares, o que dinamizou um pouco o comércio.
A partir de 1990 teve início um novo momento econômico no município, com a intensificação da agropecuária, inserindo Corumbá no agronegócio, o que fez os produtores rurais buscarem novas técnicas e informações a respeito de avanços tecnológicos e também um novo modo de produção economicamente sustentável, fazendo com que a Europa adquira o rebanho pantaneiro, considerado ecologicamente correto. O comércio com a Bolívia passa a ser feito de forma diferente, cabendo a Corumbá ser intermediador de exportação para produtos proveniente dos centros agropecuários bolivianos, sendo que o escoamento da safra de soja seja feito pela rodovia BR-262 rumo ao Porto de Paranaguá. Apesar de ignorada pelo establishment, o comércio com a região dos Andes representou importante atividade econômica não só para Corumbá e região (havia na época mais de 180 exportadoras e escritórios de despachantes aduaneiros com geração de mais de 500 empregos diretos), mas também para a economia do Brasil, sendo um expressivo nicho de mercado cativo que vai desde achocolatados até automóveis. A partir dos anos 90 o dinamismo dos processos de produção e sócio-ambiental se modelam retratando a atuação dos agentes e redes de interesses que se direcionam para a apropriação, o controle e o uso político do espaço geográfico que inclui o valor incalculável do pertencer coletivo e que acabou se submetendo ao esquecimento e decadência da causa social. Na mesma década houve ainda mobilizações em defesa do rio Paraguai e para impedir megaprojetos como a hidrovia Paraguai-Paraná e o pólo mínero-siderúrgico de Corumbá, que marcam importantes embates que tem a participação de setores populares organizados. O ápice desses embates se deu com a expressiva participação de cidadãos de várias camadas sociais na questão do processo de efetivação do controle social do Programa Pantanal (financiado pelo BID), além do monitoramento dos impactos sócio-ambientais do Gasoduto Bolívia-Brasil e a implantação da usina termelétrica á gás boliviano, chamada de TermoPantanal. Com a recessão interna em 1992, houve uma supervalorização da moeda brasileira como mecanismo interno para estabilizar a situação econômica precária que estava o Brasil. Com isso o comércio de Corumbá, que já era problemático e frágil, sofreu uma amarga quebra em função da desistência da cidade dos comerciantes bolivianos, que optaram por outras praças como Iquique (Chile), Cidade do Panamá (América Central) e Miami (Estados Unidos). A partir da Eco-92 (Conferência da Terra) houve um processo de inclusão de atores (políticos, empresários e instituições) nas questões sobre a preservação, conservação e desenvolvimento sustentável do município, que é representado pelo bioma Pantanal, que possui recursos naturais finitos e nessessitam ser poupados e preservados para o futuro. A partir daí o bioma é introduzido no cenário nacional e mundial e passa a ter aliados e defensores para a preservação, conservação e até destruição, que é representado por várias organizações não governamentais (ONGs), que articulam atores e agentes políticos, sociais e econômicos. O outro setor passa a agrupar propostas de luta com interesses específicos de um setor do processo produtivo e com interesses que incluem os anseios da sociedade. Apesar da crise que afetou o comércio exterior depois da adoção do Plano Real em 1994, os comerciantes e exportadores do mercado corumbaense buscaram novas alternativas, como a participação do Pacto da Cidadania (emblemático movimento que uniu diferentes segmentos sociais em prol da cidade) e a reivindicação da implantação de uma área de livre comércio e a reativação da linha de trem de passageiros Bauru – Corumbá, que foram suspensos em função da privatização da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). Em 1999 conseguiram o apoio do Ministério da Cultura para incluir o Casario do Porto Geral no Programa Monumenta (que tem o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID) para recuperar o patrimônio histórico local para fins turísticos (cultural e ecológico) como opção hegemônica da pesca, o que gravemente acabou também promovendo o turismo sexual e a exploração sexual infanto-juvenil. A partir de 2005 a cidade começa a passar por uma cirurgia sócio-econômica: muitos empreendimentos começaram a chegar e a cidade passa a receber vários investimentos públicos e sociais. Com o Pantanal ocupando 60% de seu território, em 2007 Corumbá passou a ser chamada oficialmente de Capital do Pantanal, constituindo no principal portal para esse santuário ecológico.
[editar] Migração e imigração
Corumbá estava em contínuo progresso e seu porto era atracado por embarcações nacionais e estrangeiras de grande calado. Com o impulso do desenvolvimento local, mais estrangeiros foram chegando. Com isso já havia na cidade uma enorme composição de estrangeiros, que chegaram a superar numericamente o número de brasileiros.
- Estrangeiros
- Árabes: a partir de 1912, fugindo das guerras sangrentas que assolavam o Oriente Médio. Sírios, Libaneses, Turcos e Armênios chegavam ao Porto de Santos. De Santos partiram para o Porto de Corumbá, que era o portal de entrada para a região Centro Oeste, e o pólo comercial do antigo Mato Grosso. Com a chegada do trem, muitos imigrantes que estavam na cidade há anos em Corumbá acabaram se mudando para Campo Grande, onde encontraram clima bem mais ameno, muito parecido com o da terra natal.
- Europeus: eram de diversas nacionalidades e se dedicaram ao comércio e construção. Esse grupo, que era reduzido, monopolizou a política, a economia e a administração de Corumbá, voltando-se para seus interesses e pouco realizando a favor da sociedade local.
- Sulamericanos (paraguaios, argentinos, uruguaios, bolivianos e índios): representavam a maior parte da população que sobrevivia de forma precária; o mesmo ocorria com os índios que serviam de mão-de-obra barata no porto. Todos estes engrossavam o contingente pobre da cidade.
- Brasileiros
Em seu espaço de fronteira de linhas fictícias, permeado de indígenas, é palco de fluxos populacionais oriundos de outros lados do país, como cariocas, paulistas, nordestinos, mineiros e sulistas, confirmando assim seu caráter cosmopolita.
[editar] Arqueologia
Arqueologicamente, a datação mais antiga da presença do homem no Pantanal remonta há 8200 anos, obtida na área urbana de Ladário (MS), cidade que se localiza dentro de Corumbá, por arqueólogos da Universidade Vale dos Sinos (Unisinos) em convênio com a UFMS, sob a coordenação do professor dr. Pedro Ignácio Schmitz, que descobriu no sítio arqueológico, entre outros vestígios, sepultamentos de um grupo de caçadores/coletores/pescadores pré-indígenas. O professor Gilson Rodolfo Martins acredita na probabilidade da existência de sítios mais antigos no Pantanal, os quais podem ter mais de 10 000 anos, inseridos no período Pleistoceno ("Era do Gelo"). Pinturas rupestres de povos pré-históricos em morrarias, bem como ossadas e vestígios de animais dessa época, como o tigre dente-de-sabre e da preguiça gigante em grutas, já foram encontrados na bacia pantaneira.Todavia, somente futuras pesquisas poderão confirmar, ou não, essas hipóteses.
Dos registros arqueológicos e conhecimentos que se tem sobre o Pantanal, sabe-se que foi povoado por grupos indígenas das línguas Arawak, Guaicuru, Jê, Macro-Jê, Tupi Guarani e Zamuco. Sítios arqueológicos registram a presença dos povos indígenas que ocupavam a região antes da colonização. A diversidade de sítios, tanto de habitação, quanto de cemitérios, revela culturas amazônicas, da platina e do chaco.
[editar] Política
O poder político em Corumbá é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. Para o prefeito criar alguma lei, é preciso a aprovação do Poder Legislativo, sendo este composto pela Câmara dos Vereadores. A gestão do prefeito torna-se mais fácil quando recebe apoio dos vereadores. Como em qualquer cidade do Brasil, Corumbá possui como símbolos oficiais o hino, o brasão e a bandeira.
A Constituição de 1988 determina um novo perfil a gestão de Corumbá, que passa a obter mais recursos financeiros do governo federal e adquire a si responsabilidades na saúde, educação e gestão ambiental. A política de Corumbá, através da legislação e gestão, desenvolve um papel importante através das ações que podem transformar seu destino nas áreas social, econômico, ambiental e territorial, já que a classe política (vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, ministros e presidentes) é detentor de poder. Nos últimos anos está havendo uma preocupação maior em criar mecanismos eficientes para definir a importância de Corumbá nas escalas estadual, nacional e mundial, através das ações políticas que foram desenvolvidas para esse fim. Com toda a aparelhagem legal disponível, dispõe de instrumentos que permitam a gestão do território ou que auxilie os grupos sociais organizados de forma eficiente nas reivindicações, visto que há leis para essa finalidade.
Desde outubro de 2006 Corumbá tem seu próprio Plano Diretor Municípal, no qual está contempladas a lei de uso do solo urbano, zoneamentos comerciais e plano diretor de turismo, entre outras exigências. Com isso, Corumbá evitará de ter problemas sociais, ambientais e econômicos no futuro. A problemática ambiental é indissociável da problemática social em Corumbá e se criam transformações políticas, sociais, culturais, econômicas e ambientais, pois a tomada de decisão para solução dos problemas, contradições e conflitos depende de políticas públicas minimamente eficazes, que passam pela gestão do território e ambiental.
[editar] Sistema eleitoral
É o terceiro colégio eleitoral mais importante de todo o estado de Mato Grosso do Sul e pertencente á Comarca de mesmo nome. Seu eleitorado total é de 63.241 (30.920 homens e 33.288 mulheres).
[editar] Poder Legislativo
O poder legislativo em Corumbá é representado pela Câmara de Vereadores, que são responsáveis pela apreciação e aprovação de leis municipais. Acidade é representada por 11 vereadores. Abaixo a lista dos vereadores locais.
[editar] Poder Executivo
O poder executivo em Corumbá é representado pelo prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, que são responsáveis pela aprovação de leis municipais.
- Prefeitura
Localização
rua Gabriel Vandoni de Barros s/n
Prefeitos
Na época do ciclo comercial não houve benefícios para a cidade e sua população, e Corumbá se tornou um centro onde predominou o elemento estrangeiro, os comerciantes europeus. Esse grupo dominou a política e a administração de cidade, voltando-se para seus interesses e pouco realizando a favor da sociedade local. Mas nos últimos anos a situação social teve uma melhora significativa em função dos programas sociais implantados na cidade. Ruiter Cunha de Oliveira é o atual prefeito.
[editar] Poder Judiciário
Inaugurado em outubro de 2008, o novo Fórum de Corumbá tem capacidade para a instalação de até 10 varas. Atualmente existem seis varas em funcionamento, além da nova Vara da Fazenda Pública e de Registros Públicos. O novo Fórum conta com serviço de segurança e monitoramento, com 64 câmeras espalhadas pelas áreas de circulação, destacando-se 14 câmeras com lentes infravermelho, possibilitando a captura de imagens à noite.
Corumbá também tem a 1ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mato Grosso, criada em Corumbá em 10 de maio de 1958. O primeiro advogado a ocupar o cargo de presidente da OAB de Corumbá foi Caio Leite de Barros.
[editar] Subdivisões
[editar] Símbolos oficiais
- Marcha á Corumbá
[editar] Geografia
Geograficamente, Corumbá se identifica como espaço regional central e nacionalmente periférico. Em função da ação do sujeito (homem) que interfere no objeto (território), e a cada interferência ocasiona transformações nas estruturas demográficas, socais, ambientais e econômicas, sugerindo novos cenários e envolvendo novos agentes e atores. A identificação do espaço geográfico local com os seus elementos, formas e funções muito específicas e estimulantes, ocorre em razão da necessidade de apreender um espaço que tem se inscrito na história precedente e recente de forma peculiar. Entre ciclos de destaque econômico e de decadência, esta cidade fronteiriça (detentora de uma riqueza biótica de fundamental relevância (o Pantanal) e possuidora de jazidas de manganês e ferro, além de diversos outros atributos) enfatiza os matizes sutis da Geografia, notadamente na dimensão da dinâmica territorial e ambiental.
Os cenários de desenvolvimento reservam para a cidade uma face de privilegiada posição geográfica que garante relevante papel central na geopolítica regional frente aos países vizinhos e ao Brasil. Chegando-se às seguintes constatações que devem ser ponderadas:
- Potencial econômico real, mas necessita de um planejamento estrutural para viabilizar um projeto que envolva as dimensões sociais, ambientais, políticas e culturais.
- O Pantanal se inscreve no cenário global como Reserva da Biosfera e, no entanto, nas escalas local e regional, encontra-se limitada à exploração econômica da pecuária em nível local e à expansão da fronteira agrícola no nível estadual.
- O desmatamento do cerrado (planalto), o manejo agrícola inadequado, a destruição da mata ciliar resultou, entre outros fatores, na erosão de solos no planalto e no aumento significativo de carga de partículas sedimentáveis de vários afluentes do rio Paraguai, e também agravando-se o problema de contaminação dos diversos rios com biocidas e fertilizantes.
- Uma infra-estrutura adequada (estradas conservadas, frigoríficos para abate na cidade, respeito da identidade nativa, exploração adequada dos minérios, entre outros) dentro de um enfoque macroeconômico e sustentável agregaria valor ao produto e faria a inclusão social e o desenvolvimento sustentável, rompendo-se o estado de inércia que se encontra.
- No foco da gestão ambiental, a legislação das duas escalas políticas (federal e estadual) é farta e se encontra provida de um arsenal de disposições na área, e contraditoriamente não se presta ao uso imediato, pois dependem de regulamentações.
- A adequação de atividades econômicas no Pantanal surgiu do processo de conquista e aniquilamento dos índios guatós e guaicurus por sertanistas. E da mesma forma continua-se desrespeitando e discriminando etnias.
- Os agentes e atores permanecem negligenciando ou até se omitindo nas soluções e providências para mudar oproblema da dinâmica e organização territorial, social e econômica.
- Fuso horário
O fuso horário é de menos uma hora com relação a Brasília e de menos quatro horas ao Tempo Universal Coordenado.
- Complexo do Pantanal e sua fauna e flora
O bioma Pantanal é a planície mais importante em áreas úmidas da América do Sul. Seu maior território encontra-se no Mato Grosso do Sul, é conhecido como Pantanal Sul e tem como porta de entrada a cidade de Corumbá. O Pantanal de Mato Grosso do Sul é reconhecido como uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais do Planeta.
A grande diversidade da fauna é um dos seus grandes atrativos: jacarés, peixes, capivaras, antas, cervos-do-pantanal, garça, arara-azul, tuiuiú, entre outros. O Pantanal recebeu os títulos de Patrimônio Nacional pela Constituição de 1988 e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera pela UNESCO.
Segundo a WWF (1999), existem no Pantanal 650 espécies de aves, 80 de mamíferos, 260 de peixes e 50 de répteis. É uma região de grande importância para preservação da biodiversidade, considerada um dos maiores centros de reprodução da fauna da América. Já foram catalogados ali mais de 263 espécies de peixes, 122 de mamíferos, 93 de répteis, 1132 de borboletas, 656 de aves e 1700 de plantas.
- A inserção de Ladário dentro de Corumbá
Ladário localiza-se a leste de da zona urbana de Corumbá, sendo ela seu único vizinho, pois fica inteiramente dentro da área deste, além de depender economicamente dele. Juntas, Corumbá e Ladário somam 118 865 habitantes.
- Solo
Os solos do pantanal, em sua maioria, são arenosos e pobres com pequenas manchas argilosas e calcárias, mais ricas. Os plintossolos (tipo de solo mais encontrado no pantanal) são originários de sedimentos arenoargilosos do quaternário, são pobres em húmus, com a propriedade de endurecer irreversivelmente quando submetido a ambiente oxidante e, em geral, de baixa fertilidade. A maior limitação a uso destes solos é decorrente do excesso de água. São encontrados, com maior intensidade, em áreas planas e rebaixadas, sujeitas a inundações. As características geológicas e geomorfológicas da região são bastante peculiares, condicionando a formação de uma ampla diversidade de solos.
Considerando a forma de ocorrência dos solos na região, constata-se que nas áreas mais baixas e com topografia praticamente plana, constituídas por aluviões do rio Paraguai e seus afluentes, destacam-se a ocorrência de solos com marcante hidromorfismo como Glei Húmico e Glei Pouco Húmico, podendo ocorrer, também, algumas manchas de Vertissolo e Solonetz Solodizado. Nas áreas intermediárias, um pouco mais elevadas e menos sujeitas a inundações, predominantemente com relevo plano, suave ondulado e ondulado, destaca-se a ocorrência de Podzólico Vermelho-Escuro, Podzólico Vermelho-Amarelo, Brunizém Avermelhado, Brunizém, Regossolo, Vertissolo e Rendzina.
De acordo com estudo realizado pela prefeitura de Corumbá a Bacia do Paraguai está inserida no contexto geológico do Geossinclineo Paraguai-Araguaia e é caracterizada pela ocorrência de aqüíferos de meio fissurado e de dissolução (cárstico), associados principalmente às rochas pré-cambianas do grupo Corumbá e Cuiabá. Sobreposto a este embasamento tem-se a ocorrência de uma extensa cobertura aluvionar de idade quaternária, representada principalmente pela formação Pantanal, que constitui um aqüífero de meio poroso.
[editar] Localização
- Localização
Localiza-se a uma latitude 19º00'33" Sul e a uma longitude 57º39'12" Oeste, estando a uma altitude de 118 metros.
Corumbá localiza-se na região do Pantanal sulmatogrossense e próxima da fronteira com a Bolívia, á beira do rio Paraguai. O município é também ponto de parada da ligação ferroviária entre o Brasil e a Bolívia, sendo a última cidade brasileira antes do território boliviano, do qual se separa por fronteira seca.
Arredores
- O cotidiano formal e informal através das fronteiras
Corumbá possui 386 km de fronteiras com dois países: Paraguai e Bolívia, situação que é conhecida como tríplice fronteira. O primeiro contato com o território boliviano ocorre com o núcleo de Arroyo Concepción, ao lado da cancela divisória com os dois países e para se deslocar até lá são percorridos 5 km desde o Centro de Corumbá. Há uma linha regular de ônibus urbano que chega até o local. Na fronteira paraguaia são 38 km de fronteira em curso d’água (limites naturais que possuem descontinuidade no terreno com alguma barreira natural – rio, lagoa, serra, etc.), sendo que o contato se faz pelo rio Paraguai, não existindo núcleos populacionais, apenas propriedades rurais que confrontam com as do Brasil. À revelia das causas institucionais e econômicas que provocam alterações nas oportunidades e reforçam a demarcação das fronteiras, foi estabelecido um pacto cotidiano informal de cooperação e parcerias entre as fronteiras, mas sem o reconhecimento dos países. Por um lado, é assimilado características culturais dos três países que marcam a identidade da população local. Por outro lado há o lado negativo do poder invadir os países vizinhos através da comunicação e/ou proprietários brasileiros que incorporam terras estrangeiras em seu patrimônio. Sendo fronteira contemporânea, Corumbá demarca a composição de territorialidade que une-se nos fluxos dos interesses de segmentos e a sua dinâmica, fundamentalmente, aproxima regiões avançadas, especialidades capacitadas tecnologicamente, locais inseridos no diálogo de relações mundiais, em um compasso de tempo cuja velocidade difere da lentidão de sua área, e criando redes de contraponto ás relações internas constituídas na estrutura do Estado-nação. A organização vertical do território, quando assume importância extrema, opõe-se á sua organização horizontal e representativa dos interesses sociais.
- Área territorial
Possui atualmente área total de 64 960,863 km². A área urbana totaliza 21,57 km² segundo a Embrapa Monitoramento por Satélite. Sua área territorial total abrange todo o município de Ladário.
- Limites
- Sul: Porto Murtinho, Paraguai
- Leste: Aquidauana, Miranda, Sonora, Coxim, Rio Verde de Mato Grosso
- Oeste: Bolívia
- Norte: estado de Mato Grosso
- Obs.: o município de Ladário não é limítrofe de Corumbá, pois fica inserido dentro deste
[editar] Hidrografia
Geologicamente é uma planície aluvial de formação recente do período quartenário (2,5 milhões de anos), que ainda está em processo de sedimentação. O leito sinuoso e curso instável dos rios formam um grande número de ilhas, algumas de até 1.200 km2 de área. Além do curso principal do rio Paraguai que na época das cheias tem até 25 km de largura, as áreas inundadas se limitam as partes mais deprimidas do terreno, chamadas baías que geralmente assumem formas circulares ou elípticas. Entre uma e outra baía, as partes mais elevadas são chamadas “cordilheiras”, onde o gado das fazendas se refugia quando as águas sobem. Os cursos que interligam as baías durante as cheias são chamadas vazantes, e recebe o nome de corixos quando são permanentes e podem ser navegados mesmo na época de estiagem. O regime de fluxo de águas subterrâneas nas rochas pré-cambianas está condicionado a existência de estruturas, que associadas às rochas carbonáticas, provocam a sua dissolução, criando aberturas maiores que facilitam o fluxo de água. As águas do rio Paraguai e do Canal do Tamengo, por apresentarem condutividade elétrica inferior a 250 mohm são classificadas como água com salinidade baixa.
[editar] Clima
O clima da região de Corumbá é do tipo Aw – Clima Tropical Úmido, megatérmico, com inverno seco e chuvas no verão. Cabe salientar que em alguns locais é possível encontrar características climáticas que os enquadram no limite do Aw e BSh, isto é, entre um clima úmido e um clima semi-árido. Com chuvas de novembro a abril e seca de maio a outubro. Chove em média 100 dias por ano. Os meses de verão são extremamente quentes e os meses de inverno podem se caracterizar por muito frio. O tempo em Corumbá:
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | [Nov | Dez | Ano |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Temperatura Média °C | 27 | 26.5 | 26.7 | 26 | 23.1 | 20.1 | 21.8 | 22.7 | 24.2 | 26.6 | 27 | 27.2 | 25 |
| T. Mínima Absoluta °C | 14.6 | 15.3 | 12.4 | 13 | 6.2 | 6 | 1.4 (1) | 4.6 | 9.2 | 11.6 | 14 | 16.2 | 1.4 |
| T. Mínima Média °C | 23.2 | 23.2 | 23.5 | 21.6 | 20.6 | 17.2 | 16.7 | 18.1 | 19.7 | 21.9 | 22.7 | 23.1 | 21.1 |
| T. Máxima Média °C | 32.7 | 32.4 | 31.9 | 30.6 | 28.1 | 26.2 | 26.9 | 28.4 | 31 | 32.1 | 33.1 | 32.9 | 30.5 |
| T. Máxima Absoluta °C | 37.5 | 38.3 | 37.1 | 36.2 | 34.3 | 33.2 | 34.4 | 36.8 | 38.4 | 40.5 (2) | 39.9 | 39.6 | 40.5 |
| Prec. Média mm | 207.1 | 122.7 | 137.7 | 78 | 53.4 | 30.5 | 29.2 | 32.4 | 47 | 82 | 144 | 154.2 | 1118.2 |
| Prec. Máxima 24h mm | 144.9 | 76.3 | 88.7 | 119.8 | 76.7 | 46.6 | 60.7 | 75.9 | 54.8 | 57.6 | 101.6 | 63.6 | 144.9 (3) |
| Umidade Rel. do Ar % | 78.3 | 80.8 | 81.6 | 78.5 | 80.9 | 79.2 | 72.4 | 72.6 | 72.5 | 71.8 | 75.7 | 77 | 76.8 |
[editar] Economia
Apesar do seu forte e competitivo segmento agropecuário, sua economia é bastante diversificada, se destacando também as atividades de mineração, pesca e turismo, comércio e serviços. A arrecadação municipal segue a tendência das grandes capitais do país, sendo predominante às receitas proveniente dos setores de comércio e serviços (27,35%). Essa tendência é explicada pelo fato desses serem os setores da economia que mais agregam valores em seus produtos. O município é o terceiro em arrecadação de ICMS no estado. Os dados da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) apontam que a movimentação econômica de Corumbá saltou em 36%, passando R$ 1,88 bilhão no ano de 2006 a R$ 2,55 bilhões no ano passado, crescimento mais expressivo de Mato Grosso do Sul. Quanto às exportações, os dados de janeiro a julho indicam que Corumbá remeteu a outros Países US$ 232,8 milhões, o quádruplo do acumulado de janeiro a julho de 2007, passando a frente de Campo Grande e Dourados no ranking de exportadores.
Corumbá é o único centro urbano de significância relativa no Pantanal, exercendo na região as seguintes funções: comerciais (entreposto de exportação, entreposto comercial regional, comércio de abastecimento para as cidades bolivianas da fronteira e compras), industriais, de serviços (educação e capacitação profissional, administrativos, religiosos, de saúde, militares e sanitários, inclusive para o lado boliviano), cultura (centro de integração cultural fronteiriço e serviços de cultura para a população fronteiriça), turismo e eventos. A cidade também tem potencial para exercer outras funções de maior relevância em razão da privilegiada situação geográfica e do contexto da rede urbana à qual pertence como: relações intercontinentais, centro agro-industrial (para agregar valor a atividade pecuária), segurança nacional, centro de referência de estudos históricos, arqueológicos e biológicos relativos ao Pantanal, entre outros. Seu poder de consumo é de 0,04% (est. 2005).
A importância de Corumbá na escala brasileira e planetária
Economicamente Corumbá já foi bem mais importante que hoje. Possuia o terceiro maior porto da América Latina, além de já ter sido também o principal e mais importante centro comercial da região Centro-Oeste. A cidade é considerada o embrião do Mercosul, pois foi a primeira a manter relações comerciais com países vizinhos, em especial Paraguai e Argentina. A retomada do desenvolvimento econômico começa a ganhar visibilidade. Com mais de 220 anos, a cidade prepara-se para um grande surto de crescimento com a implantação de seis megaprojetos: a volta do Trem do Pantanal, a pavimentação da rodovia Santa Cruz-Corumbá, a construção da Termopantanal, a construção do Polo Minero Siderúrgico, a hidrovia do Paraguai e a conclusão do gasoduto Bolívia-Brasil, entre outros investimentos de grupos empresariais que prometem alavancar a economia local. A América Latina, com a função de mercado especializado, teve um papel fundamental como região de fornecimento de matérias-primas e produtos coloniais (açúcar, café, tabaco, algodão, entre outros). A bacia platina, por impulso das relações dinâmicas do mercado importador-exportador, despertou um processo de ocupação e conquistas de suas fronteiras internas (tanto que, em 1912, o presidente de Mato Grosso declarou que grande área da província se encontrava desocupada e que havia necessidade de braços para a lavoura). Corumbá, por ser economicamente vulnerável, tornou-se permeável de todo tipo de influência externa, tanto econômica, quanto político, cultural e social. No pós-guerra de 1945, a repercussão do contexto global manifestou-se na pecuária, através de investimentos de produtores rurais regionais, substituindo os investidores estrangeiros, e dessa maneira pôde-se passar a exportar carne (seca e salgada) bovina através da Bacia do Prata para os Estados Unidos e Europa (especialmente Reino Unido).
A inclusão de Corumbá nos circuitos comerciais e produtivos globais ocorre a partir da conjuntura que é marcada pela crise industrial desenvolvimentista e aposta na dotação da economia nacional e estadual. Nesse contexto, a redefinição dos meios de transporte, a reestruturação do sistema produtivo e a ligação com os países dos diversos blocos regionais lhe conferem uma maior capacidade. O processo de globalização reativa a competição entre os territórios para a captação de capitais, informações e fluxos de bens, que circulam em volumes cada vez maiores no espaço econômico mundial. Apesar do conjunto de fatores favoráveis para a potencialização de seu desenvolvimento, marcou passo ao longo da sua história caracterizando-se por ciclos econômicos intermitentes, que ora a colocou na condição de centro e ora na condição de periferia. E ao longo dos tempos não houve diretrizes locais, estaduais e nacionais que possibilitaram iniciar um pocesso de desenvolvimento sustentável que fizesse a cidade romper com o problema da estagnação socio-econômica que por conseqüência lhe trouxe a condição de cidade periférica, apesar da arrecadação captada em função de sua importância central e histórica para o Brasil, de patrimônio natural da humanidade e reserva da biosfera e das obrigações em função desse status, que era ambicionado por outras regiões de Mato Grosso do Sul. E a forma geográfica como Corumbá tem-se inserido na dinâmica territorial nacional ora reproduz um espaço de relevância central, podendo ser exemplificado com alguns objetos espaciais (Bioma Pantanal, Patrimônio Histórico Nacional, eixos de acesso ferroviário, rodoviário e fluvial além do transporte aéreo, Maciço do Urucum, onde se localizam importantes jazidas de minério de ferro e manganês), e ora reproduz um longínquo posto fronteiriço inserida às atividades ilícitas e sem diretrizes para o seu desenvolvimento, determina a sua real importãncia nacional.
Essas novas fronteiras acabam por determinar espaços e definir as posições entre ricos e pobres, dominantes e dominados, industrializados e periféricos. Dessa maneira, aumentaram as especializações economicas de periferia (especializações referentes aos ciclos de exploração que fez algumas regiões isoladas do Brasil e América Latina conheceram a prosperidade, chegando a ostentar sinais evidentes de riqueza), com a manutenção das atividades tradicionais, é uma das razões do fracasso da industrialização em regiões periféricas, considerando o estabelecimento da divisão internacional do mercado. Uma dos grandes feitos do capitalismo imperial na América Latina foi a demarcação dos espaços fronteiriços para poder usar toda a infra–estrutura viária disponível para expandir o mercado. Dessa forma, incorpora-se econômica e territorialmente esses mercados. O desenvolvimento do capitalismo acabou iniciando um processo de relações centro-periferia. O desenvolvimento do processo produtivo local tem ligação com o movimento global do sistema capitalista na América do Sul, focalizando o Brasil e os outros países incluídos no bloco regional do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia), isto porque neste caso a dimensão da região deve ser focada pela articulação dos agentes do comércio inter-regional, e estes compreendidos pela região pressupondo a diversidade das relações internacionais com o mercado global. Tal articulação não é apenas espacial, mas, sobretudo, detalhada (econômica, social e cultural): Corumbá fez parte da economia de mercado exportador que predominou em todas as ex-colônias hispânico-lusitanas e também tinha grande vinculação ao mercado emergente global. A inclusão definitiva de Corumbá ocorreu com a abertura da navegação do rio Paraguai para países da Europa e da América do Sul, como parte do processo de internacionalização da economia, a partir da segunda metade do século XIX, num contexto de ampliação de mercados, em função das transformações operadas no processo industrial e com capacidade aparentemente ilimitada do capital de promover o crescimento e a acumulação econômica.
| Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) (fonte: IBGE) | ||
|---|---|---|
| Ano | PIB (R$) | PIB per capita (R$) |
| 2000 | 487.906.000,00 | 5.073,31 |
| 2001 | 597.766.741,00 | 6.163,86 |
| 2002 | 841.758.000,00 | 8.607,00 |
| 2003 | 1.174.881.000,00 | 11.913,00 |
| 2004 | 1.286.332.000,00 | 12.936,00 |
| 2005 | 1.492.877.000,00 | 14.889,00 |
| 2006 | 1.973.945.000,00 | 19.527,00 |
Acolhe um grande número de profissionais liberais, empreendedores e entidades ligadas ao agronegócio, indústria e comércio. A população economicamente ativa em Corumbá, na faixa etária que atinge dos 18 aos 65 anos, totaliza 40.582 pessoas (25.674 homens e 14.908 mulheres).
É no setor terciário (especialmente comércio de mercadorias e prestação de serviços) que há maior fluxo de contratações empregaticias. O mercado de trabalho em Corumbá começou a se aquecer nos últimos anos em função da instalação do Pólo Gás-Químico (Termo Pantanal), do Pólo Siderúrgico da Rio Tinto e dos alto fornos construídos pela EBX.
Todavia, apresenta alto índice de desempregados, na faixa dos 24,46%[16]. A necessidade de buscar qualificação profissional e estudo de nível superior de cursos não disponíveis na cidade de Corumbá provoca a saída de jovens para centros produtivos maiores do estado e do país (principalmente Campo Grande, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo), provocando uma mudança no perfil demográfico constituído pela falta de mercado.
[editar] Setor primário
Com cerca de 10% da população vivendo na zona rural, o município tem no campo uma importante fonte de renda. A produção agrícola baseia-se nas culturas do arroz, milho, mandioca, tomate, feijão, algodão herbáceo, banana e cana-de-acúcar. A produtividade ultrapassa as 15 mil toneladas anuais. As condições edafoclimáticas da região são favoráveis à agricultura, entretanto, apresenta algumas limitações em relação ao clima, principalmente no período chuvoso (dezembro a fevereiro), onde ocorrem veranicos (períodos secos); dificultando o sucesso da produção agrícola. Também são favoráveis à agricultura intensiva, mas a deficiência de água, em grande parte devida ao baixo índice pluviométrico, dificulta o sucesso da produção agrícola. Existem áreas inundáveis, bem como áreas semi-áridas com dificuldade de estruturar um sistema de irrigação. Dessa forma não seria possível desenvolver culturas permanentes como é o caso de um grande número de espécies frutíferas. O município é o quinto produtor de lã e o quarto produtor de mel de abelha do estado.
A região de Corumbá apresenta grande aptidão para a pecuária, possuindo os maiores rebanhos ovinos, eqüinos e asininos de Mato Grosso do Sul. O rebanho bovino, que totaliza 1.811.254 cabeças, continua obtendo a 1ª posição entre os 5.564 municípios brasileiros[17].
[editar] Setor secundário
Apesar de o setor industrial ser incipiente, a arrecadação por ele gerada supera os setores de pecuária e agricultura, característicos do estado como um todo. Na indústria de transformação, é representativa a produção de cimento, calcário, laticínios e os estaleiros. Segundo o IBGE, Corumbá tem um total de 98 indústrias de transformação.
Principais Ramos: Industria extrativa, entreposto de pescado, frigorífico de bovinos, produção de cimento, produção de concreto, calcário, mineradoras, metalúrgica, produtos alimentícios, minerais não metálicos, editorial e gráfica, madeira, perfumaria, sabões e velas, álcool etílico e vinagre.
Outra atividade industrial importante é a extração mineral (extração da Mineração Corumbaense Reunida (extração de ferro), Urucum Mineração (extração de manganês) e da fábrica de cimento Itaú (extração de calcário, extração de areia e fabricação do cimento)). Em razão da natureza das suas rochas, o Maciço do Urucum possui grandes reservas minerais, que se destaca o manganês (possui a maior reserva do Brasil) e o ferro (terceira maior do Brasil). A exploração ali começou em 1930. No caso da Ferroligas, apenas é feito o beneficiamento do manganês. O manganês é extraído das minas subterrâneas do Maçiço do Urucum e o ferro á céu aberto. No caso do manganês, suas minas estão entre as maiores do mundo, podendo ser extraído 30 milhões de toneladas. Corumbá também é a maior produtora dos seguintes minérios: dolomito, cristal de rocha, areia, argila, água mineral, calcita ótica e industrial, cobre e mármore.
[editar] Setor terciário
Segundo o IBGE, são 1.080 estabelecimentos comerciais em toda a cidade, se destacando supermercados, mercados, mercearias, lojas de conveniências. Os principais núcleos comerciais da cidade são:
- Feira Bras-Bol
- Galeria Pantanal
Sua infra-estrutura inclui aeroportos, porto de cargas, bancos, restaurantes, bares, danceterias, escolas, órgãos públicas importantes (Ministério da Defesa, Ibama, Embrapa, Polícia, Receita Federal, entre outras).
- Bancos
Corumbá e Ladário dispõe de:
| Tipo de banco | Agências |
|---|---|
| Agências comerciais | 7 |
| Caixa Econômica Federal (CEF) | 1 |
| Banco do Brasil | 1 |
- Ensino
Ensino básico
A rede de ensino básico de Corumbá ainda é reduzido, contando com poucas unidades de ensino básico, médio, superior e de exercício da cidadania. As taxas de evasão e repetência tem diminuído no município no ensino fundamental e médio.
Dispõe de 65 escolas de ensino básico, fundamental, médio e profissionalizante (sendo 60 em zona urbana e 5 em zona rural) que se dividem da seguinte maneira de acordo com a administração:
| Tipo | Escolas |
|---|---|
| Estaduais | 14 |
| Municipais | 31 |
| Particulares | 20 |
As escolas mais importantes do município são:
| Nome da escola |
|---|
| Colégio Salesiano Dom Bosco |
| Colégio Salesiano Santa Tereza |
| Colégio Objetivo |
| Escola Tenir |
| SENAC |
| SENAI |
| SESI |
Ensino superior
No ensino superior, dispõe de dois estabelecimentos:
| Nome | Sigla | Cursos |
|---|---|---|
| Faculdade Salesiana de Santa Teresa | FSST | Ciências Econômicas, Direito, Turismo, Zootecnia |
| Universidade Federal do Pantanal | UFPAN | Administração, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Direito, Geografia, História, Letras (Português, Inglês), Matemática, Pedagogia (Séries Iniciais Do Ensino Fundamental), Psicologia (Formação De Psicólogo) |
- Hospedagem
Em seu porto fluvial (um dos maiores da América do Sul, era usado para escoar as riquezas da cidade no passado), ficam atracados 52 barcos-hotéis, alguns de luxo. Além dos barcos-hotéis, Corumbá possui mais 4 mil leitos em seus hotéis, que totalizam cerca de 40 unidades.
- Meios de comunicação e telecomunicações
Meios de comunicação, correios e internet
Encontra-se em Corumbá total suporte de comunicação, com o que há de melhor em tecnologia, para veiculação de estratégias de marketing e atualização de informações, sendo um parque tecnológico completo: várias agências de publicidade para criação de material de comunicação e embalagens, indústria gráfica completa e estúdios de rádio e televisão.
Já o uso da internet em Corumbá e Ladário é bem difundido e pode ser encontrado, com qualidade variável, em toda a zona urbana, principalmente em hotéis.
Telecomunicações
Em Corumbá e Ladário, o setor de telecomunicações é atendido da seguinte forma:
| Tipo de telefone | Número de linhas | Operadoras |
|---|---|---|
| Fixo residencial | 25.168 (21.908 e 3.260 respectivamente) | Brasil Telecom, GVT, e Embratel |
| Móvel celular | 50.000 | Vivo, Tim, Claro e Brasil Telecom |
- Meios de transporte
Corumbá (e Ladário) está localizada no extremo oeste do estado de Mato Grosso do Sul em uma região afastada dos grandes centros mais desenvolvidos e consumidores. Seu complexo sistema intermodal de transporte inclui linha aérea, rodovias, Estrada de Ferro e o rio Paraguai, ligando a cidade ao resto do país e a interligação com Distritos, vilas, lugarejos, sítios e fazendas pode ser feito por estradas pavimentadas e não pavimentadas que permitem acesso durante todo o ano.
- Rodovias: BR-262 e Estrada Parque Pantanal (turística).
- Rodoviário: Automóvel (BR 262) e ônibus (Opera na rodoviária 2 empresas).
- Aéreo: Possui um aeroporto internacional que é o 2° do estado (Pista: 2000 m, Área de Embarque: 2.400 m², Distância do Centro: 3 km).
- Transporte Urbano: Ônibus, Mototáxi e Táxi.
- Sistema de saúde e óbito
Saúde
Seu sistema de saúde atende também a cidade de Ladário e a República da Bolívia, o que muitas vezes sobrecarrega as unidades de saúde que se localizam dentro de Corumbá. A cidade tem melhorado gradativamente sua cobertura de saúde.
- Centros de saúde
Corumbá e Ladário dispõe de 72 unidades de saúde (66 e 6 respectivamente), sendo 3 hospitais e 1 pronto-socorro, distribuídos entre públicos e privados. As principais unidades de saúde são:
| Unidade de saúde |
|---|
| HEMOSUL |
| Hospital Evangélico Bom Pastor |
| Hospital Naval de Corumbá e Ladário |
| Pronto Socorro Municipal |
| Santa Casa de Corumbá |
| SAMEC |
- Leitos
Com relação ao númerode leitos, Corumbá e Ladário oferecem um total de 236 leitos hospitalares (196 e 40 respectivamente), que se dividem em:
| Tipo de leito | Quantidade |
|---|---|
| SUS | 145 (143 e 2 respectivamente) |
| Privados | 91 (53 e 38 respectivamente). |
Óbito
Corumbá dispõe dos seguintes cemitérios:
| Cemitério | Localização | Administração |
|---|---|---|
| Cemitério de Ladário | R. Almirante Barroso, Ladário | público |
| Nelson Shamma | Rod. Ramón Gomez | público |
| Santa Cruz | R. Dom Aquino | público |
- Segurança
Defesa
A defesa é feita pelo Exército Brasileiro, Marinha e Aeronática. É marcante no município, desde sua fundação, a presença das forças armadas, por ser cidade de fronteira. Atualmente Corumbá conta com:
| Organização | Sigla |
|---|---|
| 3ª Companhia de Fronteira de Forte Coimbra | 3ª Cia Fron/F Coimbra |
| 17º Batalhão de Fronteira | 17º B Fron |
| Comando e Companhia de Comando da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira | Cmdo 18ª Bda Inf Fron e Cia Cmdo 18ª Bda Inf Fron |
| Posto de Saúde de Guarnição de Corumbá | P S G Corumbá |
| Organização |
|---|
| CINDACTA II |
| DAC |
| Infraero |
| Organização |
|---|
| 6º Distrito Naval |
Segurança pública
A segurança é feita por delegacias da polícia civil e polícia militar.
[editar] Demografia
[editar] População
| Crescimento da população | |
|---|---|
| 1970 | 48.600 |
| 1980 | 67.500 |
| 1991 | 88.360 |
| 1993 | 89.585 |
| 1996 | 89.083 |
| 2000 | 95.700 |
| 2004 | 99.441 |
| 2005 | 100.268 |
| 2006 | 101.089 |
A população de Corumbá se mantém em crescimento quase constante, desde 1980, com taxas médias geométricas de crescimento anual abaixo de 2%, segundo os resultados dos Censos Demográficos de 1980, 1991 e 2000, nos quais se verificam taxas de 0,78%, 0,76%, e 1,81%, respectivamente. Nos últimos anos, em razão de uma melhor qualidade de vida, a população está envelhecendo e a taxa de fecundidade está diminuindo.
| Indicador | Situação |
|---|---|
| Abastecimento hidráulico | O rio Paraguai é a principal fonte de abastecimento de água para as comunidades urbanas das cidades de Corumbá e Ladário, uma vez que o rio Paraguai ainda mantém certa qualidade ambiental. Sua captação é feita por três motobombas (duas operando e uma fica na reserva). Por hora são retirados 1400 m3 de água bruta do rio e depois enviados até uma estação de tratamento distante cerca de 3 km do rio através de uma adutora de 600 mm de diâmetro. Parte dessa (350m) fica exposta pelo caminho. Já o abastecimento de água potável é razoável, atingindo entre 80 e 90% das residências, índice considerado bom. Nos assentamentos existe a irregularidade de abastecimento da água. |
| Educação | o total de crianças na escola é de 89,61% e o analfabetismo é de 8,5%. |
| Energia elétrica | O sistema elétrico que atende Corumbá e região encontra-se incorporado ao Sistema Interligado Sul/Sudeste/Centro-Oeste do país, o que representa sua elevada importância e seu significativo grau de confiabilidade. Apesar de haver necessidades de ampliação da rede elétrica para residências e indústrias, é na zona rural que esse serviço é mais necessitado. Nos últimos anos essas deficiências diminuíram. O gasoduto delega um dos maiores investimentos destinados para todas as regiões por onde ele atravessa. Tendo contrato inicial de 20 anos, possui potencial para promover vários investimentos públicos. A perspectiva promissora para Corumbá é de desenvolver o setor econômico com a disponibilização de energia elétrica em abundância através da implantação de sua termelétrica. Desde 2001 opera no município uma usina termelétrica que utiliza o gás natural boliviano trazido pelo Gasoduto Brasil-Bolívia, a Termo Pantanal. Há previsão de construção de uma usina separadora em Puerto Suárez para a transformação do gás natural em gás seco e este será canalizado até Corumbá para consumo de energia industrial. |
| Habitação | O número de imóveis em Corumbá e Ladário é de 30.118 unidades (27.504 e 3.604 respectivamente) (dados do IBGE de 2000), entre residências e apartamentos. O déficit habitacional está em torno de 4.500 moradias, principalmente nas famílias menos favorecidas, com tendência de favelização na periferia. Nos últimos anos está havendo uma mudança nesse quadro, com investimentos das autoridades em moradia. |
| Saneamento e coleta de lixo | no caso do esgoto saído das casas, a situação está crítica, em razão do esgoto ter como destino final as galerias pluviais que dão direto ao rio Paraguai. Mas isso está mudando, pois em breve Corumbá terá seu primeiro aterro sanitário. No caso da coleta de lixo, seu destino final é um lixão a céu aberto. No caso dos assentamentos, não existe coleta de lixo e este é queimado ou mesmo deixado á céu aberto. O lixo hospitalar é queimado. |
| Índice gini | 0,620 (est. 2000) |
| Saúde | Seu índice de sobrevivência em crianças de 0 á 6 anos está em condições intermediárias. A mortalidade infantil é de 32,10 por mil. |
[editar] Religião
O predomínio é da religião católica, pertencendo a Diocese de Corumbá e tendo como padroeira Nossa Senhora da Candelária. Apesar disso, a religião evangélica cresce consistentemente, possuindo muitos adeptos e apresenta crescimento mais acentuado do que o catolicismo, especialmente na periferia. Como a maioria das cidades brasileiras, Corumbá começou a se desenvolver a beira de um rio e a sombra de uma igreja. Algumas edificações se mesclam a história da cidade.
[editar] Urbanização
Possui uma taxa de urbanização muito elevada, atingindo cerca de 90%. Atualmente, a população de Corumbá ultrapassou os 95 mil habitantes, colocando sua classificação de cidade média-pequena para média. O alto grau de urbanização da população é retratado na arrecadação do Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana, 22,35% da renda municipal, e a prestação de serviços, 27,35%, indicando que a população é beneficiada pela prestação de serviços diversos como abastecimento de água e esgoto, telefonia fixa e móvel, dentre outros. Conserva prédios e casarios de influência européia, com suas histórias, costumes e tradições.
- Divisão urbana
Ao mesmo tempo que a cidade, com os primeiros grandes edifícios, ensaia sua concentração vertical, ela amplia seu perímetro urbano em direção a via de acesso a Ladário. Corumbá estende-se por dois níveis:
Parte baixa
Está situada embaixo da elevação calcária e se comunica através de duas ladeiras, com uma elevação de mais ou menos 60 metros (esta parte que estava em contato com as águas do rio é o Porto Geral, conhecida também como Casario do Porto). É compreendido principalmente pelas vias: Rua Manoel Cavassa, Ladeira José Bonifácio, Ladeira Cunha e Cruz, Travessia Mercúrio e Travessia do Beco da Candelária.
Possui edificações do final do século XIX e início do século XX com notável valor arquitetônico, como o Edifício Wanderley Baís & Cia e o Edifício Vasquez e Filhos. E era aí também que estavam o alto comércio e onde existiam as casas maioristas de importadores e exportadores. Também haviam importantes edifícios públicos e comerciais que se elevavam até três andares, como a Alfândega, a Mesa de Rendas do Estado, entre outros;
Parte alta
Mais nova e bem maior, apresenta a forma de tabuleiro de xadrez e está situada sobre a elevação calcária. É compreendido principalmente pelas vias: General Rondon, Antonio Maria Coelho, Frei Mariano, XV de Novembro e Sete de Setembro. Somente na parte alta, foram criados cerca de 20 bairros, que crescem e se desenvolvem cada vez mais. É ali que se localizam as casas de bazar, bijuterias, relojoarias, bebidas, modas, drogarias, farmácias, livrarias e papelarias, ou seja, o comércio retalhista e o varejo.
Teve suas edificações erguidas, em sua maioria, no início do século XX. O mapa da cidade, de 1914, se resumia no quadrilátero entre as Ruas Oriental e Ocidental (hoje Edú Rocha), e a Colombo até a Avenida Marechal Rondon. As edificações antigas, que formam o conjunto arquitetônico, entretanto, estão na Marechal Rondon, Antonio Maria Coelho, Frei Mariano, XV de Novembro e Sete de Setembro. Encontravam-se também imponentes prédios como a Escola Estadual, o quartel do 13° Distrito Militar, a Sociedade Beneficente Italiana, a Intendência Municipal, o Correio, Telégrafo, Quartéis, a Igreja local e a Escola dos Padres Salesianos, entre outros.
- A importância das construções históricas no cotidiano local
Do ponto de vista urbanístico, não tem nenhuma semelhança com as antigas cidades brasileiras, onde predominam o romântico estilo colonial português. Sua arquitetura é baseada no neoclássico italiano, sendo o mesmo estilo existente na parte central de Assunção, nos subúrbios antigos de Buenos Aires, nas cidades do interior do Uruguai e a maioria das cidades gaúchas da Campanha. Em razão disso, tem características de uma cidade platina dentro do Brasil.
Há vários edifícios que sofreram influência eclética, sendo um misto de várias referências de época, telhados com quatro águas, sacadas apoiadas por consolos ou cachorros, platibandas com balaústres. Corumbá possui uma arquitetura de época que procurava soluções mais baratas. Possuia elementos decorativos que ficavam na fachada frontal que compunha uma linguagem de arquitetura de forte influência histórica européia. Atualmente a arquitetura corumbaense mescla o antigo e o moderno. A cada dia surgem novas e modernas edificações no município, que é dividido em três setores: o centro, a parte baixa, no beira rio, e a parte alta, após os trilhos da Rede Ferroviária e próxima as morrarias.
- A chaga dos problemas urbanos
O cenário local se encontra num contexto sócio-espacial que determina um território com uma vasta descrição de elementos espaciais que o modelam e implicam no arranjo (ou rearranjo) dos processos locais e regionais, tendo em vista uma situação fragmentária que se desenha diante da fragilização da economia e que se agrava em razão dos tempos exigentes de velocidade decorrentes dos requisitos da competitividade do sistema capitalista selvagem.
Contraditoriamente, a estruturação do espaço regional é fragmentada pela exclusão e desigualdade social e econômica, além dos conflitos gerados em função da falta de um sistema produtivo que envolva toda a população da região, aproveitando o potencial de funções possíveis que podem ser disponibilizadas à sociedade. Na região a modernidade coexiste com o anacronismo que abarca o conjunto de práticas e conceitos da época dos pioneiros, e tal situação decorre da abismal desigualdade social: os nativos acabam engrossando a periferia urbana, já que seu território foi invadido e posteriormente expulsos, ficando nas cidades sem identidade cultural e sofrendo discriminação, devido às dificuldades de adaptação aos trabalhos que são submetidos.
A urbanização vem ao longo dos anos sofrendo impacto do sistema produtivo e a cada década sistematicamente ajusta-se sua estrutura ao modelo sistemático social. E aliada á situação de ruptura do desenvolvimento econômico de Corumbá, a grave situação das comunidades nativas que se encontram na periferia da cidade, condicionados á desigualdade e desestruturação econômica e social, e submetidos a exclusão social, marginalidade e miséria, com a perda do seu referencial cultural, religioso e étnico. Cabe mencionar os habitantes da zona rural, que sem perspectivas, acabam se juntando com as comunidades da periferia. Aliado a esse cenário, a população indígena tem suas terras devassadas pelo poder dominante e encontram-se sem amparo político. A desaceleração dos processos locais encontram expressão particular na dinâmica do município. Alguns pontos:
- Falta de investimentos na infra-estrutura local que possibilitem novas funções e melhoria no processo produtivo;
- Falta de valorização e arranjo dos elementos disponíveis para a construção do território atrativo para sua população e que propicie a inclusão social;
- Os agentes convivem num intenso jogo de interesses e se dedicam a criar mecanismos para a sua manutenção no poder ou a serviço do poder.
- Sobrecarregamento da Santa Casa
- Tráfico de drogas
- Imigração ilegal de bolivianos
[editar] Corumbaenses ilustres
Corumbá é um celeiro de celebridades, possuindo entre outros Delcídio Amaral (engenheiro eletricista e político, atualmente Senador da República com destaque nacional. Presidiu a CPI dos Correios em 2005) e Apolônio de Carvalho (militar e importante liderança comunista que foi um dos fundadores do PCB. Deixou o Brasil durante a ditadura de Getúlio Vargas, tendo passado grande parte de sua vida na Europa, onde lutou contra o nazi-fascismo ao lado das tropas da Resistência na França, o que o tornou um humanista de renome internacional). Abaixo outras pessoas famosas no Brasil e no Mundo nascidas na cidade:
José de Souza Damy - Nascido em Campinas-SP, em 15 de junho de 1889. Filho de José Ignocêncio Damy e Maria Francisca de Souza Damy. Formou-se pela antiga Escola Normal de Campinas. Casou-se sem Corumbá, no ano de 1924, com Clotilde da Silva Damy e tiveram quatro filhos: Laís, Luís Carlos, Loty e Lenita. Também morou nas cidades paulistas de Araras e Santos, sempre envolvido com Educação e Ciências. Patrono da cadeira nº 24 da Academia Corumbaense de Letras, dono de memória privilegiada, foi muito estudioso, mantendo-se sempre atualizado até seu último dia. Em homenagem a sua amiga e professora Maria Leite, foi fundada a Escola Estadual de 1º e 2º graus “Maria Leite”, no dia 17 de setembro de 1917. José de Souza Damy faleceu em 13 de maio de 1970. Deste notório professor, podemos traçar um perfil de homem altruísta, idealista ao extremo, que tinha como meta principal à difusão da cultura. Devido sua vida dedicada a Educação, em sua homenagem foi criado a Escola Municipal de Pré-Escolar e 1º Grau "Professor José de Souza Damy, com sede no município de Corumbá foi criada pelo Decreto Municipal nº 017/88 de 06/04/1988 na administração do Dr. Hugo da Silva Costa, autorizada a funcionar pela Deliberação do Conselho Estadual de Educação(CEE) sob nº 2237 de 07/07/89 e o Pré-Escolar - Educação Infantil - pelo Decreto Municipal nº 004 de 10/01. Tendo como sua primeira diretora Rosalina de Magalhães Paiva. Hoje a Escola Municipal “José de Souza Damy” funciona em 3 (três) turnos tendo como finalidade a compreensão dos direitos e deveres da pessoa humana.
[editar] Cultura
A cultura corumbaense é composta de influências originárias dos estados e países de seus povoadores: entre as principais destas influências estão as culturas carioca, nordestina, paulista e sulista e de países como Itália, Síria, Líbano, Bolívia e Paraguai. Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. Nesse caso poderemos retornar ao passado recente na época em que a cidade sofreu a influência dos paídes do prata, herdando grande parte de seus costumes e hábitos, e no caso dali foi mais fácil pois a cidade era isolada geograficamente. Dessa época acabou conservando os seus prédios históricos de influência européia, sua histórias, tradições e costumes. Atualmente a cidade é considerada o centro cultural mais adiantado do estado de Mato Grosso do Sul.
[editar] Cultura popular
- Produtos típicos
Seu artesanato pode ser encontrado à venda, entre outros lugares, na Casa do Artesão, onde encontram-se peças que representam animais da região e do Pantanal. Estes trabalhos muitas vezes apresentam detalhes em madeiras típicas da região. Também é possível encontrar peças, como argila, que possuem utilidade mais que puramente decorativa. Outros núcleos de artesanato da cidade são:
- Art Izu (Rua Cuiabá, entre as ruas Tiradentes e Antônio João): pertencente a artista plástica Izulina Xavier. No local estão espostos seus artesanatos que são confeccionados em pó de pedra, entalhes de madeira e cerâmica. No local é retratado animais do Pantanal, figuras sacras e momentos históricos da cidade de Corumbá.
- Casa de Massabarro (Parte baixa da cidade - Mapa): associação não-governamental com fins não-lucrativos, voltada exclusivamente para fins sociais com o intuito de dar às crianças do bairro uma oportunidade de profissão ao invés do ócio. Tem por objetivo incentivar a arte em cerâmica de crianças e adolescentes, que recriam a fauna e flora do Pantanal através da argila. A casa está sempre oferecendo peças artesanais em cerâmica, cuja temática é regional - pantaneira (flora e fauna), e também muitas peças de santos, principalmente "São Francisco".
- Casa do Artesão de Ladário (Avenida 14 de Março): conta com vinte associados, entre estes, alguns realizam trabalhos artesanais, mas a grande maioria confecciona trabalhos manuais.
- Costumes
Influência
Até o ano de 1914, para ter acesso a qualquer parte do Brasil, os corumbaenses não tinham outra opção senão o rio da Prata, sendo obrigada a passagem por Assunção, Buenos Aires ou Montevidéu. Os costumes e linguagem platinas acabaram sendo absorvido pelos corumbaenses. Essa convivência com os países platinos acabou sendo muito acentuado justamente por causa dessa relação em função do transporte fluvial. Por causa das influências Corumbá teve seus costumes baseados no folclore portenho, sendo muito comum na mesma época grandes empresários locais passarem por Montevidéu via rio Paraguai até chegar a Porto Alegre e Rio de Janeiro para assistir a algumas peças teatrais. As viagens eram feitas no Fernando Vieira, luxuoso navio com 100 camalotes de primeira classe, navio esse que também trazia as principais companhias de teatro do Rio de Janeiro e cidades do Prata para fazer a apresentação no Bijou-Teatro, que era a maior casa de espetáculos da cidade, na época com 500 lugares. A diversão e entretenimento amenizava a sensação de isolamento que existia na região, e por causa disso o rio Paraguai era o único meio de transporte e comunicação. Por causa do isolamento a cidade acabou recebendo influência cultural desses países do prata, e se faz perceber mais na música, gastronomia e sotaque. No ano de 1913 um oficial das forças armadas, em visita a cidade, falou ao chegar a Corumbá: no hotel, no bar, nas casas de comércio, por toda parte, ouve-se falar todas as línguas nessa longínqua e pequena babel e não serei exagerado em falar que o português não é o idioma que mais se fala. Esse é um depoimento que revelava a influência estrangeira que existia em Corumbá na época.
Na zona rural as bombachas, guaiacas e outros utensílios fazem parte da vestimenta de vaqueiros e donos de fazendas, além dos próprios pantaneiros. Liguisticamente o muito obrigado era substituído por gracias. Também foram incorporadas palavras como chalana, buenas ao invés de boa tarde, bolita ao invés de bola de gude, pandorga ao invés de papagaio, bolicho ou venda ao invés de armarinho ou boteco, termos estes trazidos por argentinos e paraguaios. O jogo de carta mais praticado pelos corumbaenses era, principalmente nas fazendas, o truco espanhol. Há também outros hábitos adquiridos sob influência internacional foi o chimarrão, fumar o guarani (este não mais existente), ou de fazer a sesta.
Música e danças típicas
| Nome | Profissão/características |
|---|---|
| Agripino Magalhães Soares | músico e artesão popular corumbaense, nascido ao norte do rio Paraguai. Estivador aposentado, despertou já maduro para a difusão da cultura ancestral e a preservação da viola-de-cocho e das danças pantaneiras Ciriri e Cururu, na década de 1980, com o importante apoio da professora Eunice Ajala Rocha, então secretária de Educação e Cultura de Corumbá, formando um grupo de remanescentes violeiros para resgatar essas danças ancestrais. Mais tarde, com o apoio da então diretora da Casa de Cultura Luiz de Albuquerque Heloísa Urt, começou a participar de projetos de elaboração da viola-de-cocho, com financiamento da Funarte |
| Ângela Maria Pérez | poeta e ambientalista corumbaense, dedicada às causas sócio-ambientais desde tenra idade. Ainda jovem fundou a Sociedade Ecológica Amigos do Pantanal (SEAPAN), a primeira entidade ecológica do Pantanal |
| Augusto César Proença | escritor, cronista e memorialista corumbaense, autor de "Snack Bar", "Pantanal: Gente, tradição e história" e "Corumbá de todas as graças" |
| Borges de Barros | humorista e dublador |
| Carlos de Castro Brasil | poeta e ex-político |
| Carlos Edú Monteiro | futebolista, atacante do Real Potosí da Bolívia |
| Cleto Leite de Barros | médico e pecuarista corumbaense, tendo-se dedicado à defesa do Pantanal e de seu desenvolvimento sustentável desde a década de 1950. Homem de grande erudição, é um dos maiores divulgadores da cultura do Pantanal, empenhando-se muito na difusão da obra da Dama das Artes Plásticas Wega Nery e do benemérito Gabriel Vandoni de Barros. |
| Clio Proença | poeta, cronista e radialista corumbaense. Célebre por seu lendário programa "Janela aberta para a cidade" na Rádio Difusora Mato-grossense durante a década de 1960 |
| Constantino Ramão da Silva (Costa) | militar da reserva e importante incentivador do esporte amador e do carnaval desde a década de 1940. Fundador de várias entidades desportivas e carnavalescas, entre as quais as pioneiras "Democráticos do Samba" (1943) e "Associação dos Veteranos Amigos da Esplanada - AVAE" |
| Dorival Knipel | goleiro e técnico de futebol |
| Dary Jr. | jornalista de raro talento e reconhecidamente ético, formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Paraná, tendo sido repórter das principais emissoras de televisão de Mato Grosso do Sul nas décadas de 1980 e 1990, quando se transferiu para o Sul do Brasil, onde logo depois foi um dos mais brilhantes repórteres da Rede Globo e de suas afiliadas. Atualmente é líder da banda de rock Terminal Guadalupe, uma das maiores revelações de 2007, tendo sido contemplada por duas generosas reportagens da revista Veja, da Editora Abril |
| Elvécio Zequetto | renomado árbitro de futebol que já apitou diversos jogos pelo campeonato brasileiro de futebol da série A |
| Gabriel Vandoni de Barros | advogado e benemérito corumbaense, pioneiro em obras sociais e culturais no coração do Pantanal, tais como Creche-Lar Santa Rosa, Estrelinha Verde, Casa de Massa-Barro, Museu Regional do Pantanal, Biblioteca Gabriel Vandoni de Barros, entre outras iniciativas de inestimável valor. No ano do centenário de seu nascimento (2007), sua memória está sendo resgatada sobretudo pelas gestões do médico e benfeitor Cleto Leite de Barros junto à administração municipal |
| Hélio de Oliveira Santos | prefeito de Campinas, em São Paulo |
| João Ramão Pinto Monteiro (Jorapimo) | emblemático artista plástico de renome internacional, cujos traços peculiares hoje são o símbolo maior da pintura sul-mato-grossense |
| Jorge José Katurchi | dirigente empresarial de grande sensibilidade social, um dos coordenadores do Pacto pela Cidadania (Movimento Viva Corumbá), que em meados da década de 1999 liderou a luta pela Área de Livre-Comércio de Corumbá e Ladário, projeto apresentado pelo ex-senador Ramez Tebet no Senado da República |
| José Feliciano Batista Neto | advogado e jornalista corumbaense, um dos fundadores da Folha da Tarde (1956) e dos dirigentes da Rádio Difusora Mato-grossense (décadas de 1960 e 1970). Foi um grande defensor do Pantanal e um dos incentivadores do reconhecimento do comércio e do turismo como atividades sustentáveis no Pantanal |
| José Fragelli | político corumbaense, ex-governador de Mato Grosso, ex-presidente do Senado da República e presidente interino da República durante o governo do presidente José Sarney |
| Lobivar de Mattos | poeta e escritor corumbaense do início do século XX caracterizado pela singular sensibilidade social |
| Luciano Gibaile Arévalo | nascido em 4 de Junho de 1978, começou a estudar música e dedicar-se à composição literária no início da década de 90 aos 16 anos de idade. Formado em Letras pela UFMS em 2003, plurimusicista, é diversificado por assumir em suas obras e arranjos estilos eruditos e populares sendo maestro, compositor, arranjista e coordenador, através da Fundação de Cultura do Pantanal de Corumbá, do Coral Municipal Cidade Branca (2005), de grande representatividade no cenário corumbaense pelo ensino da música em diversas vertentes, possui especialização em música coral infantil e adulto nos estados do Paraná e São Paulo. Em Janeiro de 2008, concluiu o curso de regência em orquestra sinfônica, no festival Música nas Montanhas, em Poços de Caldas, Minas Gerais |
| Luiz Taques | jornalista e escritor contemporâneo, detentor do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos, da Federação Nacional de Jornalista (FENAJ) |
| Mário Calábria | famoso embaixador que atualmente reside na Alemanha. Chegou a publicar um livro |
| Márcio Nunes Pereira | jornalista, ex-diretor do Diário de Corumbá, falecido em 1997. Destacou-se por sua combatividade e singular faro jornalístico. Em sua breve e controvertida vida jornalística não teve medo de fazer denúncias memoráveis, acolhendo repórteres marginalizados em outros meios e sobretudo dando chance a novos profissionais, que sempre encontraram nele um incansável incentivador |
| Pedro de Medeiros | poeta corumbaense, autor de "Lenda Bororo", que descreve Corumbá e o rio Paraguai com maestria e singularidade |
| Pedro Gonçalves de Queiroz (Papito) | emblemático radialista e jornalista esportivo de grande transcendência durante mais de quatro décadas em Corumbá e região pantaneira. Grande incentivador do esporte e do carnaval popular |
| Salomão Baruki | médico radiologista, político e professor universitário corumbaense, tendo sido secretário de estado de Educação e Cultura de Mato Grosso e vice-reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso, de cuja fundação participou, na década de 1960. Já aposentado, como empreendedor incansável, decidiu-se por criar o Instituto de Ensino Superior do Pantanal (IESPAN), com o intuito de criar depois a Universidade do Pantanal, projeto interrompido com seu súbito falecimento, em 2001. O IESPAN atualmente está vinculado à Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) |
| Wega Nery | artista plástica de renome internacional, um dos maiores ícones das artes plásticas desde a década de 1960, quando participou de um importante movimento da tendência impressionista |
Uma curiosidade em Corumbá é que o tango já chegou a ser a dança preferida da população corumbaense nos clubes sociais. Os corumbaenses são bastante tradicionalistas e festeiros por excelência, sendo responsáveis por um dos melhores carnavais do interior do Brasil. Mas não se baseiam apenas nas festas, pois as danças e religiosidade também fazem parte de sua cultura. Entre as danças se destacam:
- Cururu: brincadeira que se baseia em movimento, música, canto e sapateado, sendo um ato de religiosidade e lazer. Somente homens participam e cantam em duplas. Os instrumentos usados são a viola-de-cocho (tipo de viola de braço com cordas de tripa de mico ou quati), adufe, pandeiro e reco-reco, que é produzidos por eles próprios. Os participantes começam fazendo a louvação ao santo e prosseguem em forma de desafio, com versos improvisados.
- Guarânia: gênero musical de origem paraguaia, em andamento lento, geralmente em tom menor. As canções mais conhecidas são: Índia, Ne rendápe aju, Panambi Vera e Paraguaýpe criado orquestra sinfônica modo baseado em poemas, canções com sinfônico accompaniments. O gênero seduz as populações urbanas, mas não no interior. Isto é provavelmente devido ao interesse das pessoas por estilos mais rápido como a Polka ou o Purahéi Jahe'o.
- Polca paraguaia: também chamada de Danza Paraguaya (do espanhol, dança paraguaia), é um estilo musical criado no Paraguai no século XIX.
- Rasqueado: o ritmo folclórico do rasqueado e sua respectiva dança receberam influência da polca paraguaia. Desse contato dos refugiados com a população ribeirinha e da mistura do violão paraguaio com a viola-de-cocho surgiria o rasqueado. Definição da palavra rasqueado: "...arrastar as unhas ou um só polegar sobre as cordas, sem as pontear". (Acordes em glissandos, rápidos, rasgado, rasgadinho, rasgueado e rasgueo).
- Siriri: tipo de dança que tem um par solista no centro. A dança é uma sequência de danças com várias coreografias e denominações. Os instrumentos usados são a viola de cocho, caixote ou tamborete batido com caracoxá (reco-reco feito com babu e tocado com garfo) e baqueta.
Culinária
- Gastronomia
Um dos pratos mais tradicionais da cidade provém de Portugal: O sarrabulho ou sarravulho. É simples mas extremamente saborosa, preparada a base de miúdos de boi. Também tem forte influência indígena, com pratos a base de raízes, milho e palmito. Sopa de piranha também é um prato típico. Também e muito apreciado o churrasco pantaneiro, dando preferência a alguns cortes típicos, como a lingüiça de maracaju e a ponta e capa da costela, conhecida também por matambre, que tanto pode ser cozida ou assada. Há também a culinária boliviana com as saltenhas (pastéis assados recheados com batata e diversos tipos de carne) e chipas, de origem paraguaia. Mas o que predomina são os peixes, principalmente pintado (ensopado ou assado), pacu (frito e acompanhado de pirão), jaú, piraputanga, piranha (frita, escabeche, ensopada ou em caldo) e dourado. Os preços dos restaurantes em Corumbá são baratos. Há opções de rodízios de pizzas e churrasco.
- Bebidas
Uma bebida muito comum na cidade é o consumo do tereré (feito com infusão de erva-mate e água gelada), servido numa guampa geralmente de chifre de boi e com uma bomba, que é facilmente preparado e consumido nos encontros entre amigos e familiares. Existem regras bem definidas numa roda de tereré e que devem ser respeitadas. A bebida é consumida especialmente fim-de-semana acompanhada de música regional. Outra bebida muito consumida é um refrigerante chamado Mate chimarrão[18], a base de erva mate, mais consumido do que Coca-Cola.
[editar] Grupos de movimento cultural
- Vida musical
Em corumbá o que mais se destaca em matéria de música são os samba-enredos tocados no Carnaval.
- Grupos de teatro e dança
Principais grupos de teatro e dança na ativa em Dourados:
- Companhia de Teatro Maria Mole (Rua Antonio João, 08 - Casa 1, Centro): de estilo eclético, existe desde 1998 e tem um trabalho constante de formação de atores que acontece na Casa de Cultura Luis de Albuquerque. Atualmente apresenta a peça "As Sandálias de Frei Mariano" - é um espetáculo de rua e apresentou-se no Festival América do Sul. A Companhia foi premiada no Festival Sul-Matogrossense de Teatro com o espetáculo "Pluft - O Fantasminha" de Maria Clara Machado. O grupo apresenta peças de sua própria autoria por toda cidade (escolas, praças, etc.).
- Grupo Folclórico de Cururu e Siriri (Avenida Brandão Junior, 90, Cervejaria): o grupo é formado de 8 a 10 pares, apresentam-se com regularidade na Festa de São João. O grupo já se apresentou em vários lugares de MS e também em São Paulo.
- Oficina de Dança do Pantanal (endereço não-identificado): de estilo Contemporâneo, o grupo possui 22 dançarinos, apresentaram-se no Festival Nacional de Danças Folclóricas que ocorre em Blumenau - SC, na Mostra de Dança de Corumbá, no SESC - SP. Costumam se apresentar sempre na Festa de São João, bem como em outros eventos que acontecem na cidade.
[editar] Lazer e vida cultural
- Centros culturais e de exposições
Corumbá dispõe dos seguintes centros culturais:
- Casa Rio Tinto (Av. General Rondon, 1355, Centro, entre as ruas 7 de Setembro e Major Gama - Mapa): a Casa Rio Tinto é centro de referência para divulgação da cultura e trabalho de artistas pantaneiros. Também é um espaço dedicado à exposição de fotografias; artes gráficas; cerâmica; cinema; audições musicais. O local também tem a apresentação das atividades desenvolvidas pelo Grupo Rio Tinto Brasil no município.
- Casa Vasquez & Filhos (Ladeira José Bonifácio, 171, Porto Geral - Mapa): A edificação foi tombada como Patrimonio Histórico e Artístico Nacional e integrou o Programa Monumenta. Abriga o Memorial do Homem Pantaneiro. Construído em 1909 pelo arquiteto italiano Martino Santa Lucci, para tornar-se um local de encontros na cidade.
- Edifício Wanderley, Baís & Cia (Rua Manoel Cavassa, 275, Porto Geral - Mapa) : construído em 1.876, suas escadas dão acesso aos três pavimentos que foram importados da Inglaterra. No local, hoje funciona a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, diversas lojas de artesanato e um restaurante de comidas típicas da região. Também restaurado pelo Programa Monumenta, abriga dois museus: Museu da História do Homem do Pantanal e Museu de História do Pantanal.
- Estação Natureza Pantanal (Ladeira José Bonifácio, 111 - Porto Geral - Mapa): O espaço funciona no edifício Sleiman, construção datada de 1908, que estava fechada desde 1987. O local já abrigou comércios, residências, hotel, Casa de Rendas e abrigou a Capitania dos Portos. O prédio foi o primeiro da orla portuária a ser completamente restaurado e integra o patrimônio histórico e cultural de Corumbá. O projeto da Fundação O Boticário ainda realiza cursos, palestras, seminários e eventos ligados a temas ambientais, oferecidos ao longo do ano por técnicos da instituição. A Estação Natureza Pantanal é a segunda do País e a primeira instalada fora do Paraná e integra a estratégia da instituição em desenvolver iniciativas próprias em todas as regiões brasileiras. Começou á funcionar em fevereiro de 2006.
- Fundação de Cultura de Corumbá (Rua Frei Mariano, 428, Centro - Mapa): o local possui escola de música, oficina de dança, oficina de artesanato e realiza trabalhos com crianças carentes beneficiários do bolsa escola.
- Instituto Luis de Albuquerque (Praça da República - Mapa): O espaço contém museu, biblioteca, sala de exposição, salão nobre para lançamento de livros, sala de poetas, oficina de teatro, oficina de artes plásticas, oficina de música e oficina circense. Durante o Festival América do Sul abriga em seu espaço exposições de artes plásticas nos quais são expostos trabalhos de artistas conhecidos da região e de outos países.
- Moinho Cultural Sul-Americano (Domingos Sahib, Sn, Porto Geral - Mapa): foi cedido pelo Grupo Dona Benta para o município e iníciou suas atividades em 2005 para fins sócio-culturais. As atividades são direcionadas à integração dos povos da fronteira Brasil/Bolívia e há espaço para abrigar exposiçoes que se relacionem à cultura dos dois países tais como dança, folclore, música, artes plásticas, entre outros. Seu objetivo maior é a integração dos povos Sul-Americanos. Também é uma escola de arte e cultura direcionada para crianças carentes. O espaço conta com a parceria do Instituto Homem Pantaneiro.
- Museus
- Memorial do Homem Pantaneiro (Ladeira José Bonifácio, 171 - Mapa): o museu abriga exposições permanentes e itinerantes sobre o ecossistema e a cultura pantaneira, cultura relativa aos povos que foram chegando e se fixando na região. O museu é um projeto de 2006, e que está instalado na Casa Vasquez & Filhos, prédio este que foi restaurado pelo Programa Monumenta.
- Museu da História do Homem do Pantanal (Rua Manoel Cavassa, 275 - Mapa): esse museu retrata a história do homem que habitava a região pantaneira há seis mil anos até a chegada do colonizador, é composto por peças arqueológicas. O prédio, Wanderley Baís, foi restaurado em 2006.
- Museu de História do Pantanal (Rua Manoel Cavassa, 275 - Mapa): conta a história da região pantaneira. Também se localiza no prédio Wanderley Baís.
- Museu do Pantanal (Praça da República - Mapa): conta com uma coleção de animais empalhados, acervo de várias tribos indígenas da região (cadiwéu, terenos e bororós), sessões de artes plásticas, de artesanato em couro e barro, peças arqueológicas e painéis de marcas de ferro de gado usados nas centenárias fazendas. Objetos pessoais dos primeiros desbravadores do Pantanal e do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que cortou a região com suas linhas telegráficas. O Museu funciona dentro da Casa de Cultura Luis de Albuquerque.
- Lazer
Corumbá tem uma vida noturna bastante rica e movimentada, especialmente nos fins de semana. A noite começa na Av. General Rondon, repleta de bares, chopperias e restaurantes que servem variados tipos de comida, possuindo também a opção de rodízios. Não deixe de parar nos mirantes para ver o reflexo da lua nas águas do rio Paraguai. Apesar de sua noite ser animada, Corumbá carece de salas de cinema e de teatros.
[editar] Literatura
- Academia Corumbaense de Letras
A Academia Corumbaense de Letras, com sigla a.C.L., é uma associação de duração ilimitada, que tem finalidade exclusivamente literária e cultural, legalmente constituída em pessoa jurídica. É a associação literária máxima que representa a cidade de Corumbá perante a Academia Brasileira de Letras.
- Bibliotecas
- Biblioteca do Colégio Salesiano de Santa Teresa (Rua Dom Aquino, 1.119, Centro): possui aproximadamente doze mil volumes, incluindo revistas e livros didáticos.
- Biblioteca Estadual Dr. Gabriel Vandoni de Barros (Praça da República - Mapa): estima-se um número de aproximadamente trinta mil volumes, entre eles livros didáticos, científicos, periódicos e livros históricos . O acervo foi doado pelo pecuarista e escritor Dr. Gabriel Vandoni de Barros e funciona dentro da Casa de Cultura Luis de Albuquerque. Contém livros antigos próprios para pesquisa sobre a cidade de Corumbá. Situado no Instituto Luis de Albuquerque.
- Biblioteca Manoel de Barros (Avenida Rio Branco, 1.270): a biblioteca possui 34 mil exemplares, sendo 13 mil títulos e aproximadamente 30 mil periódicos. Jornais históricos estão sob competência do Núcleo de Documentação Histórico que existe dentro do Câmpus e está aberto ao público que queira pesquisar. Situada dentro da UFPAN.
- Biblioteca Municipal Lobivar de Matos (na rua Frei Mariano, 428, Centro): o acervo possui aproximadamente seis mil livros, didáticos, científicos e recreativos. Funciona dentro do prédio da Fundação de Cultura de Corumbá.
- Biblioteca Professor Severino Venâncio da Silva (Rua Corumbá, sn, Ladário): possui aproximadamente 5 mil exemplares (destes, aproximadamente mil títulos didáticos). A biblioteca possui um pequeno local para consulta.
[editar] Pontos turísticos
Corumbá é a cidade do estado que mais recebe turistas. Também é conhecida como Cidade Branca pela coloração de seu solo, rico em calcário. Hoje, com o Pantanal ocupando 60% de seu território, é considerada a Capital do Pantanal, sendo sua porta de entrada. O turismo vem ajudando a desenvolver o mercado de trabalho associado com a pesca esportiva.
- Turismo para contemplação
Áreas verdes
- Ecoparque Cacimba da Saúde (Beira do Rio Paraguai - Mapa): trata-se de um minadouro de água gelada e transparente. Sua nascente exibe o leite de pedras na qual é formada, sendo considerada de tratamento medicinal. Hoje, existe um portal que se abre para o Parque da Cacimba, inaugurado em junho de 2003.
- Jardim da Independência ([Rua Dom Aquino com XV de Novembro - Mapa): Toda murada em mármore com portões de ferro, possui um coreto em forma octagonal que foi importado da Alemanha, de onde também veio o mosaico do calçamento da parte externa. Quatro esculturas se destacam representando as estações do ano, esculpidas em Pisa, em pedra de mármore de carrara e doadas por um conde italiano que veio caçar no Pantanal. As plantas nativas da região como o carandá, a bocaiúva e o ipê-roxo integram a diversificada arborização. Os corumbaenses reverenciam, na praça, os heróis da Guerra do Paraguai e da 2ª Guerra Mundial. Seus jardins são destacados pela presença de arvores centenárias, ornamentados com três lagos rasos, onde já abrigaram diversas espécies de aves, peixes nativos e até mesmo tartarugas e jabutis.
- Parque Marina Gataas (Rodovia Ramón Gomez - Mapa): é a maior área de lazer da cidade, que está próxima da fronteira com a Bolívia. São 06 hectares arborizados, com muita sombra e gramado, considerados intocáveis. Descobriu-se ali um importante sítio arqueológico. Construído em 1991, em pedra calcária, o Parque é um lugar místico e proporciona uma vista maravilhosa da Baía do Tamengo, um grande lago que se formou entre Puerto Suarez e Corumbá.
- Parque Zumbi dos Palmares (Local não informado): o parque será implantado em uma área de 8,4 hectares, na Popular Velha, mesmo local onde está edificado o Centro Popular de Cultura, Esporte e Lazer.
- Praça da República (Rua Manoel Cavassa, 275 - Mapa): no século passado a praça foi uma fortificação militar, com capela e residência das 200 almas que habitavam a então Vila de Albuquerque Nova (primeira denominação de Corumbá). Palco da batalha final da retomada do lugarejo contra tropas paraguaias em 1867, funcionou também como uma freguesia antes de ser construída, em 1924. Nele há um obelisco feito em mármore em homenagem aos heróis da Guerra do Paraguai.
- Praça de Esportes Adenir Barros de Silva Fria (Rua Mestre Leandro Alves, Ladário): dispõe de área de lazer com quadra de basquete, vôlei de areia e playground.
- Praça de Esportes Almirante Tamandaré (Conjunto Almirante Tamandaré, Ladário): dispõe de área de lazer com quadra de basquete, vôlei, futebol e recreação infantil.
- Praça de Esportes José Bezerra (Bairro Santo Antônio, em Ladário): dispõe de área de lazer com campo de futebol e quadras.
- Praça Generoso Ponce (Av. General Rondon - Mapa): possui banheiros, palco-mirante, pequenas praças de convívio, dois quiosques (lanchonetes), tomadas para equipamentos de som no próprio palco, além do espaço próprio para eventos de médio a grande porte. Passou por uma revitalização e abrigou eventos do Festival América do Sul.
- Praça Nossa Senhora dos Remédios (Rua Cunha Couto, sn, Ladário - Mapa): possui banheiro público, a iluminação para eventos é retirada da própria iluminação pública mediante uma taxa paga à administração da Prefeitura. Não existe palco nem tablado fixo na praça, os mesmos devem ser alugados. É também neste espaço onde são realizadas as festas populares, como o São João, a festa da padroeira da cidade Nossa Senhora dos Remédios, os comícios, entre outros.
- Praça Nova Corumbá (Bairro Nova Corumbá - Mapa): dotada de equipamentos necessários para assegurar a prática do esporte e lazer de toda a comunidade da região da Nova Corumbá. Será dotada de campo de futebol, quadra polivalente, quadra de vôlei de areia, playground, pista para caminhadas, espaço para exercícios físicos, quiosques com lanchonete, sistema de iluminação, além de urbanização e paisagismo.
- Praça Universitária (Av. Rio Branco - Mapa): maior praça do bairro Universitário, está localizada próxima a divisa com o município de Ladário.
Monumentos
- Arco do Triunfo de Ladário (Avenida 14 de Março, Sn, Ladário - Mapa)
- Complexo Naval da Marinha (Avenida 14 de Março, Sn, Ladário - Mapa). Complexo militar da marinha do Brasil composto por várias guarnições militares. Em 7 de janeiro de 1873, foi determinada a construção do arsenal de marinha de Ladário, a cargo do capitão-de-fragata Manuel Ricardo da Cunha Couto, sendo sua pedra fundamental lançada em 14 de março daquele ano. Primeiramente chamado de arsenal de marinha, recebeu posteriormente outras denominações e atualmente é conhecido como complexo naval de Ladário. A cidade foi diretamente e totalmente influenciada pela presença desta organização militar.
- Coreto Municipal de Ladário (R. Corumbá, 500, Ladário): o coreto fica situado no centro da cidade, é utilizado somente por autoridades em datas cívicas.
- Escadinha da Quinze de Novembro (Av. General Rondon com a Quinze de Novembro): construída em 1923, possui 126 degraus e faz a ligação do centro da cidade ao Porto Geral.
- Estação Ferroviária da Novoeste (Esplanada da estação próximo a av. Porto Carreiro - Mapa): antigamente era a estação da Noroeste do Brasil-NOB e atualmente administrada pela Novoeste (empresa pertencente a ALL).
- Forte Coimbra (Márgem direita do Rio Paraguai - Mapa): foi construído em 1775 para conter invasões estrangeiras. Atualmente é um distrito do município de Corumbá.
- Forte Junqueira (17° Batalhão de Fronteira - Mapa): construído em 1871, logo após a guerra do Paraguai. Seu nome é uma homenagem ao ministro da guerra da época, José Oliveira Junqueira, que morreu em 1887. Possui 12 canhões, de 75 mm cada, importados da indústria alemã Krupp, mas nunca foram usados. Possui paredes de calcário com meio metro de espessura. Atualmente está situado dentro do Quartel do 17° Batalhão de Fronteira, num penhasco sobre rochas.
- Ladeira Cunha e Cruz (Porto Geral - Mapa): também conhecida por Ladeira da Candelária e um dos principais acessos a região do Porto Geral e o rio Paraguai. Seu nome é uma homenagem ao Capitão Cunha e Cruz, responsável pela derrota dos paraguaios. Ocorreu ali uma sangrenta batalha em 13 de junho de 1867.
- Ladeira José Bonifácio (Porto Geral - Mapa): foi construída em 1922 e também faz a ligação do centro da cidade ao porto.
- Mirante São Felipe (Morro do Cruzeiro - Mapa): vista de toda a cidade e Ladário. Abriga o Cristo Rei do Pantanal.
- Porto Geral (Parte baixa - Mapa): no passado, quando era o terceiro maior porto da américa do sul, abrigava grandes empórios, 25 bancos internacionais, curtumes e a primeira fábrica de gelo do Brasil. Foi tombado em 1992 e reformado em 2005.
Templos
- Capela de Santa Teresinha (Rua Major Gama com Rua Colombo)
- Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Rua Joaquim Murtinho com Major Gama)
- Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária (Praça da República - Mapa): foi construída em 1885 pelo pregador imperial e Vigário da Vara, Frei Mariano de Bagnaia. A igreja, segundo os historiadores, foi motivo de muita polêmica na época, porque o Frei, julgando-se herói da Guerra do Paraguai, ao sobreviver às torturas impostas pelos paraguaios, decidiu construí-la para se auto-homenagear. O bispado não concordou e, diz a lenda, Mariano teria jogado uma praga, amaldiçoando a cidade á estagnação e pobreza. A igreja foi inaugurada dois anos mais tarde, com solenidade do ritual romano. Em seu altar destaca-se um brasão da Coroa portuguesa.
- Igreja de Nossa Senhora Aparecida (Rua Tenente Mequides)
- Igreja de Nossa Senhora de Caacupé (Rua Antônio Maria Coelho): construído em homenagem á padroeira do Paraguai.
- Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Rua 7 de Setembro, 2405)
- Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Rua Gonçalves Dias)
- Igreja do Santuário de Maria Auxiliadora (Rua Dom Aquino, 1037, em frente á Praça da Independência - Mapa): a igreja foi construída em 1940 e ali encontra-se a imagem da escultura de Jesus Cristo em madeira de lei entalhada nos anos 50 pelo artista plástico espanhol Ântonio Burgos Villa (Burgoso), que é amigo pessoal de Pablo Picasso. O artista também deixou inúmeras outras obras de madeira e gesso em Corumbá, onde viveu.
- Igreja de São Benedito (Rua Mato Grosso, 565)
- Igreja São João Bosco (Rua Dom Aquino, 2758)
- Igreja São José Operário (Rua Eugênio Cunha, sn)
- Paróquia Nossa Senhora dos Remédios (Rua Cunha Couto, 339, Ladário): foi construída em 1872, sob a organização de padres franciscanos. Construída em estilo semi-gótico, é ornamentada com vitrais que foram trazidos da Alemanha. Tais vitrais retratam a vida dos santos. O contra-almirante Lemos doou à igreja a imagem de nossa senhora, daí a igreja receber o nome de "Nossa Senhora dos Remédios". Seu espaço comporta 400 pessoas e as festas da padroeira da cidade e as de São João são realizadas em suas dependências. Possui estilo semi-gótico.
- Turismo dos eventos
Corumbá é considerada o centro mais adiantado do estado de Mato Grosso do Sul para eventos e lazer, sendo a cidade qe mais sedia eventos em todo o estado. Dispõe de produtoras e organizadoras de eventos e lançamento de novos produtos, centros para convenções e exposições.
| Mês | Evento(s) |
|---|---|
| Data móvel | Carnaval |
| Fevereiro | Carnaval de Ladàrio; Festa de Nossa Senhora da Candelária (padroeira do município) |
| Março | Jogos Internacionais de Aventura do Pantanal; Seresta da Mulher |
| Abril | Seresta da Liberdade; Festival América do Sul |
| Maio | Seresta do dia das Mães; Festa de Nossa Senhora de Auxilíadora; Mostra Corumbá-Santuário Ecológico de Dança |
| Junho | Festa e banho de São João; Festa de Santo Antônio (namorados); Festa de São Pedro Pescador |
| Julho | Nossa Senhora do Carmo (Forte Coimbra) |
| Agosto | Seresta do dia dos Pais; Festival América do Sul |
| Setembro | Mostra Corumbá-Santuário Ecológico de Dança; Feira Agropecuária do Pantanal; Semana do Município |
| Outubro | Festa de Nossa Senhora dos Remédios (Padroeira de Ladário); Festival Pantanal das Águas |
| Novembro | Festival de Bandas e Fanfarras do Pantanal; Festival Gastronômico de Corumbá; Concerto de Santa Cecília da Banda Manoel Florêncio; Apresentação do Coral Cidade Branca |
| Dezembro | Concurso de Presépio, árvores de natal e de fachadas; Festa e Louvação a Iemanjá; Lavagem da escadaria da Igreja Nossa Senhora da Candelária |
| Nome | Localização | Salas | Observação |
|---|---|---|---|
| Anfiteatro Cidade Dom Bosco | R. Dom Aquino Corrêa, 2462, Bairro Dom Bosco | 1 (450 lugares) | o palco é de tamanho médio a grande. O prédio é de concepção antiga e foi reformado recentemente, ficando mais moderno. O local abriga apresentaçoes de grupos de dança, palestras, atividades das forças militares (polícia militar, bombeiros) e palestras realizadas pela prefeitura |
| Anfiteatro do Colégio Salesiano de Santa Teresa | R. Dom Aquino, 1119, Centro | 1 (400 lugares) | construído por volta de 1920, o prédio passou por uma reforma em 2006 |
| Anfiteatro Professor Salomão Baruki | R. Poconé, sn | 1 (700 lugares) | localizado próximo da UFPAN, possui mesa presidencial para dez pessoas. É climatizado e possui copa com barzinho |
| Anfiteatro Santa Tereza | R. 15 de Novembro, 489, Centro | 1 (460 lugares) | localizado dentro do Colégio Dom Bosco |
| Auditório Cassio Leite de Barros | Av. General Rondon, 1.033, Centro | 1 (100 lugares | o auditório possui poltronas confortáveis, mesa presidencial para oito lugares. Possui tomadas para serem instalados equipamentos, três ar-condicionados centrais e iluminação. |
| Auditório da Casa de Cultura Luis Albuquerque | Praça da República - Mapa | vários de 30 à 50 lugares | está situado no Instituto Luis de Albuquerque |
| Auditório do Banco do Brasil | R. 13 de junho, 914 | 1 (100 lugares) | - |
| Auditório do Hotel Gold Fish | Av. Rio Branco, 2799, Vila Mamona | 1 (70 lugares) | - |
| Auditório do Hotel Nacional | R. América, 936, Centro | 1 (110 lugares) | possui mesa presidencial para seis lugares, som, microfone, televisão, vídeo, multimídea, iluminação, ar-condicionado (4 aparelhos), projetor de slides, um banheiro e serviço de cooffe-brack |
| Auditório do SEBRAE | Av. Rio Branco, 1180, Bairro Universitário | 1 (120 lugares dividido em 3 de 40 lugares cada) | . O auditório possui ar-condicionado, banheiro e lanchonete. Oferecem mesa com seis canais, spots de iluminação no palco, palco com capacidade para 6 a 8 palestrantes. |
| Centro de Convenções de Corumbá | Porto Geral - Mapa | 3 auditórios de variadas capacidades | - |
| Parque de Exposições Belmiro Maciel de Barros | BR-262 - Mapa | - | realiza exposições agropecuárias (Feapan) e shows |
- Ecoturismo e turismo de pesca
A cada dia que passa o ecoturismo e a pesca se transforma na fonte de renda e empregos da região de Corumbá. O turismo de pesca é realizado ás margens dos rios Paraguai (Porto da Manga, baía de Albuquerque, foz dos rios Abobral, Miranda, Morrinhos e Porto Esperança). O eco turismo também já começa a ser explorado, apesar de timidamente.
[editar] Esporte
Possui vários equipamentos esportivos que impulsionam mais o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas: dois estádios (sendo o Artur Marinho o maior deles), 5 ginásios e dois times de futebol.
Os dois times de expressão da cidade são o Corumbaense Futebol Clube e o Pantanal Futebol Clube. Os estádios que recebem jogos oficiais são:
- Estádio Artur Marinho (Rua Delamare, 2.535, Bairro Dom Bosco - Mapa): o Campeonato Estadual e o Campeonato da cidade de Corumbá ocorrem neste espaço. Tem capacidade para 12 mil pessoas, possui banheiros para o público masculino e feminino (dois de cada), alojamento para 40 pessoas (20 beliches) com 24 banheiros, 01 vestiário para os árbitros, refletores para jogos noturnos e ainda, 8 cabines para rádio e tv e banheiros para a emprensa. O campo é oficial como determina a FIFA.
- Estádio Vicente Fortunato (Rua Dom Pedro II, 957, Ladário - Mapa): no estádio é realizado o campeonato municipal de Ladário (com 26 equipes divididas em 4 categorias, a sub-18, a categoria livre, master 38 e master 43). Recebe o time do Pantanal Futebol Clube que realizam treinos e jogos amistosos. Possui capacidade de acomodar 800 pessoas sentadas e aproximadamente 3 mil pessoas ao todo. O espaço é cedido mediante acordo com o responsável, com antecedência de uma semana, não há cobrança se for evento realizado sem fins lucrativos. Possui banheiros, vestiários, e cabines para rádio e televisão. Não possui iluminação.
Os ginásios que atendem a cidade são:
- Ginásio do Corumbaense Futebol Clube (Av. General Rondon, 1.338, Centro): O ginásio acomoda até 2 mil pessoas, possui uma quadra polivalente, seis sanitários masculinos e oito femininos, vestiário, alojamento para trinta pessoas, possui refletores para jogos noturnos e cantina.
- Ginásio Poliesportivo Lucílio de Medeiros (Rua Porto Carrêro, 01, Centro): pertencente a FUNEC, possui vestiários, banheiros, alojamento para 40 pessoas (20 feminino e 20 masculino). Uma quadra coberta polivalente e 3 descobertas (basquete, futsal e tênis). Um campo de futebol, um campo de suíço, uma quadra de futebol de areia, duas pistas de caminhada e uma pista de skate. A capacidade da quadra coberta é de 6 mil lugares.
- Ginásio Poliesportivo Professor Hélio Benze (Rua Corumbá, Sn, Ladário): possui capacidade para 5 mil pessoas, além de dois banheiros (masc. e fem.) e dois vestiários, quadra oficial polivalente, sem alojamento. O espaço já recebeu a Copa Morena, Jogos Escolares do MS (JEMS), Jogos Escolares de Ladário e o Festival da Canção Estudantil.
- Poliesportivo São Miguel (Rua Comandante Souza Lobo, 403, Ladário): o local possui vestiários, banheiros mas não possui alojamento próprio. Tem capacidade para aproximadamente trezentas pessoas em dias de jogos, possui uma quadra polivalente, também um palco para encenação teatral. Não é climatizado, porém o local é parcialmente aberto e possui exaustores no teto, iluminação sobre o palco e em toda a quadra. Seu espaço foi cedido para eventos teatrais do Festival América do Sul.
[editar] Endemias
Corumbá apresenta como endemia a Leishmaniose apresentando tanto a leishmaniose visceral quanto a leishmaniose tegumentar. Esse quadro endêmico se agrava porque a cidade tem clima propício para a reprodução dos vetores, no caso de Corumbá o mosquito flebotomíneo Lutzomyia cruzi, o mais encontrado. Além disso, outro fator agravante é a falta de controle sanitário na fronteira com a Bolívia. [19]
[editar] Ver também
- Fortificações de Corumbá
- Maciço do Urucum
- Trem do Pantanal
- Embrapa Pantanal
- Zona de Fronteira Corumbá-Puerto Suarez
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2003-2006. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de dezembro de 2008). Página visitada em 4 de janeiro de 2009.
- ↑ CEP de cidades brasileiras. Correios. Página visitada em 31 de Julho de 2008.
- ↑ Eleitorado de Mato Grosso do Sul. TRE-MS. Página visitada em 30 de Julho de 2008.
- ↑ Urbanização das cidades brasileiras. Embrapa Monitoramento por Satélite. Página visitada em 30 de Julho de 2008.
- ↑ "IBGE"
- ↑ Sidra. IBGE. Página visitada em 29 de Julho de 2008.
- ↑ http://www.capitaldopantanal.com.br/index.php?sPagina=cpt002_noticia&iNoticia=27719&sCanal=
- ↑ http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=6&id=244793
- ↑ http://www.corumbaonline.com.br/noticia.asp?busca=pesquisa&codigo=123239
- ↑ http://www.targetbr.com/downloads/Ranking_IPC2009x2008_500.pdf
- ↑ http://www.corumba.ms.gov.br/modules/news/article.php?storyid=5242
- ↑ http://www.corumbaonline.com.br/noticia.asp?busca=dunkerque&codigo=83625
- ↑ Levantamento do perfil sócio-econômico dos moradores da área urbana de Corumbá/Atlas de Inclusão e Exclusão Social de Corumbá - Universidade Federal do Pantanal (UFPAN)
- ↑ http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1269&id_pagina=1
- ↑ http://www.corumbaonline.com.br/noticia.asp?busca=Mate+chimarr%E3o&codigo=94223
- ↑ Portal do governo do estado de São Paulo <http://www.sucen.sp.gov.br/atuac/viscer.html>. Página visitada em 08 de julho de 2009


